O prato do dia passou para 5 euros


Na imagem: Massa à lavrador, um dos mais usuais Pratos do Dia

No Café Chaplin, onde almoço sempre que o horário não me permite ir a casa, o prato do dia passou de 4,75 para 5 euros desde que o IVA da restauração aumentou para 23%.
Para os nossos leitores de Direita, menos familiarizados com isto do Prato do Dia por razões que facilmente se compreendem, passo a explicar o conceito: trata-se de um prato fixo com um preço fixo ao longo da semana. Na maior parte dos casos, há duas opções – peixe ou carne – mas é normal haver apenas uma opção ou até mais do que duas. Quanto ao preço, tanto pode englobar toda a refeição como apenas o prato propriamente dito.
No caso do Café Chaplin, o prato do dia engloba um prato de comida (entre 4 ou 5 opções disponíveis diariamente), a sopa, o pão, meio litro de vinho (e não é uma zurrapa qualquer) e café. Por razões óbvias, o proprietário viu-se obrigado a aumentar os preços, algo que não fazia há muito tempo porque, já se sabe, a concorrência é grande.
Os Diogos Leites Campos deste país não devem conceber a ideia de almoçar diariamente – e bem – por 5 euros. Por isso, também não perceberão que 25 cêntimos diários, nos dias que correm, é muito para um trabalhador. O mesmo que, doravante, passará a preparar a sua marmita com aquilo que sobrou do jantar da véspera.
Também por isso, há-de haver quem pegue na máquina de calcular para dizer que um aumento de 25 cêntimos é maior do que o aumento do IVA de 13 para 23%. E com razão. É um extorsionário, o dono do Chaplin…

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