O Bernardino Soares e o Telmo Correia não fazem um casal lá muito giro

Se o voto contra não significa uma posição de rejeição (e naturalmente também não de aprovação), o que significa a abstenção? Aqui, significaria alguma coisa igualmente incompreensível. Os subterfúgios não ficam bem ao PCP e levantam suspeitas sobre quanta igualdade cabe na sua ideia de país justo, fraterno e solidário.

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42 respostas a O Bernardino Soares e o Telmo Correia não fazem um casal lá muito giro

  1. De diz:

    (Independentemente de tudo o resto):
    Muito bem (re)vinda Helena.
    Fazias cá falta

  2. Pisca diz:

    Vai um comentário à bruta, para me chamarem tudo:

    Quantos casais Gay tentaram um adopção ?

    Porra com tanta coisa que sucede todos os dias e vai fornicando a vida de todos e em alguns casos de maneira bem profunda, anda tudo a discutir esta situação (parei para não por outra coisa)

    Dá vontade dizer, comprem um telemovel novo ou uma bimby, sempre têm 15 dias para devolver caso não gostem

    Se a vontade é marrar com o PCP podem sempre tomar balança a partir do Marquês e enfiar a cabeça no Hotal Vitória, cuidado com o transito

    Pronto, agora venham eles

    ps: parece-me que maioria dos “opinadeiros” nunca teve que criar um filho nem faz a mais pequena ideia do que seja, TODOS OS DIAS PARA O RESTO DA VIDA

    • Sassmine diz:

      Eu continuo a espantar-me com isto. A sério. Então, temos famílias não reconhecidas pela lei, famílias que já existem, e isso não é uma violência? Isso não é vergonhoso? Isso é um assunto de somenos importância? Quem critica esta atitude absurda do PCP é que anda a dividir a esquerda? Quem não deixa passar esta enormidade em branco está a falar apenas para atacar PCP? Mesmo que tenha dado a cara pela CDU e assumido publicamente o seu sentido de voto, como foi o meu caso? Tenha lá paciência, Pisca…

      And welcome back, sis! Se bem que hoje não sei se consigo dormir, com esta imagem do Correia e do Bernardino feitos casal, brrrrr….

      • A.Silva diz:

        Será que o assunto está suficientemente debatido na sociedade portuguesa, será que nas actuais condições não poderá haver o caso de uma criança ou crianças que sejam lesadas pelo ambiente social que as rodeias?

        Não sei em que mundo algumas pessoas vivem, mas no mundo em que eu vivo há muita gente parecida com um Jakim que por ai anda.

      • Helena Borges diz:

        Arrumar as críticas dos amigos na gaveta dos ataques em vez de pensar sobre elas não é muito saudável, não.

        (Um beijinho, Sass!)

  3. Outro diz:

    “O Bernardino Soares e o Telmo Correia não fazem um casal lá muito giro”

    Concordo.

    Parece desajeitado o sentido de voto do PCP, agora declaração diz o que a questão merece.

    Vota-se contra não estando contra? Não é novo, teme-se por fazer a sociedade pisar em ramo verde na medida em que se pretende ao mesmo tempo que a mesma avance e que este avanço seja comprometido pelo ramo partir.
    Aprofunde-se a questão portanto.

    Assumimos nesta matéria portanto aquilo a que se poderia chamar uma posição de prudência construtiva, que pensamos ser boa conselheira quando se legisla em matérias tão complexas como esta o é. Bernardino Soares

    Que se dane o Telmo Correia mais a sua bancada.

    • Helena Borges diz:

      Não estando contra (e naturalmente também não estando a favor), o PCP votou contra. Qual é a posição do PCP, afinal?

      Se as rupturas se fizessem de “prudência construtiva”, o Sol ainda girava à volta da Terra.

      • Outro diz:

        “O principio da precaução é um princípio moral e político que determina que se uma acção pode originar um dano irreversível público ou ambiental, na ausência de consenso cientifico irrefutável, o ónus da prova encontra-se do lado de quem pretende praticar o acto ou acção que pode causar o dolo.” aqui

        Específicamente o dano sobre crianças adoptadas, que não têm nem podem tomar parte da última decisão de forma consciente, face ao peso do preconceito homofóbico que vigora na sociedade.

        Nada tem a ver com os “se”s do Cardeal e do nosso amigo Galileu Galilei. Estes “se”s não são dogmáticos de todo, são objectivos.

        Posto isto, as alternativas eram as seguintes, na minha interpretação (não posso saber em concreto):

        Voto a Favor: Comprometimento sem reservas com a legislação.
        Voto de Abstenção: Transparecer e admitir que a decisão e as suas consequências são indiferentes no seu impacto.
        Voto Contra: ler a declaração de BS com atenção, e descobrir a profundidade da expressão “prudência construtiva”.

        Parece-me que se toma a decisão por exclusão de partes, sendo-se “Contra” para já, exigindo-se maior segurança num futuro próximo, em que eventualmente se converta num “a Favor”.

