O “acordo”

Contrariamente à ideia que o governo e os patrões têm procurado fazer passar junto da opinião pública, com conivência da UGT, o chamado “Acordo”, que tem a designação “Compromisso para o crescimento, competividade e emprego” com o objectivo de ocultar os seus verdadeiros objectivos já que não vai determinar nem crescimento, nem mais competividade, nem mais emprego; até porque ignora os problemas mais graves da economia portuguesa – quebra significativa do mercado interno; falta de financiamento da economia; aumento das desigualdades – só os agrava, provocando mais desemprego e a transferência de uma parte dos rendimentos do trabalho para os patrões.
A nível de apoios às empresas, os constantes no “Acordo” (1.500 milhões € para PME; empréstimo de 1000 milhões € do BEI para empresas beneficiárias do QREN), destinam-se quase exclusivamente às empresas exportadoras. E isto apesar da quebra acentuada na taxa de crescimento das exportações portuguesas em 2011, e de se prever, em 2012 a recessão económica nos principais parceiros comerciais de Portugal, o que vai agravar ainda mais as dificuldades às exportações. Apesar disso insiste-se nas exportações como o único meio para enfrentar a crise. Enquanto se insiste na mesma politica cujo fracasso é evidente, Portugal gastou em 2010 (em 2011 nada se alterou) 2.757 milhões € com a importação de”animais vivos e produtos do reino animal; 2.277 milhões € com a de “produtos do reino vegetal”; 3.296 milhões com a de “matérias têxteis e suas obras”; 515 milhões € com a de calçado; 786 milhões € com a carnes; 1.251 milhões € com peixes e crustáceos; 498 milhões € com leite e lacticínios, ovos de aves, mel natural, etc.; 293 milhões € com produtos hortícolas; 510 milhões € de frutas. Portanto, bens que, com um apoio eficaz às empresas que produzem para o mercado interno, podiam ser produzidos no país. No entanto, no “”Acordo” esta importante matéria não é tratada nem são incluídas medidas para promover a produção nacional, a não ser campanhas de sensibilização.
Outro problema grave que não é tratado no “Acordo” é a quebra continuada do crédito às empresas e às famílias por parte da banca. Segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal, nos últimos 6 meses de 2011 (Maio/Nov2011), o credito às empresas e às famílias diminuiu em todos os meses, sendo o das empresas, em Nov.2011, inferior ao de Maio em -1.308 milhões €, e o das famílias em -1.824milhões €. Isto está a contribuir também para o estrangulamento da economia portuguesa, para a falência de milhares de empresas, e para o aumento vertiginoso do desemprego, pois não há economia que funcione sem crédito. E o funcionário do FMI na “troika” continua a afirmar irresponsavelmente que não vê problemas de falta de crédito à economia, e o governo PSD/CDS segue-lhe as pisadas.
As medidas concretas do “Acordo” visam, por um lado, transformar a precariedade num modo permanente de vida para o trabalhadores portugueses e, por outro, baixar ainda mais os rendimentos do trabalho em Portugal, através dos despedimentos individuais com a justificação de diminuição da produtividade; da redução das indemnizações por despedimento; da diminuição do valor e da duração do subsidio de desemprego; de trabalho gratuito (redução de 3 dias ferias e de 4 feriados sem aumento de retribuição) em beneficio dos patrões; da criação de um banco de horas imposto pelo patrão cuja utilização poderá abranger o sábado sem que o trabalhador tenha direito a qualquer acréscimo de remuneração; de subsídios, pagos pela Segurança Social, aos patrões pela “criação” de emprego precário e com baixos salários. Segundo o ”Acordo”, passará a constituir motivo para despedimento a “verificação de uma modificação substancial da prestação realizada pelo trabalhador”; a indemnização máxima por despedimento é reduzida para apenas 12 salários ou para 240 salários mínimos (é escolhido o valor menor), com excepção dos trabalhadores que, em Nov.2011, tivessem direito a um indemnização superior, cujo valor fica congelado; o valor e duração do subsídio de desemprego é reduzido, podendo atingir metade do valor actual; reduz também para metade o pagamento por trabalho complementar. Com o pretexto de promover a criação de emprego, concede aos patrões um subsidio, pago pela Segurança Social, que pode atingir 419€/mês, durante um período de 6 meses, por cada desempregado contratado inscrito em centro de emprego há pelo menos 6 meses. No 3º Trim.2011 existiam 456 mil desempregados nesta situação, portanto os patrões ficam com a possibilidade, só por esta via, de “sacar” no limite à Segurança Social mais de1.146 milhões €. E têm o direito a este “apoio financeiro independentemente do modelo contratual”, e de haver “criação liquida de emprego” apenas durante o período de duração do contrato que, evidentemente, poderá ser de 6 meses pois o seu controlo é apenas “durante a concessão do apoio financeiro”. É um autêntico maná para os patrões que não fica por aqui. O “Acordo” promove a redução de salários pois inclui o pagamento, pela Seg. Social, ao trabalhador de uma parte do subsidio de desemprego (50% nos 1º seis meses, e 25% nos 6 seguintes) se aceitar um emprego com um salário muito inferior ao subsidio de desemprego; cheques de formação para as empresas, etc.. As “reformas estruturais”, ou o “paraíso” prometido por Passos Coelho e pela “troika estrangeira”, constantes também do “Acordo UGT/patrões/”, tão elogiado por toda a direita, só poderá trazer mais recessão económica, mais desemprego, mais desigualdades, e mais pobreza aos portugueses Como afirmou Joseph Stliglitz, prémio Nobel da economia, em visita a Portugal,: “Estas medidas ao agravarem as desigualdades, reduzem o mercado interno, e agravam a crise. Muitas vezes, essas políticas são sinónimo de diminuição de salários, e isso, num ambiente já contraccionista, só agrava a recessão”.(Público, 18.1.2012). Mas os jornalistas e os economistas afectos ao poder, com acesso fácil aos media, estão cegos para tudo isto e só elogiam.

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30 respostas a O “acordo”

  1. Samuel B diz:

    Boa tarde,

    Esqueceu-se no seu post de indicar que o Stliglitz também afirmou que para a Grécia e para Portugal a austeridade seria a única forma de corrigir os desiquilibrios macroeconómicos.

    Do seu post, para quem entenda da dinamica da economia e mais precisamente do comercio internacional, até parece que defende que os preços “subsidiados” são benéficos para um país a medio e longo prazo. Até parece que não sabe que isso tem um benefício apenas no curto prazo. Até parece que não sabe que isso iria aumentar ainda mais os nossos desequilíbrios macroeconomicos. Até parece que não sabe que isso (preços subsidiados e “tabelados”) não promove a inovação, a eficiência e a eficácia. Até parece que não sabe o comercio (seja internacional ou interno) é um produto cujo resultado é positivo ou nulo. Até parece que não sabe que a rigidez de um mercado, seja qual for, é ineficiente, pouco económico e que não promove o seu desenvolvimento. Até parece tanta coisa que me custa acreditar que não sabe.

    • kirk diz:

      Vejamos, o texto limita-se a apontar uma série de decisões que o autor acha graves limitaçoes ao desenvolvimento economico e geradoras de injustiça social para quem trabalha; nao fale em preços subsidiados, nao faz referencias a inovação, eficácia ou eficiencia, não emita qq juizo sobre comercio internacional ou interno, nao diz uma palavra sobre rigidez de mercado, emfim uma série de coisas que Vc põe no seu comentario e q nao estão lá abordadas. Depois o texto cita uma série de dados referentes a importaçoes ilustrando o descalabro em que se encontram a agricultura e as pescas portuguesas e que Vc ignora. Fala num rosário de apoios a conceder aos patroes que supostamente irão contribuir para o desenvolvimeto economico apesar de o BdeP já ter alertado para um crescimento negativo este ano, o que significa que não é por encher ainda mais os bolsos dos empresários que se fará a retoma da economia. E etc, etc.. Isto é você dá mesmo a ideia que não leu uma linha do texto e depois poe-se com sarcasmos, quando sabemos que para se ser sarcastico é preciso saber e nao parece ser o seu caso, dado que na sua resposta não comenta qq das questões que estão claramente implicitas no “post”.
      E se você lê-se novamente o texto e criticasse a abordagem que o Eugénio Rosa faz do “Acordo” pomposamente chamado “Compromisso para o crescimento, competividade e emprego”? A não ser que o seu interesse seja apenas o de dizer mal mas para isso escusava de gastar 176 palavras.
      Eu sou capaz de dizer mal do seu comentário em três palavras, porra!
      K

      • Samuel B diz:

        Kirk,

        Felizmente não tem razão. E não tem razão porque aquilo que eu escrevi seria a consequência dos lamentos do autor do Post. Ficava bem mais dificil explicar tudo tim-tim por tim-tim. Assim, optei por referenciar que os lamentos do autor do post são infundados e por terem as consequencias que descrevi não seriam bem-vindos. antes pelo contrário, como verificou pelo sarcásmo.

        Percebo que seja um pouco dificil de compreender: “Então mas ele fala em eficácia e eficiência e o autor do post não?”; “Então mas ele fala nos preços tabelados e o autor não?”.

        A importação de bens, sejam eles quais forem (na maioria das vezes) é feita ou por necessidade (não se fabrica cá) ou porque são simplesmente mais baratos (com claros beneficios para o consumidor). Para além das regras inerentes à subsidiação diretas aos agricultores ter que ser respeitada, os preços decorrentes desses produtos seriam “subsidiados”, levando a que os agricultores não procurassem metodos mais eficientes e eficazes de produzir porque estão “protegidos” pelos “apoios” do Estado (com claro prejuizo para os contribuintes e para os consumidores).

        Como vê, este é apenas um exemplo que demonstra que a subsidiação e o “apoio” do Estado não é eficiente, não é eficaz e é uma barreira à entrada de novos produtores.

        Mais acrescento que as medidas do acordo são um reflexo, porventura algo exageradas, de 3 décadas de absoluto autismo no que respeita às relações entre empregador e empregado. Onde o primeiro é sempre visto como explorador e o segundo como explorado. Esta assunção das relações laborais minou e limitou por completo o desenvolvimento no nosso país. Infelizmente, no nosso país existe muito poucos casos (de grande impacto, claro), se não mesmo apenas um, onde esta relação é feita de forma compreensiva. É o caso da autoeuropa. Onde os sindicatos não têm qualquer intervenção nas relações entre empregador e empregado, com os resultados que se conhece: Melhor produtividade (não é isto que estamos a precisar?) de todas as fábricas da WV da Europa. Como vê, provavelmente, o que precisavamos era de coragem para que os sindicatos defendessem verdadeiramente os trabalhadores. Do que vale os aumentos e tal se a empresa passado 6 meses vai à falência? do que vale lutar por direitos adquiridos se estes não são sustentáveis. E os que estão desempregados? E os jovens (mais bem preparados e mais dinamicos)?
        Isto de ser sindicalista deveria ser objeto de um curso superior, porque pelo o que vejo os atuais chefes dos sindicatos têm muito pouco para oferecer a todos, empregados e desempregados. Para além de seguirem uma agenda política, o que a meu ver ainda é mais grave porque significa que não seguem os interesses dos trabalhadores mas sim da sua agenda (partido).

