Balanço musical 2011 (músicas: 30-21)

Eis a terceira parte do meu top de temas de 2011 (estas foram a primeira e a segunda partes)

30. Toro y Moi – New Beat

O tema perfeito para representar a mudança de Toro y Moi: o “new beat” do projecto, mais orgânico e irresistivelmente funky. Chaz voltará com o grande tema que fecha Underneath the Pine

 

29. Fool’s Gold – Bark and Bite

Num disco menos étnico que a estreia, eis uma das excepções, uma grande malha soukous. Ao pé do irrepetível “Surprise Hotel”, pode ser tímido, mas isso é suficiente para ser muito bom. A veia melancólica aparece mais à frente…

 

28. EMA – The Grey Ship

Entre o sussurro e a catarse, entre a melodia e o fundo sombrio, entre as influências clássicas e electrónicas, “The Grey Ship” é, a abrir, a súmula perfeita de um excelente disco.

27. The Black Keys – Lonely Boy

O 1º single de El Camiño  é um verdadeiro hino de estádio. Medo? Não… com uma cadência e um refrão (e já agora um vídeo) inebriantes, o resultado é magnífico. Mas também há folk no disco…

26. Lykke Li – I Follow Rivers

Depois da balada, o monumento festivo. Com uma percussão incrível e a já referida evolução na voz, “I Follow Rivers” é um grande tema pop.


25. Kurt Vile – Baby’s Arms

A mistura de folk, blues e country e o timbre peculiar de Vile ganham aqui uma inspiradora e muito bonita melancolia. Banda-sonora ideal para uma viagem tranquila, com uma paisagem idílica.

24. James Blake – The Wilhelm Scream

Depois do vibrante “CMYK” (como as opiniões mudam) e da beleza de “Limit to Your Love”, este single mostrou um outro lado de Blake: electrónica mais ambiental e um sussurro vocal com uma ligeira e prodigiosa manipulação. Magnífico.

23. Nicolas Jaar – I Got A Woman

Eis o primeiro tema da tabela do jovem prodígio Nicolas Jaar. Jazz, electrónica suave e um sample do grande Ray Charles, misturados na perfeição.

22. Metronomy – The Look

Uma linha de teclado viciante (o fantasma de “Feeeling Called Love” dos Pulp) e um baixo brutal abrem caminho a este single, perfeito ilustrador da pop veraneante que os Metronomy abraçaram. Voltarão mais dançáveis…

21. Dead Combo – Lisboa Mulata

A incursão por África da banda portuguesa surpreende pelo apelo à dança, definido pelo ritmo da bateria e pelo extraordinário diálogo de guitarras. Voltarão com um tema que é, por si só, um novo horizonte do fado.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

2 respostas a Balanço musical 2011 (músicas: 30-21)

  1. rapónimo diz:

    vai mais uma de rap, assim em paralelo à lista? ao fim ao cabo, deixar de fora um estilo tão influente na música contemporânea é quase crime…

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=9Q1w44q6Om8&w=560&h=315%5D

  2. João diz:

    Antes de mais, não podia deixar de parabenizar esta excelente iniciativa, que proporciona a todos os leitores a chance de conhecer um conjunto tão diversificado de temas que, por uma razão ou outra, nos podem ter passado completamente ao lado neste ano que finda.

    Devo confessar que desconhecia a grande maioria dos temas apresentados, mas fiquei absolutamente deslumbrado pelo “Bark and Bite” dos Fool’s Gold.

    Aguardarei, ansiosamente, pelas restantes partes! 🙂

Os comentários estão fechados.