A twilight zone não oficial de José Pacheco Pereira (VI)

Ao contrário de uma parte da esquerda não nutro um pingo de simpatia pelo figurão e por várias razões ele é uma caricatura de tudo o que me causa repulsa. Uma hipérbole das razões pelas quais a maioria das pessoas perdeu o respeito e o entusiasmo pela actividade política. Entendo que é um cronista medíocre, seja quando escreve na imprensa seja quando se expande na rede, não valorizo a sua trajectória política, marcada por sucessivas viragens de casaca, desconfio do seu fôlego como académico, onde só se destaca por estudar o campo político que combate e tenho provas de que a sua ética cidadã deixa muito a desejar, sobretudo na sua comunidade de acolhimento. Como leitor nunca fui seduzido pela proeza do seu verso, como activista desprezo a sua habilidade ideológica e outrora como estudante de jornalismo nunca lhe li ou ouvi mais do que lugares comuns sobre o oficio. Como amigo da Marmeleira, abstenho-me, por agora, de fazer mais comentários.

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12 Responses to A twilight zone não oficial de José Pacheco Pereira (VI)

  1. J. Saro says:

    “Ao contrário de uma parte da esquerda”? É óbvio que haverá sempre uma parte da esquerda, mas é raro ver parte dessa esquerda a destacar J. Pacheco Pereira.

    Não concordando muitas vezes, não podemos ignorar que tem muitas qualidades como comentador/opinador. Embora concorde com um ou dois pontos (quando tem interesses políticos, perdem-se as qualidades que possui neste cenário… mas isso existem poucos que conseguem evitar, diga-se), acho plenamente exagerado que não se tenha em conta os seus comentários/textos/… seja-se de direita ou de esquerda (façam essa divisão como quiserem) .

    No entanto, deixo uma pergunta (não conhecendo assim tão bem o Renato Teixeira, mas desconfiando sempre desta repulsa de todos os esquerdistas face aos opinadores direitistas): que comentadores/opinadores de direita, aprecia?

    (Não pense que é uma mera provocação, já fiz este “teste” a amigos meus do Bloco ou do PCP e não conseguem dar um nome… ou dão passado meia-hora um jornalista que não é bem opinador, mas que se sabe que é moderadamente de “direita”… embora continue achar que divide-se de uma forma muito fácil isto de ser de esquerda e de direita)

  2. Ramon Bessa says:

    um gajo que escreve “proza” têm a lata de apelidar o Pacheco Pereira de “medíocre”. Embora não concorde sempre com o que ele diz ou escreve, reconheço nele a grande qualidade de pensar pela sua própria cabeça. Se ele é “medíocre” então o que dizer do resto dos paineleiros que andam por aí…

    • Renato Teixeira says:

      É tal a proeza do verso que ninguém lhe consegue resistir sem trocar as pernas.

      O que disse JPP, algum dia, que acrescentasse um ponto de vista a qualquer vista em análise?

    • De says:

      Há “gajos” que ficam mais assarapantados com os z e com os e do que com a prosa do dito Pereira.
      Gostos.
      Ao que parece têm a cabeça do Pereira em grande conta…

      Medíocre, disseram
      Completamente de acordo com
      Medíocre e muito mais

      Porque é bom não “esquecer” outras”qualidades” de Pereira
      A sua “cultura”.
      E o seu posicionamento primário de neoliberal enfatuado no que à cultura diz respeito.Contemporânea por exemplo.Mas não só.

      O “conselheiro especial” de Rui Rio para utilizar as palavras sábias de Carlos Vidal é o que é
      E o que é não presta

      (subsrevo o nome de Miguel Esteves Cardoso apresentado aí em cima.A léguas do pavão oportunista, que dá pelo nome de PP)

  3. JL says:

    Renato,
    vc deve andar distraído, ou mal mesmo.
    nem uma palavra sobre a ida ao Jamor.
    nada.
    nadinha.
    um Abraço.

  4. Rocha says:

    Lituânia: Lenine banido de espaços exteriores
    http://pt.euronews.net/2012/02/08/lituania-lenine-banido-de-espacos-exteriores/

    A notícia em tom de curiosidade “engraçada e sorridente” veio na Euronews, agência de notícias oficial do imperialismo europeu. A ética cidadã dos comentaristas da direita ao reformismo, como sempre, nem pia.

    Como no tempo em que o Hitler chegou ao poder, aos fascistas anti-comunistas tudo se permite, até ao dia em que comecem a invadir outros países. Democracia burguesia, ditadura para os explorados são apenas duas faces da mesma moeda: capitalismo.

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