«Face ao transmitido pelo Presidente Executivo do Grupo TAP, os Sindicatos – TODOS – manifestaram a sua total disponibilidade para, em conjunto, serem encontradas soluções (…)»
«Soluções essas que só podem passar pelo envolvimento e cooperação, entre o CA TAP e os Sindicatos»
«Como em todos os processos, encontrar soluções, nada tem de similar com acções industriais de luta, pelo que, apelamos a TODOS os nossos representados que, com serenidade e bom senso»
«Chamamos à atenção que, num Estado de Direito Democrático, só com a organização/protecção das Estruturas legalmente constituídas se poderá desenvolver acções, sejam de que índole forem. Por outro lado, chamamos também à atenção de que acontecimentos como os da passada sexta-feira, não só não resolvem o problema, como deixam INDIVIDUALMENTE os Trabalhadores desprotegidos, no que concerne a Acções Disciplinares e Criminais»
Ler o comunicado integral aqui (negritos da minha responsabilidade) http://www.stha.pt/website/images/stories/com._conj.__sindicatos_fev_01.pdf




Sobre este comunicado só tenho a dizer que é lamentável e contém um discurso que me faz lembrar a UGT e todo esse diálogo da treta que apela à concertação social.
Agora qual é o objectivo real deste post?
Fez-me lembrar um qualquer comentador, desses que enchem a comunicação social, a falar na necessidade do diálogo, e do compromisso, e mais não sei quê.
Não faltava muito para os sindicatos dizerem as trabalhadores que as suas aspirações são ilegítimas, bem como os seus métodos, e que o melhor mesmo era deixar isso da luta para quem “sabe”. Decerto, aludindo a uma qualquer “inevitabilidade”.
Ó Raquel… essa lenga lenga repetitiva e antiga, segundo a qual “os sindicalistas comunistas Promovem os despedimentos e fechos de empresas, para depois terem tempo de antena e de protesto contra o governo”… não está já um bocado podre?
Não lhe faz impressão partilhar um argumento (tão porquinho!) com o Chora e os patrões?
…e esta nova versão não lhe fica atrás!
Estimado Samuel,
Será que reconheço nesta frase aquele tique estalinista de colocar na boca dos outros coisas que eles não disseram?
Desculpe que lhe pergunte, você vai à manif no sábado Raquel ??????
Você é de esquerda, é de direita é do centro, não tem partido, é anarquista?? Como se define ideologicamente Raquel ? É que ao ler os seus artigos, parece que estou a ler os artigos do 31 da armada. Infelizmente a Raquel, que até a considero de inteligente, parece sofrer de um síndrome anti PCP. Podia informar-nos se em criança teve de ser obrigada a cantar a internacional ou o avante ? É que a mim parece que a Raquel quer é ser do contra, neste caso, contra a corrente. Olhe, nem todos, os que estão à frente dos sindicatos são comunistas e para sua informação, a luta quando acontece, não nasce de geração espontânea, informe-se melhor e deixe de ser anti comunista, sabe que eles já não comem criancinhas nem dão injecções aos velhos. Um pouco de coerência no seu discurso precisa-se. este post é desnecessário e contra a corrente.
Estimado Orlando,
Cá em casa sempre se cantou a Internacional, se canta e ninguém é do PCP. É que caso não saiba a Internacional é uma música revolucionária, cantada por gerações e gerações de revolucionários, muitos estalinistas, muitos sem o ser. É o meu caso.
Saudações
Raquel
A Raquel, já foi esclarecida, uma e outra vez, por camaradas por dentro dos factos, por dentro do movimento sindical, quer da CGTP, quer do PCP. E no entanto insiste em voltar à carga, quando devia reconhecer o equívoco e a injustiça de fazer generalizações.
Afinal o que quer a Raquel? Sanções da CGTP contra o SITAVA? Sanções do PCP contra os sindicalistas que nem sabe se são comunistas ou não, e por sinal são até mais próximos do BE? Quer uma CGTP com mão de ferro contra sindicatos que não cumprem a sua linha de acção ou orientação?
Volta à carga com o comunicado que já foi aqui sujeito à mais veemente condenação por parte dos comunistas. Volta à carga depois da posição clara do PCP através da sua célula da empresa, em apoio a esta luta dos trabalhadores.
