Será que o Louçã está a fazer figura de urso e a humilhar publicamente os seus camaradas de partido (nomeadamente os que não são da cúpula)?
Ou será que o Marcelo, depois do Alegre, depois do Costa… (e do que mais aí venha) é só mais um burguês a receber brindes de um partido que se diz de esquerda?
O Carvalho da Silva tem muitos defeitos, é certo, mas no actual contexto seria uma campanha, esta sim, para abrir portas que nenhum Alegre, Louçã ou Jerónimo, sozinhos, conseguem abrir.
o pá! deixa-te dessas cenas! As únicas portas que Abril abriu foram escancaradas pelo povo na rua e na luta. Que merda é esta dos notáveis da esquerda?!? Antes um precário à presidência que o shôr doutor do ISCTE. Porra que não se entende! Passas a vida a falar na CGTP burocrática, reformista e mais não sei das quantas… e agora, a 4 anos de distância ,já estás a fazer campanha pelo seu ex-dirigente máximo que o foi durante 20 anos…
E depois, quando as presidênciais chegarem, sabes lá se ainda há país…
Isso é tudo verdade, mas nem sempre o que eles querem é o que nós fazemos deles. Se surgir um candidato precário estou com ele, mas ao contrário do que é costume este podia ser um duelo napoleónico com algum interesse para o movimento.
Portanto, a estratégia é desviar o movimento da rua para a liça eleitoral atrás de um candidato que tu acusas de reformismo e que, apresentando-se como candidato reformista, não deixaria de contar com a rapaziada radical para fazer número. E tudo isto para daqui a 4 anos…
Uau! Mas isto é o tacticismo trotskista a dar show de bola ao estalinismo mais refinado. ehehehehehe
Desviar?!? Quem falou em desviar? O que disse é que pode abrir portas ao movimento, sobretudo aquele que se passa na rua. As eleições costumam ser um desmobilizadoras, mas neste cenário podia ser bem diferente.
não é verdade!
quantos dos que aqui comentaram assistiram ao evento?
obviamente, Marcelo aproveitou-se logo para dizer que o facto de estar ali era a prova provada que “estamos numa democracia consolidada” – mas Marcelo jamais aceitaria um governo xuxialista, por exemplo, com Louçã como ministro das Finanças
Depreende-se do modo como se ouviu a posição dos dois oradores sobre o pagamento da Dívida
Quanto ao livro, obviamente a opção de convidar o comentador televisivo é muito inteligente do ponto de vista do marketing – Louçã e Mariana Mortágua adquiriram uma maior visibilidade – concordando ou não com a opção de Louçã (rejeitar apenas parte do pagamento da divida) podemos não concordar com ela, mas o livro é muito bom e contem muita informação com a qual se aprende
Aconselho vivamente
A visibilidade da burguesia para o povo lê-se “sombra”. A visibilidade desta iniativa fica-se por uma exposição ao ridículo por parte do Bloco de Esquerda. Quando a política fica perdida em tertúlias entre a pequena e a grande burguesia, o povo compreensivelmente sente-se convidado ao conformismo e resignação ou por outras palavras ganha o “são todos iguais” ou “não há alternativa”.
Ganhou o sentimento de alienação e apego à burguesia, perdeu o povo mais uma vez deixado na penúmbra pelo soundbyte e o marketing político. Cretinismo parlamentar em todo o seu explendor.
Desculpem que já falei de mais… bastar-me-ia dizer: ridículo, ridículo e nada mais.
Não sabe o que é apanhar uma bebedeira para esquecer que se está desempregado…
Não sabe o que é viver numa pocilga e não ter dinheiro para algo melhor…
Não sabe o que é procurar no lixo por algo que comer…
Repare que não estou a dizer que passo por situações destas, excepto a primeira à um par de anos (e nunca mais arranjei emprego).
Mas como não estou preocupado com mediatismos e tácticas eleitorais ousadas para passar na televisão e não me ando a prostituir para os “média” qual Lili Caneças da política, sobra me tempo para ver melhor o que se passa à minha volta. E tentar ajudar e pedir ajuda quando preciso. E estar com e no meio do povo trabalhador seja ele precário, desempregado ou pobre. E estar na luta que vem de baixo, na luta real, da vida real, do povo real.
Não percebe mas é simples: fazer tudo para “ser conhecido” (através desse vómito que se chama mass media burgueses) a todo custa, custa não conhecer os que não são nem nunca serão “conhecidos”.
O povo sabe muito bem o que os passam a vida à espera do soundbyte representam. Representam o boneco, a personagem o texto cuidadosamente escolhido para a câmara, ora nada disso é real e nada disso é uma conversa franca entre iguais, ou entre pares, com o povo.
Atrair as câmaras, não atrai e nunca atrairá o povo. O BE não aprendeu nada na última década. O soundbyte levou o Bloco a 10% dos votos, o soundbyte desmoronou os votos do Bloco para 5%.
Queriam conquistar a televisão e foram conquistados como tontos pela televisão. O mediatismo só pode ser dominado por quem o domina realmente como dono e patrão, todos os outros que esbracejam para a tv não passam de tontos. Será preciso dizer – o óbvio – que Marcelo é um burguês (amigo de todos oligarcas dos media)?
