“Jornalismo independente”

Refere-se às entrevistas aos presidentes dos principais bancos?
Muitas pessoas não perceberam por que é que andava a entrevistar banqueiros todos os dias. A verdade é que as entrevistas foram feitas numa segunda, numa terça, numa quarta e numa quinta; 48 horas depois, o primeiro-ministro estava a pedir ajuda financeira. (…)

A ideia de fazer as quatro entrevistas foi uma espécie de xeque-mate à chegada? Um modo de dizer que era capaz de mobilizar quatro dos homens mais poderosos do país e intervir na cena política portuguesa?
Foi. Foi intencional. (…)

 

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6 respostas a “Jornalismo independente”

  1. De diz:

    “Independente jornalismo”.
    (Compare-se a entrevista desta “senhora” a Arménio Carlos)

    Um verdadeiro nojo

  2. Caxineiro diz:

    pqp, sabujice…
    e até parece que tem orgulho nisso

  3. Afonso Costa diz:

    Só num país destes um jornalista tem à vontade para fazer estas declarações sem que uma onda de revolta seja gerada na opinião pública. Que país de carneiros, f*da-se somos lixados por todos os lados e mesmo assim nem sequer na fila do matadouro berramos mais alto.

  4. MicaelCM diz:

    e ainda falta isto:


    Contacta os assessores de imprensa? Não pega no telefone para falar directamente com Fernando Ulrich?
    Com alguns, trato directamente. Com o Fernando Ulrich falo directamente; talvez por ter sido jornalista, há um tipo de relação diferente. Mas não falo directamente com o Ricardo Salgado, passo sempre pelo Paulo Padrão [assessor]. As respostas surgiram logo no dia seguinte. Só mais tarde vim a perceber que aproveitaram o meu convite para acertar uma posição conjunta de forma a fazer um ultimato a José Sócrates. Acabei por, com aquelas entrevistas, fazer parte de uma narrativa que foi meticulosamente preparada pelos banqueiros.

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