Plenário dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa: rumo a uma grande greve dos transportes, a 2 de Fevereiro.

 

 

 

 

 

 

 

Foto de Paulo Machado

Os trabalhadores dos transportes lutam por todos nós. Contra a destruição do serviço público de transportes. Luta tu também por eles. Divulga e exprime solidariedade com a greve.

Ah, e quando ouvires falar da burocracia dos sindicatos, lembra-te desta fotografia. E pergunta-te que fará pela luta dos trabalhadores, nas empresas, quem tão doutas palavras pronuncia.

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22 Responses to Plenário dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa: rumo a uma grande greve dos transportes, a 2 de Fevereiro.

  1. A burocracia dos sindicatos vai entrar em greve? Parece-me uma excelente notícia.

  2. Rafael Ortega diz:

    Deixei de usar o Metro. Prefiro andar a pé vinte minutos do que contribuir para esta malta.

    Uma greve no início do mês é estranho. Normalmente costumam esperar que as pessoas paguem o passe.

    • De diz:

      “Costumam esperar que as pessoas paguem o passe”
      Tem graça…este é o mesmo comentário que ouço a algumas avantajadas “tias” que se rebolam pelos circuitos públicos em dias de luta dos trabalhadores.
      Como se estes,os que trabalham, tivessem algo a ver com os que os exploram.

      Ficamos assim a ver um pouco mais a “figura” deste Ortega.
      Uma espécie de “tia”.
      A fazer o papel de “informador” oficioso da realidade laboral…
      (e enquanto vai votando nos que nomeiam as administrações empresariais ?)

      • Luis Almeida diz:

        É isso mesmo, caro De. Já não “apenas” uma questão de salários e direitos ( sim, direitos duramente conquistados! E ao longo de várias gerações ), é também uma questão de dignidade.
        Estes senhoritos, tão distantes do mundo do trabalho metem nojo.
        Pior do que cagarem-nos em cima é nós começarmos a gostar disso…

      • Rafael Ortega diz:

        O senhor(a) está adoentado(a)?

        Normalmente é tão enérgico a insultar aqueles de que discorda e desta vez só se lembra de chamar “tia”?

        Isso é só ligeiramente desagradável, nem se pode considerar insulto…

        Ai De… Está a perder qualidades…

        Ou fui eu que disse uma coisa tão inofensiva e insignificante que nem mereço ser chamado “faxiiiiiiiiista”?

        • De diz:

          Sorry Ortega se não correspondi às expectativas.
          Se calhar foi por já ter pago o passe.
          Ou se calhar foi por não ter pago ainda o passe

          “faxiiiiiiiiista”?
          Está equivocado.Nunca lhe dei esse qualificativo.Nem o de fascista,tão pouco.Nem a si nem a praticamente ninguém.
          Sorry
          (essa mania de se auto-etiquetar para poder comentar está ao mesmo nível das motivações apresentadas para o agendamento das greves,não?)

          • Rafael Ortega diz:

            “Está equivocado.Nunca lhe dei esse qualificativo.”

            Peço desculpa então.
            É que é um “insulto” tão utilizado neste espaço que confundi o utilizador.

  3. Álvaro diz:

    que comentários destes dois…um a penitenciar-se pelo seu passado o outro a lamber as botas ao dono. O que vos preocupa, é que a luta organizada destes trabalhadores, no seu sindicato de classe, conduzirá, à derrota dos parasitas que roubam o país. E se for preciso, vocês serão “atropelados “neste caminho.

  4. Neste momento, a única coisa a ser atropelada são as regras de pontuação da língua portuguesa, nesta caixa de comentários.
    Agora a sério, se as coisas vão todas assim tão bem, qual é a necessidade do comentário mesquinho sobre “os que falam da burocracia sindical”? Não deveria a justa luta dos trabalhadores chegar e sobrar para os calar? Ou será que é precisamente em plenários destes que os limites da burocracia sindical se vêm evidenciados?

