FRAGA IRIBARNE – Ni Olvido, Ni Perdón!

Mais um fascista que morreu de velho e nunca foi feita justiça. Ao invés dos atentados à memória escritos pelo Público e pelo El País, que em todo o elogio fúnebre nem sequer escrevem a palavra fascista, vale a pena ler, ver e ouvir o que nos recorda o Diário Liberdade. Porque não esquecemos, nem perdoamos!

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46 respostas a FRAGA IRIBARNE – Ni Olvido, Ni Perdón!

  1. Morcego diz:

    Menos um filho da puta à face da terra!
    Hoje é dia de festa na Galiza…..yeesss!!

  2. vasco- navarro diz:

    Elogios de María Antonia Iglesias, en la Cadena Ser, Programa de Francino, al fallecido político

  3. Tiago Mota Saraiva diz:

    Bom dia!

  4. Tudo conversa do chácha, sr. Renato, pois ele, pelo menos, conseguiu alinhar com a transição, coisa que por cá não se fez. De Salazarforam para Marcelo, de Tomás foram para Tomás. Preferiram resolver as coisas com uns meses de cantorias, “craveiradas” e tudo o mais que se sabe., muito “pugrésso”, muito tacho novo e bastante “faz de conta”. O resultado está à vista e compare Portugal com a Espanha. Ah!, mas salvou-se (por enquanto) a republiqueta. Pobres diabos…

    • Renato Teixeira diz:

      Um fascista é um fascista, Castelo-Branco. Ponto final, parágrafo. Os de cá, os de lá e os de além-mar.

      • Antónimo diz:

        e até nas caixas de comentários

      • E um comunista é o quê? Um santo? Obrigado por este post, caro Renato. Fez-me rir logo pela manhã.

        • Renato Teixeira diz:

          Um comunista é um comunista, e não conheço os que queiram apagar essa parte do obituário.

          • Curioso. Não deve ter dado pela incapacidade dos media portugueses para chamarem sequer ditador ao Querido Líder. Já nem digo chamarem assassino, genocida e louco, como é normal nos líderes comunistas e fascistas, mas pelo menos ditador.

          • Renato Teixeira diz:

            “assassino, genocida e louco” parece-me um bom resumo de Fraga.

            Ainda não percebi o vosso problema. Querem chorar o fascista, chorem, não se preocupem com que encontra aí motivo de festa.

          • Muy democrático o não permitir responder ao seu comentário infra. Seja como for, eu estou-me a borrifar para Fraga. Nem sabia quem o mesmo era. Só acho curioso que um comunista se chateie por os jornais não o chamarem fascista, quando não conseguem chamar sequer ditador aos facínoras comunistas. São todos farinhas do mesmo saco, fenómenos totalitários e igualmente desprezíveis. Só vocês é que acham que não. Mas enfim, mais vale pregar aos peixes. Um abraço

          • Renato Teixeira diz:

            Os defensores da ditadura do proletariado têm orgulho nisso e imprensa nenhuma lhes poupa os feitos. Será que ainda não percebeu que é outra a memória que está em processo de apagamento?

          • Gentleman diz:

            «“assassino, genocida e louco” parece-me um bom resumo de Fraga.»

            Que atoarda mais desajeitada, Renato…
            Acho que tens capacidade para mais.

          • Renato Teixeira diz:

            Julián Grimau, entre outros, diz-lhe alguma coisa?

          • Gentleman diz:

            Fraga não teve qualquer poder de decisão sobre o destino de Grimau. Era apenas o Ministro da Informação e Turismo e, como tal, agiu como mero porta-voz.

          • Renato Teixeira diz:

            Está enganado, mas ainda que assim fosse, presumo então que defende que o porta-voz do Saddam, do Kim ou do Pol Pot fossem amnistiados. É isso?

