“Governados” por bandidos – donde, todos os motins e pilhagens são legítimos: o FIM é o FIM! Destruir tudo, o “fim da história” deve ser o “fim da história” (dando razão a Fukuyama)

Num chorrilho de banalidades e de não-ditos (falando do Programa de Ajustamento “robusto” e de sucesso – como!?), publicou o ministro das Finanças Gaspar, Vítor, na passada quinta-feira na “Visão” (23/2/2012) um texto intitulado “Como superar a emergência nacional em Portugal”. Uma prosa de pau, vergonhosa até para um mau aluno do secundário, de “pau” não pela complexidade técnica (terá a personagem capacidades técnicas para alguma coisa??), não pela complexidade mas pela redundância (“nacional” em “Portugal”, mas então seria “nacional” onde mais??), pela banalidade (queixava-se do rácio de transformação dos depósitos em crédito passar para 165% desde a adesão ao Euro, como se o Euro não viesse aqui ter connosco como uma promessa de fartura, precisamente protagonizada pelos míseros “gaspares”) e por enumerar o que uma qualquer página do INE também faz (défice de 10% a exigir “ajuda externa” – já agora, qual foi o défice da Alemanha na reunificação?).

Depois, quanto ao Programa de Empobrecimento em Marcha, diz a personagem que contém um envelope financeiro de X (todos sabemos a quantia, e quanto vai para a banca), e que tal resultará em crescimento muito antes do tempo previsto pela troika, e que o programa é “robusto” porque decorre em condições de crescimento económico baixo. Como? Como disse?

O “técnico” reclama um sucesso para um Plano quando aplicado sobre muito mais de 1 milhão de desempregados (15%), 900 por mês e uma recessão de 4% (mais?). Mas quais são as razões para a robustez (sic) das soluções da personagem? O que pretende ele fazer? Depois de tudo, fugir?, emigrar?

Alain Badiou num excelente capítulo 1 para o seu recente “Circonstances 6: Le Réveil de l’Histoire” (onde defende os motins, TODOS OS MOTINS contra os delinquentes e bandidos que “governam” a Europa, de Portugal à Grécia) parece falar por Gaspar; e Gaspar, o pobre Gaspar (se comparado com os seus ídolos Thatcher, Reagan, Friedman e, porque não?, Pinochet) é um capitalista que “confia o destino dos seus eleitores aos apetites financeiros duma oligarquia” que, nas horas vagas, brinca aos AAA ou ABB ou AA++ para susto das noites de Gaspar (que, no fundo, nada se assusta, pois sabe ao serviço de quem está e o que está a fazer). Um regime de “bandidos”, diz Badiou desassombradamente, um capitalismo globalizado que nada de novo trouxe ao diagnóstico de Marx, que já falava em “mercado mundial” e nesta “concentração de capital”.

Gaspar, o Vítor deste governo de bandidos (como Badiou é certo!!), é um filho dos anos 80, quando isto entrou em vigor: “Privatizar tudo. Supressão de apoios aos desprotegidos, solitários, doentes [“que paguem”, dizia M. Ferreira Leite] e desempregados [como se orgulhava e queria mostrar serviço um ministro espanhol perante um colega Boche]. Supressão de ajudas a quem quer que seja, menos aos banqueiros. Não se ocupar nunca da pobreza, deixar morrer os velhos [a não ser que paguem os seus tratamentos, dizia também a católica Ferreira Leite]. Baixar os salários dos pobres, como baixar os impostos dos ricos. Que todo o mundo trabalhe até aos 90 anos [aguentará Gaspar??]. Não leccionar matemáticas senão para os negócios, leitura apenas para os proprietários e história para os ideólogos de serviço”. Pois se a história estivesse ao alcance de todos, onde estaria Gaspar a estas horas?

Entretanto, fala Gaspar de compromissos de Portugal até 2015 (ou mais, muito mais). E nem é preciso recorrer a nenhum pensador revolucionário para desprezar esta afectação das gerações seguintes aos programas dos “gaspares” desta Europa miserável. Kant, esse mesmo, no conhecido texto, de 1784, “Resposta à pergunta: Que é o Iluminismo?”, dizia que líderes de uma época que comprometem os cidadãos da seguinte, devem ser considerados criminosos (contra a natureza humana) e nulos, mesmo que apoiados em tratados e parlamentos. Exacto, a democracia parlamentar tem limites e eu sempre a achei uma nulidade legal e humana! Portanto, que mil motins floresçam. Já. Aqui e agora.

