Baixar salários para gastar no golfe

Este ajuste directo realizado pelo Banco de Portugal para a compra de, passo a citar, “Equipamento para golfe” no valor de 5.115,70€ e noticiado no i é inacreditável.
Vamos ver se aparece uma justificação.

P.S. – Entretanto parece que esta notícia já circulava aqui.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

22 Responses to Baixar salários para gastar no golfe

  1. Dédé says:

    Justificação? Arranja-se sempre uma, por exemplo:
    A justificação para o “ajuste directo” é o montante, cerca de 5000 euros, não justificar concurso público.

  2. Anónimo says:

    Só tenho pena que este caso, e outros semelhantes, não mobilize os movimentos cívicos para organizar uma resposta eficaz que passe, por exemplo, pela instauração de um processo em tribunal (não deverá ser difícil a um bom grupo de advogados encontrar uma forma de dar início ao processo).
    Prefere-se o mediatismo inconsequente das petições online, das assembleias abertas, acampadas, …

    • Anónimo says:

      Só para dar um exemplo, no caso do trabalho encomendado a João Pedroso, até a (ex-)ministra da educação vai ter de responder em tribunal. Por isso repito: por que é que não se constitui uma equipa de advogados (financiados pelos diversos movimentos cívicos e contribuições anónimas que conseguissem angariar) que se dedique a analisar este casos de “má despesa” e a instaurar processos em tribunal até que os responsáveis por esse tipo de despesa aprendam? Sempre era mais produtivo e eficaz, repito, que acampadas e afins.

      • Tiago Mota Saraiva says:

        Anónimo, se seguir este link (http://5dias.net/tag/parque-escolar/) verá um processo de má despesa pública que parece um buraco negro. Todas as fiscalizações que se aproximam, desaparecem.

        • Anónimo says:

          Não se trata de fiscalizações “oficiais” internas mas de processos em tribunal patrocinados por associações cívicas.
          No fundo a minha proposta é: organizar uma equipa de advogados financiados por doações recolhidas em permanência via Internet (com publicação na Internet das respectivas despesas) que se dedique a analisar potenciais casos de “má despesa” pública e, sempre que juridicamente possível, a instaurar processos aos seus responsáveis. No fundo, não seria muito diferente do espírito da Auditoria Cidadã à Dívida (já agora, o que é feito desta?) mas, ao contrário desta, com efeitos práticos visíveis: processos em tribunal!
          Apesar de tudo, como sugere o processo João Pedroso, os tribunais ainda vão funcionando, quanto mais não seja para tornar ainda mais visíveis os casos de “má despesa”.

          • Pedro Bergano says:

            Fónix, meu! Vives em Marte!?!?!?!

            Então pedófilos e corruptos condenados andam à solta e tu vens com cenas do “bora lá fazer a queixinha ao tribunal”…?

            És um tangas! a Tua obcessão pelo suposto “contraponto” às “acampadas” revela bem que o teu objectivo é desviar a luta de classes para as cócegas judiciais.

    • notrivia says:

      Totalmente de acordo!
      O problema é que o pessoal prefere sempre ficar na zona segura.
      Abrir processos significa entrar em zona tumultuosa.
      A grande maioria das pessoas nos movimentos cívicos e em geral preferem não levar as coisas tão a frente.

  3. Desculpem mas… o que é um carrinho de golfe de 5.000€ no meio do vasto (vastíssimo) património do Banco de Portugal? Oh meus amigos…

  4. donatien says:

    E oiFoi busca-lo a um blogue …LOL

  5. Antes de nada, há que ver que golfe é um desporto que identifica na sua essência a sociedade portuguesa e assim sendo este foi um excelente investimento cultural.
    Depois e caso não saibam este é um projecto pioneiro encabeçado pelo Banco de portugal e a EDP conjuntamente com outras empresas menores, para dinamizar os transportes eléctricos de uso privado que farão com que o país dependa apenas, e apenas de si, usando energias renováveis.
    Para terminar, e vendo a quantia investida num plano tão ambicioso como este, até sai mui barato, uma pechincha.
    Não vale a pena criticar!
    Se o estado se apropriasse de todos os carros de luxo, e isto pode ser relativo, e os vendesse para investir em transportes públicos, limpava um fosso existencial na cabeça de uma maioria de portugueses e o ar que respiramos agradecia porque os que respiram nem se dão conta.

    Abraços!

  6. kirk says:

    Há muitos filhos da puta que se habituaram a tratar a coisa publica com a sua coutada privada. Fazem-no sem qualquer pingo de vergonha porque se habituaram á impunidade. As leis têm tantos buracos que é facilimo contorná-la recorrendo a falhas processuais; nem sequer estão preocupados em arranjar provas de que nao existe crime; para o criminoso de colarinho branco português, verdeiro filho da puta entre os filhos da puta-mor, a defesa em tribunal passa por explorar os buracos da lei para escaparem á prisão. Veja-se o caso do Isltº.. Para este malfeitor e para o seu advogado não interessa provar que o gajo nao cometeu qq crime mas interessa é aproveitar apenas as falhas que a lei lhe concede para, embora tacitamente admitir os crimes de que é acusado, escapar ás grades. Escusado será dizer que esses filhos da puta têm dinheiro suficiente para pagar a advogados que cobram fartos honorários e cujos procedimentos vão protelando sucessivamente as decisoes dos tribunais até atingirmos aquela pérola do nosso sistema legal e que é a prescrição do crime. Ou para falar num caso mais paradigmatico, não posso deixar de estabelecer um paralelo entre o caso Madoff nos USA e o caso BPN em Portugal. No primeiro caso, passado um ano, o assunto tinha sido arrumado pelas autoridades judiciais norte-americanas; no caso BPN ainda ninguém foi julgado ao fim de seis ou sete anos e entretanto o contribuinte já desempochou 5 mil milhoes para pagar a falencia do banco. Filhos da puta!
    Se aqueles que roubam pacotes de leite ou de bolachas nos supermercados tivessem dinheiro para advogados assim, estaria garantida a falencia das grandes superficies.
    Mas não é apenas de Isltº’s que vive a vergonha do nosso sistema legal. Há outros tratantes acoitados em outras organizaçoes desde o PS até ao CDS (estou a lembrar-me de Prts e de V*r*) que vivem perfeitamente com a vergonha de verem sobre si recairem suspeitas de corrupção.
    A impressao que cada vez mais fica é de que as leis sao feitas para livrarem a água do capote áqueles a quem o poder está destinada e que o têm partilhado ao longo dos anos.
    De certeza que há uma justificação perfeitamente legal para o equipamento de golfe.
    Pode ser imoral, mas é legal. Esta é outra actividade em que os tugas são bons; a unica condição necessaria é a falta de vergonha. É vê-los clamar a sua inocência e acenar com a lei que dizem respeitar.
    Como ensina Cavaco, o homem mais virtuoso da nação.
    Ai Portugal, Portugal….
    K

  7. Bolota says:

    A dona do FMI ainda rompia meias solas com cardas e tudo.

  8. A.M. says:

    Tiago, sente-se bem?
    Ajuste directo, € 5.000, qual é o problema?
    Ensandeceram?

  9. Julia says:

    Já viram isso? As pessoas julgam sem saber…aliás, o Banco de Portugal nem dinheiro do Estado recebe, é independente. O Governo está a se aproveitar da situação para mudar o “foco”.

    http://www.bportugal.pt/pt-PT/OBancoeoEurosistema/ComunicadoseNotasdeInformacao/Paginas/combp20120127.aspx

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