
Um Ditador é, por princípio, um ser inqualificável. Mas um Ditador que mata o seu próprio povo ultrapassa todos os limites de qualquer qualificação que se tente fazer.
Sou contra as intervenções militares em países estrangeiros, directas ou por via indirecta, sejam ou não ao abrigo de resoluções das Nações Unidas. Assim sendo, espero que o povo sírio tenha força suficiente para se livrar do facínora que o governa sem precisar de ajuda internacional, algo que no actual contexto seria um péssimo sinal.
Enquanto isso não acontecer, infelizmente, os sírios vão continuar a tombar diariamente. Mortos por um Ditador que mata o seu próprio povo.




Há quem seja da opinião de que a matança na síria seja culpa de Obama e seus aliados. Basta ir ao Público ver nos comentários quem sugira que, como Obama não critica a rebelião, legitima a opressão do regime…. Sectarismo fanático no seu pior…
Isso são acusações de partidários das intervenções militares estrangeiras, em regra sob a capa de fins humanitários á boa maneira ocidental.
O melhor exemplo para mim é o Iraque. Uma intervenção feita pelos agentes do costume, para acabar com uma ditadura e estabelecer uma democracia. Vê-se.
A melhor garantia que os sírios têm de que, apeado Assad, serão eles a decidir o futuro sem interferências externas, é serem eles próprios a derrubar o ditador de Damasco sem ajuda. A dificuldade está em que se mantenha este estado de “não intervenção estrangeira”, porque deve haver por lá gajos mortinhos que os “amigos” ocidentais lá vão dar uma ajudinha desinteressada; em regra coincidem com aqueles que querem evitar a todo o custo que partidos e organizações do povo liderem o processo e tomem o poder. Eu não sei quem está á frente dos protestos na Síria, mas qualquer regime dali saído deve ser melhor que o actual.
Se a “ajuda” externa se concretizar os sírios passam a ter de imediato outro problema, que é livrarem-se dos neo-colonialistas e dos seus aliados internos.
K
Como está enganado, caro Kirk! Falo de alguém que assina “Luis, Almada”, reconhecido comunista que é contra toda e qualquer intervenção estrangeira, sob quaisquer circunstâncias!
Há aqui qualquer coisa que não joga.
Fala de …?
Mas o Luís de Almada está aqui?
O que se pretende?Falar mal do que esse Luís diz ou das ideias do”conhecido comunista”?
Será mesmo?
Fui ler as notícias sobre a Síria do Público.As três últimas.Os comentários do Luís
Não vi nada do que JDC diz
Os ajustes de contas com que JDC sonha, misturados com os seus traumatismos pessoais, que sejam tratados no local indicado,ou seja no Público.
Comentários que se assemelham a mexericos de tias ressaibiadas podem ser bons para as Hola
Ou podem ser bons para atiçar a fogueira que está por aí atiçada.
Mas não colam.E cheiram duma forma pouco conveniente
Porque recuso a mentira e a caça às bruxas, transcrevo:
“Luis , Almada. 04.02.2012 16:59
Rússia e China acabaram de vetar e pela 2ª vez
…pondo assim fim à agressão ocidental contra a Síria, via ONU. Parabéns, Rússia e China! Que vergonha para o Nobel da Paz que se aproveitados crimes dos bandos armados em Homs para fazer declarações indignadas e acusar sem provas! Qualquer um pode ver que é do interesse do exército da Síria não escalar a situação para apoiar a proposta da Rússia, certo? Obama encoraja a rebelião recusando-se a condenar as suas violências assim encorajando a repressão , mas foi derrotado em toda a linha! Viva a Síria, abaixo a ingerência nos seus assuntos internos.”
Pode ver nesta notícia: http://www.publico.pt/Mundo/mais-de-200-civis-mortos-na-ultima-noite-pelo-regime-sirio_1532231
Eu apenas comentei que há opiniões absurdas, desculpabilizações inacreditáveis como aquela que transcrevi. Alguém comentou o meu comentário, dizendo que se trataria de um imperialista/neo-colonialista. Na verdade, não foi. Foi feito por alguém que é conhecido, sim, por ser comunista, basta ver os comentários de tal pessoa um pouco por todo o público. Curiosa, isso sim, foi a sua reacção pavloviana de ataque pessoal. Pelos vistos não deve haver comunistas imbecis ou ignorantes, esses não, esses são todos bons, razoáveis e esclarecidos. Enfim. Passe bem!
JDC retoma o tema,mas com alegados pormenores.
Parece que se esquece que as suas frustrações pessoais devem ser antes do mais referidas nos locais onde lê os comentários.
Ver “uma reacção pavloviana de ataque pessoal “…?
Um ataque a alguém ausente que nem faz parte dos que aqui normalmente comentam e que é para a maioria um ilustre desconhecido é isso mesmo.Uma reacção pavloviana de ataque pessoal mas deste JDC a Luís de Almada.
Compreende-se que alguns nutrem tal espírito de queixinhas,enquanto batem com a mão no peito e invocam “mentiras e caça às bruxas”.(???).
Mas não podem é ajustar o seu pretenso “barómetro” da indignação de acordo com os seus sonhos revanchistas.Lê-se o que Luís escreveu e pasma-se perante a histeria de JDC.
Mais.Começamos a suspeitar que JDC nem sequer percebeu o que Luís escreveu..
Coteje-se o escrito por este último com a frase escrita aqui por JDC..”Há quem seja da opinião de que a matança na síria seja culpa de Obama e seus aliados. Basta ir ao Público ver nos comentários quem sugira que, como Obama não critica a rebelião, legitima a opressão do regime…”
Há algo que de facto não cola.
Retomemos antes à discussão principal
http://www.huffingtonpost.com/2012/02/04/obama-to-syrian-citizens_n_1254348.html
Um heterodoxo no 5 dias! Ricardo, há companheiros seus de blogue, que negando as evidências, tecerão loas ao regime e acharão, como com Kim jong-il, que a “manifestação de um milhão”, foi espontânea e não encenada.
Que pensam o nepotismo como “uma coisa natural” e que a revolta síria é coisa dos americanos. Alguns dos maiores inimigos da democracia estão na esquerda …
Exactamente o que me ocorreu. Você não se enganou no blog para publicar isto? É que por aqui o Assad é um gajo porreiro.
E você o que é que pensa? Que evidências vê?
Gente na rua a manifestar-se? Sim. Tiros por todo o lado? Sim. Mortos em todo o lado? Sim.
Quem são? Não sei. De que lado da barricada estão? Não sei.
Assad está a matar o seu próprio povo? A tropa do regime sírio está a matar os sírios que se manifestam em distúrbio na rua há meses? Iam matar quem? estrangeiros?
Há ou não há uma guerra civil na Síria neste momento?
As pessoas que estão na rua há meses quem são?
De que lado está Assad? É comunista? Pró-americano? Anti-semita? Que se passa com ele?
Desculpe, mas, de facto, não sei.
Pois é, os inimigos da Síria, os mercenários, os pobres de espírito, querem chegar a Moscovo e Pequim pela estrada de Damasco. Querem ser cúmplices de um Mundo a ferro e fogo, por acção daqueles mesmos que inceniraram as populações civis de Nagasaki e Hiroshima e de tantos e tantos e tantos outros crimes contra a humanidade.