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34 respostas a “Governados” por bandidos – donde, todos os motins e pilhagens são legítimos: o FIM é o FIM! Destruir tudo, o “fim da história” deve ser o “fim da história” (dando razão a Fukuyama)

  1. Paulo Correia diz:

    Isto começa a ser um caso de policia. Carlos Vidal controle-se ou ainda se pode vir a surpeender com a choça.

    • De diz:

      Uma ameaça?

      Posso repetir e subscrever?
      “Kant, esse mesmo, no conhecido texto, de 1784, “Resposta à pergunta: Que é o Iluminismo?”, dizia que líderes de uma época que comprometem os cidadãos da seguinte, devem ser considerados criminosos (contra a natureza humana) e nulos, mesmo que apoiados em tratados e parlamentos. Exacto, a democracia parlamentar tem limites e eu sempre a achei uma nulidade legal e humana! Portanto, que mil motins floresçam. Já. Aqui e agora.”

      • JgMenos diz:

        DE vai dedicar-se à jardinagem, florescendo motins!
        Um momento bucólico e quase comovente.

        • De diz:

          “Dedicar-se à jardinagem , florescendo motins”
          Ponto de exclamação.

          Está na mesma JgMenos.
          A trivialidade ou outra coisa qualquer.
          (ou mais uma vez a suprema ignorância de um coitado que saltita de palavra em palavra…sem quase nunca perceber do que se trata…ou do que se fala)
          Talvez recomendar-lhe uma vez mais:
          Ora leia lá tudo de novo.
          Valeu?

    • Carlos Vidal diz:

      1.
      Meu caro censor e homem de ameaças. O conceito de “fim da história” vem da direita conservadora dos anos 80 (numa releitura de Hegel), não vem de mim. A mim parece-me mais aplicável ao actual momento do que à década de Reagan.
      Quanto à choça. Não creio.

      2.
      Choça, sim, para tudo o que vem do Lehman Brothers à actual e literal ocupação da Grécia por forças externas.
      Quanto à desobediência ao parlamentarismo, fique-se por Kant (que não era revolucionário):
      “(…) contrato, que decidiria excluir para sempre toda a ulterior ilustração do género humano, é absolutamente nulo e sem validade, mesmo que fosse confirmado pela autoridade suprema por parlamentos e pelos mais solenes tratados de paz. Uma época não pode coligar-se e conjurar para colocar a seguinte num estado em que se deve tornar impossível a ampliação dos seus conhecimentos (…), a purificação dos erros e, em geral, o avanço progressivo na ilustração [iluminismo]. Isto seria um crime contra a natureza humana (…). E os vindouros têm, pois, toda a legitimidade para recusar essas resoluções decretadas de um modo incompetente e criminoso”. KANT, repito.

      3.
      Quanto ao resto, este post também é uma recensão e interpretação do último livro de Alain Badiou.

      4.
      E já estou a gastar tempo de mais com o assunto.

      • Carlos Vidal diz:

        Amigo De,
        não ligue. Kant puro é sempre magnífico, como voltei a mostrar/citar.
        Continuemos.
        Quem ameaça que a cumpra.
        Estou à espera.

        • Paulo Correia diz:

          Que serve a sua agenda de incitação à violência? Que espera obter com os confrontos de rua? O fim do regime? A substituição por outro revolucionário? Com os menos de 10% da CDU nas ultimas eleições democráticas onde pretende chegar? O povo que pretende dizer defender está-se nas tintas para a sua agenda radical. Quer colocar mil revolucionários à paulada contra outros tantos policias? Quem ganhará sempre?
          Dedique-se ao jogo democrático, se é capaz. Não é? Enfie a viola no saco, e deixe de apoucar as mentes impressionáveis com a sua demagogia barata e fútil.

          • Carlos Vidal diz:

            Fútil com todo o prazer, e sempre muito bem acompanhado

            http://www.bustysoloblog.com/Galleries/Shyla-Gallery/Shyla-1.jpg

          • De diz:

            “Em Portugal, o PS e o PSD esforçam-se por o aplicar como bons discípulos. Nos programas prometem obras faraónicas, benefícios sociais, aumentos salariais, centenas de milhares de empregos. O discurso, a postura, os gestos, a voz, o penteado, a roupa dos candidatos a primeiro-ministro são estudados e impostos por especialistas contratados, alguns estrangeiros.
            Uma vez nomeado, o primeiro-ministro do Partido vencedor engaveta todas as promessas e desenvolve uma política reaccionária com elas incompatíveis
            Os governantes, aplaudidos pelo coro de epígonos, repetem diariamente, monocordicamente, que o regime é democrático, o parlamento a expressão da vontade popular – e os media carimbam a mentira.
            Mentem conscientemente. Sabem que a chamada democracia representativa obedece no seu funcionamento a regras concebidas para promover a desigualdade, beneficiar o grande capital e manter na pobreza a maioria da população.

