O PS grego é a 5ª força e a esquerda anti-troika já soma quase 40%

30,50% NOVA DEMOCRACIA (direita)
13,00% ESQUERDA DEMOCRÁTICA (cisão da ala esquerda do PASOK e da ala direita do SYRIZA)
12,50% KKE (partido comunista grego)
12,50% SYRIZA (equivalente ao BE)
12,00% PASOK (equivalente ao PS)
06,00% LAOS (extrema direita no governo – com o PASOK e NOVA DEMOCRACIA)
03,00% ECOVERDES

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22 respostas a O PS grego é a 5ª força e a esquerda anti-troika já soma quase 40%

  1. Gentleman diz:

    Depois de terem andado durante 30 anos a viver de ajudas europeias, de crédito barato e de garantismos, só falta mesmo agora à Grécia a subida ao poder da esquerda anti-capitalista para acabar de destruir o que resta…

    • Rui Campos diz:

      Sim a esquerda anti-capitalista vai destruir a sociedade burguesa e desumana que há muito já devia ter sido extinta.
      Mas claro que para pessoas como tu cuja massa cinzenta não dá para mais seja por conveniência ou por preconceito a culpa é sempre da esquerda e dos trabalhadores que não querem trabalhar apesar de serem os gregos dos povos que mais trabalham na Europa em conjunto com os portugueses.

    • De diz:

      Eis uma resposta saída do lamaçal da informação com que embrulham habitualmente os noticiários informativos.
      Repetem-se os tiques e a prosa carunchosa
      Para ver se passa?
      Pois não passa!

  2. Rui F diz:

    Sem a FER no Bloco, não faz sentido dizer que o mais próximo do BE é o SYRIZA.
    Mas muito honestamente, também não estou a ver onde encaixaria o BE actual, no quadro Grego.

  3. Xavier Brandão diz:

    Tiago, se puderes esclarecer-me, agradeço:
    A minha dúvida está naquilo que ouço sobre a esquerda de esquerda na Grécia: segundo alguns está fragmentada, incapaz de se entender e se juntar. Fala-se também dum sectarismo importante por parte do KKE. E da desorientação desta mesma esquerda face ao que está a acontecer sob os nossos olhos: a incapacidade de oferecer uma via de saída digna e por cima ao povo grego, e, por arrasto, a Portugal e outros povos da Europa.

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Xavier, parece-me que a sua análise é correcta. Mas, como escrevo abaixo, o meu problema para perceber a realidade grega é a língua. Ou seja, tenho sempre um mediador em inglês para me moldar a informação.
      De qualquer forma, o que é um dado, é que no plano eleitoral a esquerda avança muito.

  4. Rafael Ortega diz:

    O facto de serem quase 40% não implica que se consigam entender.
    Se esse partido SYRIZA é mesmo um equivalente ao BE, duvido que se entenda com o partido comunista grego (e vice-versa).
    Mas só com a explicação que está no post não dá para saber isso.

  5. dr diz:

    Sarkozy: “A Europa já não está à beira do abismo”
    O mundo está louco,
    SEM COMENTÁRIOS

  6. Rocha diz:

    Desculpa Tiago mas tenho uma correcção a fazer, a Esquerda Democrática não é uma cisão de esquerda do PASOK. É algo talvez pior, uma cisão de direita da SYRIZA, mais concretamente do SYNAPISMOS que são eurocomunistas/ex-comunistas.
    http://en.wikipedia.org/wiki/Democratic_Left_(Greece)

    Ainda assim as sondagens mostram uma clara tendência contra os partidos burgueses e troikistas. Não há dúvida que o povo grego se revolta contra o centrão e apoia massivamente os partidos à sua esquerda.

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Rocha, para perceber o que se passa na Grécia tenho o problema da língua. Ou seja, só consigo perceber a coisa a partir de relatos em inglês. Já havia lido que estes democratas de esquerda haviam absorvido muitos descontentes, inclusivamente parlamentares do PASOK. Imagino que sejam uma coisa na linha política do Rui Tavares ou do André Freire, mas não achei simpático escrevê-lo lá em cima.

    • Pedro diz:

      “Não há dúvida que o povo grego se revolta contra o centrão e apoia massivamente os partidos à sua esquerda”

      “massivamente”? Olha para os números do post. Lembra-te que só a verdade é revolucinária. KKE e Syriza nunca serão governo. O ND fará aliança do o LAOS e, se precisar, dará um ministério à Esquerda Democrática. Mas podes sempre argumentar uma de três coisas:
      1 – Os dados recolhidos pelo Tiago, são afinal falsos.
      2 – O Povo votará de facto massivamente na esquerda
      3 – O povo apoio massivamente a esquerda mas não participa em eleições, que são um instrumento da burguesia.

