Aprender com o Pinheirinho

Conheci o Pinheirinho no Verão de 2005, à margem de uma escola de formação da LIT, organização na qual, à data, militava. De lá para cá, em tudo o que fui testemunhando como activista e jornalista, poucas são as histórias de resistência mais apaixonantes do que este acampamento de Sem Tecto, em São José dos Campos.

Para lá da sua dimensão poética, exala do Pinheirinho uma grande lição de militância política, de convívio entre diferentes correntes, de grande fôlego democrático das Assembleias Populares, de enorme calibre dos dirigentes que têm organizado aquela luta, com destaque para o Marrom, o Toninho e o Mancha, dirigentes históricos do PSTU.

Em permanente organização colectiva, com formação política e divisão do trabalho e das tarefas, os habitantes contam com o apoio do Sindicato de Metalúrgicos de São José dos Campos e da Conlutas, central sindical que rompeu com a CUT por esta fazer coisas parecidas às que a UGT, e não raras vezes a CGTP, tem interpretado por estas bandas.

As suas vitórias são inspiradoras e o seu exemplo uma lição para toda a resistência internacional.

Sobre o assunto, ler também a posta do Chuckie Egg, no Spectrum.

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16 Responses to Aprender com o Pinheirinho

  1. kirk says:

    (Off topic)

    Hoje é dia 18 de Janeiro. Passam 78 anos sobre o levantamento da Marinha Grande em 1934.
    Há cada vez mais motivos para relembrar datas como essa.
    Não esqueçamos!
    Kirk

  2. lp1917 says:

    O pstu? Isso é aqueles irmanados com a fer, nahuel moreno style

  3. kirk says:

    Meus, há uma organização chamada PSTU?? Como é que eu nunca tinha ouvido falar dela? Cada vez me convenço mais que há pessoal que não descansa enquanto não reeditar o tempo dos grupos da chamada extrema-esquerda. Será que este pessoal conhece História? Podiamos ganhar uma porrada de anos com isso. Explicando: visto o falhanço do modelo dos PC’s convencionais e tendo já falhado o modelo duma extrema esquerda pulverizada em grupos loco-regionais, porque não adoptar um modelo organizativo novo?
    K

  4. Carlos Carapeto says:

    Todos nos tempos de luta ainda são poucos. Desde que não desfaçam a unidade nem baixem as armas no momento crucial devemos lutar ombro a ombro contra o nosso inimigo comum. E como dizia Eurico Corvacho ” a luta é de morte contra o capital”.

  5. Orlando says:

    Começa o ano e entra o ano e o Renato continua a ser igual a si próprio. Porque teima em se manifestar contra as forças que lutam pelos trabalhadores. Já que é tão combativo contra elas, porque não faz você a sua revolução sozinho. É que já não há pachorra para os seus extremos, se a CGTP convoca greve é que tem de haver manif ( e depois é a vergonha que se viu na ultima, quiseram vir sozinhos, lol lol), o Renato quer sempre qualquer coisa mais, mas você tem a noção do país que é Portugal ? Quer fazer revoluções com o povo, ou com os seus amigos ?

  6. ferenc molnar says:

    …tens uma Helena Matos dentro de ti! come umas fibras pá.

    • Renato Teixeira says:

      Então porquê uma Helena Matos? Quanto às fibras deixe estar. Não sou do Zborting.

      • ferenc molnar says:

        porque passas a vida a evidenciar o que separa em detrimento do que une. porquê uma Helena Matos? deixa-a crescer e logo vês.

        • Renato Teixeira says:

          Sobre o que nos une já está tudo escrito, é melhor trabalhar sobre isso. Como para isso importa perceber o que nos divide, cá estamos. É assim a vida. Quanto à Helena, deixe-a crescer em paz. Ela não aprendeu a fazer asneiras sozinha.

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