Where Do I Suck, Precisely?

A Maybelle Starr e o Russian Bill continuam a não perceber que a polémica que alimentam não é bem a polémica que inauguraram. Eu, que não sou melómano, não reduzo as canções à sua dimensão social, mas a evidência que de que os Deolinda e os Homens da Luta são um avanço face ao que costumávamos ouvir, do festival da canção ao coliseu, só pode ser negado por quem vê na música apenas um conjunto mais ou menos harmonioso de notas, cuja qualidade se avalia, sobretudo, pelo necessário divórcio com o movimento de massas. Em suma, se muitos gostarem, eles nunca gostarão.

Mais três exemplos:

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

12 respostas a Where Do I Suck, Precisely?

  1. kirk diz:

    Meus, porq é q nao se deixam de beijinhos e abraços? Pelo que sei vocês até se dão bem, para quê ocupar o éter a discutir os vossos respectivos gostos musicais, hein?!
    K

  2. Von diz:

    Gosto dos Deolinda musicalmente e gosto dos Homens da Luta interventivamente. Mas resvalar o debate para a melhoria do festival da canção e do Coliseu… Não me parece que o festival da canção precise de melhoria. É um evento de um certo estilo, que privilegia o aparato e a produção à musicalidade, e como as regras desse evento estão definidas, e só o vê quem quer, é deixá-lo sossegado, para ele nos deixar sossegados. Quanto ao Coliseu, ao longo de décadas ouvi lá muita coisa, de Cab Calloway aos Motorhead, de Zeca Afonso aos The The, de Rammstein aos Kraftwerk. Não me parece que exista falta de diversidade nessa sala. E já vi a sala cheia e já a vi vazia. Insistir na dualidade entre poucos e qualidade, ou entre muitos e lixo, é manter oca a opinião. Gosto dos Deolinda e da multidão que arrasta. