Come bolos-rei, piqueno (a.k.a. “A metafísica das pensões milionárias de miséria”)

O que mais me espanta nesta personagem não é sequer a sua capacidade de, numa altura destas (ou em qualquer outra), se lamuriar da sua reforma de 10 mil e tal euros, da qual só é salvo da miséria pelo sentido de poupança que lhe permitiu ter 820 mil euros conhecidos em contas e aplicações financeiras.

Nem tão pouco o xico-espertismo bacôco de impôr ao país a indignidade de ter um Presidente da República não remunerado, por esse salário de sem-abrigo asilado no Palácio de Belém ficar 3 mil e tal euros abaixo das suas miseráveis reformas.

O que me espanta, de facto, é a sua capacidade de, quando pensámos que nos havia levado ao limite da possibilidade de sentirmos nojo, conseguir reactualizar em nós essa sensação, de forma ainda mais forte.

Temos que reconhecer. É um verdadeiro talento!

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