          • Ainda gostava de saber quem é que o Fraga assassinou e “genocidou” (nesse aspecto, o Santiago Carrillo tem uma história bem menos recomendável). E olhem que com certeza Fidel Castro teria uma opinião bem diferente da vossa, já que até apanhou um valente pifo na sua visita à Galiza presidente da Xunta. O que é certo é que conseguiu ganhar uma catrefada de eleições na Galiza e sempre manteve as boas relações com Portugal. Para a maioria dos galegos, ele continua a ser uma referência.

          • De diz:

            O cheiro da beatice tonta dá nisto.
            Se em vez de se untar com neologismos tontos como que a tentar esconjurar o que não se disse e se procurasse ler o que se escreve… ganhava mais a honestidade intelectual e ganhava mais a higiene pública.

            Mas que fazer?
            “Un gobernante graduado en el fascismo” escondido debaixo das saias (muito pias por certo) de eleições ou dos “pifos” apanhados por outrém
            …não deixa de ser “un gobernante graduado en el fascismo”

  5. Armando Cerqueira diz:

    Para mim o Renato Teixeira tem razão.
    Fraga Iribarne foi um muito alto dignitário do regime franquista, membro da extrema-direita terrorista e sanguinária espanhola, posteriormente branqueado em ‘democrata’ e fundador do partido da direita conservadora e reaccionária de Espanha.
    O inefável Mário Soares, homem de direita disfarçado de esquerda e de socialista, declarou-se ontem numa entrevista na TV, amigo de Iribarne. Não me admirei muito, dado que Soares conviveu bem com Veiga Simão, outro ministro ded outro regime ditatorial e reaccionário.
    A média e pequena-burguesias travestidas em ‘sucialistas’ de Portugal e de Espanha (‘El País’, PS(P)) aparentemente convivem bem com gente da extrema-direita de participam no seu branqueamento.
    Armando Cerqueira

  6. Morcego diz:

    Desde já “agradeço” a não publicação do meu comentário.
    Qual o motivo?…Afinal este é um blogue “politicamente correto”?
    Se é para ficar bem na fotografia para a palermices tipo Combate de Blogues, não contem mais comigo como leitor e divulgador do vosso blogue.

    Até um dia destes, caros….que hoje é dia de festa com os meus camaradas galegos.

    • Renato Teixeira diz:

      Morcego, os comentários são moderados no limite da nossa disponibilidade. Para insultar fascistas, nas minhas postas, estará sempre à vontade.

  7. joão viegas diz:

    Por sinal, o homem foi também um (mais do que razoavel) historiador do direito e do pensamento juridico.

    Quem quiser dar-se ao trabalho de ler as suas primeiras publicações sobre o direito da guerra, editadas em 1943 ou 1944 salvo erro, podera deparar-se com afirmações que mostram que o R. Teixeira esta certissimo quando diz que o homem era, na raiz e na essência, um fascista !

    Boas

  8. Pingback: Olha uma galinha com dentes « 25 de Novembro sempre !

  9. Jose R. Costa diz:

    Vejo tudo aqui a falar em fascista, mas não vi ninguem a falar em ditador, quando o “Querido Lider” desapareceu? Sim, ditador! Custa tanto assumir o que realmente era?

  10. Gentleman diz:

    Fraga Iribarne foi um dos principais defensores da legalização do Partido Comunista após a morte de Franco.
    Não acredito que, se os comunistas alcançassem o poder, legalizassem qualquer partido de que Fraga Iribarne fizesse parte…

    • Renato Teixeira diz:

      E os que legalizou para debaixo da terra, contam?

    • A.Silva diz:

      Oh coisa, não seja aldrabão ou então informe-se melhor. Como dizem algumas destas coisas a que chamam “meios de comunicação”, este facho apesar de “bonzinho” e alinhar com a “transição”, sempre se opôs à legalização do Partido Comunista.

  11. Pedro Lérias diz:

    Não concordo com o ataque ao El País. O texto parece-me bastante equilibrado, não esconde as mortes dos operários, nem o envolvimento na tortura e fuzilamente de Julián Grimau.

