Louçã usa Marcelo para promover o seu livro ou Marcelo usa Louçã para a pré-campanha das presidenciais?

O que espera a esquerda para lançar a candidatura do Carvalho da Silva?

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

30 respostas a Louçã usa Marcelo para promover o seu livro ou Marcelo usa Louçã para a pré-campanha das presidenciais?

    • Renato Teixeira diz:

      Bom texto Alex.

      Onde uns viram uma publicidade de efeito duvidoso (como identificas) outro viu uma boa acção de pré-campanha.

      Abraço e boas farpas.

  1. Isto é montagem?Só pode.

  2. Ó Renato e porque não lançar uma candidatura do 5dias?

  3. Pingback: O Bloco de Esquerda e as Presidenciais | cinco dias

  4. Rocha diz:

    Será que o Louçã está a fazer figura de urso e a humilhar publicamente os seus camaradas de partido (nomeadamente os que não são da cúpula)?
    Ou será que o Marcelo, depois do Alegre, depois do Costa… (e do que mais aí venha) é só mais um burguês a receber brindes de um partido que se diz de esquerda?

    Santa pedância…

  5. Pedro Bergano diz:

    Pois eu não tinha problemas em votar Renato Teixeira – melhor que o eterno e chato Carvalho da Silva: mais novo, mais genica, mais à esquerda

    • Renato Teixeira diz:

      O Carvalho da Silva tem muitos defeitos, é certo, mas no actual contexto seria uma campanha, esta sim, para abrir portas que nenhum Alegre, Louçã ou Jerónimo, sozinhos, conseguem abrir.

  6. Pedro Bergano diz:

    o pá! deixa-te dessas cenas! As únicas portas que Abril abriu foram escancaradas pelo povo na rua e na luta. Que merda é esta dos notáveis da esquerda?!? Antes um precário à presidência que o shôr doutor do ISCTE. Porra que não se entende! Passas a vida a falar na CGTP burocrática, reformista e mais não sei das quantas… e agora, a 4 anos de distância ,já estás a fazer campanha pelo seu ex-dirigente máximo que o foi durante 20 anos…
    E depois, quando as presidênciais chegarem, sabes lá se ainda há país…

    • Renato Teixeira diz:

      Isso é tudo verdade, mas nem sempre o que eles querem é o que nós fazemos deles. 😉 Se surgir um candidato precário estou com ele, mas ao contrário do que é costume este podia ser um duelo napoleónico com algum interesse para o movimento.

      • Portanto, a estratégia é desviar o movimento da rua para a liça eleitoral atrás de um candidato que tu acusas de reformismo e que, apresentando-se como candidato reformista, não deixaria de contar com a rapaziada radical para fazer número. E tudo isto para daqui a 4 anos…

        Uau! Mas isto é o tacticismo trotskista a dar show de bola ao estalinismo mais refinado. ehehehehehe

        • Renato Teixeira diz:

          Desviar?!? Quem falou em desviar? O que disse é que pode abrir portas ao movimento, sobretudo aquele que se passa na rua. As eleições costumam ser um desmobilizadoras, mas neste cenário podia ser bem diferente.

        • antónimo diz:

          Mas qual movimento da rua? só se for o espanhol, o grego ou o islandês (da islândia)

  7. xatoo diz:

    não é verdade!
    quantos dos que aqui comentaram assistiram ao evento?
    obviamente, Marcelo aproveitou-se logo para dizer que o facto de estar ali era a prova provada que “estamos numa democracia consolidada” – mas Marcelo jamais aceitaria um governo xuxialista, por exemplo, com Louçã como ministro das Finanças
    Depreende-se do modo como se ouviu a posição dos dois oradores sobre o pagamento da Dívida
    Quanto ao livro, obviamente a opção de convidar o comentador televisivo é muito inteligente do ponto de vista do marketing – Louçã e Mariana Mortágua adquiriram uma maior visibilidade – concordando ou não com a opção de Louçã (rejeitar apenas parte do pagamento da divida) podemos não concordar com ela, mas o livro é muito bom e contem muita informação com a qual se aprende
    Aconselho vivamente

    • Rocha diz:

      A visibilidade da burguesia para o povo lê-se “sombra”. A visibilidade desta iniativa fica-se por uma exposição ao ridículo por parte do Bloco de Esquerda. Quando a política fica perdida em tertúlias entre a pequena e a grande burguesia, o povo compreensivelmente sente-se convidado ao conformismo e resignação ou por outras palavras ganha o “são todos iguais” ou “não há alternativa”.

      Ganhou o sentimento de alienação e apego à burguesia, perdeu o povo mais uma vez deixado na penúmbra pelo soundbyte e o marketing político. Cretinismo parlamentar em todo o seu explendor.