            O sistema não tem conserto possível. Não pode ser reformado, tem de ser destruído. A burguesia não entrega o poder através de eleições”

            http://www.odiario.info/?p=2392

          • De diz:

            Que fazer, então?
            «O que é preciso mudar, na realidade, é o conjunto» -afirma Jean Salem no final do seu belo e lúcido livro – um sistema no qual o omnipresente modelo do mercado é suficientemente repugnante para que analistas mais ou menos desinteressados tenham transformado o cidadão-eleitor num vulgar consumidor da «escolha tradicional (…) um sistema em cujo cerne estão inscritas a desigualdade

            ( do mesmo local)

          • De diz:

            … um sistema em cujo cerne estão inscritas a desigualdade, a falta de carácter, a violência, a guerra».

          • Carlos Vidal diz:

            Excelente e muito oportuna, o texto e a menção a Salem, de Miguel Urbano Rodrigues.
            Bem lembrado, De.

          • Paulo Correia diz:

            E com menos de 7% da população do vosso lado vão impor aos restantes o vosso maravilhoso mundo?

          • Carlos Vidal diz:

            P. Correia,
            Eu falo de uma imensa massa de espoliados (mais de 90% das populações) em toda a Europa. E falo da Europa, porque esta se pretendia “social” (e nunca percebi o que isso queria dizer, uma vez que nunca pensei nem acreditei num “capitalismo de rosto humano”). Eu falo de mais de 90% de roubados e espoliados e V. vem aqui falar-me em 7% ??
            Diga lá: o que pretende ?

          • Paulo Correia diz:

            Vamos lá a ver:

            A esquerda mais radical em Portugal representa menos de 10% dos votos expressos. O Carlos Vidal ainda é mais radical que provavelmente a maioria desses 10%. Portanto, sem estatística associada, estará talvez nos 2% da esquerda revolucionária. Pretende mudar o regime com essa representatividade? Como o fará e como o mantém? Impõe uma ditadura? Os 90% estão hoje incomparavelmente melhor que há 50 anos e vivem muito bem comparando com o modo de vida durante os regimes comunistas. Trata-se de uma causa perdida. Sem futuro. Sem fim. Condenada à obsolescência. O povo que diz defender não o quer, não o ouve nem se interessa pelo que defende pois sabe, ou intui, que a sua arquitectura ideológica é totalmente irrealista, ultrapassada, e inútil no que toca a por o pão na mesa.
            A sua sede de sangue nas ruas é o embrião do terrorismo fútil que ninguém quer. Esqueça que seja um herói do esclarecimento das massas. Apesar de todo o sofrimento actual elas sabem que sistema tem permitido as melhorias da sua condição de vida. Não foi o seu.
            O Carlos Vidal faz parte do ultimo estertor de uma ideia estéril. Convença-se e dedique-se à arte ou outra coisa útil à sociedade.

          • Carlos Vidal diz:

            Dedicar-me à arte… Isso já é o que eu faço há anos (desde sempre, e como “profissão”).
            Quanto aos 90% estarem melhor hoje que há 50 anos. Acho incrível esta afirmação. Ela baseia-se na existência do chamado “estado social”, que é aquilo que os “gaspares” querem e vão terminar e trucidar.
            Prá semana (ou pró mês que vem) falamos. Vá acompanhando o sr. Gaspar (ou Vítor, como queira, ou Milton Friedman tuga).

          • Caxineiro diz:

            Ui!!…
            “Dedique-se ao jogo democrático, se é capaz. Não é? Enfie a viola no saco, e deixe de apoucar as mentes impressionáveis com a sua demagogia barata e fútil.”
            Quem são as “mentes impressionáveis” ?
            as que vão a Fátima a pé e acreditam naquilo que a TV lhes impinge?
            Que caralho de jogo democrático é esse em que os jogadores (jornalistas) são todos do mesmo club?

            É uma delícia vir aqui ler informação e ver como poder reage a ela
            Cuidado Vidal!! Pode acordar as “mentes impressionáveis” eheheh
            Eu digo
            FORÇA VIDAL!! HÁ QUE ACORDAR AS MENTES DISTRAÍDAS!!

    • Luis Almeida diz:

      Quer maior “ilegalidade” que o 25 de Abril de 1974, Paulo Correia?
      Que mil “25-de-abris” floresçam! Com ou sem cravos nas espingardas. O “nosso” grau de violência depende do deles…
      A classe “deles” é que iniciou a guerra!