E porquê? Não é capaz de reconhecer que se precipitou?
Um comentador no post anterior do Bruno – que mais uma vez veio esclarecer a questão – revelou-se uma pérola em mais um ataque que se vira contra o próprio denunciante: uma notícia de 2009 do público (com o respectivo link) mostra que o PCP não anda a dormir e não deixa impunes sindicalistas que apoiam as listas amareladas do BE no SITAVA (precisamente).
Constata-se que os sindicatos lá porque são da CGTP não são “do PCP”. Que não se pode comandar férreamente os sindicatos, que as direcções sindicais são eleitas pelos trabalhadores, para o mal ou para o bem. Chama-se democracia.
Falta de argumentos, dá nisto. E há uma grande manifestação nacional à porta. Está empenhada também nas grandes jornadas de luta da CGTP ou é só mandar bocas contra a CGTP?
Toca a desviar as atenções do PCP, e aproveitam para atacar o Bloco de Esquerda, que como se lê faz engulho a muita gente.
O que o Bruno de Carvalho NÂO publicou, foi o tal famoso comunicado do Sitava assinado pelo tal dito simpatizante do BE, pois pura e simplesmente ele não existe.
Mas o que interessa isso, utilizam todos os meios para alcançar os seus fins.
Anti-comunistas, foram aqueles que sem pejo, publicaram em 1965 no AVANTE o artigo CUIDADO COM ELES, em que denunciavam CLARAMENTE á PIDE 3 ex-militantes do PCP.
Caro Augusto,
Nada tenho contra o BE. Mas o sindicalismo praticado pelo senhor Chora que o BE apoia e é incapaz de criticar apesar da mais flagrante vassalagem aos patrões e aos políticos burgueses (quem não se lembra da sua amizade com o execrável ministro Pinho?).
Esse sindicalismo objectivamente amarelo do BE está do outro lado da luta de classes, isto é do lado dos patrões, por sua própria responsabilidade.
Nada contra o BE, tudo contra o sindicalismo amarelo, que por sinal o BE dá rédea solta.
Quanto a 1965, desculpe mas eu ainda não era nascido. Suponho que tenha havido muitas asneiras de muita gente de muitos partidos (de todos os alinhamentos desde a Albânia, China até Moscovo). Repare que além de comunista também sou jovem, já são defeitos a mais, para uma só pessoa.
O António Chora, que eu saiba, não é dirigente sindical, é membro da CT da Autoeuropa e foi eleito em eleições com diversas listas, na maior concentração operária do país.
Se entende como “amarelo” ter conseguido (ele não, a decisão democrática dos trabalhadores da Autoeuropa) que apesar da maré em sentido contrário no resto do país os trabalhadores precários passassem a ter vínculo contratual, então vou ali e já venho. E não, não me esqueço de que a Autoeuropa não é uma empresa como as outras. Pergunte antes se o resultado foi importante àqueles que ficaram com trabalho, não aos formatados que são incapazes de reconhecer qualquer pinga de inteligência a quem não ostente o símbolo que, suponho, já foi também o do António Chora – pelos vistos o seu principal pecado.
Entretanto, adianto: se entende a pose negocial franca, de tabelas salariais e outras matérias, como uma atitude “amarela”, bem pode juntar a esse grupo a maior parte dos sindicalistas da CGTP – onde também me incluí quando fui dirigente sindical.
Quando se negoceia não se começa por fazer chantagem, nem se agita a verborreia (os trabalhadores são inteligentes, não compram isso), e ninguém que tenha coluna vertebral aceita ser tratado assim, é Humano mesmo que se seja um invertebrado.
Mas também não se aceita a chantagem. As chantagens das administrações, é sabido, variam de acordo com a força que elas sabem que temos atrás de nós. Ter essa força atrás de nós é o desafio principal desde os alvores do sindicalismo. Quem representamos quando estamos à frente de uma administração? Nós? A nossa ideia do que é melhor para os que nos elegeram, ou o que nós propusemos ou foi proposto e aprovado pelos que nos elegeram?
A linguagem do António Chora, pode não ser a sua nem a minha linguagem, contrasta aliás com a de outras pessoas do BE que conheço. Não é estereotipada, é a linguagem do António Chora. Posso não gostar, problema meu, mas vejo com muito interesse a forma como as decisões são tomadas pelos trabalhadores. Podem aprovar coisas erradas, sim senhor, mas é a mesma Democracia com que aprovam coisa erradas que lhes permite corrigir essas posições.