        Eu chamo-lhe o método do alpinista, que não relega o peso do seu corpo em suspensão a um afloramento que não se certifica como seguro, visto que a consequência derrota o propósito original = a escalada. A evolução da sociedade.

        A sério, não compares isto com teorias geoestacionárias, por favor.

        Beijos

        • Helena Borges diz:

          A declaração do Bernardino Soares é evasiva quanto à posição do PCP, “expressa apenas a necessidade de prosseguir o debate e o esclarecimento sobre a questão”, debate no qual o partido “não enjeita integrar-se”, mas no qual parece recear assumir uma posição inequívoca. Assim, divergimos na interpretação do voto contra, já que não devo presumir que a “prudência construtiva” pretende (ajudar a) criar as condições necessárias para legislar a consagração da possibilidade de adopção a casais homossexuais.

          E sendo a “sedimentação da questão na sociedade” uma condição necessária para legislar a consagração da possibilidade em discussão, como aferi-la [a sedimentação da questão]? Referendando-a? Se a maioria votar a favor, o alpinista avança? E as crianças adoptadas por casais homossexuais que terão de conviver com a minoria que votou contra? Se as rupturas se fizessem de “prudência construtiva”, o nariz do alpinista já tinha congelado.

          (Um beijinho!)

        • Outro diz:

          Já o disse noutro lado, preferia que o PCP tivesse assumido mais frontalmente a posição. Concordo que já que se encontra entre a espada e a parede, subterfúgios não contribuem… dai parecer-me desajeitada.

          Parece que com a expressão “prudência construtiva”, eufemisticamente, se pretende não hostilizar um eleitorado que já se decidiu sobre a questão, a meu ver imprudentemente, e por outro lado o eleitorado que tarda em superar a homofobia que carrega consigo.

          Qualquer “posição inequívoca” nesta matéria é de díficil sustentação. Esta questão prima precisamente por se tratar de um equilibrio em direitos, lá onde eles são mais complexos, e onde se torna mais díficil aferir uma posição equilibrada e justa. Sabe-se com certeza que é uma violação dos seus direitos os casais homosexuais verem-se impedidos de adoptar. Que a estes se junte o direito das crianças a um ambiente familiar saudável. Mas ninguêm pode hoje garantir que as crianças adoptadas estarão livres de sequelas irreversíveis e de grande imprevisibilidade. Que direitos estariamos enquanto sociedade aqui a violar?

          Na dúvida mede-se o risco. Há-os quem os considera elevados o suficiente para protelar o avanço que se exige, tanto da parte de uns como dos restantes que não consideram essa precupação como suficiente.

          É aqui que, na minha opinião, subjaz a dialética na adopção por casais homosexuais, e não o mero progressismo “precipitado” por oposição a conservadorismo “retrógrado”. É um profundo cruzamento dos campos da justiça e da psicologia, querem mais difícil?

          Nunca defendi que esta questão se devesse referendar, da mesma maneira que não submetiria o IVG ou o casamento homosexual a esse recurso. “Direitos não se referendam” diz-se, o meu apelo é que se avalie objectivamente e seriamente os riscos em causa e que se legisle de acordo, que se atinja uma posição equilibrada que considere, por extremamente delicada que é, os lados mais profundos da questão, sobretudo os que importam à criança que é, supostamente, o propósito maior em qualquer abordagem que se faça sobre a adopção. (por esta razão, me facilito a optar pela primazia do interesse da criança sobre o interesse, claro que legitimo, de um casal homosexual)

          Criança que se pudesse determinar-se (tomar decisão consciente) sobre o seu futuro não levantaria a objecção que venho sublinhando, já que nessas condições também estaria em condições de se responsabilizar sobre o mesmo, à semelhança de um casamento homosexual que só traz implicações aos próprios que casam e se preparam para enfrentar o preconceito reconhecido.

          Estas parecem-me o tipo de considerações que permitem que para se ter uma posição equilibrada, disponível para evoluir, se torna necessário tomar em simultaneo uma posição que só em aparência se mostra categórica, ser-se “contra”.

          É verdade, parece que certos alpinistas preferem morrer de queda, e outros preferem morrer de frio. Pergunto, já agora: a sociedade corre o risco de morrer de frio ou de queda não aprovando a legislação? Depressa ou devagar?

          (outro)

          • De diz:

            Este vosso diálogo foi (é) muito bom.
            Com nível. Com muito nível.
            Parabéns

          • Helena Borges diz:

            Outro,

            À partida, temos logo um impasse: o que para mim é uma não-posição (mal fundamentada), para ti é uma posição (bem fundamentada). Admitindo que o não do PCP é nim, nim pode ser tão contundente como não, na medida em que determina o adiamento de uma questão que não devemos considerar de somenos importância.

