A rádio a quem a trabalha!

Já os jornalistas da TSF em Évora e em Faro confirmaram à Lusa que essa reorganização vai implicar o encerramento das duas delegações, tendo-lhes sido anunciada hoje a extinção dos postos de trabalho nestes locais, por questões de ordem orçamental.
Segundo o jornalista da TSF em Évora, Carlos Júlio, a direcção já estaria a contactar jornalistas e técnicos de forma individual, o que significou que as diferentes pessoas desconheciam a situação umas das outras, envolvendo ainda pessoas da redacção de Lisboa.
Carlos Júlio, na TSF desde 1990, considera “curiosa” a decisão, tendo este recebido o prémio Gazeta de Rádio no ano passado, dado pelo Clube de Jornalistas, com a reportagem “A terra a quem a trabalha”.
22.02.2012 | Aqui (destaque da minha responsabilidade)

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“Trinta e cinco anos depois da campanha de ocupação de terras, é importante resgatar as memórias das pessoas que deram corpo a um movimento que abriu brechas na sociedade portuguesa. Tanto tempo depois, ainda há paixão na voz de quem ajudou a levantar do chão mais de quinhentas Cooperativas ou Unidades Colectivas de Produção, e alcançou direitos numa área onde não existia qualquer legislação laboral. Mas o mais importante, consideram os protagonistas da reforma agrária, foi conquistarem a dignidade de se sentirem donos do seu destino. «A Terra A Quem a Trabalha» é uma grande reportagem de Carlos Júlio, com sonoplastia de Luís Borges.”
10.08.2010 | Aqui (destaque da minha responsabilidade)

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Mário Estevam na caixa de comentários deste post:

“Supostamente a Maria Augusta Casaca da TSF de Faro também vai para a rua…
A jornalista da TSF, Maria Augusta Casaca, ganhou o primeiro Prémio de Jornalismo de 2007 da Associação Nacional de Municípios com a reportagem «Haja Saúde».
O trabalho da jornalista baseou-se nas unidades móveis de saúde na Serra do Caldeirão, que actuam junto das populações isoladas e carenciadas de cuidados médicos.
O júri realçou o «realismo» e «sensibilidade» da reportagem de Maria Augusta Casaca, ao revelar que muitas vezes são as unidades móveis de saúde o único ponto de contacto destas populações com o mundo exterior.”

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9 Responses to A rádio a quem a trabalha!

  1. Gentlenan diz:

    «A Rádio a quem a trabalha»

    Com certeza. Basta que os profissionais interessados se juntem, formem uma cooperativa, solicitem uma licença, e já terão a sua rádio.
    Não se percebe porque é que a esquerda radical luta pela manutenção de assalariados do capitalismo em vez de promover a utilização dos instrumentos que a lei já proporciona com vista à emancipação do proletariado.

    • De diz:

      Isto é a sério? Emancipação do proletariado? De acordo com os instrumentos que a lei já proporciona?
      Provavelmente é uma brincadeira.Ou é pura e simplesmente ignorância.Ou é outra coisa mais.
      (Um tal Medina Carreira por exemplo já tem a sua rádio.É uma rádio muito pleomorfa.Rádio e televisão.Com assinatura,dinheiro no bolso e contrato assegurado para continuar a servir a troika.
      Ámen)

    • Luigi Fare Niente diz:

      Deve estar a gozar….

  2. Mário Estevam diz:

    Supostamente a Maria Augusta Casaca da TSF de Faro também vai para a rua…

    A jornalista da TSF, Maria Augusta Casaca, ganhou o primeiro Prémio de Jornalismo de 2007 da Associação Nacional de Municípios com a reportagem «Haja Saúde».

    O trabalho da jornalista baseou-se nas unidades móveis de saúde na Serra do Caldeirão, que actuam junto das populações isoladas e carenciadas de cuidados médicos.

    O júri realçou o «realismo» e «sensibilidade» da reportagem de Maria Augusta Casaca, ao revelar que muitas vezes são as unidades móveis de saúde o único ponto de contacto destas populações com o mundo exterior.

    http://www.tsf.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=879423

  3. silva diz:

    Começo a sentir é a pouca vergonha e a falta de justiça na investigação do despedimento colectivo do Casino Estoril, bem investigado é capaz de ser pior que o caso da sucata, ou então um negócio da CHINA.

  4. Luis Almeida diz:

    Eu sei que a ideologia dominante É a da classe dominante. Definição leninista do que é um estado, etc; infraestructura versus superestructura, etc. Sei igualmente de que meios a classe dominante dispõe para ( querer ) perpetuar o “seu” Estado. Noam Chomsky, que se diz marxista libertário ( mas não leninista) deixa tudo clarinho em “Shaping Conformity”. A PIDE salazarista seria hoje obsoleta por desnecessária porque “eles”têm novos métodos científicos de “moldar o conformismo”, a aceitação, a apatia, o ” é mau mas inevitável”, o “não vale a pena”, etc.
    Um desses meios é a mídia ( perdoem o prático brasileirismo ) “voz do dono”. Quem mostrar um mínimo de independência, brio profissional, dignidade e amor pela verdade – nem é preciso ter uma visão marxista da sociedade, esses nem entram, ou entram a conta-gotas e numa semi-clandestinidade! – é cilindrado pelas chefias às ordens do poder.
    Sei também que a Constituição, mesmo revista várias vezes, sempre para pior, não é respeitada nem mesmo pelos que a juraram “cumprir e fazer cumprir”. Mas, que diabo! Apesar de tudo, ela existe!
    Além das batalhas nas ruas, devíamos lutar pelo seu cumprimento e pleitear em Tribunal
    ( se houver dinheiro para isso, porque a justiça não é para todos ), fazendo impugnar decisões como as que têm atingido jornalistas com coluna vertebral!

    • Antónimo diz:

      O problema não é apenas a coluna vertebral dos jornalistas. O problema são a propriedade dos jornais e a capacidade de sobrevivência dos Órgãos de Comunicação Social sem um milionário por trás, seja o Paulo Fernandes, o Joaquim Oliveira, o Balsemão, o Belmiro ou os angolanos.

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