        SB

        PS: Apenas um comentário direto ao que escreve: “…Fala num rosário de apoios a conceder aos patroes que supostamente irão contribuir para o desenvolvimeto economico apesar de o BdeP já ter alertado para um crescimento negativo este ano, o que significa que não é por encher ainda mais os bolsos dos empresários que se fará a retoma da economia….” Esta sua conclusão é totalmente despropositada!!! Porque não conclui o seguinte? …o que significa que se não encher os bolsos dos empresários o crescimento seria AINDA MAIS NEGATIVO…”

        É a questão de ver sempre o copo meio vazio…

        • De diz:

          “Lamentos do autor do post?”
          Mas este deve estar a brincar.
          Aqui há dias ´Samuel B foi “aconselhado” a ouvir atentamente esta entrevista:
          http://5dias.net/2012/01/17/armenio-carlos-debate-com-mario-crespo-nos-proximos-dias-suceder-se-ao-monologos-entre-todos-os-duques-para-convenientemente-higienizar-a-opiniao/

          A “resposta” dada pelo dito B foi a seguinte:
          “E está confuso, o meu caro. Considera que o “patego” do Mario Crespo levou uma lição ddo seu convidado. Olhe, eu ainda tentei ver mas passado 30 segundos de ouvir aquela lenga lenga de há 30 anos deu-me logo para mudar de canal”
          Ou seja, o dito cujo prescindiu de ouvir outrém…e vem para aqui com tiradas replicadas das sebentas do neoliberal Gaspar(que como se sabe é aprendiz do Friedman,uma figura sinistra ligada também como se sabe a Pinochet)?

          Vem assim pretender dar “aulas”?
          E falar nos “contribuintes e consumidores”?
          Vejam como ele foge do diabo da cruz de falar de quem trabalha.E da realidade inultrapassável que são estes quem produzem .Enquanto os detentores dos meios de produção…
          Vai daí…muda de canal ..e despeja-nos aquilo que os canais de informação ao serviço dos pulhas neoliberais nos gritam quotidianamente
          Enquanto vai debitando as boutades que esta malta sinistra não tem vergonha de repetir.Como esta:”E os jovens (mais bem preparados e mais dinamicos)?”
          E enquanto replica o sonho de patrão -reles, cobarde, criminoso- colocando em questão os sindicatos?
          Samuel B.Percebe-se que tenha pesadelos quando lhe falam em explorados e exploradores.Gaspar,Coelho,Belmiro têm a mesma reacção.
          Mas sabe?Esta é uma velha conversa.Tem muitos anos.E o paleio é sempre o mesmo,com variações menores.
          Sorry Samuel B.Quem minou o país foram maisd e 30 anos de governação ao serviço do capital.Agravada pela corrupção desmedida dos senhores do poder.Bem à direita do espectro partidário.
          O correr com esta corja e o seu castigo exemplar é também um imperativo ético.Para além de um desígnio económico e social
          O nome aos bois.Sempre.

          • Samuel B diz:

            Nem sei o que dizer (escrever)…

            Como quer que veja algo que não faz sentido, para mim claro. Pelo o que responde nem precisava, já que a retórica foi a mesma. A mesma de há anos. Ou não? Ou o candidato a candidato disse alguma coisa que já não tenha sido repetido por outros do seu clube? Foi o que eu pensei… Tudo igual e tudo na mesma.

            Tenho que lhe dar razão numa coisa: “…e vem para aqui com tiradas replicadas das sebentas do neoliberal…” Sim. sou neoliberal. Se entende que neoliberal é ser realista. O que dizer de si? Que defende um sistema que não deu frutos em nenhum país. Nenhum! E vem agora para aqui apontar o dedo e mais não sei o quê? Cheio de frases feitas e fetiches… O que lhe sobra de propaganda falta-lhe em argumentação. O sr. vive no país do devia ser (no seu pensamento) e não no país do que é. Está desfasado da realidade porque ainda vive na esperança de uma revolução para derrubar sistemas imaginários, que nem moinhos… O problema de contra-argumentar consigo é o problema de lutar contra o homen invisivel. Não o vejo porque não argumenta.

            Gostaria de ler alguma critica ao que escrevi e não ao que pensa sobre mim, porque isso pouco me importa e pouco importa aos leitores deste blogue. Mas imagino que deva ter muito que fazer com as suas pequeninas celulas cinzentas.

          • Samuel B diz:

            ” Ok Ok, e a redistribuição do rendimento? Impostos? salários!”
            Quanto a soluções estamos conversados, meu caro.

            “Não há dinheiro? Pelas nossas contas existe empresas com lucros elevadissimos”
            Epáááááá arrebenta a bolha!!!! arrebenta a bolha!!!! Os gajos fizeram contas! E elas deram lucros elevadissimos…
            Quanto à arrogancia estamos conversados, meu caro.

            PS: Se alguma vez for empresário, nunca na minha vida irei ter lucros elevadissimos, para investir e criar postos de trabalho. Ainda levo com voces… Livra….
            Quanto à vossa “realidade” estamos conversados, meu caro.

          • De diz:

            E vosmecê a dar-lhe.
            Ainda não percebeu que só o refiro na exacta medida do seu palavreado ofensivo?
            Que quanto à cantilena neoliberal já estamos fartos dela e que não é um fulano com intuitos eugénicos face à sociedade que fornece argumentos que valham mais do que um manguito?
            Como essa história dos ” E os jovens (mais bem preparados e mais dinamicos)?”
            (diziam o mesmo da raça ariana,não era?)

            Quanto ao seu direito de não ouvir um seu inimigo de classe tem-no todo(refiro-me ao sindicalista em questão).Mas não pode é,qual polichinelo com dotes de ditador, exigir que o escutemos mais aos seus velhos argumentos de patrão em busca de mais sangue,suor e lagrimas.
            É que tal discurso já foi repetido n vezes pela mesma corja.Ouvimo-la quotidianamente nos media.

            Percebeu agora?