    Quanto ao regogizo pela morte de uma pessoa, não poderei nunca concordar.

    • De diz:

      Qual ataque qual carapuça.
      Que goste das águas tépidas e laudatórias do “El País” é um direito que lhe assiste.
      Mas a demagogia bafienta tem destas coisas e os exercícios necrológicos parem coisas como esta.

      Esquecem-se de outras:
      A pobre Wikipedia diz o seguinte:
      Por otra parte, en tanto que ministro portavoz informó de la ejecución de prisioneros políticos. Por ejemplo en el caso del dirigente comunista Julián Grimau, al que calificó de “ese caballerete” en rueda de prensa cuando estaba detenido y condenado a muerte. Fue fusilado en 1963. La condena de Grimau provocó una gran campaña de rechazo en el exterior, que no logró salvarle la vida. Fraga justificó la ejecución y a fecha de hoy aún no ha expresado su arrepentimiento. El novelista y ex ministro del PSOE Jorge Semprún ha dicho que “Fraga fue uno de los ministros que fusilaron a Grimau”

      E outra:
      “Desde su puesto de ministro llamó por teléfono al padre del estudiante Enrique Ruano, asesinado por la policía política del régimen, para amenazarle con detener a su otra hija, Margot, también militante antifranquista, si no cesaba en sus protestas. El entonces director del diario Abc, Torcuato Luca de Tena, confesó que Manuel Fraga Iribarne le dio las órdenes para publicar anotaciones del diario íntimo de Ruano, manipulándolas a fin de que pareciese una persona inestable que se había suicidado.

      “Un gobernante graduado en el fascismo”
      (enquanto se assiste ao pio,bafiento,beato,esclarecedor intuito de o reduzir a porta voz de.)
      (e aos pirosos borrifos de quem se está a marimbar e exibe a sua ignorância sobre o personagem,sem se coibir de exalar o pó típico das farinhas do mesmo saco tentando esquecer fenómenos totalitários e igualmente desprezíveis.)

      “Un gobernante graduado en el fascismo”
      É mesmo isso

      • von diz:

        Você ó De, é tão selectivo com os criminosos…

        • De diz:

          Acha mesmo ó von?

          O comentário da 1 e 27 tinha um destinatário que por minha burrice ou distracção não saiu no “sítio” certo.
          Especifiquemos então as coisas para que as coisas fiquem claras.
          Eram directamente dirigidas aos seus 2 posts aparentados de gémeos,o das 23 e 20 o outro das 23 e 24.
          Sorry von

    • Renato Teixeira diz:

      Nenhum regozijo, especialmente agora que ia ser levado à justiça. Não que se esperasse grande coisa da espanhola, mas apenas para pelo menos se sentar no lugar do réu.

  12. Von diz:

    “Um fascista é um fascista”. E um ditador sanguinário é um ditador sanguinário. E não li do mesmo Renato, a mesama sanha quando morreu o Kim. Coisas…

  13. Von diz:

    Os de direita são fascistas e estão bem enterrados. Já os de esquerda… Ou a imoralidade vista de acordo com a direcção… E de hipocrisia, o Renato toma quantos copos por dia?

  14. De diz:

    Sorry contabilizador de copos.
    Ou contabilista (apressado) de “sanguinários ditadores”.
    A direcção tem destas coisas.E dá tanto jeito olhar para o “querido” quando os tons não são os de acordo com a paleta escolhida.
    Que fazer?Procurar o meridiano que passa pela inocuidade de opiniões e pela pretensa equidistância dos factos que se narram?
    (Para que tudo na mesma fique?Uma espécie de esgravatar apaziguador das consciências prenhes de pias intenções?)
    Em comentários a cheirar a sanhas escondidas sabe-se lá onde.

