Para quando uma nova greve geral?

‘Plataforma 15 de Outubro’ apela por uma nova Greve Geral às centrais sindicais.

A ‘Plataforma 15 de Outubro’ enviou uma carta de mobilização às centrais sindicais de forma a integrarem a manifestação do próximo sábado, dia 21 de Janeiro, às 15h, no Marquês de Pombal, com o apelo à convocação de uma Greve Geral Nacional, decorrente da necessidade de uma resposta laboral e popular colectiva à situação actual.

No entender da ‘Plataforma 15 de Outubro’ é importante que a mobilização seja abrangente no combate às medidas anti-sociais, anti-laborais e regressivas propostas e implementadas pelo governo, a cada dia. E enuncia: «O encerramento de escolas, de estruturas públicas de Saúde e de vias férreas; os aumentos das taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde e das tarifas dos transportes públicos; o encerramento e a privatização das empresas públicas; o fomento do desemprego e da precariedade e a entrega do poder, por parte deste governo, ao eixo franco-alemão, intermediado pela Troika e pelo capital financeiro, são, claramente, uma subversão aos princípios da soberania e uma ameaça aos povos que, como o português, têm sido chantageados pela ‘inevitabilidade’ da crise».

Torna-se necessário o garantir da dignidade e dos direitos democráticos, por isso a ‘Plataforma 15 de Outubro’ apela às centrais sindicais a convocatória de uma Greve Geral Nacional, propondo os seguintes objectivos:  Contra o Acordo da Troika, assinado pelos partidos políticos ao serviço do grande capital financeiro, PS/PSD/CDS, que em nome da crise, criada pelos vários governos e classe capitalista, querem que o povo trabalhador seja subjugado através das medidas de austeridade;  Contra as privatizações; - Contra a nova Lei dos Despedimentos; Contra a Precariedade; - Contra as medidas de austeridade impostas pelo governo do capital a mando da Troika.

E apela igualmente à urgente preparação, junto com outros sindicatos e centrais sindicais europeias, de uma Greve Geral Europeia:  Contra as medidas de austeridade impostas por uma crise do sistema capitalista financeiro que, estando falido, tenta sobreviver à custa dos povos trabalhadores com medidas que representam um retrocesso histórico de séculos, destruindo as vidas de milhões de pessoas.

A pergunta impõe-se, sobretudo agora que o Carvalho da Silva abandonou mais uma reunião da concertação social, o que leva a acreditar que os ganhos conseguidos (a meia hora de trabalho) não retiram nem o dramatismo imposto pelas medidas da troika e do governo nem que a luta operária e popular abrande. A Plataforma 15 de Outubro, que chama tutti quanti a manifestar a sua indignação no próximo Sábado, coloca-a nos termos certos, ainda que esteja, até ao momento, sem qualquer resposta oficial. Até quando?

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