            “Não enjeitando integrar-se” no debate, o PCP não manifesta vontade de promovê-lo. Sobre a matéria em discussão, arrisco dizer que a declaração é contemplativa, e a contemplação não ajuda a, por exemplo, regularizar a situação das crianças que já são criadas por casais homossexuais.

            A matéria é sensível e suscita paixões, mas também razões. Dizes-me que “ninguém pode garantir que as crianças adoptadas por casais homossexuais estarão livres de sequelas irreversíveis” e eu pergunto-te se alguém pode garantir que sofrerão tais sequelas – do preconceito? Consigo perceber que defendas que, na dúvida, não se deve avançar, mas a espera não cura o preconceito, que é uma besta e, sei, não cessa por decreto.

            Na declaração do Bernardino Soares, ultrapassada a relação de iniciativas passadas do PCP sobre direitos dos homossexuais, só leio, grosso modo, dúvidas que não permitem ao partido posicionar-se tendencialmente a favor ou contra na matéria. Não apontando um destino, a declaração também não aponta um caminho. “Vão sem mim que eu vou lá ter” não chega, a mim, pelo menos. E para onde?

            (Outro!)

          • Outro diz:

            Em vez de “bem” ou “mal” fundamentada, para mim a questão será “suficiente” ou “insuficientemente” fundamentada. Reparo que a questão para quem defende a legislação se argumenta em poucas linhas, não estando a dizer que por isso menos válidas, mas que são fáceis de comunicar. Parece-me que só a posição contra a legislação suscita as complexidades reconhecidas que a adopção nos merecerá. O que não deixa de ser curioso.

            “… o PCP não manifesta a vontade de promovê-lo.”
            Este será talvez o lado mais “politicamente incorrecto”. Sustentar que esta questão figura na ordem de trabalhos muito atrás de outros pontos que são “tradicionalmente” prioritários num partido como o PCP. O Rafael Fortes até parece fazer um reconhecimento de isso mesmo. Que fique claro, da minha parte, não tenho conhecimento na primeira pessoa de que assim é, não me chocando que assim seja, porque sem dúvida que existem questões mais permentes, imediatas e abrangentes que esta (perdoem-me os casais homosexuais e as crianças adoptadas).

            Quem espera, desespera, e por muito agradável que pareça dizer que hoje os casais homosexuais já podem ver a sua condição reconhecida, culturalmente não se pode dizer o mesmo. Tens razão quando dizes que também não se pode garantir que irá correr mal, mas isto por esta via nunca seria problema, não é objecto de preocupação, de nada serve discuti-lo. É a hipótese, que não me parece nada remota, de a coisa dar para o torto que faz merecer contemplação.

            Acho que no caso dos direitos dos homosexuais, a posição favorável ao seu reconhecimento relega-se a eventualidade de “dar para o torto” quanto ao preconceito, à responsabilidade dos envolvidos que são maiores e podem assumir por si sem envolver terceiros na decisão, não sendo a lei a contribuir, visto que a decisão última cabe ao(s) próprio(s) exclusivamente.

            O que apontas na última frase, é onde a posição mais sofre. Sou observador externo, não quero ter a pretensão que sei com se decidiu internamente no PCP. Aliás, tudo o que tenho dito, são apenas as minhas linhas de raciocínio. Mas será o mais díficil de encaixar pela parte de amig@s meus homosexuais:

            Não considero os benefícios da legislação com relevância social quantitava suficiente para passar para a ordem do dia, sobretudo se a matéria me levanta tantas dúvidas e dispenderia de tempo o suficiente para implicar com questões económicas que são por oposição eminentemente transversais à sociedade sendo por isso, e para mim, prioritárias. Do ponto de vista qualitativo também me parece que possui uma relevância que não as supera. Por outras palavras, “em tempo de guerra não se limpam armas”. Perdoem-me esta frontalidade que não me conquistará grandes amizades, mas também não quero com isto dizer que se trata de uma mera questão cosmetica.

            Quero dizer que esta é mais uma questão de “Adopção” do que uma questão de “Direitos Homosexuais”, que deve ser do ponto de vista dos objectivos da adopção que a mesma deve ser abordada, e parece-me que toda a gente se coloca no pé de defesa de direitos por conquistar primeiramente. O que eu não acho correcto.

            Com isto já nós usamos de mais tempo a considerar a questão do que muitos para quem a questão me parece de conclusão automática, e reconhecendo pelo caminho, que nem passamos da introdução ao tema. Num mundo ideal a questão já estaria estudada por quem de competência e tratar-se-ia apenas de legislar em conformidade.

            Mas… estamos em absoluto estado de guerra, meus amigos. Isto ainda não é a construção do socialismo, isto é, por enquanto o derrube da ordem capitalista. E convenhamos que o inimigo neste momento prepara e executa um assalto colossal. É bom prepararmos uma boa defesa e disferirmos contra-ataque efectivos.

            (Pedro)

          • Helena Borges diz:

            Pedro,

            Concordar com o voto contra do PCP gasta mais linhas do que discordar dele porque parece implicar a recusa da homofobia. Mas não devemos tomar o todo pela parte: não tanto a discordar do voto contra como a concordar com a consagração do direito de adopção, há reflexões extensas e que apreciam as complexidades que a questão merece.

            Tenho toda a dificuldade em aceitar o argumento da falta de urgência e abrangência. No início do mês, o PCP tentou legislar sobre a recomposição das carreiras dos Sargentos Fuzileiros Deficientes das Forças Armadas graduados em Sargento-Mor, para “pôr termo a uma situação de gritante injustiça e desigualdade”. E ainda bem, não há troikas que desculpabilizem o desinteresse por tais situações.

            Não percebo em que medida é que a adopção pode “dar para o torto”. Quando o afirmas, estás a considerar os danos que o preconceito pode causar às crianças adoptadas? Se não, em que medida pode “dar para o torto”? Creio que a adopção de crianças institucionalizadas, bem como a criação de filhos biológicos, pode “dar para o torto” – seja lá o que isso for – tanto com pais homossexuais como com pais heterossexuais.

            Para mim, esta questão é tanto sobre os direitos das crianças para adopção como sobre os direitos dos homossexuais que querem adoptar. Se convergem, como dissociá-los? Há crianças à espera de uma família que as ame e famílias à espera de poder amá-las.

            A argumentação da prudência parece ignorar as crianças que já são criadas por casais homossexuais. O Estado diz-lhes que as suas famílias não existem como são de facto e, no caso da morte das suas mães ou dos seus pais biológicos, das suas adoptantes ou dos seus adoptantes singulares, tem legitimidade para divagar sobre os seus futuros.

            Ataquemos a ordem capitalista sem desviar os olhos de “situações de gritante injustiça e desigualdade”.

            😉

          • Outro diz:

            Levámo-nos pelo aprofundamento e não fizemos mal.

            Procurei pelos dois projectos lei do PEV e do BE, só encontrei o do PEV!, que li com bastante atenção.

            Descobri duas coisas:
            – A lei de 2010 é explicíta quanto ao impedimento da adopção por casais do mesmo sexo.
            – O projecto lei 178 visava o nº3:
            1. As alterações introduzidas pela presente lei implicam a admissibilidade legal de
            adoção, em qualquer das suas modalidades, por pessoas casadas com cônjuge do
            mesmo sexo.

            Mais, na nota justificativa está ponderada a minha maior preocupação:
            A sociedade tem o direito de garantir uma boa família a todas as crianças (e boas e más
            famílias não dependem das orientações sexuais dos seus membros, existindo ambas em casais
            homo ou heterossexuais), e é às instituições que têm competências nas diversas etapas de um processo de adoção que compete decidir se determinada família tem ou não condições objetivas para garantir o que de melhor se pode oferecer para criar uma criança.

            Tenho que também que reconhecer a minha insuficiência, e que por esta altura da discussão já deveria ter-me inteirado mais profundamente da lei em causa. Remeto-me para as reservas que fui deixando de leigo na matéria, mas sobretudo a que fiz no meu primeiro comentário sobre a questão. E eu não me iniciei na discussão para ficar na mesma.

            Deixarei mais observações que estas, lamento não me abreviar…

            Terei ainda que me debruçar sobre as disposições sobre a adopção, consta-me que apenas usa como critério os “interesses da criança, dos adoptados”. E seria por aqui que o conhecimento técnico sobre a adopção de algum modo estará acautelado.

            Para chegar onde? E perguntas-me:
            Quando o afirmas, estás a considerar os danos que o preconceito pode causar às crianças adoptadas? Se não, em que medida pode a adopção “dar para o torto”?
            Da noção de adopção o objectivo será de facultar à criança um “ambiente favorável ao seu desenvolvimento” (e, como leigo, vou levando palavras emprestadas), aferir-se da capacidade dos “pais adoptivos proporcionarem” esse ambiente. Reafirmo novamente que não parto do preconceito que pais homosexuais são incapazes de o fazer. O que me levanta sérias dúvidas não é o ambiente intra-familiar, é o ambiente extra-familiar, específicamente no que toca ao preconceito homofóbico e a exposição não responsável ao mesmo. Isto à causa de o dado relativamente novo na sociedade (filhos com pais homosexuais) venha a ser devidamente acautelado.

            O projecto de alteração nada indica neste sentido, mas concedo e mantenho a dúvida de até que ponto uma lei deverá legislar, ou deixar ao cuidado da entidade que avalia a adopção, caso a caso, estes acautelamentos que me parecem absolutamente necessários.

            Para mim, esta questão é tanto sobre os direitos das crianças para adopção como sobre os direitos dos homossexuais. Se convergem, como dissociá-los?
            Longe de mim dissociá-los, pelo contrário, todo este meu esforço tem em vista associar ambos, mas como podes constatar tanto a lei como muita da argumentação que por aí anda, práticamente se limita ao lado dos direitos dos homossexuais. Por isso acho tão importante trazer à discussão o lado dos direitos da criança que não se limitam aos mais imediatamente sondáveis.

