Nikita, agora já podes vir para o ocidente, aqui encontrarás um amigo. Agora já te posso contar como é bom viver na minha casa, agora que és livre de fazer uma escolha. Entra no meu descapotável e vem ver como isto é bom deste lado – bowling, slows na discoteca à noite, futebol, xadrez. Anda ou nunca saberás…





Tão triste… e egocentrado. O suposto “cantor” utiliza a suposta metáfora de um muro, entre duas geografias imaginadas, na qual a dele é a melhor pela possibilidade da futilidade, sem se preocupar em ver sequer por um momento o “outro”, que a priori aparece como inferior e como tal nem merece ser debatido.
Além disso, em nenhum momento parece haver qualquer preocupação ou interesse por um modo vida que se pode considerar rígido, profundamente hierárquico e castrador de liberdades, nada disso. O que lhe importa é passar no descapotável e levar a bela donzela, de quem tenta precisa, mas em relação à qual nada quer saber.
… que pode ser isso tudo mas o mais provável é que sejam umas árvores à noite, ali para os lados de Monsanto…
(acho que o Elton deixou em casa as partituras dessa parte da música quando foi fazer o videoclip)…
Desconversando: Nikita, na Rússia, é nome masculino. Kruschev, por exemplo.
Um verdadeiro “tesoirinho” deprimente! Este não é aquele mariconço inglês que tem um marido rabicholas realizador não sem do quê?
A repressão democrática dos anos 80 na Europa oferecia hipocrisia deste género. O Marco Paulo também cantava qualquer coisa entre uma loira e uma morena. Boa escolha! Quase que se me ia da memória, hein!
Ainda por cima Nikita é um nome masculino. Mas isso, no caso do Elton John, não é de estranhar – só não bate certo com o videoclip =)