Repare-se na falta de decência: o protesto de ontem, que superlotou o Terreiro do Paço, é reduzido a uma mera manifestação sobre o “aumento do salário mínimo”. Ou seja, o que esta malta quer é $$, mais $$, sem trabalhar mais, etc. Os populares é o que querem, não, nunca os banqueiros! Estes apenas querem uns trocos para investir na economia (o que sempre fizeram, aliás, empreendedores e beneméritos – ou santos castos).
Depois, a foto escolhida: parece que Carvalho da Silva não cumprimentou, nem saudou, Arménio Carlos; parece que lhe vira as costas, com um aviso de quem diz “não tenho nada a ver com isto”. O jornalismo javardo na sua máxima expressão.
No desenvolvimento da notícia, apenas se diz que os números de manifestantes da CGTP são exagerados (não sabia que o “PÚBLICO” tinha “contadores”, e científicos que eles sempre são – científicos como os de um pateta americano que aí anda a chular uma universidade portuguesa de que não me lembro o nome, nem do americano nem da universidade).
Depois de regressar das 6 horas do Götterdämmerung (Wagner) na Gulbenkian, voltaria à frase: a cupidez é dos trabalhadores, querem sempre mais, os bancos e banqueiros NUNCA!, e lembro-me do que acima escrevi porque, na tragédia wagneriana, o mais portentoso texto anticapitalista (literário e musical) de toda a história das artes, é o $$ (hoje supostamente alemão, somado à mendicidade dos medíocres GASPARES) que nos leva ao fim da civilização, da vida colectiva e do mundo.
Mas isso é por causa dos trabalhadores! É sua a culpa, apenas sua, segundo o “PÚBLICO” de hoje.
Funeral de Siegfried e devolução do ouro ao Reno. Na histórica encenação de Chéreau, muitíssimo superior à de ontem, transmitida na Gulbenkian desde Nova Iorque.




Indecente e vergonhoso. Eu estive lá e vi. Compro o Público há anos. Já tinha notado nos último editoriais como estavamos a voltar aos piores tempos de José Manuel Fernandes. Aviso aqui e já a direcção do Público, ou começam a fazer a merda de um jornalista “isento” e “independente” ou deixo de comprar aquele que foi o meu jornal de sempre. Simplesmente indecente e vergonhoso. O jornalismo de merda que temos (e não ponho tudo no mesmo saco) também é responsável pelo estado a que isto chegou. Valha-nos a blogosfera e as redes sociais.
João Martins
Olhe, não compre.é o que eu faço.Eles são porta vozes do patronato-por aqui se vê como eram ‘justas’ a falta de pluralismo nos países socialistas.O pluralismo não existe enquanto houver classes e,vivemos uma ditadura burguesa de fachada democrática,ou uma democracia liberal-em que uns estão bem,outros mal.
estes comunas são impagáveis. é pena estarem em vias de extinção
Sim?
estes jornalistas, quando aqui se fizer o que os gregos fazem,eles vão comer o pão que o diabo amassou.
A avaliar por estas movimentações ainda te vais engasgar.
Gostavas era que fossem todos mansos como tu.
Tive exactamente a mesma reacção quando vi as capas de jornais. Pasquim de merda,comparável ao Sun e ao News of the world… Merdoques, também os há por cá…
É impossível ser mais sintético e verdadeiro: JORNALISMO DE MERDA!
Foi melhor que a anterior, mais combativa e com muitos casos de visivel desespero, como o dos trabalhadores dos estaleiros de Viana, da Cerâmica de Valadares (que bom exemplo de luta), os da ordem do Carmo (ao que nós chegámos…) entre muitos outros…. Vimos gente a chorar e emocionamo-nos. Tenho a certeza que para já nada se vai alterar, mas não há alternativa!!! Para já trincar a língua. Daqui a algum tempo trincar os fdp que servem os vampiros da especulação.
Há gente demais no registo “do há que ter esperança que isto vai melhorar”, sem perceber nada do que se está a passar. Temos de reagir de forma mais alargada e consciente. Para a semana, vem a turma da troika e anunciam-se mais medidas contra as politicas públicas.
O mais grave é que a par deste “ajustamento” que põe de joelhos quem trabalha, seguem formas de opressão que representam um retrocesso sem precedentes.
Escreveria Einstein que “A maioria, a classe dominante no momento, tem as escolas e a imprensa e, em geral, tem também a Igreja, “sob o seu polegar”. Isto dá-lhes a possibilidade de organizar e influenciar as emoções das massas e de usá-las como seus instrumentos”.