        • kirk diz:

          Samuel
          Só me vou referir ao paragrafo das importaçoes do seu comentario
          Eu nao sei em que ano nasceu, mas presumindo que quando se encetaram negociaçoes para a adesão á UE você já sabia ler jornais, quero recordar-lhe que houve tempos em que o pais produzia a mairor parte do que comia da terra e do que comia do mar. Uma das moedas de troca para aceitar o pais nesse clube de especuladores que é a europa foi o abandono da agricultura e das pescas. Portugal praticamente nao tem frota de pescas digna desse nome e entretanto quem pesca nas águas da nossa ZEE são as frotas espanhola e doutros paises, aos quais depois temos que comprar peixe. Com a gricultura passou-se algo semelhante; o abandono dos campos estimulado pelos subsidos aos agricultores e pelo estabelecimento de quotas de produção que objectivamente visaram proteger agriculturas mais produtivas que a nossa, levou á necessidade de importar o que deixáramos de produzir, para gáudio dos agricultores doutros paises e dos intermediarios que importavam esses bens. Na verdade, e no limite, o abandono tanto duma como doutra actividades configura um crime contra a nossa terra porque se tratam de actividades economicas estrategicas para um país em que a industria tinha um enorme atraso face a outros paises. O senhor certamente nao ignora que não há pais que nao viva da terra. Se isso é válido para outros paises também o é para Portugal. Infelizmente o pais sempre foi governado nestes trinta anos por gente politicamente alinhada com interesses economicos que nao passaram por defender a independencia nacional, a troco de subsidos que encheram o bolso a uns quantos e serviram para encher o pais de obras que não produziram valor acrescentado nem produzem bens transacionaveis.
          A si só lhe falta mesmo é dizer que os agricultores portugueses e os pescadores não passam duns chulos e que vivem á custa da esmola alheia.

          K
          ps: uma ultima palavra para os subsidos aos patroes que no seu entender vao impedir que o crescimento negativo da nossa economia nao seja tão grave como seria se não recebessem esses subsidios. Talvez nao se lembre, mas o crescimento negativo de 3% foi calculado há já uns tres meses atrás. A julgar pelo que diz, não piorará agora que os patroes podem despedir á vontade, recebem subsidios para empregar trabalhadores a baixos salarios, vao ter mais uma ou duas semanas de trabalho gratis por ano e têm um banco de horas que lhes permitirá poupar até 150 horas extraordinárias por cada trabalhador, entre outras benesses. A somar a isto tudo ainda nao se ouviu uma palavra positiva sobre as perspectivas de crescimento da economia; aliás já se ouviram previsões mais catrastóficas.
          No fim do ano veremos quem se enganou

          • De diz:

            Chulos!
            Aí está um termo apropriado para designar estes “empresários” de meia tijela,cujos paradigmas são Belmiro ou Soares dos Santos,que arreganham o dente,enquanto vão tentando encher ainda mais a carteira.
            Obrigado pelo termo Kirk

            (E mais uma vez se sublinha que quem optou por tais políticas,denunciadas aqui também por Kirk, não tem perdão.Nem quem as executa na actualidade.)

          • Samuel B diz:

            Desculpe, mas queria competir com os campos agricolas franceses enormes (com escala) com o nosso campo retalhado (sem escala)? Desculpe, mas naquela altura havia jornais mas não havia comida, portanto não me venha com essa de que produziamos cá o que consumiamos. Quer mesmo comparar as condições de vida de 80/86 com 05/11?
            Olhe que perde… e por muitos… tipo barcelona… nem toca na xixa… Vá ao INE, vá ao eurostat, vá ao FMI, vá a OCDE, vá onde quiser. Não encontra uma linha sequer de melhores condições.

            Não se esuqeça que não depende de nós o sucesso da europa. Portanto, não mande areia para os olhos quando quiser fazer alusões à recessão europeia. Pensa que nós somos quem? Pensa que voltamos a tordesilhas? Têm muita graça, realmente. Vão utilizando as coisas quando vos dá jeito. Agora o FMI é um bacano. Quando o FMI diz que isto vai bem, daqui del rei D. Sebastião que vamos lá partir aquilo tudo, que eles só nos querem é roubar os gatunos, pá.

            disse e fui

          • De diz:

            Qual “xixa” qual meia “xixa”
            O desespero já o leva para o futebol e coisas do género?
            Ou de como a resposta de um neoliberal quando presente diante dos crimes cometidos pelos “amigos de peito” se resume a isto:”Xixa”,jornais e Barcelona.
            Uma tristeza pegada.

        • kirk diz:

          Samuel
          vá ver aqui
          http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=533545

          sobre o crescimento previsto, e depois conte-nos coisas.
          K

      • De diz:

        Brilhante kirk!
        Pateticamente um tenta juntar palavras para dizer o que o texto não diz.Enquanto tenta esconder o que Eugénio Rosa escreve.
        Métodos velhos em escrita de tonto?
        Não,métodos velhos em escrita de peralvilho neoliberal.A tentar espalhar o seu credo com o aprendizado na escola (de Chicago,claro).

        “Até parece que não sabe” estribilha o coitado.
        Sabemos,sabemos.Então não sabemos?
        Basta ver o esforço do coitado.
        O arrojo de escrever “para quem entenda da dinâmica da economia”…certifica-o como mais um candidato ao lugar de Catroga…
        (é o seu valor de mercado)
        (Bastavam 3 palavras…como diz o kirk)

        • Samuel B diz:

          O engraçado é que o DE já escreveu que se farta e ainda não argumentou nada. Só chamou os outros de coitados e outros adjectivos, proclamando-se sábio nestas questões… Parece-me que a carapuça da arrogancia serve bem, meu carissimo DE. Não passa tanto frio…

          O Kirk também não argumenta. Critica sem argumentar. Dá a sua análise ao que interpretou do texto comparando-a com o que eu escrevi, sem que tivesse o cuidado de ajustar uma coisa com a outra. Ora assim não se faz debate. Assim se faz um monólogo. Pena é que a plateia é sempre a mesma com tendencia a encurtar, devido a problemas naturais do envelhecimento da população. Mas vá descansado que alguém há de pagar a sua reforma. Já o mesmo não posso dizer de mim. Mas para isso o seu sindicato irá lutar. hummmm… Não, afinal não vai. A estratégia para a economia só dura até ao final do comicio. Já me tinha esquecido.

