Parabéns (e um desafio a) Raquel Freire

Parabéns Raquel Freire, pela ousadia das tuas crónicas e, em particular, pela classe que evidenciaste na hora da despedida.

Mas deixo-te um desafio…

Estive 3 meses a estagiar na Antena 1 e, tal como também deixaste claro, tive o privilégio de trabalhar com excelentes profissionais. Gente de valores que age de acordo com a sua consciência e com os princípios mais elementares da independência e da deontologia jornalística. Gente que seguramente está tão ou mais indignada do que nós e que sente na pele o desconforto das críticas fáceis que confundem a importância do serviço público com instrumentalização. Instrumentalização essa que, na realidade, tanto pode acontecer no público, como no privado, especialmente atendendo à acumulação de meios de comunicação social em grandes grupos económicos, que por sua vez podem ter fortes ligações ao poder político (isto anda tudo ligado, como também diz o Sérgio Godinho, que tão bem citaste).

Assim sendo, porque importa acabar com toda a bruma que rodeia este caso, queria pedir-te se podias explicar de forma sucinta o que sabes sobre o fim desta crónica, sobre como tudo se processou. Para que se perceba de que forma é que a mão invisível da censura atravessou tudo isto, quem terá responsabilidades e quem é inocente e para que não falte aquilo que tantas vezes escasseia neste país: transparência.

P.S: Os parabéns pela ousadia estendem-se naturalmente a Pedro Rosa Mendes.

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