É uma verdade que a Sandra Monteiro esmiuça no editorial do MondeDiplo deste mês. Mas de novo a história se há-de escrever pela mão dos povos.
Pode demorar, mas assim há-de ser, e “CUSTE O QUE CUSTAR”.
Solidariedade para o POVO GREGO
Boicote ao Público. É simples.
Pois é, há o online. Mas os tipos escudam-se numa coisa que também o Expresso utiliza: toda a imprensa é péssima, e eles julgam-se o mal menor.
Penilo,
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Marafade
Fevereiro 12, 2012
Hoje acordei , liguei a televisão e levei com uma dose maciça da vitoria do Benfica, outro tanto do convite que ainda não fez, nem sei se faz, de Alberto J. Jardim a Merkel e para fechar, outra dose maciça sobre a morte de Whitney Houston. Sobre os 300.000 que gritaram a sua revolta NADA.
Esse boicote deve estender-se ao CM já que a fotografia sobre o Benfica era enorme e sobre o movimento dos 300.000 nem o quarto dessa chegava a ser.
Apesar de tudo, era mais decente e correcta a do Correio da Manhã.
Batalha do povo grego ao vivo:
http://kanalia.eu/player/flash/sintagma.htm
Solidariedade total com o povo grego e com todas as formas de luta – pacíficas ou violentas – que entender como melhores.
E solidariedade total com o maior sindicato da polícia que ameaçou a troika com mandados de detenção para os troikistas.
Assino por baixo.
Como esta excelente posta e os comentários que gerou.
Chamar o nome aos bois.Sempre.
Pior, só JN online. Ontem à noite tinha uma única mínuscula notícia, informando que “CGTP diz (sublinho o “diz”) que estiveram 300.000, mas imagens aéreas mostram Terreiro do Paço meio cheio”.
Jornalismo miserável, que nada falou da manifestação, suas causas e objectivos, e mente descaradamente, mostrando imagens com todo o Terreiro à sombra, portanto por volta das 18h00, ou seja, no fim da manifestação.
Isto não é jornalismo, é manipulação de informação em prol do Governo. O que, de resto, nem é novidade nenhuma: afinal, os jornais têm donos…
E o que dizer do JN? Na capa, a notícia aparece no topo, em tamanho reduzido, com uma foto claramente enganadora (a praça ainda não está cheia), depois é relegada para a página 32 e a mesma crítica que é feita aqui em relação ao Público pode ser aplicada: a redução deste acontecimento a uma reivindicação mesquinha (não menos importante quanto mim), tentando retirar-lhe todo o peso enquanto demonstração de algo muito mais fundamental: um descontentamento, talvez ainda não conceptualizado e porventura difícil de conceptualizar, com a presente situação, com os discursos que sobre ela são produzidos e com as acções que a partir dela são efectuadas.
Isto num jornal (talvez um qualificativo mais justo fosse pasquim), que sendo o único “grande jornal” da minha cidade, não passa de uma contínua e acrítica exaltação (bastante primária) das “fuorças bibas” cá da terra, compensada por uma concepção comovida da solidariedade e ASSISTÊNCIA social, tudo isto misturado com um não menos assumido fascínio embasbacado (para não dizer excitação adolescente) pela namorada do Cristiano Ronaldo.
Uma tristeza
no porto não gostam cá do terreiro do paço. aquilo para eles é visto em estilo braga-guimarães.
Nos momentos decisivos como este não é bem assim.
Todos estavam(os) no Terreiro do Paço.
A forma correcta é “vocês”, visto que eu sou um “deles”.
A isto no chamaria jornalismo mas sim contr-informação.
O meu comentário a esta primeira página foi:
“Milhares chegam ao Terreiro do Paço contra a precariedade” – foi aquilo que o Público conseguiu ver da maior manifestação dos últimos 30 anos.Para melhor informar os seus leitores, escolheu para a sua 1ª página uma foto (claro que com pouca gente) e que parece querer-nos mostrar que o actual secretário-geral da CGTP segue um caminho diferente do anterior…
Amigos, o jornal “Público”, aparte uma meia dúzia de bons jornalistas, é, como não podia deixar de ser, a voz do seu dono: Don Belmiro e seus comparsas. A boicotar, claro está.
pqp!…
mas quem é que com dois tostões de tola ainda acredita em jornais?
