João Pinto e Castro, em seis curtos parágrafos, elabora uma narrativa histórica que arrasa milhares de anos de civilização, construindo uma tese que o mais fervoroso adepto do PNR não desdenharia.
João Pinto e Castro, em seis curtos parágrafos, elabora uma narrativa histórica que arrasa milhares de anos de civilização, construindo uma tese que o mais fervoroso adepto do PNR não desdenharia.
JPC reconhece que a seguir à 2GG houve um investimento financeiro anti-comunista na Grécia que deu um prejuizo tremendo. Agora, livres do papão, os abutres da banca querem juntar o útil ao agradável: minimizar o fiasco e tentam transformar a Grécia num aterro de produtos financeiros tóxicos
Tens razão, Tiago. Esta gente esquece-se de que a Grécia, para usar um lugar comum um bocado estafado, é o sintoma, não a doença. Todo o parlatório do ‘nós não somos a Grécia’ é assaz abstruso e confrangedor.
Abraço,
André Rodrigues
É mentira o que JPC escreve? Näo me parece.
E o texto chama-se “Porque a Grécia hoje não conta”. Hoje.
E para quem domina, realmente näo conta. É “uma linha deficitária”.
E tu, contas?
Enquanto tiver o dinheiro que tenho no banco, vou contando…
Infelizmente, é o mundo nojento que temos. Porque quem tem 1/10 (ou menos) do que eu ainda me chama “comuna” quando lhes digo para se mexerem.
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Li mal ou terei de reler. Veremos. Leremos.
Mas, como li há um bocado, parece-me agora que o texto do JPC (escriba que nada aprecio), não é de tom PNR, pois o que diz é que a Grécia serviu de enclave anticomunista (como o xatoo tb se apercebeu), e agora, morta a “coisa” comunista (acham eles, os do costume, os mercados de Gaspar que têm sempre razão, menos quanto a Portugal, diz ainda o abjecto Gaspar), agora a Grécia de nada serve. Acho que foi isto que o homem jugular quis dizer. Falou de um problema económico e geoestratégico. Como também os investimentos na RFA foram geoestratégicos: a Alemanha era-foi uma guarda avançada anticomunista. Refortalecida e reunificada, ela é agora algo estranho, em transição para um fascismo económico imparável.
Uma resposta terá de ser dada.
A mim parece-me um texto que está longe de ser irónico. E tem como centro a ideia que os gregos viveram à fartazana com as benesses, beneplácito e dinheiro do ocidente civilizado.
E já agora, em termos geoestratégicos, não me parece que Turquia ou Finlândia pudessem ser tidos como fazendo parte dos países “comunistas do leste europeu”.
O texto, e outros textos de outros autores (pois JPC não é centro de nenhum pensamento), afirmam isso de facto, que os gregos viveram com várias benesses, mas enquanto eram úteis, ao ocidente, ao capital. Deixaram de ser úteis agora, amanhem-se. Acaba por ser mais negativo para a UE/capitalismo do que para os gregos.
A Finländia é um caso sui generis, relembremos que devido a serem fuçöes e à boa maneira nórdica näo gostarem de dever nada a ninguém (quiçá para näo poderem ser chantageados) foram os *únicos* que pagaram o “empréstimo” do Plano Marshall… mesmo após os EUA lhes dizerem “näo, mas istow ser empréstimow diferentey, näo precisar pagar”.
Caríssimos, aquilo não é nem escrita, nem ideia, nem pensamento, nem coisa nenhuma!! Contudo, com a maior boa vontade poder-se-ia dizer, daquilo, ser, apenas, um chorrilho de asneiras, um devaneio, e silenciosamente ignorar que aquilo foi sequer escrito, muito menos lido!!
O autor deste post leu o artigo que cita? Se leu, terá sido culpa do acordo ortográfico? Ou será que leu alguma vez um texto do PNR para poder fazer semelhante afirmação?
Bem, nem sei porquê é que se deram ao trabalho de considerar tal artigo, mas já que assim foi…
“No mundo contemporâneo, porém, a Grécia pouco mais conta para os desígnios estratégicos dos EUA e da Europa do que o pitoresco Montenegro. Dela hoje apenas se espera que cuide da Acrópole e que não chateie.”
Epá, ca ganda ‘espertalhão’!
O que é preciso lembrar quando se fala da grécia, etc. e respectiva redundância ou não, é que há um tal ‘mecanismo de estabilidade europeu’.
Porque os comportamentos da grécia, etc. (generalização mal feita diga-se, visto que os responsáveis foram os governantes que as fizeram e permitiram.), sem se saber bem como e assim do ‘nada’, deram origem a tão ‘genial’ ideia:
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=27483
How appropriate, isn’t it?
Inicialmente, pensei em postar a resposta na fonte, mas depois ocorreu-me que seria um desperdício…
Tiago,
Deixei o segunte comentário no próprio blogue de JPC:
“Tanta reacionarice só pode derivar de uma postura ” a voz do dono” face ao grande capital mundial que nos esmaga enquanto soçobra. Esmaga-nos a nós e à Grécia…
Usando expressão pugilística pode dizer-se que, a queda da URSS, o capitalismo foi “salvo pelo gong ( para novo “round” )”. Mas, só ganhou esse round. Os factos demonstram que tende para ficar “knockout “…”
“Tanta reacionarice só pode derivar de uma postura ” a voz do dono” face ao grande capital mundial que nos esmaga enquanto soçobra. Esmaga-nos a nós e à Grécia…
Usando expressão pugilística pode dizer-se que, COM a queda da URSS, o capitalismo foi “salvo pelo gong ( para novo “round” )”. Mas, só ganhou esse round. Os factos demonstram que tende para ficar “knockout “…”
( faltou o “com”…)
Vejamos, acho que há a tendencia para se confundirem conceitos nesta conversas. De quem falamos quando falamos de Gregos? Do povo grego? da burguesias grega? Dos coroneis? Da realeza? Quem ao longo de séculos ditou os caminhos seguidos pela nação grega não foi o povo grego, foi sempre a classe dominante da altura.