Edmundo Dantas
Morra o Dantas, morra! Pim!
No serviço militar, interroguei um oficial, sobre os motivos de, nas aulas de estratégia, o inimigo serem sempre os russos.
Resposta: “Os russos são o inimigo convencional!”
Parece que para o seu lado, tal como nas FA, o mundo é a preto e branco, e os “amaricanos” o inimigo convencional, a causa de todos os males. Porque é que ainda me espanto?
Olha mais um defensor do fundamentalismo islâmico a abraçar a causa da irmandade islâmica.
É ver os fundamentalismos mais acéfalos, sejam eles religiosos ou politicos a afiar as garras para a Siria e Irão, insasiáveis, continuando o seu macabro cortejo de cadáveres e destruição… e as hienas e abutres pairando…
Até quando?
“Alguns dos maiores inimigos da democracia estão na esquerda …” anti-comunista porque na hora certa tomam um lugar nas fileiras do imperialismo, também acreditaram nos massacres cometidos por Khadaffi? É provável, já que engolem as notícias transmitidas nos canais das monarquias do Golfo (e requentadas pelo nosso jornalismo de “referência”) como se essas estruturas de agitação e propaganda da agenda reaccionária do Qatar, da Arábia Saudita, do Koweit fossem fidedignas e não colaboradoras activas na instabilidade através do rumor, do boato e da distorção dos factos, ou ainda tomam como verdadeiras as notícias de um pretenso observatório sírio dos direitos humanos curiosamente sediado em Londres e financiado por estruturas fictícias ao serviço da corôa britânica; entretanto nada a dizer sobre a actual situação “democrática” na Líbia? Onde o caos, a miséria, o sectarismo salafita, o racismo e a tortura contra os líbios negros já levou à fuga de milhares; nada a dizer sobre os milhares de líbios detidos em prisões ilegais por suspeita de serem leais à república verde?Nada a dizer sobre a ocupação dos poços petrolíferos e refinarias por 12 000 soldados norte-americanos ? Nada a dizer sobre os empresários norte-americanos e europeus que depois de terem parasitado o Iraque se preparam para fazer o mesmo na Líbia? O que vocês na vossa miopia julgam ser um levantamento democrático não é mais que a quarta guerra imperialista que o Ocidente lançou sobre o mundo árabe e muçulmano; a guerra civil está a ser financiada e instigada por quem se está nas tintas para os direitos humanos e cujos drones matam famílias inteiras no afeganistão, cujos esquadrões da morte ao estilo sul-americano exterminam intelectuais anti-imperialistas no Iraque, cujos soldados urinam em cadáveres; que esquerda esta que só serve para abrir as portas ao fascismo! Uma andorinha nunca fez a primavera muito menos uma armada e treinada pela CIA e pelo SAS para fazer explodir carros armadilhados nas ruas de Damasco.
“tortura contra os líbios negros”: é aqui que você demonstra ignorância e que me leva a duvidar da fiabilidade do resto do comentário. Você sabia que os líbios negros também eram tratados como gente de quinta categoria na era de Kadafi? Uma coisa eu concordo: a primavera árabe está a transformar-se num inverno islâmico por conta da porcaria do fanatismo religioso que vai na cabeça de muitos. Eles estão a estragar tudo, é verdade. Mas não me venham dizer que a republica verde era uma maravilha.
Meu caro,
A acusação de anticomunista, também faz parte do arsenal habitual. No meu caso, e uma vez que me cita, cumpre-me informá-lo que é uma rotunda mentira. Estive com 12 anos, voluntariamente, com o meu pai a defender sedes do PCP no Porto (1975). E o meu falecido progenitor era militante, fui criado no meio.
O resto é a conversa da treta habitual, que me recuso a comentar.
Passar bem!
Caro,
Saliento-lhe que também o meu pai andou a defender sedes do PCP e agora é um firme anticomunista pelo que a idade nunca será um posto nestas matérias;um dos primeiros fundadores do PCP foi secretário geral da União Nacional.
Observo também que não faço uso de nenhum “arsenal habitual” pois não tenho arsenal mas ideias se não gosta delas rebata-as, demonstre-me onde estou errado; a recusa em comentar apenas revela que não tem resposta para estas questões e para as contradições que submergem a realidade de facto da pretensa primavera àrabe que não é mais do que um ajuste de contas das monarquias do golfo tomando como refém os movimentos sociais que há décadas se batem contra as contradições e impunidades dos regimes seculares e panarabistas. O futuro não é nada risonho para aos povos àrabes e magrebinos, viu-se em Port Said o que esta escória salafita de mãos dadas com o Imperialismo e o sionismo está a preparar.
O seu léxico (escória salafita, pan-arabista, sionismo) é mais datado que os meus 48 anos. Longe de mim não encontrar manipulações e interesses obscuros na “primavera árabe”. Basta ver a Rússia, o maior fornecedor de armamento à Síria e possuidor de uma base naval em Tartus. Não legitimo a guerra por resolução da ONU como não posso tolerar o assobiar para o lado da “real politik” russa e chinesa quando um povo é vitima de massacre às mãos de um tirano.
Onde o Pedro vê teorias da conspiração eu vejo morte e sofrimento. Mais cego do que aquele que não vê é o que não quer ver.
Os seus colegas de blog não tardarão a vir tentar convencê-lo do contrário.
“um Ditador que mata o seu próprio povo (…) espero que o povo sírio tenha força suficiente para se livrar do facínora que o governa (…) . Mortos por um Ditador que mata o seu próprio povo.” ????
Afinal ele é ditador ou é facínora? E porque é que lhe chama ditador se ele foi eleito por sufrágio popular? E já agora, que instituição é que decretou que ele “mata o seu próprio povo”?
Um “post” que sai da linha “justa”: o ditador sírio tem de ser destronado pelo povo trabalhador – a Rússia do czar Putin apoia o facínora, um bom exemplo de como as estratégias geopolíticas estão acima dos interesses populares.
Isto parece a história da branca de neve e da bruxa má. Uns bons e outros maus. Abaixo a ditadura… viva a democracia e a liberdade… como nos melhores contos de fadas burgueses, como dizem os capitalistas, como repetem os media e como certa esquerdinha de sofá repete em coro. O imperialismo aplaude, venha daí a “guerra humanitária”… muitos “pacifistas” de dar à corda da esquerdinha já foram “cheerleaders” da guerra da NATO na Líbia.
A bruxa má é o Assad, a branca de neve é suposto ser o “povo sírio”, a expressão insultuosa porque estupidamente generalista refere-se na verdade aos que “morrem” (só do lado anti-Assad pois claro). Que na verdade são os que combatem de armas na mão da parte da “oposição síria”. Que na verdade é o mal-chamado “Exército Sírio Livre”. Que na verdade é a Irmandade Muçulmana Síria.
A família Assad e a elite síria do último grande Partido Baath, que por sua vez é o último grande movimento nacionalista árabe e socialista árabe no poder, são ambos alauitas. Os alauitas são uma variante do Islão Xiita e daí ser natural a aliança com os Xiitas do Irão e do Líbano (Hezbollah).