          • De diz:

            Qual comício qual carapuça.
            Qual caríssimo qual quê
            Cansa-lhe ver mais de 30 segundos por incapacidade notória de estar atento mais de 30 segundos ou por necessidade de servir o patronato sob a forma de lambe-botas?

  2. silva diz:

    Eles estão a pedir o que é de direito! Querem trabalhar! Querem o posto de trabalho que tão duramente mantiveram. O Estado deveria supervisionar estes processos, porque quem despede nesta circunstâncias usa as mais diversas clivagens para contornar a lei. Afinal, não será mais dispendioso para o erário público pagar subsídios de desemprego a estas pessoas?
    Quem com responsabilidades, governativas e jurídicas está por detrás deste despedimento ilegal, que leva o estado a suportar o subsídio destes 112 trabalhadores.”
    Farto de ver esta veemente denúncia, aqui já exposta aos Srs. Deputados. Esta mensagem via email, por parte de trabalhadores que foram despedidos sem apelo nem agravo do Casino do Estoril, mostra bem o que significa as leis laborais: letra morta, a falta de cumprimento das próprias leis do sistema.
    Esta denúncia também demonstra que sem a determinação na luta contra as políticas reaccionárias do governo, estas situações propagam-se como faúlhas. Por isso façamos, explorados, em contrapartida que o combate contra o grande capital se intensifique, alastrando como o fogo numa floresta.
    “Nestas condições não constituirá um escândalo e uma imoralidade proceder-se à destruição da expectativa de vida de tanta gente? Para mais quando a média de idades das mulheres e homens despedidos se situa nos 49,7 anos?
    Infelizmente, a notícia de mais um despedimento colectivo tem-se vindo a tornar no nosso país numa situação de banalidade, à qual os órgãos de comunicação social atribuem cada vez menos relevância, deixando por isso escondidos os verdadeiros dramas humanos que sempre estão associados à perda do ganha-pão de um homem, de uma mulher ou de uma família.
    Mas, para além do quase silêncio da comunicação social, o que mais choca os cidadãos atingidos por este flagelo é a impassibilidade do Estado a quem compete, através dos organismos criados para o efeito, vigiar e fazer cumprir os imperativos Constitucionais e legais de protecção ao emprego.
    E o que mais choca ainda é a própria participação do Estado, quer por omissão do cumprimento de deveres quer, sobretudo, por cumplicidade activa no cometimento de actos que objectivamente favorecem o despedimento de trabalhadores.
    Referimo-nos, Senhores Deputados da República, à impassibilidade de organismos como a ACT-Autoridade para as Condições do Trabalho e DGERT (serviço específico do Ministério do Trabalho) que, solicitados a fiscalizar as condições substantivas do despedimento, nada fizeram mediante as provas que presenciaram.
    Não gosto de ver o caos em que puseram este país, por irresponsabilidade, por falta de respeito, pelo cidadão nos casos da justiça que a civilização criou como valores para a igualdade.
    Muitas das vezes, os nossos governantes não têm a capacidade de perceber para onde nos estão a conduzir ou não têm a coragem de assumir. Isso custa-me, porque há vítimas que estão a sofrer imenso.
    Por má gestão, por causa de carreiras meteóricas.
    Não posso deixar de condenar, todo o governante ou político, que pôs o seu trajecto individual e social acima do trajecto colectivo.
    Podem não se importar com as palavras, mas o certo é que não deixa de ser egoísmo, egocentrismo, quase tirania.

  3. ze povinho diz:

    “Governo mantém férias de 25 dias para 54 mil bancários” UGT on fire \m/

    http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2259623

  4. De diz:

    O neoliberalismo tenta esconder o verdadeiro alcance das medidas tomadas pelo seu poder.
    O terrorismo social que este governo leva a cabo tem que ter uma resposta clara,inequívoca e sem tibiezas.
    Até ao fim.
    Um neoliberal é por definição um sujeito que olha para o lucro e que estaria disposto a vender a própria mãe se isso lhe desse lucro.Comprometer a viabilidade da nossa economia é apenas um pequeno pormenor de somenos para quem tem tal visão da situação.Tentar esconder os responsáveis pela asfixia do nosso tecido económico,ao sabor dos requentados “a importação de bens, sejam eles quais forem (na maioria das vezes) é feita ou por necessidade (não se fabrica cá) ou porque são simplesmente mais baratos (com claros beneficios para o consumidor) “é uma tentativa canhestra para atirar poeira para os olhos
    O paleio conhecido deu os resultados que conhecemos.Quase que juramos estar a ouvir Cavaco Silva na época áurea em que ele comprometeu a nossa agricultura,as nossas pescas a nossa actividade industrial.(com os benefícios que se conhecem para a Alemanha e quejandos).
    Portugal está como está devido também a tais políticas que consubstanciam uma traição não só a quem trabalha mas também aos próprios interesses nacionais.A forma de fazer pagar os responsáveis pelos seus actos é um imperativo de todos nós
    Mas vamos a factos

  5. De diz:

    Escutemos quem sabe da poda:
    “Apesar do consumo da população ter um peso correspondente a 66% do PIB, e as exportações apenas a 31%, e o crescimento económico depender muito da sustentação do consumo interno e da produção nacional, nomeadamente a destinada ao mercado interno, esta é menosprezada no “Acordo”, pois os reduzidos apoios referidos neles continuam a ser, como acontecia com os governos anteriores, para as empresas exportadoras, sendo praticamente esquecido as que produzem para o mercado interno. E isto apesar das empresas exportadoras serem menos de 50.000 num total de mais de 1.000.000 só de empresas não financeiras que segundo o INE existem em Portugal, e são as que não exportam que garantem a maioria do emprego.

