Como o café passou de 50$00 para 120$00 sem se dar por isso ou 10 anos de euro

No próximo dia 1 de Janeiro o euro fará 10 anos, mas não está de parabéns. Nesse dia espero não ter de ouvir Camilo Lourenço dizer que o problema não é da moeda mas das pessoas, João Duque reafirmar do alto do seu pedestal que o euro foi uma coisa fantástica para Portugal ou Medina Carreira repetir que no tempo de Salazar é que era.
Espero ver os tradicionais estudos de opinião dos cidadãos a que os media normalmente dedicam umas quantas páginas.
Nem a propósito, parece que este estudo sobre a forma como a opinião pública vê a União Europeia, que o Vítor Dias divulga aqui, tarda em chegar às redacções.

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31 respostas a Como o café passou de 50$00 para 120$00 sem se dar por isso ou 10 anos de euro

  1. De diz:

    (Muito) boa malha

  2. Gentleman diz:

    «ou Medina Carreira repetir que no tempo de Salazar é que era.»

    Bem, isso é levar a caricatura um pouco longe demais.
    O que Medina Carreira mostra é que os anos 60 foi a década em que a economia cresceu mais (ver gráfico). Mas não foi só em Portugal, foi em toda a Europa Ocidental. Por isso, mencionar esse facto histórico não é necessariamente um elogio ao regime salazarista.

      • Gentleman diz:

        As frases retiradas do contexto tem outro impacto, não têm?
        Mas teria valido a pena citar outras partes da entrevista, como por exemplo:

        O que é que o Estado Novo tinha de péssimo? A política, a perseguição, que há alguma hoje sem Estado Novo. O grande problema do Salazar é que foi um produto do seu tempo, que era o tempo das ditaduras. Em toda a Europa havia ditaduras.

        E também:
        Ele arrumou as contas públicas, arrumou a casa. Foi um bom gestor, que tinha ideias políticas inaceitáveis, mas um gestor necessário naquela altura.

        Factual e indesmentível.

        • De diz:

          “Ele arrumou as contas públicas, arrumou a casa. Foi um bom gestor, que tinha ideias políticas inaceitáveis, mas um gestor necessário naquela altura.”

          “Factual e indesmentível”

          Um salazarista envergonhado não deixa de ser envergonhado.Nem salazarista

          Sorry gentleman mais o seu factual e indesmentível

          Nas palavras doutas de Carlos Carapeto:
          “Se Salazar foi um bom gestor foi-o no sentido da criação de miséria, atraso do país, exploração desenfreada dos trabalhadores sem quaisquer direitos, escravatura dos povos das colónias. Lá nisso foi um excelente gestor”

          Uma resposta à altura do seu ídolo,ex.ministro e amante do FMI.

          • Gentleman diz:

            Cá está. Não podia faltar à chamada. O funcionário amestrado De Pavlov não perde uma.
            Rigorosamente nenhuma informação, nenhum argumento, uma nulidade absoluta como é habitual. Números melhores que estes só no Circo Cardinalli.

          • De diz:

            Sorry Gentleman.
            Factual e indesmentível.

            Vamos a outras coisas mais interessantes.
            Completamente de acordo com JMJ:
            “É de independencia politica que falamos. Independencia politica que exige independencia económica, que exige independencia financeira”

            E não nos desviemos do assunto principal, que foi o estudo aqui mencionado .
            De facto a”coisa parece estar feia”

          • notrivia diz:

            Este gentlemam é mesmo da pior espécie da re(nazi)accionarice… Os seus comentários instigam o vómito com a mesma intensidade que carne putrefacta misturada com ovos podres,etc.

            Recorda-se miséria e escravatura e ele quer números..

        • Vitor Ribeiro diz:

          Defina ‘factual’ e ‘indesmentível’.
          A citação dessas ‘outras partes da entrevista’ apenas clarificam o elogio do sr. Carreira ao regime salazarista – a menos que apelidar a sua gestão de ‘boa gestão’ seja um insulto, mas, desde que vi um porco a andar de bicicleta, já acredito em tudo…

          • Carlos Carapeto diz:

            A custo, mas sacou-se o bicharoco da toca para mostrar o focinho Salazarento com aqui costuma chafurdar na imundicie fascista.

            Esta especime é um puro sangue da ultra direita, acobarda-se atrás do escudo da democracia, não tem coragem para se assumir.