Pois a questão é exactamente essa, “ninguém” assistiu ao lançamento do livro e ninguém sabe o que lá disse Louçã. As notícias são sobre o que disse Marcelo. E Louçã tinha obrigação de saber disso antes de o convidar. Mas que raio, agora vale tudo? Se não me tivesse já demitido do Bloco era desta que rasgava o cartão!
Não há nada de minimamente inteligente em convidar Marcelo para apresentar este livro.
Posso achar piada e interessante o Saramago convidar Miguel Veiga para apresentar um livro seu de ficção. Mas esta atitude, não tem pés nem cabeça.
É a forma de eu, que tenho um ou outro livro de Louçã, não pegar neste.
Descredibilização.
Futilização do conteúdo.
Como se este – o conteúdo, as ideias – não tivessem peso. Sociedade do Espectáculo no seu esplendor.
Assim, não adquiro isto. Por pudor e vergonha, e porque não acredito na sociedade do espectáculo. Tudo o está naquelas páginas é uma espécie de brincadeira elástica.
Sem mais espinhas, vão-se todos foder. Um gajo, já não pode ter os conhecimentos ou os amigos que quiser. Tudo está definido pela política, para vocês. Um gajo é de cor contrária, nem te chegues a ele. Ora vão-se foder. É assim que se constroem os guetos, é assim que se enchem prisões, é assim que o terrorismo começa. Vão-se foder, porra!
http://afarpa.wordpress.com/2012/03/06/carta-aberta-aos-camaradas-francisco-louca-e-mariana-mortagua/
Bom texto Alex.
Onde uns viram uma publicidade de efeito duvidoso (como identificas) outro viu uma boa acção de pré-campanha.
Abraço e boas farpas.
Isto é montagem?Só pode.
Ó Renato e porque não lançar uma candidatura do 5dias?
Aqui temos todos menos de 35 anos.
Eu tenho 40. Já posso.
Se o Carvalho da Silva se cortar, temos candidato!!
Boa!
Pingback: O Bloco de Esquerda e as Presidenciais | cinco dias
Será que o Louçã está a fazer figura de urso e a humilhar publicamente os seus camaradas de partido (nomeadamente os que não são da cúpula)?
Ou será que o Marcelo, depois do Alegre, depois do Costa… (e do que mais aí venha) é só mais um burguês a receber brindes de um partido que se diz de esquerda?
Santa pedância…
Pois eu não tinha problemas em votar Renato Teixeira – melhor que o eterno e chato Carvalho da Silva: mais novo, mais genica, mais à esquerda
O Carvalho da Silva tem muitos defeitos, é certo, mas no actual contexto seria uma campanha, esta sim, para abrir portas que nenhum Alegre, Louçã ou Jerónimo, sozinhos, conseguem abrir.
o pá! deixa-te dessas cenas! As únicas portas que Abril abriu foram escancaradas pelo povo na rua e na luta. Que merda é esta dos notáveis da esquerda?!? Antes um precário à presidência que o shôr doutor do ISCTE. Porra que não se entende! Passas a vida a falar na CGTP burocrática, reformista e mais não sei das quantas… e agora, a 4 anos de distância ,já estás a fazer campanha pelo seu ex-dirigente máximo que o foi durante 20 anos…
E depois, quando as presidênciais chegarem, sabes lá se ainda há país…
Isso é tudo verdade, mas nem sempre o que eles querem é o que nós fazemos deles.
Se surgir um candidato precário estou com ele, mas ao contrário do que é costume este podia ser um duelo napoleónico com algum interesse para o movimento.
Portanto, a estratégia é desviar o movimento da rua para a liça eleitoral atrás de um candidato que tu acusas de reformismo e que, apresentando-se como candidato reformista, não deixaria de contar com a rapaziada radical para fazer número. E tudo isto para daqui a 4 anos…
Uau! Mas isto é o tacticismo trotskista a dar show de bola ao estalinismo mais refinado. ehehehehehe
Desviar?!? Quem falou em desviar? O que disse é que pode abrir portas ao movimento, sobretudo aquele que se passa na rua. As eleições costumam ser um desmobilizadoras, mas neste cenário podia ser bem diferente.
Mas qual movimento da rua? só se for o espanhol, o grego ou o islandês (da islândia)
não é verdade!
quantos dos que aqui comentaram assistiram ao evento?
obviamente, Marcelo aproveitou-se logo para dizer que o facto de estar ali era a prova provada que “estamos numa democracia consolidada” – mas Marcelo jamais aceitaria um governo xuxialista, por exemplo, com Louçã como ministro das Finanças
Depreende-se do modo como se ouviu a posição dos dois oradores sobre o pagamento da Dívida
Quanto ao livro, obviamente a opção de convidar o comentador televisivo é muito inteligente do ponto de vista do marketing – Louçã e Mariana Mortágua adquiriram uma maior visibilidade – concordando ou não com a opção de Louçã (rejeitar apenas parte do pagamento da divida) podemos não concordar com ela, mas o livro é muito bom e contem muita informação com a qual se aprende
Aconselho vivamente
A visibilidade da burguesia para o povo lê-se “sombra”. A visibilidade desta iniativa fica-se por uma exposição ao ridículo por parte do Bloco de Esquerda. Quando a política fica perdida em tertúlias entre a pequena e a grande burguesia, o povo compreensivelmente sente-se convidado ao conformismo e resignação ou por outras palavras ganha o “são todos iguais” ou “não há alternativa”.