Um eventual derrube do regime de Assad, o último Estado não religioso, não islâmico (Israel é uma ditadura teocrática judia), terá como resultado evidente a chegada da Irmandade Muçulmana Síria ao poder. Irmandade Muçulmana que é islamita e… sunita.
No entanto a esquerdinha da “liberdade e democracia” prefere ver a “festa democrática” em directo pela televisão e falar o primeiro disparate que vem à cabeça.
Já a Tunísia e o Egipto caíram nas mãos da Irmandade Muçulmana, é ver o resultado das respectivas eleições. Já a Líbia está sob o comando militar de um grupo salafista (Grupo de Combate Islâmico da Líbia), é ver quem é o comandante da Região Militar de Tripoli. Mas a festa da “liberdade e da democracia” continua rumo ao Irão.
O imperialismo joga, os peões de serviço movem-se. Das ruínas do Médio Oriente há de sair algum saque calculam os generais do Pentágono, de Berlim-Paris-Londres e de Telavive.
“Já a Líbia está sob o comando militar de um grupo salafista (Grupo de Combate Islâmico da Líbia)”
Deixe-me corrigi-lo caro Rocha, porque é bem mais grave do que isso. O chefe dessa pandilha, Abdelhakim Belhadj, já foi combater para a Síria. Esta gente que papa muita televisão e não percebe peva sobre o médio oriente, ainda não alcançou o que se está a passar: os grupos que estão a combater e a entrar junto à fronteira não têm nada a ver com o povo sírio, são na sua maioria mercenários estrangeiros. Isto é um cenário de agressão bastante semelhante ao que se passou na Nicarágua com o Contras.
A Líbia, repito over and over again, está partida em três. E as cidades que é suposto o CNT controlar, não controla patavina. O CNT é apenas uma marioneta da NATO, ponto final parágrafo.
Pois parece que essas três partes em que agora se divide a Líbia, é o grupo salafista, o novo partido de afinidade com a Irmandade Muçulmana ( que pisca o olho à Turquia) e as velhas ratazanas da CIA (que aparecem sob o nome de “liberais” privatizadores).
http://en.wikipedia.org/wiki/National_Gathering_for_Freedom,_Justice_and_Development
http://en.wikipedia.org/wiki/Abdelhakim_Belhadj
http://en.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Jibril
A guerra entre os islamitas e as ratazanas ditas “seculares” já começou. E depois virá a guerra entre as próprias facções islamitas seguramente. O confronto entre Misrata e Tripoli já nem sequer se consegue encobrir.
Por outro lado algumas tribos permanecem em luta sob a bandeira verde de Kadafi e os Tuaregs, também leais a Kadafi, parecem ter decidido não aceitar nenhuma autoridade do novo regime.
O que se pode esperar de um saco de mercenários cuja vitória militar só se consegue à custa da NATO?
O que esperar senão o caos? Este tipo de jogos de guerra estão à vista no Afeganistão e no Iraque. O objectivo é mesmo esfrangalhar estes países.
Não houve matança nenhuma em Homs. Largue a televisão e informe-se como deve ser:
http://www.shukumaku.com/Content.php?id=41190
http://www.sana.sy/eng/337/2012/02/04/398341.htm
“espero que o povo sírio tenha força suficiente ”
Deixe de sonhar e distorcer a realidade. A maioria do povo sírio está com a Frente Nacional Progressista, contra a merda dos wahabitas, sionistas, imperialistas e seus apaniguados.
Ler esta merda no 5dias dá-me a volta ao estômago..
E onde estão as fonte fidedignas? Esse dois links? Hum… Não me parece.
Tem aqui mais informação: http://english.pravda.ru/opinion/columnists/04-02-2012/120420-nato_homs_terrorists-0/
“que a “manifestação de um milhão”, foi espontânea e não encenada.”
Diz um papa-cnn/bbc/al-jazeera.. sim, eles já fizeram várias manifestações e o método é sempre o mesmo: pegar em um milhão de pessoas e amontoá-las na praça. E juízo?!
http://youtu.be/JYo_1wuvFJo
Nem sequer me vou dar ao trabalho de linkar a contra-propaganda. Para quem critica as minhas fontes (que não são as que citou), as suas são, perdoe-me, uma boa merda! A agéncia de notícias Síria (SANA)? É como dizer que a RTP não é um instrumento de propaganda de Passos Coelho.
Epá ainda nem há onze meses e o mesmissímo filme está a rodar outra vez…
Reparo que os trailers que já circulam por aí nem são muito diferentes, os efeitos especiais parecem um pouco mais apressados, mas não há nada como ver o filme todo para dar uma opinião decente. Até lá convençamo-nos que a sequela vai ser melhor…
…pá, só para que a cola e as pipocas não nos saibam a sodomia.
Viva a pluralidade no 5 Dias!
Sobre as hienas e os abutres que pairam:
The March to War against Syria: The Long Shadow of the 2006 Israeli War on Lebanon
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=29062
Mais um artigo que vale a pena ler:
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=29074
E outro,mais modesto mas que põe o dedo na ferida
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=29076
“In order to deter fresh bloodshed and violence, an inclusive political process should be started immediately in Syria, and it is the Syrian people instead of outside forces that should decide its fate”.
… it is the Syrian people instead of outside forces that should decide its fate.
Já agora o mais censurado de todos os relatórios, aquele que nenhum media Ocidental publicou e que até foi escondido do Conselho de Segurança da ONU: o relatório da Comissão de Observação da Liga Árabe:
http://www.infosyrie.fr/re-information/au-fait-voila-le-texte-du-rapport-de-la-mission-dobservation-arabe/
Transcrevo o relatório que Leo refere, leiam-no e vejam o que está realmente por detrás das lágrimas de crocodilo da FUKUS (França, Reino Unido e Estados Unidos) e das Monarquias do Golfo:
Ré-information
Nous mettons enligne, grâce à l’obligeance de notre commentateur Sélim, une version française et intégrale du désormais fameux rapport de la mission d’observation de la Ligue arabe, tel qu’il a été présenté, le 22 janvier au Caire, aux ministres de la Ligue qui l’ont approuvé, et immédiatement enterré sous l’insistante pression du Qatar et de l’Arabie séoudite, ainsi que des Euro-américains. On comprend pourquoi ce rapport a été aussi vite classé, au point que peu de gens – et apparemment aucun [...]
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Mot-clefs : actes de violence, activistes, Alain Juppé, Arabie Séoudite, autorités, Bab Amr, blindés, bombes thermiques, climat de violence, combats, condamnation radicale supplémentaire, dignitaires religieux, doléances, escorte militaire, euro-américains, exagération médiatiques, forces gouvernementales, gouvernants qataris et séoudiens, groupes armés, Hama, hillary clinton, Homs, idleb, Lattaquié, Le Caire, Ligue Arabe, médias étrangers, Ministre syrien des Affaires étrangères, missiles anti-blindages, mission d’observation arabe, Mustafa al-Dabi, opposition, OSDH, pétro-monarchies, pouvoir syrien, Qatar, rapport, relais médiatiques, répression, RPG, victimes, vivres, Walid al-Mouallem
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Au fait : voilà le texte du rapport de la mission d’observation arabe
Par Louis Denghien, le 30 janvier 2012
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Mustafa al-Dabi, chef de la mission d’observation arabe en Syrie, et auteur d’un rapport équilibré et donc irrecevable par les Occidentaux et les pétro-monarchies, un rapport adopté et enterré par la Ligue arabe
Nous mettons enligne, grâce à l’obligeance de notre commentateur Sélim, une version française et intégrale du désormais fameux rapport de la mission d’observation de la Ligue arabe, tel qu’il a été présenté, le 22 janvier au Caire, aux ministres de la Ligue qui l’ont approuvé, et immédiatement enterré sous l’insistante pression du Qatar et de l’Arabie séoudite, ainsi que des Euro-américains.