        • Oliveira diz:

          Bom gestor, o Salazar?!
          Mas que tremendo disparate!
          Um bom gestor da coisa pública, aquele que nos enfiou numa guerra em três frentes, perdida à partida, aquele que nos isolou politica, económica e culturalmente durante décadas, aquele que desprezou um dos instrumentos de reanimação económica no pós-WWII como foi o Plano Marshall, mantendo-nos na traseira da Europa, quando, a par da Suécia, Espanha – mas esta recuperava ainda da Gueera Civil e tinha tido tropas na guerra contra a URSS – e Suíça, fomos os únicos europeus a não experimentar a devastação da 2ª Guerra Mundial, aquele que durante décadas atrasou a industrialização e a modernização do país, aquele que sempre dificultou a escolarização de Portugal????
          Salazar, um bom gestor??? Que teria acontecido, se fosse um mau gestor??

    • Slint diz:

      Oh cresceu porque não se gastava em nada, a não ser a matar pretos em áfrica, uma ponte no tejo e uma auto-estrada para o porto incompleta. assim também eu consigo por as contas em superavit

  3. Creio que a questão está mal colocada, o aumento de preços tem que ver com a inflacção, e não necessariamente com a Zona Euro, aliás até se pode argumentar que com o escudo teríamos tido muito mais inflacção…
    A questão tem que ser colocada no poder de compra, e não nos preços.

    • JMJ diz:

      A questão está mesmo bem colocada porque o que se fala é a possibilidade de um Estado poder gerir a sua moeda, a inflação e a sua economia.

      É de independencia politica que falamos. Independencia politica que exige independencia económica, que exige independencia financeira.

      Houve quem falasse nisso há mais de 10 anos, mas diziam que era uma “cassete”…

  4. Carlos Carapeto diz:

    Se Salazar foi um bom gestor foi-o no sentido da criação de miséria, atraso do país, exploração desenfreada dos trabalhadores sem quaisquer direitos, escravatura dos povos das colónias. Lá nisso foi um excelente gestor.

    Foi roubando e negando os mais elementares direitos ao povo que conseguiu acumular as seiscentas toneladas de ouro.

    Com isso teve o “mérito” de deixar Portugal como o país mais atrasado da Europa, sem ter sofrido a mais leve beliscadura com a guerra.

  5. Cá por mim advogo a saída do Ribatejo de Portugal, com criação de uma moeda ribatejana. Não há nada como a competição regional…

  6. ANDANALUA E NALUANDA diz:

    Este tal “gentlman” julgará que para ser cavalheiro, tem que defender com salamaleques, DEUS PATRIA BLA BLA BLA ?
    O Mundo, não tem só o branco/preto, mas também não é um arco iris… o que tem é explorados e exploradores, pelo meio ficam certos cavalheiros. A todos cabe escolher o lado certo, que no meu caso é o errado, pois sou empresário e estou sempre do lado dos Trabalhadores e contra os Partidos dos Patrões, refiro-me ao PS/PSD/CDS.

  7. xatoo diz:

    de facto quem gera inflação é o BCE (cunha Euros dentro dos limites de paridade impostos pela FED norte americana, empresta-os aos bancos, estes transformam-nos em títulos do tesouro dos governos, e com estes titulos os Bancos vão ao BCE e recebem dinheito novo, e o processo repete-se ad infinitum… é um fartar vilanagem!
    Torna-se evidente que neste jogo o BCE foi criado para controlar o Marco alemão, com o qual não haveria um tão alto nivel de inflação uma vez que a produção na Alemanha se baseia em alta produtividade e não se apoia principalmente na criação de dinheiro ficticio, logo
    o interesse em criar o Euro foi dos Aliados, franceses, italianos, e tutti quanti, que assim puderam produzir défices inenarráveis, todos sob o chapéu de chuva protector do imperialismo dos Estados Unidos) que continuam a dominar a Alemanha

  8. Zuruspa diz:

    O que vos vale é a fraca memória. A 31/12/2001 as bicas já custavam 100$00. Em dez anos subiram para 120$00, i.e., um aumento médio anual que näo chega a 2%.

    Para vossa informaçäo, os 10 anos em que a bica passou de 50$00 a 100$00 foram os da década de 90, o que significa aumentos anuais médios de 7%.
    Se näo o sabeis, pegai em recibos velhos.

    7% antes do euro, 2% durante o euro.

    E pasmai que o bacalhau está mais barato que há 10 anos. Vede os prospectos dos supermercados da altura, eu tenho aqueles que traziam receitas.

    • xatoo diz:

      estás a tentar enganar quem?
      á entrada do euro a bica custava 50 centavos, passou a custar 50 cêntimos.
      50 centavos era metade de 1 escudo, 50 cêntimos é metade de 1 euro… e 1 euro são 200 escudos

      • Zuruspa diz:

        Podes ser xatoo sem ser parvoo, näo podes? A tugalhada é que se gosta muito de enganar e botar a culpa de tudo no Euro. Mas contra factos näo há argumentos.

        Tens talöes de café de 2001? Pois eu tenho. E sei ler. Já nessa altura só na terrinha o café custava 90$00, em Lisboa arrotavas já com a moedinha (ou mais). E sei quanto custava o café em 1990 porque os meus avós guardaram a tabela de preços.

        Estudando no ISCTE nos inícios dos 90s lembro-me de comprar os pacotes de 10 senhas de café a 450$00 no “bar de cima”, onde o café individual era (ainda) a 50$00, no “café de baixo” já era a 55$00. E as entradas para as festas eram 500 unidades.

        O Euro foi péssimo para a tugalhada porque a tugalhada é adversa à matemática. É capaz de tudo ter duplicado de preço nos serviços (tipo os restaurantes vendiam a dose a 1.000$00 e passaram a 10€ e ninguém reclamou, a näo ser eu), mas, “dommage”, o café foi das poucas coisas que mantiveram.

        • De diz:

          Cafés…
          Entre dezembro de 2001 e janeiro de 2002, “tudo o que era produtos de pastelaria aumentou e até duplicou de preço. Por exemplo era possível ver um pastel de nata passar de 50 escudos para 50 cêntimos”, recorda o secretário-geral da Deco, Jorge Morgado.
          Segundo o responsável pela associação, que há dez anos acompanhou o fenómeno da variação dos preços, “muitas das pequenas despesas, que custavam até 100 escudos (50 cêntimos), duplicaram”
          A informação é confirmada pelo proprietário do café portuense Majestic, Agostinho Barrias, que admite que o euro permitiu aumentar os preços.
          Dono de nove estabelecimentos comerciais no norte, Agostinho Barrias lembra que no tempo do escudo um café rondava os 50 escudos (25 cêntimos) mas, com a chegada do euro, passou automaticamente para 50 cêntimos: “Houve alguns reajustamentos fora do normal. Os arredondamentos eram sempre para mais, mas depois os preços mantiveram-se durante muitos anos”.
          Atualmente, diz Barrias, “a média do preço de um café ronda os 60 cêntimos no norte e em Lisboa os 70”. Ou seja, em dez anos, o café subiu cerca de 50 por cento, quase o dobro da inflação (que ronda os 26,5% nesta década).

          “Em 2001 fui um dos bancários que carregou uma ATM com os últimos escudos e no dia seguinte com os primeiros euros.
          No final dessa semana, entrei de férias e fui para Tavira. Estacionei o carro mesmo em frente ao rio Gilão e entrei num café que ali está para beber uma bica. No inicio da semana pagava por um café 45/50 escudos. Pois ali paguei 50 cêntimos (100 escudos)”
          “Fugo” Quarta-Feira, 10 de Junho de 2009

          A terrinha de Zuruspa podia ter cafés a um preço especial em 2001.Tal como os restaurantes que este personagem frequentava
          À minha frente uma conta de um restaurante indica o preço do café como sendo de 50$00.A data – 14 de Outubro de 2001.O local-Lisboa
          Há terrinhas e terrinhas.Restaurantes e restaurantes.E outras coisas mais

          • Zuruspa diz:

            Pois, eu näo frequentei o Majestic. Pelos vistos devia, que o café deles era assim täo barato!

            Aqui o personagem nos anos 90 teve a sorte de frequentar cafés e restaurantes em Portugal, Espanha, e Itália, por acaso guardou os recibos, achava piada. Os senhores Morgado e Barrias também podiam apresentar os recibos que o demonstrem. O “tempo dos escudos” vem desde há muito. Nesse tempo houve alturas em que o café custava 2$50… ou menos ainda.

            Um restaurante em Lisboa a vender café a esse preço em 2001? Uau… nem naqueles aos quais eu ia faziam isso. Digitaliza e pöe na Internet. Tens de me dizer onde é, para eu lá passar a ir!

          • De diz:

            Zuruspa?
            Tens de ?
            Deve estar a brincar não?