  6. De diz:

    Continuemos a ler alguém que sabe o que diz:”
    Se percorremos o “Compromisso” da UGT/Patrões/Governo constatamos que grande número de apoios referidos são destinados fundamentalmente para as empresas exportadoras. Assim na linha de crédito PME crescimento, num total de 1.500 milhões de euros, especifica-se logo que 500 milhões de euros serão para as empresas exportadoras e apenas 250 milhões de euros para micro e pequenas empresas. No QREN a maior parte dos apoios a empresas está direccionado para as empresas que exportam (no COMPETE mais de 80% dos incentivos dados foram para empresas exportadoras). E o “Compromisso” da UGT/patrões/governo” refere um “apoio ao investimento produtivo no âmbito do QREN com uma linha BEI-IP no valor de 1.000 milhões de euros”, cuja maior parte será inevitavelmente utilizada apenas pelas empresas que exportam. A fobia pelas exportações, e o menosprezo pela produção nacional destinada ao mercado interno, apesar da crise económica que atinge os principais importadores de produtos e serviços portugueses, e da quebra acentuada na taxa de crescimento das exportações portuguesas em 2011, soa a irrealismo. E mais quando muito do que é actualmente importado, contribuindo para o défice externo e para o endividamento do país, podia ser produzido internamente, como é fácil de concluir dos dados oficiais constantes do quadro 1, se as empresas que produzem para o mercado interno fossem apoiadas, como acontece em todos países, e nomeadamente numa situação de grave crise económica e social como é aquela que Portugal enfrenta actualmente.
    Quadro 1 – Valor de alguns produtos importados por Portugal em 2010 que podiam ser produzidos internamente se existisse apoio às empresas portuguesas que produzem para o mercado interno
    DESIGNAÇÃO
    Milhões €
    Animais vivos e produtos do reino animal importados 2.757
    Animais vivos 179
    Carnes e miudezas, comestíveis 786
    Peixes e crustáceos, moluscos e outros invertebrados aquáticos 1.251
    Leite e lacticínios; ovos de aves; mel natural; produtos comestíveis de origem animal 498
    Produtos do reino vegetal importados 2.277
    Plantas vivas e produtos de floricultura 85
    Produtos hortícolas, plantas, raízes e tubérculos comestíveis 293
    Frutas; cascas de citrinos e de melões 510
    Cereais 637
    Sementes e frutos oleaginosos; grãos, sementes, etc. 514
    Gorduras e óleos, animais ou vegetais, ceras, etc importadas 413
    Gorduras e óleos animais ou vegetais; gorduras alimentares, etc. 413
    Produtos das indústrias alimentares; bebidas; tabaco; etc importadas 2.429
    Preparações de carne, de peixes, de crustáceos e de moluscos 197
    Açúcares e produtos de confeitaria 244
    Preparações à base de cereais, farinhas, ou leite; produtos de pastelaria 419
    Preparações de produtos hortícolas, de frutas, etc. 257
    Preparações alimentícias diversas 340
    Bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres 391
    Resíduos e desperdícios das indústrias alimentares; alimentos para animais 312
    Tabaco e seus sucedâneos manufacturados 107
    Peles, couros, etc; art. viagem, bolsas, etc importadas 586
    Peles, excepto peles com pêlo, e couros 353
    Obras de couro, de seleiro, de viagem, etc. 224
    Madeira e cortiça e suas obras; cestaria importadas 672
    Madeira, carvão vegetal e obras de madeira 569
    Cortiça e suas obras 95
    Matérias têxteis e suas obras importadas 3.296
    Lã, pêlos finos ou grosseiros; fios e tecidos de crina 103
    Filamentos sintéticos ou artificiais; formas de matérias têxteis sintéticas ou artificiais 247
    Vestuário e seus acessórios, de malha 872
    Vestuário e seus acessórios, excepto de malha 844
    Outros artefactos têxteis, calçado, chapéus; trapos, etc. 157
    Calçado, chapéus, guarda-sóis, bengalas; etc importaddos 568
    Calçado, polainas e artefactos semelhantes, e suas partes 515

  7. De diz:

    Ainda mais:
    “Portugal gastou em 2010 (e a situação em 2011 não se alterou) 2.757 milhões € com a importação de”animais vivos e produtos do reino animal); 2.277 milhões € com a importação de “produtos do reino vegetal”; 3.296 milhões € com a importação de “matérias têxteis e suas obras”; 515 milhões € de importações de calçado; etc., etc.; 786 milhões € com a importação só de carnes; 1.251 milhões € com peixes e crustáceos; 498 milhões € com leite e lacticínios, ovos de aves, mel natural; 293 milhões € com produtos hortícolas; 510 milhões € com frutas; etc.. A pergunta que se coloca imediatamente é esta: Que parte destas importações podiam ser produzidas em Portugal, dando emprego e rendimentos a muitos portugueses, se existisse uma verdadeira politica de apoio às empresas que produzem para o mercado interno, e desde que os grupos económicos que dominam a distribuição – Sonae, Jerónimo Martins, DIA, LIDL, etc. – deixassem de preferir a importação de bens estrangeiros, como actualmente fazem apesar de dizerem o contrário, e optassem preferencialmente por produtos produzidos em Portugal, e se os consumidores portugueses fizessem o mesmo? No “Compromisso “UGT/Patrões/Governo” existe um ponto (“E”), com a designação ” Promoção da capacidade nacional de produção e aprofundamento do mercado interno”, onde estão previstas apenas acções de sensibilização e de combate à concorrência desleal, mas nenhuma medida concreta de apoio às empresas nacionais e à sustentabilidade do mercado interno”
    Há mais.Muito mais
    As palavras são de …Eugénio Rosa