On comprend pourquoi ce rapport a été aussi vite classé, au point que peu de gens – et apparemment aucun journaliste français – en ont lu les différentes conclusions, quand on le consulte : une fois le préambule sur l’organisation juridique de la mission, on passe à un historique de la mise en place puis du déroulement de celle-ci : on y voit, sans langue de bois, les échanges entre al-Dabi et Wallid al-Mouallem, ministre syrien des Affaires étrangères, sur les difficultés auxquelles on doit s’attendre, le Soudanais estimant que la situation politiquement et militairement incertaine dans certains secteurs facilitant selon lui le contact avec les populations : comme quoi al-Dabi n’était pas la marionnette servile du pouvoir syrien qu’on a décrit.
Sans nous livrer à une exégèse exhaustive de ce long texte, on retiendra les points – 12 à 17 – consacrées à la visite d’al-Dabi et d’une première équipe d’observateurs à Homs, point chaud entre tous, le 27 décembre. Al-Dabi et ses collègues rencontrent d’abord le gouverneur. Qui leur fait un exposé, certes orienté, mais assez précis dirait-on quant au contexte, avec l’impossibilité de faire respecter la moindre trêve aux activistes, en dépit de démarches de dignitaires religieux et de notables locaux. Puis les membres de la mission se promènent dans quatre quartiers chauds de Homs – dont le fameux Bab Amr – sans escorte militaire, sur fond de tirs, et recueillent les doléances de partisans de l’opposition. Ils constatent aussi d’importants dégâts matériels.
A partir de là al-Dabi et ses collaborateurs jouent les diplomates, obtenant des autorités et des groupes armés une trêve qui permet de ramasser les morts et les blessés des deux camps, et d’acheminer des vivres dans les zones contrôlées par les insurgés. Ils obtiennent aussi un retrait effectif des soldats et des blindés réguliers des quartiers affectés par les combats. Ensuite, al-Dabi recontre à Homs une personnalité de l’opposition. Tout ceci contribuant, selon le chef des observateurs, à un retour au calme – très provisoire.
En tout cas, une fois encore, cette relation montrer que la mission à Homs n’avait pas choisi de « dorer la pilule » du régime. Plus loin, elle signale – point 23 – que ses membres ont été pris à partie par des pro-Bachar à Lattaquié, suite à quoi, précise le rapport, Walid al-Mouallem a présenté ses excuses aux observateurs agressés et pris des mesures pour que de tels incidents ne se reproduisent pas.
Le crime de la mission al-Dabi
Oui mais voilà, le général al-Dabi et ses collègues vont franchir assez vite la ligne rouge du politiquement correct : ils ne peuvent faire autrement que constater que la violence, à Homs, Hama et Idleb notamment, « des actes de violence du fait des groupes armés contre les forces gouvernementales » qui font « des tués et des blessés » parmi celles-ci. Souvent, note le rapport, ce sont ces attaques des groupes armés qui suscitent la riposte des forces régulières. Cette violence de l’opposition frappe aussi des « citoyens ». Et des exemples d’attaques terroristes contre des autobus sont donnés ; le rapport précise que les activistes utilisent des armes performantes comme des « bombes thermiques » et des « missiles anti-blindage » (sans doute des roquettes RPG).
Et ce sont bien ces points 26 et 27 du rapport qui ont condamné celui-ci, et la mission avec, aux yeux des gouvernants qataris et séoudiens, d’Alain Juppé et d’Hillary Clinton : reconnaître et proclamer dans un document aussi attendu la responsabilité des opposants dans le climat de violence, c’était blasphémer aux yeux des Occidentaux et de leurs relais médiatiques.
D’autant qu’au point 29, la mission aggrave son cas en pointant les « exagérations médiatiques » relatives au nombre de victimes de la répression : là encore une hérésie pour les grands-prêtres politiques et médiatiques de la doxa politiquement correcte, qui ne jurent que par les statistiques de l’OSDH !
Ajoutons que le rapport confirme la libération de plus de 5 000 personnes arrêtées dans le cadre des troubles, que le pouvoir a autorisé la présence de nombreuses équipes de médias étrangers et l’on comprend bien qu’un tel texte était irrecevable de la part de ceux qui attendait de la mission une condamnation radicale supplémentaire du gouvernement syrien !
Louis Denghien
Rapport du chef de la Mission des observateurs de la Ligue Arabe en Syrie de la période du 24/12/2011 au 18/01/2012 :
Premièrement : Considérations juridiques.
1 – Le conseil de la Ligue arabe a adopté la résolution numéro 7436 en date du 02/11/2011 l’inscrivant comme plan de travail arabe annexé à la résolution, et il a salué l’approbation du Gouvernement syrien de ce plan. Il a également souligné la nécessité de s’engager à la mise en œuvre immédiate et complète du contenu de ce plan et de l’ensemble de ses parties.
2 – Le conseil de la Ligue arabe a adopté la résolution numéro 7439 en date du 16/11/2011 approuvant le projet de protocole sur le statut juridique et les fonctions de la Mission d’observation de la Ligue arabe en Syrie chargée de vérifier l’application des termes du plan arabe pour résoudre la crise en Syrie et de fournir une protection pour les civils syriens. Il a demandé au Secrétaire général de la Ligue des États arabes à prendre les mesures appropriées pour désigner le président de la Mission d’observation de la Ligue arabe et à prendre les contacts nécessaires avec le gouvernement syrien afin de signer le Protocole d’accord.
3 – Le conseil de la Ligue arabe a adopté la résolution numéro 7441 en date du 24/11/2011 qui demandait au Secrétaire général d’envoyer une mission d’observateurs de la Ligue arabe auprès de la République arabe syrienne qui doit s’acquitter de ses missions en conformité et dans les plus brefs délais avec les dispositions du Protocole dès sa signature.
4 – La République arabe syrienne et le Secrétariat général de la Ligue des États arabes ont signé, le 19/12/2011, le Protocole sur la constitution de la Mission composée d’experts militaires et civils des États arabes et des candidats d’organisations non gouvernementales concernés par les droits de l’homme devant se rendre sur le territoire de la République arabe syrienne. Il est à noter que l’article V mentionne que la Mission d’observation envoie des rapports périodiques sur ses conclusions au Secrétaire général de la Ligue des États arabes et au Gouvernement syrien en vue de soumettre son rapport – pour examen et prise des mesures adéquates – au Conseil des ministres par le biais du Comité ministériel désigné pour le suivi de la situation en Syrie.
