Clara Zetkin

A 28 de Dezembro de 1891, há precisamente 120 anos, Clara Zetkin tornava-se editora do jornal Igualdade, do SPD alemão, o jornal que «visava aprofundar o pensamento socialista das mulheres proletárias». Em 1914, quando recusa defender a “nação” alemã na I Grande Guerra, é afastada do lugar. Zetkin mais tarde irá trabalhar para o Die Kommunistische Fraueninternationale.

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13 respostas a Clara Zetkin

  1. Gentleman diz:

    Infelizmente não viveu o suficiente para comprovar os decepcionantes resultados do socialismo real.

    • Raquel Varela diz:

      O que era “real” mas não era “socialismo”.
      Ela viveu o suficiente (morreu em 33) para ver como a derrota alemã, fruto do acordo do SPD com a salvação da economia nacional, levaram ao socialismo num só país na Rússia, ou seja, à contra revolução estalinista.
      Felizmente o beco sem saída do estalinismo não foi uma porta fechada para a utopia, meu caro, para mim e muita gente de bem.

    • Feudjude diz:

      Concerteza que deves ter alguma historia escondida com o professor doutor Eurico de Melo,meu malandro…

    • cristiano ribeiro diz:

      Acho que este gentleman é partidário do capitalismo “real”, actual e “moderno”. Já o percebemos. Ele não.

  2. xatoo diz:

    o chavão “estalinismo” dá para tudo, e não atende mesmo em nada às condições reais. Na década de 30 o povo russo estava cansado, exausto por 16 anos continuos de guerra. Estaline teve a perspicácia de ver e entender isso; e face às perspectivas da ameaça de outra agressão a partir da derrota da Revolução alemã limitou-se a fazer uma espécie de tratado de tordesilhas com os ingleses: nem vocês se intrometem nos nossos assuntos internos, nem eu permito que a nossa ideologia desestabilize a Europa ocidental. A desistência dos Russos em ajudar como deveriam ter ajudado os comunistas na guerra de Espanha ficou a dever-se a tal pacto eio secreto (talvez o Moravitch possa um dia vir a vasculhar os papéis ainda não disponibilizados). Obviamente Trotsky, o Zinoiev e a malta do internacionalismo não concordaram… e o caso tornou-se de vida ou de morte para qualquer das facções. Venceu uma delas. E foi assim que aconteceu… depois do XX Congresso venceu outra facção e é assim que se espalham mentiras novas para denegrir os que perderam, etc, etc,

    • Armando Cerqueira diz:

      Você não tem vergonha de justificar o Pacto Germano-Soviético em pleno terceiro milénio? Acredita realmente que Estaline era socialista, no sentido que os comunistas lhe dão? Ignora a denúncia do estalinismo feita no XX Congresso do PCUS? O XX Congresso do PCUS foi para si uma manobra do mais negro imperialismo (nessa os comunistas portugueses dos anos 1960 não acreditavam…)?Ignora os crimes de Estáline e da sua equipa (e ele não esteve só, alguns seus colaboradores reconerteram-se no decurso do dito XX Congresso…) e a sua responsabilidade na impreparação das Forças Armadas soviéticas perante a Wermacht nos primeiros tempos da invasão alemã? Ignora que os estalinistas decapitaram o Exército Vermelho liquidando a maior parte dos altos e qualificados altos quadros militares, que vinham da revolução? E o apoio dos estalinistas ao rearmamento e treino das Forças Armadas alemãs até 1939? E a partilha da Polónia de mãos dadas com os nazis? E Katyn?
      Você não lê, não se documenta, não se actualiza? Há a Livraria Bullosa, a FNAC, a Penguin Books, a colecção Ponts/Histoire, a Amazon, etc. Há muita coisa na Net…
      Ser Estalinista em pleno século XXI é realmente uma anomalia do subdesenvolvimento cultural português.
      Armando Cerqueira

      • Armando Cerqueira diz:

        Corrigo: colecção Points/Histoire, colecção de bolso, economicamente acessível da editora parisiense Seuil.
        É ‘colaboradores reconverteram-se no decurso’ e não
        ‘colaboradores reconerteram-se no decurso’.

      • Carlos Carapeto diz:

        “Armando Cerqueira says:

        Você não tem vergonha de justificar o Pacto Germano-Soviético em pleno terceiro milénio?
        A falácia só perdura até surgir a verdade, a verdade é filha da história, por muito que tentem os seus raptores nunca conseguirão separá-las.