  2. Carlos Vidal diz:

    (Este democrata também me quer encarcerar:
    http://nortadas.blogspot.com/2012/03/selva.html
    Já agora, quem é?)

    • Justiniano diz:

      Caríssimo Vidal, verdadeiramente é, e será, apenas um pobre desgraçado a quem nunca foi dado a conhecer o encanto de um grunhido e de uma mão cheia de nada!!

      • Carlos Vidal diz:

        Como não concordar, caríssimo?
        Que ele vá e não volte. (E deixá-lo-emos levar o Kant com ele? Claro que não, por todas e mais uma razão: a do bom senso.)

    • José Mexia diz:

      Não sou ninguém, Carlos Vidal. Sou apenas uma pessoa que vem com regularidade ao 5 dias, apesar de todo um mundo nos separar.
      Tudo tem um limite, quando lhe incendiarem a casa vai pedir responsabilidades a quem?
      Ou acha que só quem não pensa como o Carlos Vidal vai ser atingido?
      Acredita mesmo que depois de começar, vai ser possível parar as ruas?
      Não quero ninguém na prisão, mas ninguém mesmo, ao contrário de si.

      Tenha calma… pense um pouco… e analise o que escreve.
      Bom fim de semana

      • Carlos Vidal diz:

        Bom fim de semana.
        Não é ninguém, mas alguém V. terá de ser.
        E poderia começar por responder a isto:
        E por que é que as ruas “começam”, para usar a sua expressão?
        Pura maldade das gentes?
        Ou de quem as “governa”??
        Começam por começar??

      • De diz:

        Tem anos.
        É citado milhares de vezes.
        Mas é admirável:
        “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem.”
        (Bertolt Brecht)

        O que estão a fazer aos povos é um retrocesso civilizacional que não tem paralelo em épocas de aparente paz.Em nome dos grandes interesses económico-financeiros sacrificam-se milhões de pessoas,deserdadas da vida ainda em vida.
        A tampa vai saltar.
        Como alguém há pouco lembrava,”quem nada tem,nada tem a perder”

        Porque a defesa da dignidade dos povos está nos que sabem dizer basta.E que ao sabê-lo,se levantam um ida e tomam nas mãos o seu destino.

        • Justiniano diz:

          O caro José Mexia é plausível em tudo o que diz excepto nisto: Acredita mesmo que depois de começar, vai ser possível parar as ruas? Como é evidente, se não for possível parar é porque já começou ou poderia começar, ou não! Não será assim!!? Mas como não começou…ou já acabou…
          Parece que Kant tinha razão e o esclarecimento não é arbitrário, desde que haja esclarecimento. A questão, caro José Mexia, será, então, se confia no esclarecimento da rua, do Povo de Portugal, no seu, no do caro Vidal, no meu, no de todos nós!!!
          Se sim, o que teme!? Se não, porque constrói casa!?

          • Carlos Vidal diz:

            Exactamente, caro Justiniano. J. Mexia induz-me (induz-nos) a recuar no pensamento porque a rua também me pode ferir. Como se a “casa” não me (e a milhões) ferisse nada.
            É a ética do bem como não-mal. Um vírus que se propaga.
            Depois, parece sugerir que quem crê na manifestação democrática do grito na rua (que ainda não é interdito) não é esclarecido, pois o esclarecimento é a aceitação da “casa”/casulo, onde é facto a (re)produção do esclarecimento. Em última análise, é o próprio esclarecimento que para nada serve, pois ou deve ficar em “casa” ou não é esclarecimento. (Ora, esclarecimento e casulo são, obviamente, contradições nos termos.)
            Jaz esta comunidade chamada portugal – que já é alvo de chacota no exterior: como se aguenta isto sempre em sossego e a rir (e a ser gozado: giram o vosso dinheiro, seus malandros – dizia o tarado hoje numa qualquer merda sobre o “turismo”!).

    • carlos furtado diz:

      Quem é o sr. carlos vidal?

  3. Valete diz:

    Atrofiaram as massas com a esmola do estado social. Agora que estão a tentar acabar com ele, que se preparem para enfrentar o despertar do vulcão. A história nunca se repete de maneira igual, no entanto o seu objecto tende sempre a reagir de forma idêntica, perante “estímulos” exteriores semelhantes.

    1850 – 1917,
    2010 – ?.

