Os “grandes” que paguem a crise, os “pequenos” que encham a praça!

Da cobardia do Américo Tomás em 1969, à pieguice do Cavaco Silva em 2012, vão 43 anos de distância, dois regimes, um bem fadado PREC e muita roubalheira, mas provavelmente vai repetir-se o mesmo gesto. Ninguém caminha de bom grado para o abismo do vexame, sendo que Cavaco e os insurgentes sabem que os dias que resgatarem ao fim dos respectivos mandatos, não vão ser feitos a banhos de povo. No futebol como na política, o ganhar e o perder e o deve e o haver são quase sempre contas definidas pelos de cima e poucas foram as democracias corinthianas a virar o jogo. Do Salazar ao Vítor Gaspar, da PIDE ao SIS, do Ultramar à NATO, as contas públicas continuam a fazer-se à medida dos vícios privados. Num e noutro palco, porém, às vezes conquista-se a inversão dessa regra, dessa lógica probabilística, desse destino. Dentro das quatro linhas como no Terreiro do Paço, chega um momento em que a magia acontece e as mãos dos deuses garantem ora grandes golpes de beleza, ora admiráveis avanços civilizacionais. Que assim se repita a 20 de Maio.

Mais propaganda para voltar a politizar o Jamor:

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7 respostas a Os “grandes” que paguem a crise, os “pequenos” que encham a praça!

  1. Joaquim Ribeiro diz:

    Porque outro futuro é possível…
    Todos ao Terreiro do Paço
    Ponto de encontro dos trabalhadores da ciência
    Restauradores, junto ao Éden, às 15 horas!

    Até amanhã!

  2. LAM diz:

    Antes de mais, Renato, parabéns pela Académica que, mais de 40 anos passados, merece a festa e torço para que traga o caneco.
    Pena ser de longe senão, mesmo sem ser adepto de qualquer um dos finalistas, juntava-me “à sardinhada”.

  3. Zebedeu Flautista diz:

    Pois, pois… Sonhai camaradas…O povo quer é bola…E ainda bem…Deixai as massas sonhar com a comodidade da pequena burguesia que para estatistas já chega a chulagem do centrão. Quereis um estado que me diga onde viver, onde comer, o que vestir, o que dizer, o que produzir, o que dizer… DISPENSO. Antes acabar na miséria mas LIVRE. Viva a liberdade, morte ao estado.

  4. O Rural diz:

    Em 1969 já o botas de Santa Comba tinha caído da cadeira.
    E o Passos é mesmo parecidísssssimo com Salazar.

    A cara de um é o cu do outro

    • Renato Teixeira diz:

      Mas já o Américo Tomás e o Marcelo Caetano deixaram as cadeiras do Jamor vazias… Passos e Cavaco não vão ganhar o prémio de originalidade.

  5. O Rural diz:

    Salazar nunca passou procuração nem a Tomaz nem a Caetano.

    Há ditaduras, ditamoles não existem.

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