    Entretanto uma pergunta.Quem de livre vontade e da forma autenticamente terrorista procede como este governo procede,o que lhe deve acontecer?
    Pinochet tinha atrás de si um facínora neoliberal de nome Milton Friedman.Gaspar tem atrás de si Friedman.
    A sombra de Pinochet espreita sob o grasnar aparentemente balofo dos “distraídos” ocasionais.
    Marx tinha de facto razão

    • Samuel B diz:

      Isto é o que dá em transcrever sem perceber o que estamos a transcrever…

      Sabe o que é escala? Sabe o que é endividamento e as suas implicações? Sabe o que é ser competitivo? Não sabe. Porque se soubesse não transcrevia coisas de quem não sabe nem podar uma erva daninha. Isto de ser licenciado ou doutorado não chega. Vide o Exmo. Doutor Louçã!!!!!!

      Acha que Marx tinha razão? Mas de onde é que tirou essa ideia? Consegue dar-me um exemplo? Diga um por favor!

      Continua a ser demagógico e a viver fora da realidade. Assim ninguém o leva a sério, carissimo. Podes crerrrrrrr…

      • De diz:

        Isso é que é ser apanhado com as calças na mão,ao ver a política criminosa neoliberal ser assim deniunciada!
        A incomodidade é tanta que aquele que se abanava há dias a falar sobre as suas qualificações,agora resolve seguir outro método e falar que licenciado ou doutorado não chega.(Vai mudando de estratégia para conseguir tentar vender a banha da cobra neoliberal?.Ou para tentar dourar a pílula das políticas criminosas neoliberais ?)
        Um “fulano” que tem a lata de dizer que, e repito:”A importação de bens, sejam eles quais forem (na maioria das vezes) é feita ou por necessidade (não se fabrica cá) ou porque são simplesmente mais baratos (com claros beneficios para o consumidor”),nem se enxerga perante a lista dos produtos que “não se fabricam cá”? Segue as pisadas de Cavaco que deu um passo de gigante para a derrocada do nosso tecido produtivo? Agora B. mete o rabinho entre as pernas perante os exemplos dados, atirando para o lado?
        Os exemplos são esmagadores.Os pulhas neoliberais,capitaneados na altura pelas forças do poder(sempre assim tem acontecido) arruinaram a nossa produção…contribuiram para o nosso endividamento,e agora os seus sequazes vêm falar em importação de bens mais baratos?
        Mas não se vê que por trás disto está não somente o desejo do lucro e a apropriação de mão de obra barata como também o ajuste de contas com tudo o que cheire a Abril?
        (Como este Samuel B tão pateticamente demonstra ao falar naquele tom particularmente azedo contra os sindicatos?)
        É que para além da fome,da miséria,do desemprego que esta cambada trouxe e traz ao país,está também o crime patente de traição aos interesses de Portugal,hipotecando por um prato de lentilhas a nossa soberania e vendendo ao desbarato o que é nosso.
        Estes crimes não têm desculpa e, tal como noutras épocas da nossa história,os criminosos devem pagar exemplarmente pelo que fizeram.

        “Que parte destas importações podiam ser produzidas em Portugal, dando emprego e rendimentos a muitos portugueses, se existisse uma verdadeira politica de apoio às empresas que produzem para o mercado interno, e desde que os grupos económicos que dominam a distribuição – Sonae, Jerónimo Martins, DIA, LIDL, etc. – deixassem de preferir a importação de bens estrangeiros, como actualmente fazem apesar de dizerem o contrário, e optassem preferencialmente por produtos produzidos em Portugal, e se os consumidores portugueses fizessem o mesmo?
        Os culpados aparecem à tona de água.Quem gera a fome e a miséria não tem perdão!!!

        Eu vou repetir para que este B perceba:Marx tinha razão”.Um neoliberal agita-se perante tal afirmação e sobra-lhe algum pânico como o demonstra.
        O capitalismo está mergulhado numa das mais profundas crises da sua história. As suas contradições e limites históricos são por demais evidentes. Estamos, como Marx previra há muito, perante um rápido e violento aprofundamento da crise sistémica e estrutural do capitalismo.
        Há um ror de anos.
        Por isso o pânico.E o desnorte.
        (A que se assovia uma tremenda ignorância sobre o que se diz e o que se escreve).
        Mas há mais.Muito mais

        • De diz:

          Vamos dar um exemplo de um político alemão que disse exactamente o mesmo?
          Escolhe-se um alemão,porque é sabida a curvatura vertebral de Passos Coelho perante os germânicos.A sua atitude reverencial perante Merkel assume traços de fidelidade canina agravada pelo ar de capacho consentido.)
          No ano de 2008,durante a crise do sistema financeiro,que iria conduzir à crise económica esocial que todos conhecemos,dizia o próprio ministro alemão das Finanças Peer Steinbrück fazendo uma referência a Marx no contexto da tal crise financeira.

          «Certas partes da teoria de Marx tornam-se agora verdadeiras», como a que se refere à autodestruição do capitalismo por causa da sua avidez, disse então à revista Der Spiegel.

          Mas há mais,muito mais.

        • Samuel B diz:

          Para mim basta. Não aguento nem tenho paciência para o tentar elucidar.