            (ainda tenho mais duas ou três coisas a acrescentar, mas tará que ficar para dps de almoço)

          • Outro diz:

            (agredeço-te a paciência)

            Referes um exemplo em que o PCP atenta a “situações de gritante injustiça e desigualdade”. Onde me parece este divergir do caso da adopção por casais homosexuais é que não se vislumbra mais nenhum interesse/direitos envolvidos para além dos próprios Sargentos Fuzileiros Deficientes. Não vislumbro qualquer circunstância que faça colidir direitos de uns e quaisquer outros. Efectivamente, parece-me uma questão de reposição da igualdade, sem demais implicações.

            Quanto à urgência que referes no penúltimo paragrafo, tenho mais dificuldade em justificar-me, resta-me reconhecer a realidade e que tenho adicional dificuldade em opô-las ao que não passam de eventuais hipóteses. Relembro as minhas palavras no primeiro comentário: “Quantos casos resolvidos por quantos em risco de se agravarem?” Não sei responder, mas deixo outra pergunta:

            Existirá, com a lei actual, algum impedimento a um pai ou mãe homosexual que já tenha concluido a seu favor um caso de adopção, que possa posteriormente consagrar o casamento? (pelo que depreendo a limitação é apenas na ordem inversa – casamento > adopção, e não adopção > casamento – e neste caso último as famílias que mencionas não teriam qualquer entrave a resolver o problema que levantas)
            Percebo que me devolvas o argumento “O Estado (…) [ter] legitimidade para divagar sobre os seus futuros.” Então que se corrija isso mesmo, mas que, pelo caminho, não se negligencie o interesse das crianças por excesso de zelo em relação aos outros direitos homosexuais assim colocados em causa.

            Exercício mental: Porque explicita a lei de 2010 As alterações introduzidas pela presente lei não implicam a admissibilidade legal da adopção, em qualquer das suas modalidades, por pessoas casadas com cônjuge do mesmo sexo
            se fosse omissa, não fazendo excepção, não seria suficiente para que a descriminação na adopção por casais homosexuais não ocorresse, as garantias já oferecidas em sede constitucional? Haverá mesmo necessidade de explicitar de tal modo que fique sublinhada a necessidade de superação do preconceito? Pois parece-me que a ser explicita por esse direito na adopção também o deveria ser explicíta a garantir o direito das crianças na novidade de enquadramento social que vem reconhecer e as novas condições que impôe. Sobretudo porque o acto de adopção é um acto que visa estabelecer o interesse primeiro da criança. Porque se legisla pelo interesse a juzante? Não compreendo!

            Duas possibilidades que me parecem razoáveis:
            Ou a lei é omissa no aspecto em causa, e relega para que em sede de avaliação na adopção dos casais uma decisão que nunca poderá descriminar negativamente os que o são homosexuais. Ou, necessariamente a meu ver, a lei é explícita e faz por equilibrar circunstâncias, que no limite*, colocam direitos em colisão, os da criança com os dos casais homosexuais.
            *quer-me parecer que a recorrência deste limite será demasiada, enquanto a sociedade carregar o fardo do preconceito ao nível que se reconhece

            Já vai longo o debate, já afirmei como compreendo as alternativas que o PCP enfrentava, abstenho-me agora de seguir por aí. Em absoluto estas são as minhas considerações, permitem-me compreender a posição do partido, mas não tenho a pretensão que tenham sido as mesmas, não ficando chocado por isso.

            Beijos
            Pedro

          • Helena Borges diz:

            Os Projectos de Lei do PEV e do BE tentam garantir à criança o direito a ser adoptada por quem puder dar-lhe as melhores condições, independentemente da sua orientação sexual. Portanto, ao salvaguardarem o interesse da criança, combatem a discriminação em função da orientação sexual. É precisamente por isto que não consigo dividir a questão em duas: a dos direitos das crianças e a dos direitos dos homossexuais. Há quem o faça e se entusiasme numa hierarquização de direitos que considero leviana.

            Fora da redoma familiar, as crianças estão expostas a qualquer tipo de preconceito, mas a Lei não pode andar a reboque dos preconceituosos, só tem de cumprir os seus princípios e não privar nenhuma criança do direito a ser adoptada por quem puder dar-lhe as melhores condições, se quem puder dar-lhe as melhores condições for um casal homossexual, nem discriminar nenhum indivíduo em razão da sua orientação sexual, impedindo-o de adoptar.

            Havendo investigação científica que comprova não haver qualquer prejuízo na criação de crianças por casais homossexuais, restam as crenças. E o preconceito, de rabo na boca: “se até a Lei que se rege por princípios de igualdade exclui os homossexuais, as fufas e os paneleiros devem ser mesmo muito pervertidos”. Ou seja, justifica-se o impedimento da adopção por casais homossexuais com o medo da homofobia, alimentando-se o preconceito.