        E o Senhor ainda tem o descaramento de omitir o tratado de Munique assinado um ano antes ? Ignora que o segundo foi um acto de legitima defesa às reais intenções do primeiro?
        Não sabe quais eram os objetivos de Chamberlain e Daladier quando cederam a todas as exigência de Hitler?
        Tinha como unica intenção empurrar Hitler para Leste.
        Mas sairam-se muito mal.

        Sobre negócios é melhor não mexer no assunto, não se lembre alguém recordar-lhe os negócios da Krup (gigante do aço) com os Americanos até às vesperas da guerra.

        Quanto à partilha da Polonia, com um unico disparo conseguiu acertar nos dois pés.
        A União Soviética ultrapassou a linha Curzon?
        A limitação de fronteiras estabelecida nos acordos de Paris de 1919. Não.
        Simplesmente recuperou o que lhe tinha sido conquistado por a força das armas com a ajuda das potências Ocidentais. Nessa campanha participou um tal Alferes Charles DeGaulle, chefiado por o general Wygand.
        Nem em 1945 depois de terem saído vitoriosos da guerra, os Soviéticos desrespeitaram esse acordo.

        Quando as pessoas pretendem contar apenas com a sua própria esperteza, esquecendo os conhecimentos dos outros, arriscam-se apanhar umas banhadas.

        Sobre Kruschev no XX Congresso do PCUS. Tratou-se de um ajuste de contas com Estaline e mais tarde contra outros altos dirigentes e militares. Em particular Ivan Boldin.

        Kruschev nunca perdou-o ter sido despromovido e desautorizado várias vezes por Estaline. Em 1942, quando os Alemães reocuparam Kharkov, Kruschev como principal Comissário do Povo para a frente de guerra teve grandes responsabilidades nisso e foi afastado dessas funções (infelizmente voltou a assumi-las mais tarde).

        Assim como nunca perdou-o ao general Ivan Boldin de o ter escorraçado de Tula, quando às ordens de Zukhov foi tentar convencê-lo a recuar quando se encontrava encurralado com o 50º exército. Boldin proferiu a celebre frase ” para trás nem mais um passo, para trás fica Moscovo” , desobedeceu a todos mas não recou-o. Mesmo Zukhov ameçando-o se saisse vivo era levado ao tribunal militar.

        Em finais de Novembro de 1941 já os tanques das divisões Panzer de Guderian se passeavam nas ruas dos bairros periféricos do Sul de Moscovo, a população fugia espavorida em debandada da cidade.
        Churchil estava na América com Roosovelt a discutirem na Conferência de Arcadia os termos da paz a assinar com Hitler caso a União Soviética capitula-se.

        Boldin no dia 1 de Dezembro desferiu um poderosissimo contra ataque cortando a retirada às forças blindadas Alemãs, os que conseguiram sair fizeram-no por uma brecha de apenas 12 Km.

        E seis dias depois começou a grande ofensiva Soviética, que pôs fim à operação Furacão, empurrando a Werhmacht trezentos Km para Ocidente, com um saldo de mais de 500 000 baixas e um terço do material destruido.

        E Ivan Boldin foi promovido a segundo comandante dos exercitos de Rossokovski na frente Bielorrussa, para preparar a Operação Bragation. Foi esse o castigo que recebeu.
        Filho de camponeses, era analfabeto quando participou como soldado na I GG. O sucesso dos pobres provoca grandes dores à burguesia
        Quando Kruschev assumiu o poder na URSS, não esqueceu a humilhação de Boldin e destituiu de todos os cargos afastando-o do exército. Morreu em 1964 anonimamente. Foi depois reabilitado do Breznev.

        Krutschev com Béria teve o mesmo comportamento, mandou liquidá-lo em Junho e em Dezembro fez um julgamento fantoche à porta fechada condenado-o à morte já depois de estar morto haviam vários meses.

        Mas para os inimigos da URSS só é verdade o que Kruschev disse no XX Congresso. De resto nada tem valor.

        Quanto ao rearmamento do exército Alemão por parte dos Soviéticos. Só merece uma resposta. É mentira, por todas as razões.

