Today is the day

O Plenário de Desempregados, pelo alcance que teve na rede, promete ter condições para ser a primeira pedra num movimento que um milhão e duzentas mil pessoas não podem continuar a prescindir.

Porque somos mais que uma taxa, um número de despedidos ou matéria descartável para usar em dias de sobre-produção, temos que ser capazes de interpretar a luta política com outra envergadura.

Durante anos toda a esquerda se debateu com esta tarefa, várias tentativas foram feitas mas há que fazer com que esta não acabe como todas as outras que por várias razões nunca passaram da boa vontade.

Querem impor-nos a vergonha, o isolamento, a ausência de organizações que nos represente, mas nós responderemos com desassombro, unidade e um colectivo para o combate e defesa dos nossos direitos, que de dia para dia estão a ser penhorados a troco de coisa nenhuma.

Até daqui a pouco!

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10 Responses to Today is the day

  1. helder diz:

    E porque não mobilizar esses desempregados para reforçar os piquetes á porta das fabricas?
    De certeza que muitos iriam, bastando para isso transporte e alimentação.

  2. joao sousa diz:

    Acho extraordinário, Renato, que cada “nova” merda que vens para aqui promover é sempre “O” primeiro passo. o 12 de Março que é o primeiro passo, o 15 de Outubro que é o primeiro e novo passo, o plenário disto e daquilo e agora este, que é NOVO! uuu e… um primeiro passo!

    Às voltas e voltas, sempre a tentar reinventar a roda, mas o máximo que sai desses primeiros passos é o que se tem visto: happenings efémeros.

    PS: já agora, esse “alcance que teve na rede” é medido por quê? pelos 160 que “vão” ao evento no facebook? ou pelo número daqueles que enviaram emails a dizer “não fosse a internet e eu nunca percebia que tinha que ir lutar!”?

    • Renato Teixeira diz:

      Devia gabar então a humildade. Note que o que eu escrevi foi “promete ter condições”, o que é algo bem diferente que “O” que quer que seja.

      Sobre os outros eventos que fala eles conspiram contra o seu argumento. O 12 de Março foi de facto a primeira manifestação de massas sem enquadramento sindical ou partidário; o 15 de Outubro a primeira Assembleia Popular fora da marginalidade com acesso livre à palavra, à proposta e ao voto; e o 24 de Novembro, que não refere, foi palco da primeira manifestação em dia de greve geral.

      Não chega para anunciar a roda, mas que tudo isto ajudou a andar para a frente, só não vê quem não quer andar para a frente.

  3. Filino Rupro diz:

    O Helder tem razão! Os desempregados não podem ser ignorados na luta que nos é comum.
    Os trabalhadores são os que verdadeiramente produzem riqueza e é justo que tenham uma porção adequada dessa mesma riqueza.
    O capitalismo é desumano e desumanizante!

  4. Ribas de sousa diz:

    Caros amigos,

    Não vale a pena vocês guerrearem-se sem sentido e sem nexo, penso que serão pessoas ainda jovens e com pouca experiência de vida, caso assim não fosse saberiam concerteza que existe em Portugal desde o dia 16 de Março de 1995 uma instituição legal e registada, e a única que pode institucionalmente falar em nome dos Desempregados Portugueses, essa instituição é a Associação Nacional dos Desempregados Portugueses ((ANDP), que desde então tem contribuido sem ruído para a defesa dos verdadeiros problemas dos desempregados. Convém que saibam, que podem existir aqui no FB montes de páginas tendo por interesse os desempregados, mas a nível nacional e institucional só a ANDP legalmente pode defender os interesses e direitos dos desempregados portugueses.
    Quem estiver interessado de facto em lutar pela defesa dos desempregados só tem de se juntar à Associação Nacional dos Desempregados Portugueses (ANDP), tudo o resto é perda de tempo porque ninguém no Governo ou em qualquer órgão institucional liga a provocações através do FB, se não sabem deviam saber, querem participar de facto na mutação social que está em curso? Se sim contactem a ANDP, se não continuem a V/ luta no FB, quando estiverem velhos de cansaço, comuniquem!

    • Renato Teixeira diz:

      “a única que pode institucionalmente falar em nome dos Desempregados Portugueses”?!? Diz quem?

      O que é, onde se encontra e como funciona a ANDP seriam informações bem mais interessantes do que declarações de monopólio tão disparatadas como desprovidas de sentido.

    • Pedro Bergano diz:

      ANDP????? ahahahahahah. Foda-se! E quem criou a ANDP? O Miguel Relvas?

      • ANDP diz:

        Pedro Bergano, pergunte ao Renato Teixeira se já sabe quem é, o que fez e onde já esteve e está a ANDP ele dir-lhe-á, nós temos mais que fazer do que responder a catraios, cresça rapaz e instrua-se, você deve pensar que o que não conhece não existe, como tal leva-nos a concluir que tem pouco mundo!

  5. Expressão de revolta,estratégia de vitória,séculos de luta [os desempregados a reivindicar o fim do salariato na comuna de paris] económica e política,a resistência dos trabalhadores é a única garantia da defesa do direito ao trabalho face àqueles que andam a comprar tempo à custa da vida de milhões de trabalhadores tratados como mercadoria,lançados no desemprego segundo a lei da vantagem do mais forte na perspectiva de os enfraquecer,mas paradoxalmente reforçando um exército de desempregados que ao mesmo tempo os faz tremer.

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