Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flôr no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara
Lá do cimo duma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noita inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo duma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos pela noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca
(o poema diz tudo. nada mais precisamos do que o poema, a melodia e a voz! o poema que de nós fala. filhos de uma madrugada nova. rebentos de uma esperança renovada de um mundo outro)
(também aqui)




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Que maravilha! Que deleite! Necessitávamos de alguém que fosse, não uma cópia dele, mas, cujo trabalho adequasse aos tenebrosos tempos que vivemos, a mesma dose de talento…