Ganhou o sentimento de alienação e apego à burguesia, perdeu o povo mais uma vez deixado na penúmbra pelo soundbyte e o marketing político. Cretinismo parlamentar em todo o seu explendor.
Desculpem que já falei de mais… bastar-me-ia dizer: ridículo, ridículo e nada mais.
A imagem é um texto que produz sentido capaz de fazer-se visível só por si,concretizando o plano do conteúdo…
Não percebeu, pois não percebe…
Não sabe o que é apanhar uma bebedeira para esquecer que se está desempregado…
Não sabe o que é viver numa pocilga e não ter dinheiro para algo melhor…
Não sabe o que é procurar no lixo por algo que comer…
Repare que não estou a dizer que passo por situações destas, excepto a primeira à um par de anos (e nunca mais arranjei emprego).
Mas como não estou preocupado com mediatismos e tácticas eleitorais ousadas para passar na televisão e não me ando a prostituir para os “média” qual Lili Caneças da política, sobra me tempo para ver melhor o que se passa à minha volta. E tentar ajudar e pedir ajuda quando preciso. E estar com e no meio do povo trabalhador seja ele precário, desempregado ou pobre. E estar na luta que vem de baixo, na luta real, da vida real, do povo real.
Não percebe mas é simples: fazer tudo para “ser conhecido” (através desse vómito que se chama mass media burgueses) a todo custa, custa não conhecer os que não são nem nunca serão “conhecidos”.
O povo sabe muito bem o que os passam a vida à espera do soundbyte representam. Representam o boneco, a personagem o texto cuidadosamente escolhido para a câmara, ora nada disso é real e nada disso é uma conversa franca entre iguais, ou entre pares, com o povo.
Atrair as câmaras, não atrai e nunca atrairá o povo. O BE não aprendeu nada na última década. O soundbyte levou o Bloco a 10% dos votos, o soundbyte desmoronou os votos do Bloco para 5%.
Queriam conquistar a televisão e foram conquistados como tontos pela televisão. O mediatismo só pode ser dominado por quem o domina realmente como dono e patrão, todos os outros que esbracejam para a tv não passam de tontos. Será preciso dizer – o óbvio – que Marcelo é um burguês (amigo de todos oligarcas dos media)?
Pois a questão é exactamente essa, “ninguém” assistiu ao lançamento do livro e ninguém sabe o que lá disse Louçã. As notícias são sobre o que disse Marcelo. E Louçã tinha obrigação de saber disso antes de o convidar. Mas que raio, agora vale tudo? Se não me tivesse já demitido do Bloco era desta que rasgava o cartão!
Pingback: O Renato Teixeira e as culpas do Bloco de Esquerda nas Presidenciais (ou: eis o motivo pelo qual eu não escrevo nada quando nada tenho para dizer e por isso se passa tanto tempo sem que aqui escreva o que quer que seja) | cinco dias
Resumindo, um gajo, por ter ideias políticas diferentes, não pode ser amigo de outro gajos. Fodasse…
Não há nada de minimamente inteligente em convidar Marcelo para apresentar este livro.
Posso achar piada e interessante o Saramago convidar Miguel Veiga para apresentar um livro seu de ficção. Mas esta atitude, não tem pés nem cabeça.
É a forma de eu, que tenho um ou outro livro de Louçã, não pegar neste.
Descredibilização.
Futilização do conteúdo.
Como se este – o conteúdo, as ideias – não tivessem peso. Sociedade do Espectáculo no seu esplendor.
Assim, não adquiro isto. Por pudor e vergonha, e porque não acredito na sociedade do espectáculo. Tudo o está naquelas páginas é uma espécie de brincadeira elástica.
Pingback: O silêncio do Carlos Guedes e a azia do Bloco de Esquerda (ou: eis o motivo pelo qual os activistas nada escrevem desde o descalabro da candidatura presidencial do Manuel Alegre) | cinco dias
Pingback: O silêncio do Carlos Guedes e a azia do Bloco de Esquerda (ou: eis o motivo pelo qual os aderentes do BE nada escrevem desde o descalabro da candidatura presidencial do Manuel Alegre) | cinco dias
Sem mais espinhas, vão-se todos foder. Um gajo, já não pode ter os conhecimentos ou os amigos que quiser. Tudo está definido pela política, para vocês. Um gajo é de cor contrária, nem te chegues a ele. Ora vão-se foder. É assim que se constroem os guetos, é assim que se enchem prisões, é assim que o terrorismo começa. Vão-se foder, porra!
Depois disto, é convidar o Durão Barroso para a terceira edição do Guerra Infinita. Não?
Pingback: Ainda o caso FRANCISCO LOUÇÃ – MARCELO REBELO DE SOUSA | cinco dias