            O alfobre dos recibos familiares pode servir de a tudo o que quiser.
            As recordações saudosas dos tempos do ISCTE podem dar lugar a todas as comiserações possíveis.

            Os dados estão aí.Os testemunhos idem, idem, aspas, aspas.
            (Os seus recibos andam pela sua prosa.Como o que refiro também é certo.Apenas e tão só)
            Mas o que quer?
            Discutir factos com alguém que parece andar por cá a demonstrar as vantagens do euro baseado em conversa fiada pessoal e intransmissível?
            A pergunta é.Não sabe ler ou não consegue entender o que se escreve?
            Lá no ISCTE não lhe ensinaram a interpretar textos simples?Que lhe permita identificar a época dos escudos retratada?
            Ora leia lá de novo e deixe de tentar enganar o pagode.

            A banha da cobra dá nisto
            E fina-se em solicitações de informações sobre restaurantes…com pedidos de digitalização.
            Expresso?
            Como o café?
            Ou como a marca de peúgas usadas?

            Pena que o tal Morgado seja secretário-geral da DECO…e não seja o neto dos avós de Zuruspa.

          • Zuruspa diz:

            Bibliografia
            http://dossiers.publico.clix.pt/noticia.aspx?idCanal=323&id=85339
            -Criado quinta-feira, 27 de Dezembro de 2001-
            Sabe quanto custa um café em euros?

            Um café… anda à volta de 85 cêntimos. Não, isso é muito, é 170 escudos. Devem ser 40 e poucos cêntimos.
            -Paulo Santos, Motorista da Carris

            Depende. Pode ser 42 cêntimos, se o café andar, como agora, à volta dos cem escudos.
            -Maria Teresa Oliveira, Funcionária de agência de viagens
            Nota: 42 cêntimos são cerca de 85 escudos

            http://www.head-fi.org/t/1045/tea-or-coffee/45
            -Agosto de 2001-
            By the way, the very best espresso style coffee I’ve ever tasted was this year in Portugal. I mostly had it in “Cafe Nicola” chain, and not only it’s far cheaper than Starbucks (100 escudos, that’s what, 70-80 canadian cents), but it is much better too.

            http://amesadecafe.wordpress.com/2008/02/20/o-fantasma-do-euro/#comment-2027
            -Fevereiro 2008, reporta a um artigo de 2002, infelizmente já apagado-
            Se compararmos os preços de agora (por exemplo, do café), e pensarmos no que nos ficou na memória do escudo, somos levados a pensar que este bem “fundamental” custava antes 50 escudos, custando agora 50 centimos. Na verdade, se puxarmos pela memória, é fácil perceber que não só o café já não custava 50 escudos em 2001 como não passou logo a 50 centimos com a passagem para o Euro. E este aumento deveu-se, entre outras coisas, principalmente à inflação (maior neste produto.

            Um exemplo mais óbvio é o dos gelados. Se a minha memória não me trai, já com o escudo me queixava que os 200 e tal escudos que um magnum custava eram exorbitantes. Et voila, hoje continuo a queixar-me do mesmo…

            Para terminar, deixo “a prova”. Um artigo, que vale o que vale, que encontrei por aí (leia-se, na Internet).

            Chamo a atenção para o facto de o aumento da inflação entre Dezembro e Janeiro se ter cingido aos 0,27% (bem menos que os 50% da crença comum, convenhamos), motivado pelos ditos arredondamentos.
            ————————–
            O senhor que foi de férias para Tavira nunca tinha reparado que no Algarve os preços sempre foram o dobro do resto do País?

          • carlos ribeiro diz:

            Sr Agostinho Barrias …e como um burro so tem as orelhas mais pequenas .um cafe em 2002 custava no cafe capim 90 escudos com a entrada do euro passou para 50 centimos .aconselho refrescar a memoria,ou entao informar-se melhor,em vez de vir para aqui dizer barbaridades .

          • Zuruspa diz:

            Entäo, a minha bibliografia calou-te, De? Pois, contra factos näo há argumentos.
            Ou custa-te assim tanto admitir que te enganaste, ou foi a dor das ofensazitas pacóvias que fizeram ricochete?

  9. De diz:

    Mais outra testemunha.Apanhada ao acaso.
    http://rmelectro.com/cgi/detn?id=15549

    A banha da cobra dá nisto

    • Zuruspa diz:

      Pois, banha da cobra de quem deveria esclarecer o povo. Mas em Portugal säo as supostas “autoridades na matéria” a mandar calinadas e a prolongar a vida de lendas urbanas. Dados do Banco de Portugal demonstram que em Dez. 2001 os cafés eram vendidos a 80$00 (60% das frequências) ou mais.