            (Sobre a tua pergunta: não sei em que medida é que a celebração do casamento belisca o poder parental, mas a sugestão da possibilidade de uma ordem invertida – da adopção ao casamento – como atenuante parece-me, perdoa-me, de Badajoz ou vão de escada.)

            Gostei muito desta nossa conversa.

            (Outro beijinho.)

          • Outro diz:

            Helena (sei que davas a conversa por concluída, mas…)

            Agora que já passei os olhos por alguns dos estudos, pelas leis, deixa-me redefinir a problemática que tentei levantar de forma mais convencional (científica):

            Risco de eventual descriminação da criança adoptada pelos seus pares quanto às relações sociais, quando por família homosexual não monoparental. (a nova configuração de familia que se viria a consagrar por lei, sublinho não monoparentais)

            E recorro ao estudo apontado no parecer da ILGA à comissão parlamentar:

            Quanto às relações sociais das crianças com os seus pares e sua eventual discriminação, os resultados não são unânimes. Alguns estudos indicaram que as crianças provenientes de famílias homoparentais [e monoparentais?] se percepcionavam tão aceites e populares como os seus colegas provenientes de famílias heteroparentias (…). pp.15 (90)
            (As datas da maioria destes estudos precedem as leis que autorizam os casamentos homosexuais nos diferentes países, presumindo daqui que os contextos das relações das famílias estudas se limitem as famílias monoparentais, assim sendo, suspeito de indestinção relevante entre familia homo de heterosexual nas suas conclusões. Como digo é um dado novo na sociedade, avance-se com cautela.)

            Recomendo-te esse paragrafo, mesmo ignorando a distinção se mono ou não mono parental, os estudos “não são unânimes”.

            A ausência de consenso nesta temática chama a atenção para a provável influência do contexto social, mais ou menos liberal ou descriminatório, em que os estudos foram realizados.pp.15(90)

            Acrescentaria eu, que a falta de consenso parece surgir com os estudos da última decada que contrariam os das décadas de 80 e 90, suspeitando, precisamente porque a configuração social desta família surge com o advento da lei! É o que me faz sublinhar tanto a importância da aferição no âmbito da não monoparentalidade.

            E repara que, no estudo apontado pelo Paulo Jorge Vieira “O contexto LGBT em Portugal” (que, pelo que li, abordando a problematica da adoção do ponto de vista legal não se detem pela problemática das relações sociais acima indicada) se conclui:

            De facto, o relatório referente à UE (European Union Agency for Fundamental
            Rights, 2009) no que respeita às atitudes face ao casamento entre pessoas do mesmo
            sexo na Europa, situa Portugal nos 29% de concordância – demonstrando uma favorabilidade mais baixa relativamente à média da UE (27 países: 42%), assumindo a Holanda (82%) e a Suécia (71%) os posicionamentos mais positivos e a Roménia (11%) os menos positivos Como é referido no mesmo documento, as atitudes mais positivas tendem a ser encontradas em Estados -membro com algum/ns tipo/s de reconhecimento legal das relações entre pessoas do mesmo sexo, sugerindo uma relação entre atitudes positivas face à diversidade e reconhecimento politico -legal Já no que respeito diz às atitudes face à parentalidade (sendo esta focada exclusivamente na possibilidade de adopção por casais de pessoas não heterossexuais, em média na UE apenas 31% das pessoas exibem atitudes positivas De facto, apenas a Holanda (69%) e a Suécia (51%) mostram níveis de positividade de mais de metade da população sobre esta questão
            Portugal situa -se nos 19%.
            pp.143

            Parece-me que merece maior esforço a tentativa de compreensão das razões que levam recorrentemente em países mais ou menos liberais aparecer sempre uma diferença entre a aceitação do casamento homosexual e a homoparentalidade. Será que é só uma manifestação da intensidade do preconceito homofóbico, ou existe algo de não irracional que contribui para a diferença?

            No entanto Conceição Nogueira, organizadora do estudo, quando perguntada: “não há muito a pensar, o que há é as pessoas decidirem se querem ser preconceituosas” (como se também o preconceito não fosse uma questão de formação psicologica dependente de factores culturais e estivesse meramente ao alcance da decisão individual ser superado) continuando “porque não há, e não se vai resolver num curto espaço de tempo, investigações contraditórias àquilo que há mais nestas últimas décadas (…) [estudos reputados que encontrem] diferenças entre crianças [educadas por familias homoparentais]”

            No que diz respeito ainda ao lado legal, folguei as minhas precupações por duas razões.
            Os técnicos que avaliam a capacidade de casais adoptantes formam uma equipa distinta por lei da equipa que avalia a a situação da criança.
            E que esta última é pluridisciplinar “integrando designadamente as valências da psicologia, do serviço social, do direito e da educação”.
            Já ofereci do ponto de vista legal quais me parecem as opções razoáveis.