      Desculpem que já falei de mais… bastar-me-ia dizer: ridículo, ridículo e nada mais.

    • A imagem é um texto que produz sentido capaz de fazer-se visível só por si,concretizando o plano do conteúdo…

      • Rocha diz:

        Não percebeu, pois não percebe…

        Não sabe o que é apanhar uma bebedeira para esquecer que se está desempregado…

        Não sabe o que é viver numa pocilga e não ter dinheiro para algo melhor…

        Não sabe o que é procurar no lixo por algo que comer…

        Repare que não estou a dizer que passo por situações destas, excepto a primeira à um par de anos (e nunca mais arranjei emprego).

        Mas como não estou preocupado com mediatismos e tácticas eleitorais ousadas para passar na televisão e não me ando a prostituir para os “média” qual Lili Caneças da política, sobra me tempo para ver melhor o que se passa à minha volta. E tentar ajudar e pedir ajuda quando preciso. E estar com e no meio do povo trabalhador seja ele precário, desempregado ou pobre. E estar na luta que vem de baixo, na luta real, da vida real, do povo real.

        Não percebe mas é simples: fazer tudo para “ser conhecido” (através desse vómito que se chama mass media burgueses) a todo custa, custa não conhecer os que não são nem nunca serão “conhecidos”.

        O povo sabe muito bem o que os passam a vida à espera do soundbyte representam. Representam o boneco, a personagem o texto cuidadosamente escolhido para a câmara, ora nada disso é real e nada disso é uma conversa franca entre iguais, ou entre pares, com o povo.

        Atrair as câmaras, não atrai e nunca atrairá o povo. O BE não aprendeu nada na última década. O soundbyte levou o Bloco a 10% dos votos, o soundbyte desmoronou os votos do Bloco para 5%.

        Queriam conquistar a televisão e foram conquistados como tontos pela televisão. O mediatismo só pode ser dominado por quem o domina realmente como dono e patrão, todos os outros que esbracejam para a tv não passam de tontos. Será preciso dizer – o óbvio – que Marcelo é um burguês (amigo de todos oligarcas dos media)?

    • João diz:

      Pois a questão é exactamente essa, “ninguém” assistiu ao lançamento do livro e ninguém sabe o que lá disse Louçã. As notícias são sobre o que disse Marcelo. E Louçã tinha obrigação de saber disso antes de o convidar. Mas que raio, agora vale tudo? Se não me tivesse já demitido do Bloco era desta que rasgava o cartão!

  8. Pingback: O Renato Teixeira e as culpas do Bloco de Esquerda nas Presidenciais (ou: eis o motivo pelo qual eu não escrevo nada quando nada tenho para dizer e por isso se passa tanto tempo sem que aqui escreva o que quer que seja) | cinco dias

  9. von diz:

    Resumindo, um gajo, por ter ideias políticas diferentes, não pode ser amigo de outro gajos. Fodasse…

  10. Não há nada de minimamente inteligente em convidar Marcelo para apresentar este livro.
    Posso achar piada e interessante o Saramago convidar Miguel Veiga para apresentar um livro seu de ficção. Mas esta atitude, não tem pés nem cabeça.
    É a forma de eu, que tenho um ou outro livro de Louçã, não pegar neste.
    Descredibilização.
    Futilização do conteúdo.
    Como se este – o conteúdo, as ideias – não tivessem peso. Sociedade do Espectáculo no seu esplendor.
    Assim, não adquiro isto. Por pudor e vergonha, e porque não acredito na sociedade do espectáculo. Tudo o está naquelas páginas é uma espécie de brincadeira elástica.

  11. Pingback: O silêncio do Carlos Guedes e a azia do Bloco de Esquerda (ou: eis o motivo pelo qual os activistas nada escrevem desde o descalabro da candidatura presidencial do Manuel Alegre) | cinco dias

  12. Pingback: O silêncio do Carlos Guedes e a azia do Bloco de Esquerda (ou: eis o motivo pelo qual os aderentes do BE nada escrevem desde o descalabro da candidatura presidencial do Manuel Alegre) | cinco dias

  13. von diz:

    Sem mais espinhas, vão-se todos foder. Um gajo, já não pode ter os conhecimentos ou os amigos que quiser. Tudo está definido pela política, para vocês. Um gajo é de cor contrária, nem te chegues a ele. Ora vão-se foder. É assim que se constroem os guetos, é assim que se enchem prisões, é assim que o terrorismo começa. Vão-se foder, porra!

  14. Pingback: Ainda o caso FRANCISCO LOUÇÃ – MARCELO REBELO DE SOUSA | cinco dias

Os comentários estão fechados.