5 – Le Conseil arabe de la Ligue a approuvé en date du 20/12/2011 à la nomination du général Mohammad Mustafa Ahmed al-Dabi de la République du Soudan en qualité de Président de la Mission d’observation de la Ligue arabe.
Deuxièmement : Constitution de la Mission
6 – Le Secrétariat général a demandé aux États membres et aux organisations non gouvernementales arabes de notifier les noms des candidats devant rejoindre la Mission d’observation en Syrie. Et à la lumière de cette procédure, la Mission d’observation des observateurs de la Ligue arabe est constituée – à ce jour – par 166 membres en provenance de 13 pays arabes et de six organisations non gouvernementales arabes concernées.
Troisièmement : Visite en Syrie d’une délégation du Secrétariat général
7 – Dans le cadre de la préparation de la mission, une délégation préliminaire du Secrétariat général s’est rendue auprès de la République Arabe Syrienne le 22/12/2011 pour discuter de tous les préparatifs logistiques nécessaires à la Mission.
8 – En application des dispositions du Protocole, le Gouvernement syrien a confirmé sa disponibilité à fournir toutes les facilités, à livrer l’équipement technique nécessaire au travail de la mission, à garantir la liberté de circulation pour tous les membres de la mission sur l’ensemble du territoire syrien, à assurer la sécurité de ses membres et à ne pas entraver ou empêcher sur le plan sécuritaire et administratif la réalisation des objectifs de la Mission. Il a également insisté sur son engagement à respecter la liberté de la Mission d’organiser les rencontrer et les réunions nécessaires et de fournir à cet effet une protection complète à ses membres tout en mettant en relief la responsabilité des membres de la mission en cas de leur insistance à visiter les zones sur lesquelles les services de sécurité auraient mis en garde contre leur visite. Il a également confirmé son engagement de permettre l’entrée au territoire syrien des journalistes et des médias des pays arabes et internationaux en conformité avec les listes nominatives et avec les règlements en vigueur en Syrie.
Quatrièmement. L’arrivée du chef de la Mission en Syrie et ses visites à caractère exploratoire.
9 – Le général Mohammed Ahmed Mustafa al-Dabi, chef de la Mission d’observation auprès de la République arabe syrienne, est arrivé le samedi soir 24/12/2011. Il a tenu une série de réunions avec M. Walid Mouallem, ministre des Affaires étrangères, et avec des fonctionnaires du gouvernement syrien qui ont confirmé leur volonté de coopérer pleinement avec la Mission, leur désir de sa réussite, et leur disposition à faciliter la visite pour surmonter tous les obstacles rencontrés comme cela a été déjà convenu sur les engagements en matière de logistique et de sécurité garantie pour la Mission.
10 – La partie syrienne a averti qu’il ya certaines zones qui ne seront pas en mesure d’être garanties par les forces de sécurité, qui ne peuvent assurer la protection des accès tant pour eux que pour les observateurs, craignant leur exposition à la colère des citoyens. Le Chef de la Mission considère que cette situation est par contre favorable à un contact direct avec la population et avec l’opposition sans la surveillance du gouvernement. Il s’agit ainsi de lever la barrière de la peur et mettre les citoyens à l’abri d’éventuelles poursuites ou conséquences qu’ils pourraient redouter des autorités syriennes.
11 – Le chef de Mission a terminé les préparatifs de la mission sur le terrain tant sur le plan technique que sur la fourniture des moyens de transport et des dispositifs de communication nécessaires pour le démarrage de la mission. Il a également rencontré les membres de la délégation qui venaient d’arriver en Syrie et il les a informés sur les obligations de leur mission et des termes de référence pour effectuer le travail selon les dispositions du protocole. Ensuite, les membres de la Mission ont prêté le serment de réaliser leur mission sur la base du texte que le chef de la Mission a préparé à cet effet.
12 – Le 27/12/2011, le chef de la Mission, accompagné par 10 observateurs, a effectué une visite à caractère exploratoire à la ville de Homs considérée comme l’une des zones les plus sensibles, celle qui a vu des actes de violence et d’affrontements armés entre les militaires et l’opposition syrienne et où il y a encore quelques barrières de sécurité qui séparent les quartiers.
13 – Après son arrivée à Homs, le chef de mission a immédiatement rencontré le Gouverneur de la ville qui a expliqué qu’elle souffre de la propagation de la violence du fait des groupes armés, des cas d’enlèvements, des actes de sabotage des installations étatiques et civiles, du grand manque de nourriture en raison du siège imposé par les groupes armés dont le nombre est estimé à 3.000 membres. Le Gouverneur de la ville a souligné l’échec de toutes les tentatives pour arriver à une accalmie malgré l’effort des hommes du clergé et des dignitaires de la ville qui ont demandé le recours aux moyens adéquats pour régler le problème des soldats et des équipements pris en otage à l’intérieur du quartier de Bab Amrou.
14 – La mission a visité certains quartiers résidentiels (Bab Amrou, Karam as Zeytoun, Khalidiya, Ghouta) sans gardes de protection. Elle y a rencontré un certain nombre de citoyens, les opposants qui ont manifesté contre l’état de terreur, l’état de siège et la violence dont ils souffrent de la part des forces gouvernementales. Elle a vu les effets de la dévastation et la destruction des quartiers le long des périphériques. Cette visite a eu lieu alors que s’effectuaient de tirs nourris entre les antagonistes. La mission a constaté un échange de tirs nourris dans Bab Amrou entre l’armée et l’opposition. Elle a également vu quatre véhicules militaires dans certaines zones incitant le véhicule de la Mission à quitter les lieux. De retour au chef-lieu de la province, il a été convenu avec le gouverneur de maintenir sur place cinq membres de la Mission à Homs pour le lendemain afin de continuer à faire l’évaluation de la situation sur le terrain et de rencontrer le plus grand nombre possible de citoyens.
15 – Immédiatement après le retour de Homs, le chef de la Mission a tenu une réunion avec la partie gouvernementale et lui a demandé de faire retirer les véhicules militaires de la ville, d’arrêter la violence, de protéger les civils, de procéder à la levée du siège et d’assurer la fourniture de nourriture en plus d’échanger les cadavres entre les deux parties.
16 – La partie syrienne a confirmé, lors de la réunion, l’évacuation de la ville et des quartiers de toutes les formes de conflits armés, sauf le maintien de trois véhicules militaires en panne et encerclés. Il a été demandé l’assistance de la Mission pour la récupération d’un véhicule militaire aux mains des groupes armés contre la libération de quatre membres des groupes et l’échange de cadavres tués (5 de chaque partie). Il a été convenu la permission de l’acheminement des denrées alimentaires de base vers la population de la ville ainsi que l’envoi du véhicule de nettoyage pour enlever les déchets. Il a été convenu, à la fin de la réunion, sur une autre visite de la mission à Homs, le lendemain, accompagné par le major général Hassan Sharif coordinateur de la sécurité de la partie gouvernementale.
17 – Cette visite a été l’occasion de faire connaissance avec une des figures de proue de l’opposition agissant en qualité de responsable de l’information dans l’Assemblée nationale et avec qui s’engagea un long débat sur l’offre faite par le gouvernement syrien ainsi que sur le meilleur moyen de mettre en œuvre cet accord. Ainsi s’est réalisé le retrait et la récupération de tous les véhicules militaires, l’échange des corps des morts, l’entrée des camions chargés de la nourriture et la libération de trois prisonniers et deux femmes de leurs familles en présence de la Mission. Ceci a conduit à calmer la situation dans la ville.