Dimensões Praça do Comércio pelo Google Earth: 175x 200 mts
Área Total : 34.800 m2
Espaço ocupado por uma pessoa 70cms x 60 cmts
Área ocupada por cada pessoa : 0,42m2
Lotação total da Praça do Comércio segundo os números acima : 82.857 pessoas
Isto no pressuposto de que não há qualquer circulação de pessoas, espaço para o palco, e um adicional necessário para a agitação das milhares de bandeiras e outro material de propaganda, o que deverá baixar a lotação teórica para valores aproximados de 70.000 pessoas.
Arménio Carlos é mentiroso e deve ter uma espécie de astigmatismo hiperbólico. Além disso tem com certeza um problema de memória, senão saberia que quando foi a missa do Papa, não estavam mais do que 70 a 80 mil pessoas naquela praça. Isso, ou a ferramenta Google desenvolvida pelo imperialismo americano, mente descaradamente.
Bom, e se por lá andasse o corcunda de Notre-Dame ainda mais espaço ocupava na área individual. Logo, pioravam ainda mais as contas de Arménio Carlos.
E também se podem usar outros critérios: altura e cultura das pessoas; se gostam ou não de futebol, se comem ou não carne de porco, se comeram muito ou pouco ao almoço. Se comeram mais do que beberam, etc., etc.
Se estavam 300 000 ou 300 123, etc.
Tudo é possível.
(Com o corcunda seriam, portanto, 299 999 ou menos.)
Se o João Simãozinho saisse do conforto do seu sofá e levantasse o cú veria que a praça estava cercada de gente por todo o lado e que durante perto de um hora houve manifestantes a desaguar no Terreiro do Povo. Mas como o cú deve andar cansado nada mais lhe resta do encaixar as pessoas nas suas “boas” teorias geometricas. Enfim, cada povo tem os Joãozinhos Simões que merece.
Isso mesmo!
Qualquer pessoa minimamente lúcida sabe bem que era impossível meter 300 mil pessoas no T. Paço. Nem mesmo 200.000.
Com contas, porém, fica mais claro!
A VERDADE DOS ESPAÇOS – MANIFESTAÇÃO DA CGTP
Ao contrário do que vindo a ser vinculado venho esclarecer a verdade das áreas e a ocupaçao possivel dos espaços.
Primeiro avanço com uma noticia da visão onde é possivel ver o Terreiro do Paço a abarrotar de pessoas quando da visita do Papa, e nesta o palco estava fora da Praça, o número avançado de pessoas no Terriro do Paço – cerca de 100.000.
http://aeiou.visao.pt/fotos-a-missa-no-terreiro-do-paco=f558827
http://ultimosegundo.ig.com.br/cs/Satellite?blobcol=urldata&blobkey=id&blobtable=MungoBlobs&blobwhere=5797217842523&ssbinary=true
A metodologia empregue foi: nas ruas e em movimento 2 pessoas/m2, nas praças 0,5/m2, na praça do comércio 3 pessoas/m2. Estes valores sao por excessos porque estou a considerar tudo com uma ocupaçao de 100%, sem descontar estátuas, zonas ajardinadas, candeeiros, carros e camionetas estacionados, mobiliário urbano diverso, etc.
- Rua Augusta -7.300m2 – 14.600 pessoas
- Av. Infante D. Henrique (junto ao Terreiro do Paço) – 6.000m2 – 12.000 pessoas
- Av.Ribeira das Naus (junto ao Terreiro do Paço) – 8.500m2 – 17.000 pessoas
Rua da Alfandega (junto ao Terreiro do Paço) – 2.000m2 – 4.000 pessoas
Martin Moniz – 12.500 m2 – 6.250 pessoas
Praça da Figueira – 16.000m2 – 8.000 pessoas
Terreiro do Paço – 36.000m2 – 118.000 pessoas
O que dá a soma de 179.800 pessoas. um valor por excesso e muito abaixo do vinculado
Para 300.000 pessoas dava 3.4 pessoas/m2. Mas nós desde o Guterres que sabemos a habilidade para as contas da esquerda, e conforme ele disse “Façam as contas”… E nós fizemos
))))
E porque nada deve ser anónimo
Rui Peres, Arquitecto.
FOTOS A missa no Terreiro do Paço
aeiou.visao.pt
Veja as imagens da homilia que junto cerca de 100 mil pessoas em Lisboa
Enough is enough.
Não publico mais comentários sobre contabilidades patetas.
Pois é agora já não interessa publicar mais comentários, desmancharam os argumento. Sejam realistas e não exagerem nos números…