O Inquérito

[Barrancos, créditos da imagem]

Há 50 anos, os arquitectos do meu país revoltaram-se e decidiram enfrentar o regime que lhes procurava impor uma arquitectura de sentido único. Decidiram partir pelo país para reconhecer e aprender com as arquitecturas que não passavam nos ministérios do fascismo. O Inquérito à Arquitectura Popular deu origem a um documento essencial para qualquer arquitecto português desde então: “Arquitectura Popular em Portugal”.
Contudo, muitas imagens ficaram fora do livro, num património colectivo que a Ordem dos Arquitectos agora aqui disponibiliza.

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6 Respostas a O Inquérito

  1. am diz:

    já tinha passado por lá
    graficamente pobre, navegação inimiga do utilizador
    (e para quê o raio das letras escarrapachadas em cima de todas as fotos? 50 ano não chegam para “direitos de autor” deste “património colectivo”!?…)
    mais uma (depois do IAPXX) à imagem da “ordem”
    há 50 anos os arquitectos revoltaram-se (bem, não terá sido tanto assim mas agora não interessa)
    hoje temos a net
    pode ser que daqui a 50 anos a “ordem” também reconheça algum do património de verdade no que por aqui e agora vai sendo dito

  2. Luis Almeida diz:

    Um repositório valiossímo. Abençoada Ordem dos Arquitectos ( e você, tiago, por o levar até nós)!

  3. Vitor Vieira diz:

    Como eu gostei desse livro! E o que aprendi com ele! Obrigado por dar a conhecer esta iniciativa da OA, vou já ver tudo.

  4. Pedro Lérias diz:

    É lá, mas então a arquitectura antes de ser obrigatório um arquitecto da ordem assinar, prestava para alguma coisa? A arquitectura popular, baseada no direito a uma pessoa desenhar a sua casa, prestava para alguma coisa?

    Você decida-se, homem. Porque agora defende que o povo que desenhou aquele património não tem direito a desenhar a sua própria casa (estranho comunista você me saiu, a defender a Ordem dos Arquitectos e os seus interesses em detrimento da população).

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Lérias, já percebi que no seu maravilhoso mundo devíamos ser todos médicos, todos pilotos de aviões, todos engenheiros das nossas pontes! Para quê haver profissões, se todos podemos ser jeitosos de qualquer coisa? Para quê estudar? Para quê aprender?
      É óbvio que pouco lhe interessa esta arquitectura popular, sempre tenha sido odiada por quem viveu de enganar assinaturas e repetir beirados e traças das “casas portuguesas” da burguesia.

    • am diz:

      o Pedro Lérias acredita mesmo que a “arquitectura popular” é o resultado do “direito” de “uma pessoa desenhar a sua casa” ou está só a mangar com o pessoal?

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