    • Pedro Penilo diz:

      Não, Ricardo, as coisas não vão nada assim tão bem. Precisamente: não vão bem. Quem não tem consciência das dificuldades imensas de fazer hoje acção sindical de classe, diária, organizada, politicamente consequente e produtiva, só alguém que se encontra desprovido dessa carga de trabalhos, responsabilidades e preocupações pode com ligeireza criticar os sindicatos, a CGTP e “a burocracia sindical”. Alguém que pede greves gerais a todo o momento ignora certamente que este trabalho – a que, por acaso, se chama ouvir os trabalhadores e mobilizá-los – tem de ser feito e que ele requer tempo e esforço.

      É que “a justa luta dos trabalhadores” não são cinco palavras. É uma realidade complexa, muitas, demasiadas vezes ocultada, e com muito menos projecção mediática que certos números de circo. E tem de se fazer, ouvindo gente que devia trabalhar para ajudar, e que a maior parte das vezes não demonstra na prática a “sua verdade” de forma nenhuma, a falar da “burocracia sindical”. Eu sei que isto parece fora de moda, mas para mim a força do exemplo conta muito. Que se mexam, e mostrem na prática como é que se faz. Quem assim faz, tem de mim respeito.

      Tu optas por adjectivar de “mesquinha” a minha defesa daqueles que no terreno fazem o que mais ninguém faz. Podias ter feito outra escolha.

      • Luis Almeida diz:

        “… ignora certamente que este trabalho – a que, por acaso, se chama ouvir os trabalhadores e mobilizá-los – tem de ser feito e que ele requer tempo e esforço.” É assimmesmo, Pedro Penilo. Quem assim pensa acha que as greves são decretadas pela Intersindical e os trabalhadores como rebanho obedecem.
        Muitos acham paternalismo serem os brancos a lutar pelos direitos cívicos dos negros. Paternalismo os homens lutarem pela emancipação das mulheres. Mas não acham paternalismo a direcção de uma central sindical se substituir aos trabalhadores na luta. Não percebem que um sindicato é fraco ou forte conforme a força que os trabalhadores lhe conferem…
        Nunca devem ter lutado por nada, no terreno concreto e com as pessoas concretas, pobre gente que nunca passará de bem pensante, à acção…

      • Vasco diz:

        O Ricardo optou, sim, Pedro. Optou como disseste. Novamente.

        Um abraço

      • Há muita coisa entre o céu e a terra que tu desconheces, Pedro. E por isso, a tua insistência no trabalho de mobilização que uns fazem e outros não soa a uma retórica vazia. Por sinal, no que respeita à última greve geral, participei em plenários e integrei um piquete no sítio que mais próximo se encontrava de ser o meu “local de trabalho”.
        Mesquinha é esta invocação, a despropósito, dos que “criticam a burocracia dos sindicatos”. Seguramente nunca me ouviste criticar a realização de plenários em locais de trabalho. E a parte das greves gerais pedidas a todo o momento parece-me melhor dirigida a outros companheiros teus aqui no 5 Dias do que a mim. Mas é muito mais fácil fazer uma amálgama, certo? Leio o que tu escreves e só encontro moralismo e uma convicção absolutamente insustentável de que a única forma de fazer as coisas funcionar é aquela que te é familiar. Todas as outras são “números de circo”.
        Para que fique inteiramente clara a minha posição: pessoas que fazem do sindicalismo uma carreira não contribuem para que a luta dos trabalhadores se consolide e seja capaz de derrotar as manobras do patronato. Abelhinhas livres a voar para vocês todos.

        • De diz:

          A questão afinal é da carreira
          Não das carreiras que o governo,com o sorriso conivente e despudorado dos candidatos à privatização dos transportes, se aprestam a abolir…
          mas sim da outra..ou das outras

          abelhinhas livres a voar…para todos nós?
          Tudo bem,desde que se fale nas ditas e não nos ditos.

        • Pedro Penilo diz:

          Ricardo, o texto não te era dirigido pessoalmente. Foste tu que assumiste o papel da (tua) defesa. Não percebo porque é que invocas a tua presença em plenários ou nos piquetes, que não são postas em causa. Nem porque me alertas para o facto de eu desconhecer muita coisa. Ou porque concluis essa coisa óbvia de haver no 5 Dias quem, melhor do que tu, pudesse enfiar a carapuça.

          Aliás, essa reacção é estranha, porque pressupõe algo de insustentável: que eu estaria na disposição de defender qualquer coisa que se publicasse aqui na tasca. Pressupõe que o 5 Dias seria um “blogue-partido”, onde cada um defenderia a mesma coisa que o vizinho. Ora, aqui há mais variedade de opinião do que num blogue que tu frequentas.