            Deixava um último argumento:
            se a lei actual do casamento (ou na mesma medida uniões de facto) é inconstitucional porque descrimina negativamente o acesso à adopção…
            Retire-se a clausula descriminatória, não sendo necessária a inversão para uma que descrimine positivamente.

            Tal lei teria o meu voto favorável. (Porque neste caso deixaria em sede de avaliação competente a específicidade dos casos por que temo).

            (estarei atento se porventura responderes)

            Beijos

          • De diz:

            Repito o meu comentário de 27 de Fevereiro das 0 e 38.

        • Luis Almeida diz:

          Disseste o que eu queria dizer, mas, muito melhor que eu o teria feito, Outro!

  4. Jakim diz:

    Como é evidente, não há igualdade possivel entre um casal de maricas e um casal de gente normal, ou seja, homem e mulher.

    E isto porque por muito que um maricas penetre outro maricas, nunca daí resultará um filho. E se não resulta, é porque a natureza não determinou que resultasse.

    E como eu disse noutro blogue de esquerda e fui convenientemente censurado, porque no fundo é essa a caracteristica dos esquedóides, muito libertários com quem vai na conversa deles mas profundamente reaccionários com quem não vai, a adopção de crianças por casais de maricas é uma selvajaria sobre as próprias crianças, porque na escola quando preguntados jocosamente sobre quem é a mãe deles não sabem responder se é o maricas A ou o maricas B, ou mesmo os dois, ele sabe lá quem é que penetra quem….

    Eu faço já a minha declaração de interesses: sou homofóbico até ao tutano, reservo-me o direito de o ser, e tenho muita honra nisso e não me deixo amesquinhar seja por que esquerdóide ou progressista de pacotilha, fôr por causa disso. Ah e para que não me chamem beato,digo desde já que sou ateu !

    Por via disso, considero que os maricas devem ser perseguidos ? Não, não acho, cada um dentro de sua casa leva onde quer e ninguém tem nada com isso. Outra coisa completamente diferente é pretender dar-lhes direitos especiais ou, pior ainda, meter crianças ao barulho, com a agravante de o fazerem numa idade em que estas não têm liberdade de escolha, nem capacidade de entendimento.

    Tenho dito !!!! Se quiserem censurar censurem ….

    Pedro Silvério Santos
    Lisboa

    • Telma diz:

      Prefere que as crianças sejam entregues aos padre católicos, por exemplo os do EUA?

      Porque metê-las na Casa Pia, para os BIBIS deste mundo e seus cumplices se entreterem?

      Ou deixá-los andar pelas estações do Rossio deste país, há procura de quem lhes dê de comer a troco de sexo?

      Discutir assuntos desta gravidade, com larachas tipo esquerda Chic, ou com comentários tacanhos como o do Sôr Silvério, não é certamente a melhor forma de se perceber o que está em causa.

      Afinal o problema de fundo nem sequer são as crianças, pois muitos daqueles que discordam da adopção, são os mesmos que olham para o lado se vêm uma criança com fome.

      O problema é que muitos julgam que um casal de homosexuais ou de lésbicas querem as crianças para a perverter , e como é essa mentalidade tacanha que é maioritária , há comentadores , que não querem o seu partido associado a semelhante gente, pois os vizinhos podem achar mal.

      • Jakim diz:

        Como muito bem sabe, as crianças nesta coisa são um pretexto, um mero pretexto. E como muito bem sabe e isso é publico, o que falta por aí são casais normais a quererem adoptar uma criança e andam anos à espera.

        Mas faço-lhe a pergunta que fiz no meu comentário: numa escola, perante os colegas, o que é que um pobre de um miudo responde quando os outros lhe perguntarem quem é a mãe dele, se o maricas A ou o maricas B que o adoptaram ?

        No fundo, uma criança para um casal de maricas é tão entretém como para os Bibis. Ou acha que um maricas tem instintos maternais ?

        Sugiro que o Lobby Gay em conjunto com o BE apresente um voto de protesto contra quem criou o mundo numa base de dois sexos, em que um deles tem o exclusivo da maternidade. O voto de protesto basear-se-ia na mais do que evidente desigualdade da coisa e que tal é uma flagrante violação da Constituição que acha o contrário do criador, seja ele quem fôr.

        E já agora, e uma vez que a idéia é virar o mundo e a natureza das coisas de pernas para o ar porque não levar o “Progressismo” aos limites e propor uma lei que preveja o direito de acasalamento inter-espécies ? Essa é que era de progressista !!!! É que entre um gaijo que quer ser mãe e um um que quer casar com a égua que tem na quinta do alentejo, não vejo qual delas é a mais anormal….

      • Pisca diz:

        Telma
        Os seus argumentos são fantásticos, até poderiam ser utilizados

        ……..
        depois do que disse
        Os pobrezinhos deviam ser proibidos de ter criancinhas, para não serem desviadas e tratadas mal

        Francamente

    • Outro diz:

      “E se não resulta, é porque a natureza não determinou que resultasse.”

