Ao contrário de uma parte da esquerda não nutro um pingo de simpatia pelo figurão e por várias razões ele é uma caricatura de tudo o que me causa repulsa. Uma hipérbole das razões pelas quais a maioria das pessoas perdeu o respeito e o entusiasmo pela actividade política. Entendo que é um cronista medíocre, seja quando escreve na imprensa seja quando se expande na rede, não valorizo a sua trajectória política, marcada por sucessivas viragens de casaca, desconfio do seu fôlego como académico, onde só se destaca por estudar o campo político que combate e tenho provas de que a sua ética cidadã deixa muito a desejar, sobretudo na sua comunidade de acolhimento. Como leitor nunca fui seduzido pela proeza do seu verso, como activista desprezo a sua habilidade ideológica e outrora como estudante de jornalismo nunca lhe li ou ouvi mais do que lugares comuns sobre o oficio. Como amigo da Marmeleira, abstenho-me, por agora, de fazer mais comentários.




“Ao contrário de uma parte da esquerda”? É óbvio que haverá sempre uma parte da esquerda, mas é raro ver parte dessa esquerda a destacar J. Pacheco Pereira.
Não concordando muitas vezes, não podemos ignorar que tem muitas qualidades como comentador/opinador. Embora concorde com um ou dois pontos (quando tem interesses políticos, perdem-se as qualidades que possui neste cenário… mas isso existem poucos que conseguem evitar, diga-se), acho plenamente exagerado que não se tenha em conta os seus comentários/textos/… seja-se de direita ou de esquerda (façam essa divisão como quiserem) .
No entanto, deixo uma pergunta (não conhecendo assim tão bem o Renato Teixeira, mas desconfiando sempre desta repulsa de todos os esquerdistas face aos opinadores direitistas): que comentadores/opinadores de direita, aprecia?
(Não pense que é uma mera provocação, já fiz este “teste” a amigos meus do Bloco ou do PCP e não conseguem dar um nome… ou dão passado meia-hora um jornalista que não é bem opinador, mas que se sabe que é moderadamente de “direita”… embora continue achar que divide-se de uma forma muito fácil isto de ser de esquerda e de direita)
José Adelino Maltez: http://www.facebook.com/jose.adelino.maltez
Para mim, a resposta seria mesmo Pacheco Pereira (e mais alguns bloggers obscuros).
Por exemplo, o Miguel Esteves Cardoso.
um gajo que escreve “proza” têm a lata de apelidar o Pacheco Pereira de “medíocre”. Embora não concorde sempre com o que ele diz ou escreve, reconheço nele a grande qualidade de pensar pela sua própria cabeça. Se ele é “medíocre” então o que dizer do resto dos paineleiros que andam por aí…
É tal a proeza do verso que ninguém lhe consegue resistir sem trocar as pernas.
O que disse JPP, algum dia, que acrescentasse um ponto de vista a qualquer vista em análise?
Há “gajos” que ficam mais assarapantados com os z e com os e do que com a prosa do dito Pereira.
Gostos.
Ao que parece têm a cabeça do Pereira em grande conta…
Medíocre, disseram
Completamente de acordo com
Medíocre e muito mais
Porque é bom não “esquecer” outras”qualidades” de Pereira
A sua “cultura”.
E o seu posicionamento primário de neoliberal enfatuado no que à cultura diz respeito.Contemporânea por exemplo.Mas não só.
O “conselheiro especial” de Rui Rio para utilizar as palavras sábias de Carlos Vidal é o que é
E o que é não presta
(subsrevo o nome de Miguel Esteves Cardoso apresentado aí em cima.A léguas do pavão oportunista, que dá pelo nome de PP)
Renato,
vc deve andar distraído, ou mal mesmo.
nem uma palavra sobre a ida ao Jamor.
nada.
nadinha.
um Abraço.
Tb estranhei isso.
Ainda estou a digerir o entusiasmo.
Lituânia: Lenine banido de espaços exteriores
http://pt.euronews.net/2012/02/08/lituania-lenine-banido-de-espacos-exteriores/
A notícia em tom de curiosidade “engraçada e sorridente” veio na Euronews, agência de notícias oficial do imperialismo europeu. A ética cidadã dos comentaristas da direita ao reformismo, como sempre, nem pia.
Como no tempo em que o Hitler chegou ao poder, aos fascistas anti-comunistas tudo se permite, até ao dia em que comecem a invadir outros países. Democracia burguesia, ditadura para os explorados são apenas duas faces da mesma moeda: capitalismo.
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