À esquerda da crise

A crise que vivemos é uma crise económica e financeira, mas também é uma crise política. O neoliberalismo tomou, desde os anos 80, conta das nossas sociedades: as forças políticas de esquerda ou se renderam a ele ou não foram capazes de o combater. Ironia da história, o neoliberalismo rebentou com a economia mundial e quem paga a factura são os trabalhadores. Como se caracterizam estes tempos a que chamamos crise? Existe uma alternativa de esquerda às troikas deste mundo? Vá ao Chapitô, beba muitos copos e descubra.

debate com:
João Vasconcelos http://www.activismodesofa.net/
Nuno Ramos de Almeida http://5dias.net/
Ricardo Noronha http://unipoppers.blogspot.com/

moderado por:
Zé Nuno Matos http://unipoppers.blogspot.com/

Bartô, o bar do Chapitô, Costa do Castelo, 1 dia 28 /12 às 22h

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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12 respostas a À esquerda da crise

  1. De diz:

    Todo o debate é útil.

    Sobretudo à esquerda.Porque pode ser instrumental para a mudança do mundo em que vivemos

  2. Felipao diz:

    Incrível tanta arrogância “as forças políticas de esquerda ou se renderam a ele ou não foram capazes de o combate”.
    Lá porque alguns dos doutos palestreantes(na escola de circo) se renderam e abandonaram bandeiras, nem toda a “esquerda” se rendeu.
    Senhor NRA, saiba que existe uma esquerda que não se rende nem saltita entre debates inócuos e auto-promocionais. Existe uma esquerda que não capitulou ideias e mantém uma acção quotidiana de combate ao capitalismo nas suas várias expressões.
    É aquela esquerda que não estará no vosso douto debate e que você sabe qual é.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      Muito interessante o seu comentário. Cheio de argumentos. Nada adjectivado. E muito profundo, a coisa da escola do circo é um achado.Fica uma dúvida sobre a esquerda milagrosa que não está presente num debate que não tem representantes de nada. Será o glorioso MRPP? Pelo seu paleio, tem o ar de ser uma cena maoista, uma seita de admiradores do pequeno líder. Acertei?

      • Felipao diz:

        Caro NRA, que argumentos posso eu ter…perante a sentença da “rendição” das forças políticas de “esquerda”. Tenho-o como uma pessoa inteligente e informada(muito), cansada de saber que nem todos se renderam.
        Ora, se você propaga e insiste na ideia dos rendidos, sabendo o quão falsa ela é, porque deverei eu esgrimir argumentos consigo. Se o debate para si começa com uma ideia falsa, propositadamente falsa, dolosamente falsa. Um aborrecimento para ambos a discussão seria.
        Muitos paleios tem o NRA e a sua corte que geralmente o acompanha, paleios sem fim sobre tudo e sobre nada.
        Adeus rendido NRA, que a fortuna o acompanhe e a luta de classes não o atrapalhe.

        • Nuno Ramos de Almeida diz:

          Isto é um debate de bloggers não tem importância nenhuma, mas não precisa de autorização para se realizar. Em que mundo em que você vive em que ser de esquerda dá emprego, fortuna ou trabalho? Em que mundo imaginário vive você em que uma esquerda contentinha dela própria está a ter enormes vitórias? O seu contentamento não é muito inteligente, mas isso é um problema seu. Não confunda o seu discurso bacoco com a militãncia dos outros. Dos que conheço da mesa, não desistiram.

          • Felipao diz:

            Mas quem é que falou em “autorização para se realizar”, quem é que falou em “enormes vitorias”, ou você não leu, ou não entendeu o que lhe escrevi. Terá lido o que quis ler.
            O que eu fiz, veementemente, foi uma critica à referencia sua(vossa) a forças de esquerda que se renderam ou que alegadamente são incapazes de combater, e a essa postura arrogante e altiva, sentenciadora sobre os outros, retomo nova critica.
            Mais, critico e repudio essa militância debateira, que confunde o debate com um fim com o debate como um fim em si mesmo.
            Como o Luiz Pacheco diria, vocês parecem a máfia dos debates. Hoje organizo eu e convido-te a ti, amanha organizas tu e convidas-me a mim, por aí fora… patético!!!
            O discurso bacoco é o discurso que o entala e o chuta para canto. Que o faz baralhar respostas e perguntas. Que o atira para o lado dos que tendo desistido vão esperneando para dar povas de vida.

            ps- a tua referencia ao MRPP está gasta e revela pouca criatividade, actualize-se homem!

            Ps2- a expressão “fortuna” que utilizei foi no sentido de sorte, naturalmente de forma sarcástica atendendo à natureza política e argumentos da discussão em causa. Obviamente não teve intenção de ser referencia à vida profissional de ninguém, tão pouco o seu sentido sarcástico é extensível à vida pessoal

          • Nuno Ramos de Almeida diz:

            Não percebi qual é o seu problema. Não gosta deste debate? Acha que ele é o único? Vou-lhe dar um exemplo simples: se o MRPP, o PCP, o BE, a famigerada esquerda do PS, a Renovação comunista convocar um debate, convida quem entender, e muitas vezes são sempre os mesmos que vão. O que você defende é que aqueles que não gosta não façam debate, porque cito: desistiram, não reconheceram que há uma esquerda fantástica que trabalha enquanto os outros falam, etc, etc. Infelizmente, a esquerda portuguesa o que tem a menos em trabalho e debates, tem a mais em sectarismo. Lamento dizer-lhe, parece que você acha que a realidade é que se engana: a esquerda não está no poder nem em Portugal, nem na Europa, talvez pq tem falta de pensamento e de acção. Falar é uma forma de intervenção como outra qualquer, há dezenas de sindicalistas e militantes dos partidos que a fazem, e já é um princípio. Eu não sei quem você é, mas está-me a parecer que faz parte da máfia do disparate.

            PS- Para além disso, a única pessoa que conheço neste debate é o Noronha com quem normalmente não concordo.

  3. xatoo diz:

    estamos a progredir
    a construção teórica da revolução está entregue a bloggers (não arranjamos uma ideia melhor para a palavra que passe pela ideia do interesse nacional da comunidade de portugueses unidos, no minimo, pela lingua?, caraca pá, até os brasileiros puseram as coisas no seu lugar: Blogueiros

  4. Felipao diz:

    Caro NRA,
    Parece-me que ambos percebemos os pontos de vista. Creio que não vale a pena insistir mais nesta discussão.
    Quero apenas dizer-lhe, porque sei o seu nome, que me chamo Filipe Guerra, sou de Aveiro, licenciado em Direito, em situação de desemprego e ainda militante do PCP.
    Não quero que esta discussão fique desiquilibrada no reconhecimento mutuo.
    Fomos rijos nos argumentos, e é assim que eu gosto. Gostei deste debate consigo, sinceramente.
    Até à próxima.

    • Nuno Ramos de Almeida diz:

      Caríssimo,
      Gosto de debates. E se me conhecer, embora não seja militante do PCP, não tenho nada contra o partido. Tem que perceber que aceitar um convite para uma iniciativa não significa pretender menorizar o partido A ou o sindicato B. Significa apenas fazer qualquer coisa. Tal como sou membro da direcção de um sindicato e dirigente de uma associação e blogger do 5 dias. Podia ser pior, podia estar em casa a olhar para a televisão a ver as aventuras da Cátia e do pasteleiro. Espero que seja militante do PCP e que esse “ainda” seja um lapso freudiano. 🙂

      Abraço,
      Nuno Ramos de Almeida

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