ONTEM gritou-se em Atenas: “NAZIS OUT”; porque os gregos conhecem de cor a origem do problema, a razão do cancro que nos corrói, porque os gregos são credores dos BOCHES: concretamente, estes devem-lhes 162 Mil Milhões de Euros (há muito e sem sinal de vontade de pagar!!, além de terem roubado tesouros artísticos sem conta!!)


Atenas, 7 de Feverero

Increasingly hostile sentiment towards Greece from Germany has inevitably resulted in the issue of unpaid war reparations rising to center stage.

The issue of the outstanding war debt owed to Greece by Germany will not go away, having gained ground in recent years as Eurocrats dominated by Germany, force ever increasing austerity on the Greek populace. Now a cross party group of 28 Greek MP’s has tabled a proposal for the issue of German war reparations to be discussed in Parliament.

The Athens News reported that the MP’s have stressed that Germany owes Greece a debt of 54 billion euros before interest (70 billion with interest). They are calling for the issue to be raised as a national issue as Greece was the only country to which Germany failed to pay war reparations.

The issue of war reparations is one which is widely discussed amongst the Greek population who are increasingly resentful of criticism from Germany, which came to the fore when Germany proposed that Greece hand over budgetary sovereignty to the EU. In an article in German paper Der Spiegel in June 2011, eminent historian Albrecht Ritschl, a professor at the London School of Economics, criticized Germany for their hostility towards Greece in the current economic. He pointed out that Germany’s debt default in the 1930s makes the Greek debt look insignificant in comparison.

Mas vamos ao que interessa: Aristóteles, ΠΟΛΙΤΙΚΩΝ Α :

«A natureza nada produz segundo o modo mesquinho dos fabricantes de facas de Delfos [vulgo “Mercedes”], mas destina cada coisa para um único uso; é que cada ferramenta será mais eficaz se servir apenas para uma função, e não para várias. Os bárbaros, não obstante, atribuem à mulher e ao escravo a mesma condição porque não possuem quem mande por natureza [Hitler e Merkel mandam por medo, um medo egoísta e destrutivo em larga escala], e a respectiva comunidade torna-se na de um escravo e de uma escrava. Por isso, como dizem os poetas (…), “é justo que os gregos deveriam dominar os bárbaros“» (1252b1-9)

Ou, cada vez mais a sério:

«Quem for incapaz de se associar ou que não sente essa necessidade por causa da sua auto-suficiência, não faz parte de qualquer cidade, e será um bicho (…)» (1253a28-30)

Sim, este já sabia tudo antes do primeiro alemão ter posto os pés no universo. E aqui está quase tudo dito!

Greek anti-austerity protesters prepare to burn a German flag

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31 respostas a ONTEM gritou-se em Atenas: “NAZIS OUT”; porque os gregos conhecem de cor a origem do problema, a razão do cancro que nos corrói, porque os gregos são credores dos BOCHES: concretamente, estes devem-lhes 162 Mil Milhões de Euros (há muito e sem sinal de vontade de pagar!!, além de terem roubado tesouros artísticos sem conta!!)

  1. Renato Teixeira diz:

    A dimensão da greve, o cerco e tentativa de tomada do parlamento, a escalada da repressão, as condições dos presos, etc, etc, tudo nos leva a crer que a Grécia não está só em crise, está em guerra.

    http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/6634

    • Carlos Vidal diz:

      E a Europa tem e deve percebê-lo.
      (Porque é provável que não seja só a Grécia que está ou vai estar em guerra.)

    • Rocha diz:

      Ora aí está a palavra certa: guerra.

      Ao contrário do que dizem os reformistas e esquerdistas pavlovianos a propósito dos países árabes, um conjunto de escaramuças sem rumo visível NÃO faz uma revolução. Agora uma guerra sim, estamos de acordo.

  2. notrivia diz:

    Ninguém deveria dominar ninguém…
    Com tanto ‘pensador’ por onde escolher…

    Pode parecer que não, mas merkel e companhia não são a representação total da população alemã, e que eu saiba barroso é português.

    Percebo a intempérie, mas a história está repleta de advertências onde somos informados que faz imensa diferença relembrar o que é ser humano na mais abrangente concepção do termo, independentemente da nacionalidade, raça, etc. Especialmente nos tempos conturbados.
    Considere revisão!

    O triunfo da merkel, seus capachos (e aí nacionalidades há muitas) e dos que categorizam os seres humanos como ‘bárbaros’ ou os ‘bons’, depende e sempre dependeu de tal esquecimento ou da respectiva ignorância.

    Bichos somos todos, isolados ou em matilha.
    Consciência faz a diferença.
    Desenvolve-la ou não, é uma questão de escolha e caminho arrepiado individualmente.
    O ‘pensador’ escolhido pelos vistos, não ajuda na orientação.

    • Carlos Vidal diz:

      Aristóteles não ajuda !?
      Então quem ajuda ?

      • notrivia diz:

        Se quiseres subscrever os ideais da ‘dominação dos bons sobre os bárbaros’, continua a utilizar como referência o tal ‘pensador’ (escrever o nome dá-me pó).

        Só para relembrar um exemplo, a colonização europeia sobre os povos do sul sempre teve como base esses ideais.
        Mas o que se poderia esperar de uma civilização que na altura considerava e continua a considerar ao nível escolar e académico o tal ‘pensador’ como ‘grande referência filosófica’?

        Vou deixar a teu cargo a procura de referências filosóficas, tu lá sabes que ideias produzem ressonância com a tua mentalidade.
        Se sentires que de certa forma questionas a forma como pensas, não te preocupes, repostas surgirão e referências também, desde que te mantenhas atento.

        Bem haja.

        • Carlos Vidal diz:

          Referências para o pensamento, muito bem. De certo modo, em primeira e última análise, as nossas referências somos nós. Mas Aristóteles, concretamente, dá-te pó ou náuseas, notrivia. OK, pronto, não se fala mais nisso.

          Mas até era um filósofo respeitador da propriedade e de uma sociedade de direitos individuais contra o comunitarismo platonista, ao qual sou muito mais chegado, já agora.
          Como à tese de Rousseau de que a soberania não se representa (com tudo o que isso acarreta, como se depreende).
          Quanto aos gregos, sua civilização e sabedoria: é melhor perguntar aos elemães Holderlin e Heidegger: eles terão resposta pronta. Não sei por que Merkel, a gorda obtusa, veio ao mundo. Será que Lutero me pode explicar?

          • notrivia diz:

            O ‘pó’ vem das ideias expressas por ele. Admito que em geral nunca fui a bola com as suas ideias, e essas da propriedade e contra o comunitarismo também não ajudam.
            Platão transmite definitivamente maior abrangência e equilíbrio.
            Rousseau largou umas dicas dignas de reflexão.

            Não conheço os trabalhos de Holderlin e de Heidegger, mas breve pesquisa sobre o ultimo revela que fez inscrição no partido nazi.. Ooops, I’m affraid he has been desqualified.

            Lutero tinha qualidades na rebeldia mas descompensou na intolerância. Não sei se gente de fé em algo para além da sua existência serão boa referência seja para o que for…

            A merkel e companhia andam cá para nós darmos conta deles. Keep calm and take the square (aos milhões claro). Há soluções para tudo.

            Bem haja.

        • Justiniano diz:

          Caro notrivia, se Vcmcê conhecer a verdade como a verdade é, como verdade, não a comunicará aos seus irmãos próximos e remotos!? Não lhes oferecerá a graça da verdade!? Guarda-la-ia para si, como mentira, meia verdade ou mera contingencia!? Quedar-se-ia por aí!? Deixá-los-ia percorrer um descaminho, como se da escolha daqueles fosse o anunciado por outras falsas verdades!!?? Pouca ou demasiada fé guarda aos seus irmãos, diria! Não!!??
          E porque haveremos de pacificamente legitimar a posse de terras a quem as não domina, delas não prospera, e as reduz a mera geografia!? Porque deveremos apenas contemplar com os olhos!?
          Cordialmente,

  3. Manuela Pires diz:

    Tem razão Vidal. Se fosse Grego não pagava um tostãozinho que fosse.

  4. asd diz:

    portanto, a guerra entre países aparece na sua wishlist antes da luta de classes e do internacionalismo? o isolacionismo grego ou português, baseado simplesmente no “não pagamos” transformar-nos-á numa Cuba de baixos salários e emigração apetitosa.
    a questão, hoje como em 1917, não deve ser fazer com que a classe trabalhadora alemã se solidarize com a classe trabalhadora dos países menos desenvolvidos?

    • Vasco diz:

      Já somos um país de baixos salários e emigração apetitosa. E guerra não é só entre países nem tão pouco é só com armas. O que os «mercados», a UE, o FMI nos estão a fazer é uma clara declaração de guerra – contra as nossas vidas, os nossos direitos, o nosso futuro…

      • Outro diz:

        É bem mais que uma declaração de guerra…

        Declarações não matam as pessoas de fome, ou de falta de cuidados de saúde.

        Em rigor, trata-se isso sim, de uma guerra não declarada contra os povos!