        As forças Soviéticas estavam tão impreparadas para deter o avanço da Werhmacht que demoraram 45 dias tomar Somolensk,
        enquanto para esmagar os exércitos Franceses e Ingleses, melhor equipados fizeram-no em apenas 40 dias.
        Na operação Barbarossa participaram 5 000 000 milhões de homens, milhares de aviões modernos, milhares de tanques, milhares de peças de artilharia. Uma força militar poderosa bem equipada, altamente motivada com as vitórias obtidas a Ocidente.

        Os bastardos burgueses ainda hoje exigem que a URSS devia ter lavado a honra da humilhação imposta por Hitler aos países Ocidentais.

        Quanto a leituras da minha parte não recomendo opiniões de serviçais do capitalismo. Prefiro aconselhar pessoas isentas.

        Por exemplo: Alexandr Zinoviev “A Morte de uma Esperança” tratasse de um dissidente Soviético que fugiu para o Ocidente e que no final da vida depois de conhecer os meandros do capitalismo denunciou o sistema e voltou a defender Estaline, por isso poi atirado para a lixeira por aqueles que antes o bajulavam.

        Aconselho também, Paulo-Marie De La Gource “1939-1945 Uma Guerra Desconhecida”.

        Ou então Geofrey Roberts “Estaline e a Guerra”

        Ainda Domenico Losurdo “Estaline Uma Lenda Negra”

      • Carlos Carapeto diz:

        “Armando Cerqueira says
        Ignora que os estalinistas decapitaram o Exército Vermelho liquidando a maior parte dos altos e qualificados altos quadros militares, que vinham da revolução?”

        Que vinham da revolução não? Rasquicios do Czarismo.

        E ainda bem que o fizeram a tempo, senão em vez de um Vlassov tinham tido vários e logo nos primeiros dias da invasão Nazi.

        Será que aqueles que exigem aos Soviéticos ter sustido o impato da maquina militar nazi nos primeiros momentos da ofensiva, não se apercebem que estão a mergulhar no mais profundo dos ridiculos?

        E porque não o exigem aos países Ocidentais (França, Inglaterra, Bélgica, Holanda) que dispunham de militares filhos da mais alta aristrocracia, treinados nas melhores academias existentes?
        É mais que ridiculo. É enveredar na pura canalhice.

        O Exército Vermelho desde o primeiro momento da ofensiva mostrou ter oficiais com estatura para enfrentar as hordas Nazis.

        Um mês depois da invasão da URSS a Wehrmacht já tinha sofrido 250 000 baixas, enquanto na campanha de França teve 45 000, e em Dezembro de 1941 já tinha perdido 1 500 000 homens..

        Esses oficiais a maioria eram filhos de camponeses e operários. Como Boldin que referi no comentário anterior, Zukhov o melhor militar da guerra, filho de uma lavadeira e de um camponês. Eremenko, Bragamian,Sokolovski, todos estes eram originários de familias pobres.
        Todos eles foram militares de grande capacidade. No entanto os pedentes encartados, sicários do capitalismo recusam-se em reconhecer-lhes a sua grande contribuição na derrota do Nazi/fascismo.

        Lastimam a morte dos traidores que conspiravam em segredo com os Nazis. Como foi o caso de Tukhatchevski.

      • Vasco diz:

        Você documentar-se documenta-se, mas mal. Nesses factos que indica há muitos que são manipulados. Quanto ao Pacto, o próprio Churchill (insuspeito de simpatias comunistas) considerou-o uma genial manobra diplomática, para ganhar tempo para se preparar para a guerra, como realmente aconteceu. O pacto verdadeiramente nefasto – e de que ninguém fala – é o de Munique, que pôs as «democracias ocidentais» a alimentar o Hitler contra a URSS. Mas isso não lhe interessa nada, pois não? E chame-me o que quiser, que não me importo…

  3. Carlos Carapeto diz:

    Estou cá eu para testemunhar o grande fracasso que foi a reintrodução do capitalismo nesses países.

    Com Trotski ainda hoje estavamos à espera de sócios? Se o socialismo não era viável num só país.

  4. Gentleman 2 diz:

    Infelizmente Sá Carneiro, também, não viveu o suficiente para comprovar os decepcionantes resultados dos governos do seu partido .

  5. Carlos Carapeto diz:

    Clara Zetkin dedicou toda a sua vida na defesa do proletariado, em particular do movimento feminino, por isso merece toda a nossa admiração e respeito.

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