    Ou como alguém mais prosaicamente diria:” de boas intenções…”

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  16. anonimo diz:

    De parte de um galego (raro):

    A estas alturas meu paezinho teria suspirado e exclamado como suspiro algo assim como um menos. Ainda mais suspiraria contrito tras olhar ao ex-ministro Villar Mir louvar as alabanças precisas sob o cadavre do seu ilustre cúmplice. Porque, não esquezamos, não são os momentos, é o quotidiano o que manda na vida. E, unha vez mais, vendem-nos momentos. Os que a cada quem interessam.
    Vão rematando alguns ciclos de determinadas vidas, ou algo assim, parecido, semelhante. Com este mamão vai-se unha parte da nossa vida, que eu já conto cinquenta e seis, e ainda lembro a meu paezinho rosmando quando o via, chamava-nos “gallegos” entre outras lindeças. E Villar Mir, olhe-se Ferroatlántica, o Ézaro, Obrascon, Coviles e demais presenças dos indivíduos, também ponhiam mauzinho o meu paezinho. E aquel outro Landin, nome bem apreciável por outra parte. Sim, aquel Landin presidente da deputação de pontevedra que medrou nas Ilhas Cies e logo medrou a governador civil de a corunha, e logo depois a secretário geral de seguridade, co seu chefe Fraga de ministro do interior, que, a dizer de Gustavo Luca de Tena, nunca contestado, comandou o asasinato dos obreiros de Vitória (em Santiago provarom as pelotas de goma) e a outra massacre de Montejurra. Um dos filhos de meu paezinho também explicava que el fora detido e encarcerado por esse Ministro do Interior por portar (bem é verdade que atravessando alfándegas e raias) uns autocolantes: “erguete mulher” e “pola liberdade dos presos políticos” – note-se que nem se falava das presas, juájuájuá-): dous anos esperavam, dous anos,… Mas, veu El-Rei, quem já mandava com el, Fraga, el foi quem apressou, e el foi quem liberou; dizia este que vos conto que mesmo ainda lhe devolverom a fiança, juá. Condenado e livre. O condenado. O condenado é o morto, o mesmo que já morto, porque estava morto há já um tempo, pois; pois o morto vai e revive sobre a sua morte!! Este povo particular é quem de aceitar como benefactor mesmo ao seu sepultureiro. Este é um povo amante da morte, da mais crua, da definitiva. Mesmo parez que não tem mais interés que a morte. Este é um povo desleigado de sim, um povo morto e aniquilado, sobre si mesmo aniquilado, negado, obstruído, aniquilado, autonegado, repetidamente negado de si. Sim, não há que esperar. Que morre Fraga? Ai, antes foi Cuiña, a esperança. Ainda menos mau, que aí estão Albor, o melro branco, a próxima vítima e ejemplo; Ferrin, outro filho dos tempos deste país; Bautista Álvarez, também; Rouco Varela, Prelado, José María Díaz Códice, Romay Becaría, José Luis Barreiro, Díaz Pardo digno e combativo… e ponham os nomes que quiger (melhorem porfavor os femininos, que fiquei estremamente curto neles. Será pudor?). Vai-se indo um tempo e este macho cabrio que motiva estas letras abrangueu em excesso a vida de várias gerações oprimindo-as, subjugando-as, nenguneando-as, e é por isso pelo que pesssssa. E a peor: já é mesmo um paezinho da pátria, e, também, da grande pátria, admirado como tal e mesmamente agraçado pelas maravilhas que del fala o povo: era um vizinho mais, disserom. E ainda o povo é mais suave do que os seus representantes políticos, herdeiros em definitiva da sua orde, incapaces de chamar a um assasino pelo seu nome e considerá-lo um pesadelo para a democracia e o respeito pessoal e político das pessoas.
    O sábado temos gaiteirada no Obradeiro, que dizia Julio Iglesias, o embaixador cultural do país. Passa-o, que se corra. Sábado, gaiteirada no Obradeiro. Todos ao Obradeiro, juá!

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