        • Carlos Vidal diz:

          Não sei porquê, mas ainda não vi um único alemão na rua a contestar o fascismo de Merkel, gorda obtusa, e isso é um sinal estranho……….

          • Carlos Vidal diz:

            Emendo: apenas Helmut Schmidt – até agora, que eu saiba – se rebelou.

          • Zuruspa diz:

            Entäo olha para as sondagens. Ela só tem mantido o eleitorado por abusar do discurso fascista, ou entäo acontecia-lhe como aos amigos dela liberais FDP.

          • Carlos Vidal diz:

            FDP, as iniciais certas para todos eles, claro: Filhos da put…………….. Escreve-se sempre direito por linhas tortas.

  5. Camarro diz:

    Tendo em conta que muitas das grandes empresas alemãs foram responsáveis pela máquina de guerra nazi, como justificar o não pagamento das reparações de guerra com base nesta notícia?

    http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/02/08/superavit-comercial-da-alemanha-cresceu-2-em-2011.jhtm

    • Carlos Vidal diz:

      Não há justificação possível. Bastaria que lhes tirassem o tapete do Euro, pois dele vivem como parasitas à conta. (70% das exportações dessa gente vai direitinha à zona Euro.)

  6. Luís diz:

    Como já nos tem habituado o caro Carlos, mais uma madura reflexão.

    Apenas estranho que não se faça menção aos outros óbvios grandes culpados, os judeus, e as suas práticas de usura a agiotagem. É que estava em linha com a pureza dos outros argumentos.

    • Vasco diz:

      OBJECTIVAMENTE, os nazis ocuparam a Grécia e destruíram-na, tal como a outros países. É disto que Vidal fala, a meu ver, e não de qualquer sugestão xenófoba que o seu comentário sugere… Ou nega isto que é aqui afirmado?

  7. De diz:

    Com o pedido de desculpas a Carlos Vidal permita-se-me que transcreva aqui fragmentos de uma Carta Aberta aos Povos da Europa de Mikis Theodorakis:

    “O nosso combate não é apenas o da Grécia, mas aspira a uma Europa livre, independente e democrática. Não acreditem nos vossos governos quando eles alegam que o vosso dinheiro serve para ajudar a Grécia. (…) Os programas de “salvamento da Grécia” apenas ajudam os bancos estrangeiros, precisamente aqueles que, por intermédio dos políticos e dos governos a seu soldo, impuseram o modelo político que conduziu à actual crise.

    Não há outra solução senão substituir o actual modelo económico europeu, concebido para gerar dívidas, e voltar a uma política de estímulo da procura e do desenvolvimento, a um proteccionismo dotado de um controlo drástico das Finanças. Se os Estados não se impuserem aos mercados, estes acabarão por engoli-los, juntamente com a democracia e todas as conquistas da civilização europeia. A democracia nasceu em Atenas, quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. Não podemos autorizar hoje os bancos a destruir a democracia europeia, a extorquir as somas gigantescas que eles próprios geraram sob a forma de dívidas.

    Não vos pedimos para apoiar a nossa luta por solidariedade, nem porque o nosso território foi o berço de Platão e de Aristóteles, de Péricles e de Protágoras, dos conceitos de democracia, de liberdade e da Europa. (…)

    Pedimos-vos que o façam no vosso próprio interesse. Se autorizarem hoje o sacrifício das sociedades grega, irlandesa, portuguesa e espanhola no altar da dívida e dos bancos, em breve chegará a vossa vez. Não podeis prosperar no meio das ruínas das sociedades europeias. Quanto a nós, acordámos tarde mas acordámos. Construamos juntos uma Europa nova, uma Europa democrática, próspera, pacífica, digna da sua história, das suas lutas e do seu espírito. Resistamos ao totalitarismo dos mercados que ameaça desmantelar a Europa transformando-a em Terceiro Mundo, que vira os povos europeus uns contra os outros, que destrói o nosso continente, provocando o regresso do fascismo”.

  8. De diz:

    “Na pior tradição germânica, o sr. ministro das finanças alemão diz que: “seria fatal suprimir por completo os efeitos disciplinadores das taxas de juro que aumentam” (Le Monde Diplomatic – jan.2012 – Serge Halimi). Palavras que nada destoariam na boca de qualquer dirigente nazi.
    Eis ao que estamos condenados se a resistência dos povos não se mobilizar.”
    Daniel Vaz de Carvalho

  9. cidadão diz:

    O nível deste blog está cada vez mais recomendável. Agora os Alemães são tratados a boches e nazis. Olhem que a brincar ao passado, todos temnos telhados de vidro, até Portugal. Não falta quem diga que também estivemos séculos a roubar o ouro ao Brasil. Tenham juízo. A Alemanha pós tirania nazi, é um exemplo de democracia e de desenvolvimento. Países como o nosso estariam bem melhor se tivessemos seguido o modelo de desenvolvimento Alemão. Mas para isso era preciso mudar 1 coisa essencial. A Mentalidade. Enquanto o Alemão é responsável e trabalhador, o Português é preguiçoso e chico-esperto, se puder não trabalhar e receber uns subsídios, para ir para o café beber cerveja, está logo prontinho. Podem fazer as manifestações todas que quiserem, que isto nunca há-de sair da cepa torta, enquanto não mudarmos radicalmente de atitude e percebermos que somos nós com o nosso empenho que temos de sair do buraco em que estamos. E mesmo assim, não sabemos se o vamos conseguir.

    • Outro diz:

      Vais ver, afinal não foram os nazis ((ca)boche) que invadiram, pilharam e chacinaram os gregos? Vais a ver não foram “perdoados” com o acordo sobre a Dívida Alemã (Londres – 1953).

      “Reparo que a justiça para este cidadão depende de quem beneficia dela, se se vir Portugal envolvido numa reposição de justiça na posição de prevaricador, este já não a quer! Farto de Justiça Zarolha estou eu! É preciso ter lata vir defender uma justiça dessas!

      Enquanto o Alemão é responsável e trabalhador, o Português é preguiçoso e chico-esperto, se puder não trabalhar e receber uns subsídios, para ir para o café beber cerveja, está logo prontinho.”

      Vai-te catar pá! Não basta confundir “democracia” e “desenvolvimento” com estado avançado de capitalismo decrépito e já falhado, ainda por cima, vem para aqui com insultos racistas.

      Ja me insultaste, levas troco:
      Boche dum cabrão!

      • De diz:

        Uma resposta à altura.

        “O exemplo de democracia e desenvolvimento”?

        “O excedente comercial intra-comunitário alemão aumentou 172,3%, entre 2000 e 2007, e mesmo em 2009, apesar da recessão, o excedente comercial ascendeu a 70,5 mil milhões de euros, representando quase 42% do PIB português desse ano. Por seu lado, em simetria, países como Portugal viram o seu défice comercial
        intra-comunitário agravar-se no mesmo período 23%, a Grécia 34,2%, a Espanha 105,9% e, até França, teve um agravamento do seu défice de 208,2%. Talvez também aqui se explique que, apesar das aparências, o eixo franco-alemão que conduziu o processo de integração capitalista europeia, seja já só alemão.
        Estes números também são demonstrativos da desindustrialização dos países ditos da «Coesão» e do papel a que estes foram votados no interior da UE. Por um lado, de consumidores, para escoamento da produção excedentária – quer bens transaccionáveis, quer bens de produção, quando não mesmo armamento, do centro
        da UE. Por outro lado, fornecedores de mão-de-obra barata para servir os interesses de divisão da cadeia de valor do capital multinacional, numa enorme rede de subcontratação. Por isso os fundos estruturais e de coesão foram essenciais, servindo os interesses do capital alemão.
        Este foi claramente o caso Português, onde o modelo económico assentou (e assenta) nos baixos salários e na re-exportação, a par da progressiva desindustrialização e liquidação do sector primário substituída por uma terciarização económica, assente em sectores de baixo valor acrescentado. Em 2010, a produção industrial em Portugal encontrava-se ao nível de 1996. Entre 2001 e 2010, já sobre os auspícios do Euro, a produção industrial nacional recuou 14,1%. Na Grécia, a contracção foi maior, 20,4%. Na Espanha, foi de 14% e na França a contracção foi de 6,4%. O que mais uma vez indica, que o Euro fortaleceu o imperialismo alemão face a outros imperialismos, nomeadamente o francês.Fica muitas vezes por dizer que o dito ganho competitivo da Alemanha deveu-se sobretudo à estagnação do crescimento dos salários reais dos trabalhadores alemães durante a última década.”
        Excertos de “E o Euro, falhou?” de Pedro Carvalho

      • Carlos Vidal diz:

        Subscrevo Outro.
        Mesmo na linguagem.

        • Carlos Vidal diz:

          Caro De,
          Eu também conhecia essa questão da estagnação dos salários dos trabalhadores alemães, penso que há bem mais do que uma década.
          Mas, como vê, nesta merda de Europa, não se pode falar desse assunto – só da China, na China, é que essas ignomínias existem.

  10. amanha estarei aí;

    o coelho anda aos saltos
    há um que a-ssaltos dá
    julga-se de “colarinhos altos”
    vamos travar-lhe os “passos” já.

    abraço

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