18 – Cinq jours après le déploiement des observateurs de la Mission dans cinq secteurs, la commission ministérielle arabe a demandé au chef de la Mission de présenter aux autres membres du Comité un rapport sur sa mission. Il s’est donc dirigé vers Le Caire et le 01/08/2012 il a donné un exposé oral devant le comité. Il a été décidé de poursuivre la Mission et de présenter un rapport final comme prévu à la fin de la période déclarée dans le Protocole en l’occurrence le 19/1/2012. Le chef de la mission est revenu à Damas pour poursuivre ses fonctions et faire face à certaines difficultés survenues de la part des parties pro-gouvernementales et des parties de l’opposition, surtout après les déclarations qui ont suivi la réunion du Comité et communiquées aux médias, mais cela n’a pas d’incidence sur le travail de la mission et son déploiement étendu et progressif dans des zones multiples.
19 – Durant la période écoulée, depuis l’arrivée de la Mission et à ce jour, la Mission a reçu de nombreuses correspondances émanant du Comité syrien chargé de la coordination avec la Mission qui indiquent les pertes humaines et matérielles subies par les institutions et les offices du gouvernement syrien à la suite à des actes de sabotage – selon leurs propos – qui ont affecté – comme ils le mentionnent – tous les secteurs vitaux et les services publics dans l’État syrien.
Cinquièmement : Le déploiement de la Mission des observateurs de la Ligue des États arabes en Syrie.
20 – La mission a déployé ses membres sur 15 secteurs couvrant 20 villes et régions dans l’ensemble de la Syrie, selon les dates indiquées ci-dessous. La raison de la différence de ces dates est la faiblesse de la préparation administrative, technique, y compris l’arrivée de véhicules et des personnes, en tenant compte du fait que la distribution a été équilibrée où chaque secteur a été doté de 10 membres, presque de toutes les diverses nationalités arabes. Ces détachements de la Mission se sont déployés dans les secteurs, les provinces et les villes de Syrie comme suit :
- le 29/12/2011 la Mission a fait démarrer les 6 secteurs de Damas, Homs, le Rif de Homs, Idlib, Doura Hama.
- le 01/04/2012 a été lancé le secteur d’Alep.
- Le 01/09/2012 ont été lancés les deux secteurs de Lattaquié et de Deir Al-Zour. Cependant le 01/10/2012, ils sont retournés à Damas après une exposition à des attaques ayant provoqué des blessures sur deux observateurs à Lattaquié ainsi que des pertes matérielles sur les véhicules.
- Le 01/10/2012 s’est déployé un secteur à Qamishli et Hassaka.
- Le 01/12/2012 s’est déployé un secteur à Damas.
- le 13/01/2012 4 secteurs ont démarré couvrant Souida, Abu Kamal Abu, Deir Zor, Palmyre, Sokhna, Banias et Tartous.
- Le 15/1/2012 ont été lancés les deux secteurs couvrant Raqqa, Lattaquié et Thora.
Annexe 1 : répartition détaillée indiquant le nombre d’observateurs, de leurs nationalités et des lieux de leur déploiement :
21 – La répartition des membres des groupes de la Mission s’est effectuée en mettant à leur disposition ce qui suit :
- Carte topographique de la région.
- Code de conduite de l’observateur.
- Les fonctions du chef de secteur.
- Les fonctions de l’auditeur.
- Du matériel et de l’équipement technique nécessaire (ordinateurs – Caméras – matériel de communication … etc.)
22 – Il a été ouvert également une salle d’opération au siège du bureau de la Ligue arabe à Damas. Cette salle exploitée 24 heures par jour est directement liée à la salle des opérations de la Ligue arabe au Caire et aux différents groupes déployés sur le terrain en Syrie. La salle d’opération recevait les rapports quotidiens des équipes de terrain et tenait à jour l’information et les directives pour assurer de part et d’autre le suivi et l’observation. Le nombre important de tâches a obligé la Mission à ouvrir une salle d’opération annexe au sein de la résidence de la Mission à Damas. Sa vocation était de coordonner la répartition du personnel de la Mission, les comités de suivi, le comité des détenus, le comité des médias, les ressources financières. Elle assure la liaison coordonnée avec la salle d’opération du bureau de la Ligue.
23 – La Mission a rencontré à Lattaquié et à Deir Al-Zour des difficultés en provenance des citoyens loyaux envers le gouvernement et tout particulièrement à Lattaquié où des milliers de personnes se sont rassemblés autour des voitures de la Mission, scandant des slogans en faveur du président et des slogans hostiles à la mission. La situation est devenue hors contrôle allant jusqu’à l’agression contre les observateurs, occasionnant des blessures mineures à deux d’entre eux et la destruction intégrale du véhicule blindé chargé du transport des membres de la mission. La situation est revenue à la normale après que la question a été abordée par le chef de la Mission qui a pris contact avec la commission suprême syrienne chargée de la coordination avec la Mission. Malgré cela, le chef de la Mission ordonna aux chefs des secteurs de retourner immédiatement à Damas. Ensuite, il a rencontré Monsieur le ministre des Affaires étrangères à qui il a présenté une protestation officielle très ferme ; de son côté, la partie syrienne a dénoncé avec vigueur cet incident et a présenté des excuses officielles, tout en expliquant que l’incident n’était nullement de son fait. Pour confirmer ses bonnes intentions Monsieur le vice-ministre des Affaires étrangères a rencontré des membres de la mission de Lattaquié et il leur a expliqué que le gouvernement syrien va travailler à corriger le déséquilibre immédiatement pour assurer la sûreté et la sécurité du personnel des missions, où qu’ils soient, et s’est excusé pour les événements qu’il considérait comme regrettables et involontaires. Enfin, les membres des deux secteurs ont été redéployés vers de nouveaux secteurs après leur avoir accordé un repos de 4 jours.
Sixièmement : La mise en œuvre de la mission, en conformité avec les dispositions du Protocole
24 – Le chef de la Mission tient à souligner que cette observation qui concerne les 24 termes du Protocole est une synthèse de l’évaluation des secteurs, elle est rédigée à partir des indications fournies par les chefs de secteurs au cours de leur rencontre avec le chef de la Mission le 17/1/2012.
A- La surveillance et le suivi de l’application intégrale de la cessation de toutes les formes et de toutes les sources de violence dans les villes et les quartiers :
La violence et sa source dans les villes et les quartiers :
25 – Lorsque les observateurs ont été déployés dans les différents secteurs, ils ont repéré au début de leur mission des actes de violence commis par les forces gouvernementales et des échanges de tirs avec des éléments armés à Homs et Hama. En raison de l’insistance de la mission de faire arrêter tous les actes de violence et de provoquer le retrait des véhicules et du matériel, alors a commencé le processus inverse : enregistrer un retour au calme progressif. Les derniers rapports de la récente mission enregistrent un calme remarquable et une réelle retenue de la part des sources et des canaux de la violence.