Tendo a não responsabilizar o povo grego pelo papel reservado á Grécia pelos imperialismos ocidentais. Dizer que os gregos tiveram várias benesses… pode mesmo ser verdade, tal como os portugueses podem ter tido algumas benesses (duarmente conquistadas) que agora estão a perder.
Eu não culpo o povo grego pela sua ambição de quererem viver melhor. Culpo os poderes dominantes que ao longo de séculos, mais ou menos, o oprimiram e explorarem e representaram ou defenderam interesses que nunca foram os do povo grego, mas sim da burguesia nacional, da Nato e dos Estados Unidos e seus aliados.
Pelos vistos, nos tempos que correm, nem a burguesia grega tem qq préstimo para aUE. Porque estejamos certos duma coisa: apesar de ser o povo (trabalhadores, pequena burguesia, e mesmo classe média) grego quem vai pagar a factura de mais este empréstimo, de ser o povo grego quem mais vai sofrer a austeridade, as exigencias feitas pela dupla franco-alemâ e seus caniches de estimação são igualmente humilhantes para os sectores da burguesia que detêm o poder, que são tratados como verdadeiros oportunistas sem escrupulos.
Quanto ao texto do Jugular, fiquei com uma primeira impressão de que o autor estava a ironizar, mas já sabemos que sem explicação adicional é dificil perceber a ironia nas palavras escritas, e assim pode conclhuir-se facilmente que se trata duma manif de desprezo pela Grécia.
É o que penso.
K
Esta mensagem, por parte de trabalhadores que foram despedidos sem apelo nem agravo do Casino do Estoril, mostra bem o que significa as leis laborais: letra morta, a falta de cumprimento das próprias leis do sistema.
Esta denúncia também demonstra que sem a determinação na luta contra as políticas reaccionárias do governo, estas situações propagam-se como faúlhas. Por isso façamos, explorados, em contrapartida que o combate contra o grande capital se intensifique, alastrando como o fogo numa floresta.
“Nestas condições não constituirá um escândalo e uma imoralidade proceder-se à destruição da expectativa de vida de tanta gente? Para mais quando a média de idades das mulheres e homens despedidos se situa nos 49,7 anos?
Infelizmente, a notícia de mais um despedimento colectivo tem-se vindo a tornar no nosso país numa situação de banalidade, à qual os órgãos de comunicação social atribuem cada vez menos relevância, deixando por isso escondidos os verdadeiros dramas humanos que sempre estão associados à perda do ganha-pão de um homem, de uma mulher ou de uma família.
Mas, para além do quase silêncio da comunicação social, o que mais choca os cidadãos atingidos por este flagelo é a impassibilidade do Estado a quem compete, através dos organismos criados para o efeito, vigiar e fazer cumprir os imperativos Constitucionais e legais de protecção ao emprego.
E o que mais choca ainda é a própria participação do Estado, quer por omissão do cumprimento de deveres quer, sobretudo, por cumplicidade activa no cometimento de actos que objectivamente favorecem o despedimento de trabalhadores.
Referimo-nos, Senhores Deputados da República, à impassibilidade de organismos como a ACT-Autoridade para as Condições do Trabalho e DGERT (serviço específico do Ministério do Trabalho) que, solicitados a fiscalizar as condições substantivas do despedimento, nada fizeram mediante as provas que presenciaram.
Não gosto de ver o caos em que puseram este país, por irresponsabilidade, por falta de respeito, pelo cidadão nos casos da justiça que a civilização criou como valores para a igualdade.
Muitas das vezes, os nossos governantes não têm a capacidade de perceber para onde nos estão a conduzir ou não têm a coragem de assumir. Isso custa-me, porque há vítimas que estão a sofrer imenso.
Por má gestão, por causa de carreiras meteóricas.
Não posso deixar de condenar, todo o governante ou político, que pôs o seu trajecto individual e social acima do trajecto colectivo.
Podem não se importar com as palavras, mas o certo é que não deixa de ser egoísmo, egocentrismo, quase tirania.
Quem com responsabilidades está por detrás deste despedimento ilegal, que leva o estado a suportar o subsídio destes 112 trabalhadores.”
Meus Srs., vão ver, pelo menos, se aumentou a quantidade de zarolhos entre os trabalhadores e se vão permitir que uma empresa com lucros possa despedir as pessoas e se o Estado não assume as suas responsabilidades para com o monopólio.
É voz corrente, que alguns empregados postos na lista de despedimentos, são profissionais de primeiríssima qualidade…
Por exemplo, quanto é que o Estado pagou por aquela parte da sala de jogos do Casino Estoril, que agora é uma discoteca alugada a uma amiguinha do presumivel “mau jardineiro”, pelo preço da uva mijona?”