  7. João Valente Aguiar diz:

    Acho que estás demasiado crente no synapismos e no syriza… Esquerda? Gajos que votaram favoravelmente (ou se abstiveram) o “empréstimo” da troika? Agora apresentam-se com um discurso de esquerda apenas porque o contexto da rua puxa para a esquerda. Importante é o KKE aumentar em cerca de 50% os seus votos e manter-se como um partido revolucionário de massas e que dirige a contestação contra o governo. Igualmente importante é a extrema-direita recuar como tem recuado. Os partidos sy’s só existem para impedir trabalhadores intelectuais e de “classe média” de se aproximarem do KKE. Nisso são exactamente iguais ao BE. Se o KKE não os ganhar (à base social) para o seu lado, rapidamente voltarão para a direita.

    • Rocha diz:

      Eu estou bastante esperançado com a Grécia, creio que se a reavivam e renovam novas e velhas formas orgânicas reformistas, comunistas e esquerdistas várias.

      A Esquerda Democrática é um reformismo mais claramente oportunista. A SYRIZA está à anos em crise de identidade, sendo de um reformismo mais naif, tende a ser puxada para a esquerda e para a direita pela luta de classes. Muitos reformistas estão a romper com o capitalismo, é sabido que a própria crise capitalista leva a pequeno-burguesia a dividir-se pelos dois lados da luta entre exploradores e explorados.

      Outras agremiações importantes parecem-me ser os esquerdistas da ANTARSYA e os Ecologistas Verdes, estes são grupos que já têm uma linha política mais interessante e mais afastada dos reformistas. A luta será a sua escola.

      Além disso no meu entender, todas as agremiações que evitem a pulverização dos esquerdistas numa sopa de siglas são positivas. O que o povo grego precisa menos agora é confusão, precisa sim é de claridade para ver muito bem quem é quem na política grega.

      • João Valente Aguiar diz:

        Genericamente de acordo com o teu comentário. Mas quando mencionas que estão “muitos reformistas a romper com o capitalismo” estás a referir-te a quem e em que condições isso está a ocorrer?

        • Rocha diz:

          Refiro-me às organizações pequeno-burguesas reformistas que se estão a esfrangalhar, nomeadamente a partir da SYRIZA e a alguns transfugas do PASOK. Em primeiro lugar pela insustentabilidade de continuar a defender o “projecto de capitalismo europeu” (também conhecido por União europeia e zona Euro) e na Grécia como na restante Europa as burguesias não encontram outro projecto (a não ser o fascismo talvez), as pequeno-burguesias ainda menos.

          Para ser mais preciso eu refiro-me a uma crescente ruptura com o “projecto de capitalismo europeu”.

          Eu creio que há um processo inverso ao percurso do partido comunista italiano, depois eurocomunista e depois partido despudoradamente burguês (PD). O reformismo na Grécia está fracturado de diversas divisões entre as quais cisões e mais cisões, mais e mais à esquerda.

          A burguesia que sempre contou com estas camadas começa a sentir-se um pouco desdentada. Sei que o reformismo tem muitas vidas, aparentemente até mais que o próprio capitalismo, mas não há dúvida que está numa crise profunda.

    • RG diz:

      E o curioso é o seguinte: não há jornal que não perore sobre o congresso da Inter e do novo secretário-geral, desde o Público ao correio da manhã tudo perora, blogues da direita e da esquerda democrática também. De comum têm todos, o Carvalho da Silva é que era (e até pode ter sido), o Arménio Carlos é um boneco, quem manda é o PCP, etc e etc. Todos reconhecem que a CGTP é uma organização preparada e mobilizada para enfrentar o poder dominante, mas todos têm uma ideia de que esta organização deveria ser. O ridículo do quql não se dão conta é que não lhe passa pela cabeça sequer que a CGTP só é aquilo que é porque uma grande maioria dos eleitos pelos trabalhadores sindicalizados elegem delegados que também são do PCP e que estes não praticam um sindicalismo de compromissos com quem apenas exige dos trabalhadores sem dar rigorosamente nada que lhes acrecente e que mais não é do que ceder aos limites da decência.

    • RG diz:

      Não foi o Bloco que em Portugal votou favoravelmente os termos da concessão do empréstimo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, FMI e Comissão Europeia à Grécia?

  8. Mário Reis diz:

    Á cautela lá surge a “esquerda democratica”, sempre estes conceitos FDP, uma espécie de mercenários de reserva das tramóias de cariz social-democratizantes, que tudo questionam, para tudo (a exploração e a opressão) ficar na mesma.

  9. Carlos Carapeto diz:

    No atual contexto politico não é desejavel que a esquerda Grega conquiste o poder.

    Seria condenar-se ao suicidio de muitas formas. Lá tal como cá ou em qualquer outro país da Europa, hoje apenas pode interessar à esquerda alcançar resultados eleitorais que bloqueiem os desmandos dos serviçais do grande capital.

    É uma ambição muito perigosa, desejar que um partido de esquerda assuma o poder nesta Europa de titãs financeiros.

    Primeiro temos que esperar (e contribuir)para que eles se desentendam, aí sim; é chegada a nossa vez.

    Ninguém se iluda em pensar que chega lá com eleições.

    • Rafael Ortega diz:

      “Ninguém se iluda em pensar que chega lá com eleições.”

      Essa frase revela o quão tenebrosa é a mente de quem a proferiu.

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