26 – La Mission a observé dans les deux secteurs de Homs et Hama des actes de violence du fait des groupes armés contre les forces gouvernementales, qui ont fait des tués et des blessés parmi les troupes gouvernementales. Dans certaines situations, les forces gouvernementales ont recours à la violence comme réaction aux attaques perpétrées contre ses membres. Les observateurs de la mission ont noté que les groupes armés ont recours aux bombes thermiques et aux missiles anti-blindage.
27 – La Mission a été témoin dans les secteurs de Homs, Idlib et Hama des actes de violence contre les troupes gouvernementales et contre les citoyens entraînant de nombreux décès et blessures. C’est le cas de l’explosion de l’autobus civil, tuant huit personnes et blessant plusieurs autres, dont des femmes et des enfants ; celui du sabotage à l’explosif d’un train chargé du transport du diesel ainsi que d’autres événements à Homs, dont la destruction de l’autobus de la police tuant deux d’entre eux, l’attaque à l’explosif du pipeline de carburant, et autres attentats de moindre importance.
28 – La mission a noté l’émission de faux rapports émanant de plusieurs parties faisant état de plusieurs attentats à la bombe et de violence dans certaines régions. Lorsque les observateurs se sont dirigés vers ces zones pour enquêter, les données recueillies montrent que ces rapports ne sont pas crédibles.
29 – La mission a noté également, se basant sur les documents et les rapports émanant des équipes sur le terrain, qu’il ya des exagérations médiatiques sur la nature et l’ampleur des accidents et des personnes tuées ou blessées à la suite des événements et des manifestations qui ont eu lieu dans certaines villes.
B – La vérification que les manifestations pacifiques étaient à l’abri tant des attaques des services de sécurité syriens que des opérations de sape menées par des groupes organisés :
30 – L’observation des rapports récents reçus par les chefs d’équipes sur le terrain en conjugaison avec la réunion tenue directement avec le chef de la Mission du 17/01/2012 pour la préparation de ce rapport montrent qu’il y a des manifestations pacifiques dans certaines régions. Les partisans comme les adversaires de l’autorité n’ont été soumis à aucune répression. Il est à noter que les frictions observées étaient dirigées contre la Mission ou entre les partisans et les opposants du régime sans qu’il y ait à signaler des pertes, et ce depuis le dernier exposé qui a eu lieu avec le comité ministériel sur la Syrie lors de sa réunion du 01/08/2012
31 – Les rapports sur le terrain et les déclarations des chefs de secteurs mettent en évidence que les opposants parmi les citoyens syriens informent la mission de ses rassemblements et en profitent pour faire du déploiement de la Mission un bouclier faisant obstruction à l’intervention des forces de sécurité. Ce phénomène a commencé à s’estomper progressivement.
32 – La mission a reçu également de l’opposition à Homs et Doura des réclamations demandant le maintien de la présence des organes de la Mission exprimant peut-être leur crainte de subir des agressions après le départ de la Mission.
C- L’assurance de la libération des détenus du fait des événements actuels :
33 – La Mission a reçu des communiqués en provenance de l’extérieur de la Syrie faisant état du nombre de détenus syriens s’élevant à 16 237. Elle a reçu des communiqués en provenance de l’opposition à l’intérieur de la Syrie faisant état du nombre de détenus syriens s’élevant à 12 005. Les équipes de terrain de la Mission se sont attelées à vérifier la validité de ces chiffres découvrant ainsi l’existence de déclarations contradictoires, des informations incomplètes, inexactes, et la présence de noms dupliqués. La Mission poursuit son investigation avec les agences gouvernementales concernées pour parvenir à la véracité des chiffres.
34 – La Mission a remis au Gouvernement syrien toutes les listes reçues tant par l’opposition de l’intérieur que par des parties tout en exigeant la libération de ces détenus conformément à la mise en œuvre du Protocole.
35 – En date du 15/1/2012, le Président Bachar al-Assad a promulgué un décret dont les termes et le contenu sont l’octroi d’une amnistie générale pour les crimes commis dans le contexte des événements qui sont survenus depuis le 15/03/2011 jusqu’à la date de publication du présent décret. L’application de ce décret incombe aux autorités gouvernementales compétentes afin de libérer des détenus dans les différentes régions par vagues successives à l’exclusion des personnes poursuivies pour d’autres affaires judiciaires. La Mission avait pour rôle de superviser la libération des détenus et de suivre l’actualité du problème avec le gouvernement, en assurant la pleine coordination avec le gouvernement et en interpellant le gouvernement qui est tenu d’apporter des réponses.
36 – Le gouvernement syrien a rapporté le 19/1/2012 que 3 569 détenus ont été libérés par les juridictions militaires et civiles. La mission a vérifié, jusqu’à ce jour, la libération effective de 1 669 détenus. Et la Mission continue de poursuivre la mise en application de ce décret tant avec le gouvernement qu’avec l’opposition jusqu’à la confirmation définitive de la libération de tous les détenus, et ce en présence des Observateurs de la Mission ou par l’authentification des documents relatifs à cette procédure.
37 – La Mission a constaté, à ce jour, que le nombre total de détenus libérés par le gouvernement syrien est comme suit :
- Avant le décret d’amnistie: 4 035 détenus.
- Après le décret d’amnistie: 3 569 détenus.
Soit un total de 7604 prisonniers libérés comme rapporté par le gouvernement.
38 – La mission a enquêté sur la validité du nombre de détenus qui ont été libérés et elle est parvenue, à ce jour, à mettre en évidence les éléments suivants:
- Avant le décret d’amnistie 3483 détenus libérés.
- Après le décret d’amnistie 1669 détenus libérés.
Ce qui porte le total des détenus libérés – chiffre que confirme la Mission – à 5 152 détenus. La Mission poursuit son travail de vérification sur le terrain et continue d’effectuer le suivi auprès du gouvernement syrien afin de libérer les autres détenus.
D – L’assurance du retrait et de l’évacuation de toutes les formes d’expression armée des villes et des quartiers qui ont vécu ou peuvent vivre des manifestations et des mouvements de protestation :
39 – La Mission a confirmé à travers les rapports des chefs d’équipes sur le terrain et sur la base de la rencontre directe effectuée entre tous les chefs de secteurs de la Mission du 17/1/2012, que tous les véhicules militaires, les véhicules blindés et l’armement lourd ont été retirés de l’intérieur des villes et des quartiers même s’il persiste toujours une présence sécuritaire qui se reflète par les monticules de terre, et par certaines barricades dans les principaux édifices et places publiques, mais ces barricades sont hors d’atteinte des citoyens. À ce titre, il faut noter ici que lors de la rencontre du chef de la Mission avec le ministre syrien de la Défense le 1.5.2012, ce dernier l’a assuré de sa disponibilité à l’accompagner dans tous les sites et villes désignés par le chef de la Mission, où la Mission pourrait y soupçonner la présence de forces armées et d’armement non retirés afin que sur place les ordres de retrait et d’évacuation émanant du ministre de la Défense viennent combler sur-le-champ et immédiatement les manquements ou les violations observées sur le terrain.