      Mais uma vez, e especialmente ao De, que näo teve tempo de ler:

      Bibliografia
      http://dossiers.publico.clix.pt/noticia.aspx?idCanal=323&id=85339
      -Criado quinta-feira, 27 de Dezembro de 2001-
      Sabe quanto custa um café em euros?

      Um café… anda à volta de 85 cêntimos. Não, isso é muito, é 170 escudos. Devem ser 40 e poucos cêntimos.
      -Paulo Santos, Motorista da Carris

      Depende. Pode ser 42 cêntimos, se o café andar, como agora, à volta dos cem escudos.
      -Maria Teresa Oliveira, Funcionária de agência de viagens
      Nota: 42 cêntimos são cerca de 85 escudos

      http://www.head-fi.org/t/1045/tea-or-coffee/45
      -Agosto de 2001-
      By the way, the very best espresso style coffee I’ve ever tasted was this year in Portugal. I mostly had it in “Cafe Nicola” chain, and not only it’s far cheaper than Starbucks (100 escudos, that’s what, 70-80 canadian cents), but it is much better too.

      http://amesadecafe.wordpress.com/2008/02/20/o-fantasma-do-euro/#comment-2027
      -Fevereiro 2008, reporta a um artigo de 2002, infelizmente já apagado-
      Se compararmos os preços de agora (por exemplo, do café), e pensarmos no que nos ficou na memória do escudo, somos levados a pensar que este bem “fundamental” custava antes 50 escudos, custando agora 50 centimos. Na verdade, se puxarmos pela memória, é fácil perceber que não só o café já não custava 50 escudos em 2001 como não passou logo a 50 centimos com a passagem para o Euro. E este aumento deveu-se, entre outras coisas, principalmente à inflação (maior neste produto.

      Um exemplo mais óbvio é o dos gelados. Se a minha memória não me trai, já com o escudo me queixava que os 200 e tal escudos que um magnum custava eram exorbitantes. Et voila, hoje continuo a queixar-me do mesmo…

      Para terminar, deixo “a prova”. Um artigo, que vale o que vale, que encontrei por aí (leia-se, na Internet).

      Chamo a atenção para o facto de o aumento da inflação entre Dezembro e Janeiro se ter cingido aos 0,27% (bem menos que os 50% da crença comum, convenhamos), motivado pelos ditos arredondamentos.

  10. João Nobre diz:

    Abri este blog na esperança de ver um “debate” construtivo e troca saudável de prós e contras do que quer que seja… vejo extremistas de direita e de esquerda a “esfaquearem-se” utilizando partes de entrevistas de pessoas minimamente sérias que se esforçam por alertar e instruir (esta palavra será assim tão salazarista? provavelmente… a vida não é só preto e branco…) as pessoas no sentido de entenderem o país que têm e que terão no futuro…
    Lamentavelmente o português (há excepções) caminha para o abismo criado por si só por não querer admitir que a democracia ainda não é o que devia ser e não entender que lá por não o ser não significa que a ditadura seja melhor, nem que esta última teve tudo assim de tão mau.
    Interpretem-me como quiserem. Gostava de facto de sentir que os portugueses baixam as defesas politicas e ideológicas e começam a entender que por melhor que seja uma ideia, tem que ser debatida e analisada… não somos todos afinal seres vivos intelectualmente incompletos?

    Bem haja a todos (as)

  11. sergio diz:

    mt bom blog, desde já os parabens.
    se fosse só o café!! o que realmente aconteceu foi que tudo ou quase tudo nomeadamente bens de primeira, segunda necessidade, bens superfulos, enfim, aumentaram na razão do dobro e os consumidores (familias) mantiveram o rendimento mensal, mas, continuaram a consumir da mesma forma que consumiam até ai, por isso a “crise” tem um rosto, um culpado e esse culpado somos todos nós.
    Foi otimo enquanto durou, enquanto houve dinheiro, os agentes económicos em muitos casos duplicaram os seus lucros sem saberem muito bem como em alguns casos, e as familias foram-se endividando pois o dinheiro era barato e o ser humano tem uma enorme tendência para o facilitismo, enfim, se lerem este mini texto vão ter uma noção de como chegamos até aqui, um bem haja a todos.

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