    • Carlos Vidal diz:

      Todos nós sabemos que o chamado “estado social” foi um atrofiamento das lutas dos povos.
      Das lutas revolucionárias. Das lutas de emancipação.
      Pretendeu-se continuar o capitalismo, limitando os seus estragos – com o socialismo do tédio, como alguém lhe chamou. E serviu para mitigar o pólo de atracção soviético. Os neoliberais, de que este ministro das finanças é um aprendiz de feiticeiro (à espera de um cargo no exterior, uma espécie de “prémio” para não mais ser visto nem ouvido), sabem que agora não têm saída para o problema. Mas julgam que o colapso da URSS os pode “salvar”.
      Acho que temos de pensar o que fazer com esta gente.
      Ao juízo da história não escapam. Mas não chega.

  4. Luis Almeida diz:

    Excelente post, Carlos Vidal!
    Os sociais-democratas de todos os matizes só traíram o povo que nele confiou, aliando-se a direita predadora e criminosa, porque, com efeito, não há “terceira via”, como os factos amplamente demonstram. É um embuste!
    Só o socialismo preconizado pelo marxismo é “de rosto humano”. O outro é uma carantonha que está a espalhar o terror pela humanidade!

  5. Dora diz:

    Pois para mim este é um dos melhores posts dos últimos tempos.
    Quem incita à violência são os pseudo governos que nos desgovernam.
    Em toda a Europa estamos a viver em plena ditadura (basta observar a forma como protestos pacíficos são brutalmente reprimidos, lideres não eleitos a governar nações, políticas criminosas que não comprometem apenas a actual geração mas as vindouras, activistas perseguidos e presos, jornalistas afastados por delito de opinião, ameaças em blogs como a que assistimos aqui, etc , etc, etc ).
    Quem acha que o dever dos Governos é condenar a esmagadora maioria da população à miséria e cuja actividade diária, pelo menos em Portugal, ignora a existência de uma Constituição que existe para isso mesmo, impor limites, então são essas pessoas que andam a incitar a violência, não aqueles que de uma forma fundamentada defendem os seus pontos de vista.
    Se calhar acham que pessoas como Alain Badiou andam a brincar aos romances…
    A única coisa que temo é que a divisão da esquerda comprometa a luta contra o estado ditatorial em que vivemos. Todos são poucos, e apenas uma união forte mobilizará as pessoas, mesmo aquelas que, sendo a maioria, sofrem na pele a miséria em que se encontram e que quando vão exercer o seu direito de voto votam na bola ao centro… Este é um outro mistério da nossa existência.
    Caminhamos para uma terceira guerra mundial. Cada dia que passa mais e mais pessoas deixam de ter dinheiro para comer. Pessoas morrem por falta de cuidados médicos (não têm dinheiro para as taxas moderadoras). O trabalho não tira as pessoas da pobreza… E adam aqui uns palhaços a defender este estado de coisas como se uma sociedade democrática existisse não para melhorar as condições de vida da sua população mas para a usar como escravos ao serviço de meia dúzia de donos do mundo.
    Ameaças de prisão? só se reactivarem campos de concentração pois não haverá espaço para tanto “delinquente” europeu junto… mas atenção se perderem, em Portugal, sempre terão o campo pequeno reactivado à vossa espera (se calhar este foi o grande erro, trabalho incompleto dá sempre nisto).
    Estou farta de tanta ignorância e estupidez, e eu não me considero particularmente brilhante, mas porra há limites.

    • Carlos Vidal diz:

      1975 foi trabalho inacabado: essa é uma das razões porque escrevo num blogue.
      Reavivar tal realidade, e, como sismógrafo (no dizer de um velho filósofo), detectar reinícios ou constantes de processos de emancipação social – que serão pouco provavelmente pacíficos. Tanto pior para os fanfarrões que governam e mandam o povo “gerir” poupanças e dinheiros para fazer férias.
      Repito, cara Dora, o Campo Pequeno, hoje, já é mesmo pequeno!

  6. Eu,um simples operário emigrante na Holanda desde 1964 e já velhote(88anos)direi que os pulhas,os trafulhas,os espertalhões,os cínicos,os velhacos,os hipócritas da Alta,da Média,da Pequena Burguesia e até mesmo gente da Plebe,que sabiam como tirar o melhor partido da Ditadura clerical-fascista do Estado Novo,agora em liberdade e democracia e com o Liberalismo económico em que cada qual se safa como pode,ÊLES,seus paniguados e «filhos da mesma escola»,muito melhor sabem como tirar o melhor partido desta Situação.Só os bem intencionados ou os palermas como eu,é que foram,são e serão sempre as eternas vítimas.E não esquecer que ÊLES estão a vingar-se do 25 d’Abril.
    E para rematar,direi:-Mas,porém,todavia,contudo…….
    Com populismo e demagogia,
    muita mentira,verdade parece,
    mas em liberdade e dmocracia,
    o Povo tem o Governo que merece.

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