40 – La présence de véhicules blindés (transporteurs, de troupes) sur certains postes de contrôle, l’un à Homs, et certains dans Madaya et Zabadani proche de Damas, a été signalée. Et de fait, ils ont été immédiatement retirés de Homs. Il a été permis de s’assurer également que les habitants de Zabadani et Madaya avaient conclu un accord bilatéral avec le gouvernement qui a abouti au retrait immédiat des barrières et des véhicules militaires.
E – Vérification des agréments accordés par le gouvernement syrien aux médias arabes et internationaux, et enquête sur les possibilités offertes à ces médias de se déplacer librement dans toutes les régions de la Syrie :
41 – Le gouvernement syrien, par la voix de son ministre de l’information, a confirmé avoir accordé l’agrément à 147 divers médias arabes et étrangers depuis le début de décembre 2011 et jusqu’au 15/01/2012. 112 divers médias étrangers nouveaux ont visité le territoire syrien en plus des 90 médias déjà présents sur le territoire syrien qui disposent de correspondants permanents.
42 – La Mission a suivi cette question et a observé la présence de 36 médias arabes et étrangers et un certain nombre de journalistes dans un certain nombre de villes syriennes. Elle a reçu quelques plaintes qui indiquent que le gouvernement syrien a accordé des autorisations pour certains médias d’opérer en Syrie pour une durée n’excédant pas 4 jours considérés comme durée insuffisante de leur point de vue, en plus de ne pas permettre leur déplacement à l’intérieur du pays à moins d’indiquer au préalable leur destination et de demander une autre certification pour se rendre à certaines zones sensibles. Le gouvernement syrien se dit prêt à accorder aux médias des mandats de 10 jours renouvelables.
43 – Des rapports et des déclarations de certains secteurs de la Mission montrent l’existence de restrictions gouvernementales sur le déplacement des médias dans les lieux de l’opposition, incitant ces journalistes à se déplacer, dans de nombreux cas, derrière le déplacement de la mission, pour exercer leurs fonctions.
44 – La ville de Homs a été le témoin de l’assassinat d’un journaliste français travaillant pour France 2, et de la blessure d’un journaliste de nationalité belge. Sur ces deux cas, le gouvernement et l’opposition ont échangé les accusations sur la responsabilité de chacun des incidents et ils ont publié, chacun, des déclarations condamnant la partie adverse. Le gouvernement syrien a constitué une commission gouvernementale d’enquête sur l’incident pour déterminer ses causes. Il faudrait noter que les rapports de la Mission de la Ligue arabe à Homs indiquent que le journaliste français a été tué à la suite des tirs de mortier par l’opposition.
Annexe 2 : Identification des médias qui ont été observés sur place par la Mission et des médias qui sont entrés en Syrie (selon les déclarations officielles)
Septièmement : Les obstacles rencontrés par la mission :
A- les observateurs
45 – Il n’a pas été tenu compte, dans certains cas, de la nomination d’experts dans le domaine de l’observation capables d’assumer leurs responsabilités et disposant d’une expérience préalable dans le domaine.
46 – Certains observateurs n’ont pas évalué le poids réel de leurs responsabilités ni l’importance de faire prévaloir les intérêts arabes sur les intérêts personnels.
47 – Durant le travail de terrain a été constaté le manque flagrant de compétence de certains observateurs à affronter la complexité et à faire face aux situations difficiles qui sont pourtant au cœur de leurs prérogatives, sachant que la spécificité de ces fonctions nécessite des qualifications singulières et des spécialités adéquates avec la mission d’observateur.
48 – Un certain nombre d’observateurs participant à la Mission présentent un âge trop avancé alors que d’autres présentent un état de santé déficient les rendant ainsi inaptes à exercer les fonctions pour lesquelles ils ont été proposés.
49 – Vingt deux (22) observateurs se sont excusés de ne pouvoir continuer d’accomplir leur mission pour des raisons personnelles, certains ont avancé d’autres arguments factices que le chef de mission a jugés inacceptables, alors que d’autres se sont avérés agissant pour leur propre agenda.
Annexe 3 : dévoilement de la liste des observateurs de la mission d’observation de la Ligue des États arabes qui n’ont pas poursuivi leur mission.
50 – Le manque d’engagement de certains observateurs, la violation de leurs obligations et du serment prêté le jour de leur engagement, l’entrée en contact avec des responsables de leurs pays d’origine et la communication avec transfert des informations sur les activités de la Mission d’une manière exagérant la situation réelle. Tout ceci a conduit certains fonctionnaires à une compréhension erronée de la situation réelle présentée à tort comme sinistre, et à évaluer les résultats probants acquis sur le terrain d’une manière malsaine.
51 – Certains observateurs des secteurs ont exigé un hébergement similaire à celui de leurs homologues résidents à Damas sinon à une rétribution correspondant à la différence des standings d’hôtels, de lieux d’hébergement ou de séjour à Damas, ou bien encore à vouloir demeurer sur place à Damas et ne pas se rendre sur le terrain. Cette situation se passe de tout commentaire.
52 – Les situations à risque dans certains endroits, la peur de certains observateurs d’accomplir leurs devoirs dans cette atmosphère de risque, et le manque de véhicules blindés dans chaque poste d’observation et des gilets pare-balles ont fini par avoir un impact négatif sur la performance des fonctions et l’exercice des obligations de certains membres de la Mission.
Commentaire du Chef de la Mission sur les observateurs de la Mission arabe :
53 – Certains observateurs, malheureusement, voyaient leur présence en Syrie comme un voyage d’agrément et de loisir, mais ils ont été surpris par la réalité du terrain, par le déploiement à travers les secteurs, et par le maintien dans des postes d’observation en dehors de la capitale, se trouvant ainsi confrontés à des difficultés auxquelles ils ne s’attendaient pas et n’y étaient pas préparés.
54 – Le déficit de sensibilisation des observateurs au terrain et de connaissance de la région et de sa géographie ainsi que le manque de véhicules blindés et de gilets pare-balles ont eu un effet désastreux sur l’esprit de certains observateurs.
55 – La confrontation de certains observateurs aux provocations des partisans tant de l’opposition que du gouvernement a eu également un impact négatif sur leur moral.
Traduction : Omar Mazri
Fiz link, Ricardo…
Obrigado.
Um abraço.
Abraços, Ana Paula.
Paises que se dizem cotra o terrorismo alimentam com armas e organizam estrategicamente grupos terroristas de paises com regimes governamentais que atrapalham suas sede de dominar o mundo em busca de uma sião terrena e fazer com que pessoas morram alienadas sem o conhecimento para libertar suas almas .
A hipocrisia e o tacticismo extremo levam a que alguns autores e comentadores deste blog tenham escritos dezenas, senão centenas, de posts e comentários laudatórios das revoluções egípcias, tunisinas e iemenitas e apenas umas mão-cheias de posts e comentários denegrindo os mesmos opositores, o mesmo povo, aqueles que, tal como no Egipto, na Tunísia e no Iémen, não se conseguem fazer ouvir pelos ditadores de serviço.
Dizia um norte-americano, a propósito de um ditador (sul-americano?), que era um filho-da-puta, mas era o “nosso” (deles) filho-da-puta, enfim, o que aqui muita gente pensará do Assad.
Assim se vê como a realpolitik não é apenas uma perversidade ocidental, um vício de direita…
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