Por fim: a única CT que vi na ruas de Setúbal durante a penúltima greve geral (quando a minha central, a CGTP, só a custo fez uma concentração no Rossio em Lisboa) foi a da Autoeuropa. Vi lá o Chora, na rua com a Greve Geral. Vi o Chora a condenar o acordo da UGT na televisão, a repudiar qualquer tipo de parecença do Acordo da “Consternação Social (como ele chamou) com o que foi negociado na Autoeuropa. Como “amarelo” não esteve nada mal.
Essa do ministro Pinho é muito interessante. Também não gostei, mas não me consta que António Chora tivesse convocado ao voto no PS. Depois lembrei-me. No final dos anos 70 eu e mais uns camaradas seus agradecemos publicamente a um secretário de estado que estava de saída. Sabe por quê? Porque ele tinha tido uma intervenção directa e decisiva junto da siderurgia para que houvesse chapa metálica para 300 operários podermos trabalhar. Ele continuou socialista e nós comunistas. E os trabalhadores que podem ser despolitizados mas não são burros perceberam, ninguém nos chamou de “vendidos”.
Mais criticável é a teia de interesses com empresas privadas que vejo em alguns municípios que conheço bem. Não são “amarelos”, tudo em nome do partido, então está tudo como deve ser.
Há coisas que se desclassificam só por si
É uma pena
(e nem vale a pena)
(mas o que sobra é nojo…)
Adeus
Caro Augusto,
O Bruno não mente. Se a tua preocupação é legítima, vai ao site do Sitava.
Todos os comunicados conjuntos (os que são assinados com outros sindicatos do sector) sobre a TAP e a SPDH responsabilizam todo o Sitava, como é evidente, mas particularmente o dirigente que tem a responsabilidade dessa área – o Sr. José Simão. A Raquel publicou um desses comunicados, mas há ainda “melhores”…
Lê os últimos 2 da TAP e os últimos sobre a SPDH e a recente revisão do Acordo de Empresa aí realizada. Ficarás iluminado. Assinatura individual só mesmo no AE – e está lá, e aquilo é tipo acordo da ugt na concertação!
Não perguntes ao Bruno, isto que te digo é do conhecimento de qualquer trabalhador da TAP ou SPDH. Pergunta-lhes.
Um Abraço,
A tão famosa comentadora volta ao ataque sectário. Aliás, a Raquel nunca responde aos comentários que contrariam, com factos, aquilo que escreve. Se calhar, a Raquel não reparou no último comentário que o MG colocou no post do Bruno Carvalho…pois não lhe interessa. O que interessa mesmo é malhar no PCP. Isso sim, dá-lhe gozo! Fá-la tremer de prazer!
É que isto não se vê pelo cantar ou não da internacional em casa. Vê-se sim, nas empresas a construir unidade com os nosso colegas de trabalho. Mas isso, esta pequena burguesia, que vai mandando umas bocas em blogs, jornais e rádios (ou não), não sabe o que é.
Teoriza muito…fala do Trotski como se fosse o vizinho do lado que se conhece tão bem. Fala dos assassinatos dos Estalinistas que leu nos livros da história que o capital imprimiu. Mas diz-se muito revolucionário, porque não é controlada por nenhum comité central ou o raio. Essa organização que os trabalhadores encontraram para se organizar é coisa do passado. A coisa vai lá é com auto-gestão e muita gritaria. E se possível, ainda se fazem umas “Assembleias Populares” para se dizer que ali sim, ali se respira a revolução.
Mas como os trabalhadores tem a capacidade de elevar a sua consciencialização, forjada na luta, nos seus sindicatos de classe, no seu Partido, leva esta gente a ficar preocupada.
Porque quando os trabalhadores elevam a sua consciência, se organizam para a luta, percebem qual o seu lugar. Percebem sobretudo, quem no seio deles, são os oportunistas. Isso sim, preocupa as Raqueis deste país.
No dia 11 lá estarei no Terreiro do Paço. Não para fazer uma “Assembleia Popular”, mas para construir a unidade com os trabalhadores e o povo, criando condições para uma nova fase de luta.