          Ou seja, essa tua premissa é ela sim “burocrática”. Primeiro, porque assume a defesa de um ataque que não existiu: a ti e à tua intervenção sindical. Segundo, porque alegas em tua defesa aquilo que precisamente eu sei: de que há no 5 Dias quem seja merecedor desta crítica. Lutas com fantasmas.

          Acontece que, discordar politicamente com a orientação de um sindicato ou de uma central sindical, não faz dos teu adversários políticos “burocratas”. Essa é uma linha de abordagem pouco exigente. Porque ilude o facto de haver diferenças essenciais, de entendimento do que deve ser um sindicato, a sua forma de organização e a sua estratégia, que se confrontam, e em que uns perdem e outros vencem. E, como muito bem sabes, neste combate os resultados são os mais variados. Felizmente, na minha perspectiva, no cômputo geral, os trabalhadores têm decidido maioritariamente a favor das listas onde estão os comunistas.

          Que, coincidência, são aqueles a que invariavelmente, amalgamando, se atribui o adjectivo de “burocratas”.

          E se chamas moralismo à exigência de exemplo, podes ter a certeza, por muito careta que te possa parecer, é isso mesmo que eu exijo: mostrem lá resultados práticos, vigorosas e alegres organizações, pujantes lutas cheias de imaginação, e revoluções feitas só com gente genial!

          • Pedro, eu não assumi nada. Tu é que, completamente a despropósito, resolveste misturar no mesmo post o contentamento por um plenário sindical com uma referência a essa gente maldosa que fala da burocracia sindical. E consegues o feito extraordinário de me garantir que não está em causa a minha participação nisto ou naquilo depois de teres escrito isto: “Quem não tem consciência das dificuldades imensas de fazer hoje acção sindical de classe, diária, organizada, politicamente consequente e produtiva, só alguém que se encontra desprovido dessa carga de trabalhos, responsabilidades e preocupações pode com ligeireza criticar os sindicatos, a CGTP e “a burocracia sindical”.
            No fundo, e tudo bem espremido, sustentas que só quem não sabe daquilo que fala é que pode considerar que existe um problema de burocratização no movimento sindical.
            Acho que aqui não estamos a debater porque não te apetece debater. É um direito e, evidentemente, há coisas mais importantes na vida para investir tempo e energia. Encontramos-nos na frente de batalha. Do mesmo lado, espero.

    • Vasco diz:

      O que é que este plenário – e muitos outros por esse país fora, promovido pelos sindicatos da CGTP – tem de burocrático? O Ricardo deve gostar mais do Negri, com o discurso dos «jovens livres como passarinhos», que se organizam como «abelhas»… Tretas!

  5. Álvaro diz:

    Pedro, são tudo opções de classe! para alguns, um chavão velho, ortodoxo e cheio de burocracias. Para outros, é o motor de transformação da realidade. Uns assumem na vida essa condição, outros vendem-se por mediatismos. É assim. Mas com o tempo, aqueles que se enganam e vão atrás dos “bons falantes”, também se apercebem da mentira que eles representam. Nesse dia, fazem uma opção, a de classe!

    • Vasco diz:

      Boa Álvaro, bem dito. Uns pela direita outros pela “esquerda”, todos atacam a mais poderosa arma dos trabalhadores – a sua organização autónoma!

  6. Ricardo Peres diz:

    Meus senhores. Não sei porque vão em cantigas de um gajo que se diz defensor dos direitos dos trabalhadores do Metro. Essa pessoa não passa de um grande aproveitador dos colegas. Nada faz e recebe o salario, porque os outros colegas que descontam para o sindicato. (PAULO MACHADO). Esta pessoa com um ar de caricato e ate transmite ter ar de uma excelente pessoa. Não e nem mais nem menos de um oportunista, aproveitando-se das pessoas credulas. NADA FAZ E RECEBE SOBRE AQUILO QUE DESCONTAM.
    Se sabem que e assim denunciem este tipo de parasitas. Com estes tipo de parasitas não há sindicato que va algum sitio.

    Bem hajam a todos

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