AS DECLINAÇÕES FASCISTAS DAS MATOS E DOS PINTOS – Para eles a violência será sempre do rio que tudo arrasta e nunca das margens que o comprimem.

O Carlos Guimarães Pinto e a Helena Matos, que sobre os atentados na Noruega ou os provocadores da polícia no 15 de Outubro e no 24 de Novembro, nada escreveram a não ser paralelos infantis, aparecem agora preocupados com a eventualidade de um golpe de Estado, com o combate aos traidores do PS e da UGT e com o fracasso cénico em que se transformou a concertação social. Ao contrário do que afirmam estão preocupados com as consequências da violência, sobretudo agora que quem a domestica perdeu toda a credibilidade. Eles sabem mas não dizem que as expressões da revolta são da inteira responsabilidade de quem quer saldar a dívida e impor a crise à custa dos trabalhadores, dos precários e dos desempregados e procuram uma estratégia para condenar a vítima e absolver o réu, garantindo o terreno limpo para que se justifique a suspensão da democracia e o Estado policial. Eles sabem que as raízes da convulsão social vem de quem tem o monopólio, dos que em nosso nome assinam concordatas e dos governantes que declaram guerra a cada medida que aprovam. Eles sabem também que cada vez mais gente sabe isso e essa é a razão profunda pela qual começaram a perder o sono.

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