      A natureza não se limita a coisas ditas “normais” ou compreensíveis. Diria mesmo que há mais de incompreensível na natureza do que de compreensível.

      Como se a natureza se tratasse só do âmbito físico e material das coisas e não adicionalmente do lado espiritual e emotivo.

      Como se o acto reprodutivo apenas satisfizesse apenas essa intenção, ignorando por complementaridade ou em exclusivo o acto amoroso, ou a simples busca de prazer ou mero entretenimento, como se isto estivesse à parte da natureza humana.

      Como se da natureza não brotasse a cada dia o surpreendente e inexplicável. Como se tudo exigisse uma explicação.

      A sociedade portuguesa, evoluiria um passo significativo se superasse este preconceito. Até lá, tenho que concordar num único aspecto: sujeitar a criança adoptada ao preconceito que na sociedade ainda pesa, do meu ponto de vista, é uma injustiça díficil de balançar.

      Concordamos por razões absolutamente diferentes. Que isto ilumine também as diferenças nos sentidos de voto de um e outros partidos.

      • Jakim diz:

        Sim claro…. mas dois maricas por muitas relações sexuais que tenham nunca conseguirão gerar um filho, porque as leis da natureza assim o determinam. Querem fazê-lo por via admnistrativa usando uma criança como se de um boneco se tratasse.

        Como estamos a falar de paternidade, diga-me, no BI da criança no lugar da mãe aparece quem ?

        “Como se o acto reprodutivo apenas satisfizesse apenas essa intenção, ignorando por complementaridade ou em exclusivo o acto amoroso, ou a simples busca de prazer ou mero entretenimento, como se isto estivesse à parte da natureza humana.”

        Essa sua argumentação é aplicável a muitas situações e dá para toda a espécie de aberrações.

        O quero é que o senhor me diga de que outra forma, que não pela via administrativa, é que um casal de maricas pode ter filhos, e se não pode diga-me porquê…..

    • Luis Almeida diz:

      Este troglodita cada vez se torna mais irrelevante. Nem o li…
      Deve ser masoquista. Dá-lhe prazer sofrer frequentando um site de gente de esquerda.

  5. Pisca says:
    26 de Fevereiro de 2012 at 16:46

    Vai um comentário à bruta, para me chamarem tudo:
    Quantos casais Gay tentaram um adopção ?
    _________
    Além de se sentir *indignado* por *marrarem* no PCP (vejam a ignomínia!!!)
    não se percenbe muito bem qual a posição do Pisca . . .

  6. João Valente Aguiar diz:

    Antes defender o que tu chamas de indefensável do que apresentar argumentos desse calibre. Longe de mim ser um grande apresentador de argumentos, mas para quem escreve sempre a partir de sound-bytes, clichés e coisas bonitas só podia resultar em asneira. Cheguei a pensar que isso fosse o ponto de chegada de raciocínios e reflexões profundas, afinal, pelos vistos parece que te ficas apenas pelo ponto de partida… O que é uma pena…

  7. Foi uma vergonha o Partido ter votado contra. dito isto… o Partido é o Partido: a única coisa decente que anda por aqui

  8. Pingback: Muito além do acasalamento |

  9. João Pimenta diz:

    O mais fácil era votar a favor, sem dúvida.
    Assim pelo menos ganha o debate, veja-se pelos comentários que este assunto tem tido.
    Claro que o meu Partido, pôs-se a jeito, e leva de todos os lados como era de esperar.
    Também não compreendo este sentido de voto, mas posso aceitar.
    E acho que nesta altura da nossa vida colectiva, há outros grandes temas a debater, as desigualdades, a perca de direitos laborais, e muitos outros …

  10. João diz:

    O PCP está preocupado com quem trabalha. Não está preocupado com os panascões nem com os intelectuais que lhes tomam as dores. E se não tivesse um medo estúpido de falar, dizia-vos isso de caras.

  11. closer diz:

    O que é triste nisto tudo é o dogmatismo religioso de certos comentadores. Se o PCP tivesse votado a favor da proposta, defenderiam a adopção com unhas e dentes. Mas, como votou contra, esfalfam-se em argumentos de todo o tipo para justificar uma homofobia rasteira que eu pensava já ter sido ultrapassada.
    Afinal são mais fiéis ao partido do que às suas próprias consciências!!!

    • A.Silva diz:

      Quem parece estar afectado por preconceitos tacanhos em relação ao PCP é o closer, pois como se pode ver pela opinião da maioria dos comunistas que aqui comentam, a opinião destes é critica e prudente, longe da imagem preconceituosa (“unhas e dentes”), que o espirito do closer projecta.

  12. Pingback: Lei da Adopção Viola Constituição da República Portuguesa e Estatutos do Partido Comunista Português | cinco dias

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