          Você não percebe mesmo nada do que eu escrevo. Não basta ser licenciado ou doutorado para ter razão. Há que o demonstrar por uma linha de pensamento. O que você diz é que o apoio deveria ser direcionado para as empresas nacionais para produzir cá o que se compra lá fora. Ora você, desconhece o problema atual da economia e finanças portuguesas. Como temos um problema grave (ouvi? grave) de divida externa e como exportamos muito pouco (cerca de 30% a 405 do PIB, quando deviamos exportar 60% a 70% do PIB) temos que reequilibrar a balança. Por agora não há possibilidade de o fazer se o apoio não for para as empresas exportadoras. Para além disso e dado que a nossa produção não é competitiva com a produção dos paises da UE (porque nós vivemos numa união, percebeu? Percebe as consequencias disso? da livre circulação de bens, pessoas e capitais? percebeu? mas percebeu mesmo? pense um bocadinho antes de responder com a retórica do costume.) não por subsidiar essa produção que iremos começar a ser mais competitivos. É criando condições, nomeadamente pela simplificação do processo administrativo, das reformas laborais, da justiça, que o vamos fazer. O que voce quer é apoios, subsidios, como se não pudesse viver sem o Estado. Mas esquece-se de uma coisa: é que o estado somos todos e não apenas você. Portanto, trate de tirar o cavalinho da chuva porque eu, pelo menos, não lhe dou um chavo. Quer apoios? trabalhe malandro! Quer subsidios? Torne-se mais eficiente. Você parte sempre de um mau persuposto. Quer sempre que lhe dêm, de avanço… espetinho… Mas temos pena. Espertos há muitos. Inteligentes é que não.
          Pena que Marx não tenha previsto o descalabro do socialismo mais cedo… uma chatice não ter previsto isso. tinha salvo umas quantas vidas e uns quantos países de passarem o que passaram. Não seja coração frio e concorde comigo: “O comunismo não é nosso amigo.”
          É verdade!
          Depois o capitalismo é o pior dos sistemas. Pena é que é melhor do que osoutros todos… Outra chatice, pá! Voce assim não está a ser porreiro, pá!

          • De diz:

            Você não percebe nada? diz este B.
            Ou a forma como um neoliberal anda a tentar esconder os verdadeiros responsávesi pela presente situação.Os tais amigos do peito,os tais que se governaram e continuam a governar sob a batuta do grande capital sedento.
            Agora mudando o paleio e tentando sacudir a água do capote
            Ou dito de outra forma.Um neoliberal a suar as estopinhas para esconder a trampa que é o neoliberalismo.
            (mais as suas verdades de pacotilha que se assemelham sinistramente ao desse crápula que dá pelo nome de Gaspar)
            Pois é.É verdade.Sorry

            Quanto ao malandro e a outros adjectivos do género,já lho disse uma vez.
            O esgoto é o local apropriado para algumas coisas.Mas não frequento o local.Se está habituado a isso,permaneça por lá.Por uma questão de higiene.Nossa , claro

            Ah… e não é que Marx tinha mesmo razão?

  8. De diz:

    Os neoliberais falam muito do “peso do estado”.Falam em subsídios e outras coisas do género, mal escondendo os hábitos negros de tempos passados.
    “O grande capital financeiro e monopolista, não tem como objectivo enfraquecer o Estado como instrumento de intervenção, mas sim de o colocar cada vez mais e por completo ao seu serviço, como, por exemplo, fazer uma distribuição fiscal activa retirando aos pobres e classes médias para financiar as prendas fiscais dadas à banca e aos grandes grupos económicos.”
    (repare-se no que se passa em Portugal.)
    “A designação “peso do Estado” já de si é manipuladora e preconceituosa. Não se fala no peso da finança especuladora, nem no peso de monopólios e oligopólios na economia e das rendas que obtêm do Estado, nem no peso da saída de capitais e rendimentos do país. Nem a “insustentável leveza” com que os grandes grupos económicos, monopólios e oligopólios, deixam o país transferindo as suas sedes para o exterior pagando não aqui os impostos devidos embora a sua riqueza seja cá criada! Só o Estado é que é pesado! Temos de defender os interesses dos nossos accionistas – dizem – ou seja, deles próprios! Quanto aos interesses do país, que importa isso? ”
    (O retrato do nosso país.E de quem o governa)
    Citações de um artigo de Daniel Vaz de Carvalho: Acerca do peso do Estado em Portugal

  9. De diz:

    Mas há mais.
    Já o disse por aqui várias vezes.Por detrás das políticas neoliberais,dos políticos neoliberais está o horror.
    Citemos ainda Daniel Vaz de Carvalho:
    “Com as diatribes do menos Estado, do Estado gordo ou do “peso do Estado”, as suas funções são privatizadas (constituindo-se monopólios privados) ou passadas para instâncias internacionais de burocracias não sujeitas a qualquer espécie de escrutínio democrático que assumem a defesa do grande capital especulador e das transnacionais. No essencial, a função atribuída ao Estado neoliberal resumir-se-ia ao controlo da opinião pública e massas trabalhadoras, isto é, repressão e propaganda, salpicada de uma certa caridade demagógica. Um neofascismo.”

  10. De diz:

    “O aumento da dívida pública foi originada, não por despesas de carácter social mas por:

    – Políticas absurdas e suicidárias da UE e do BCE. “Estúpidas”, disse um ex-comissário europeu.
    – Salvamento de bancos e favores ao grande capital e finança
    – Privatização de sectores estratégicos e empresas lucrativas
    – Políticas fiscais erradas, contraproducentes
    – Corrupção e má gestão.

    Acrescente-se a tudo isto a adopção de políticas ditas de austeridade (para quem?) que conduzem à estagnação e recessão económica (próciclicas).”
    Mais uma vez Vaz de Carvalho

    Repare-se em quem nos governou/governa.Quem conduziu/conduz estas políticas.
    Exactamente os mesmos.Desde há mais de 30 anos.
    E daí o desespero quando se desmascara serenamente quem está por detrás da crise e o”acordo” tenebroso com que os mesmos responsáveis pela presente crise querem perpetuar e agravar a exploração e a opressão.

    Ei-lo
    O neofascismo que desponta

  11. V Cabral diz:

    Samuel b, de facto o que escreves é mais difícil de perceber do que os textos de Camões, mas eu entendo-te. Não és de esquerda, nem sequer canhoto… se não és chulo, és apenas TÓTÓ, né ?!

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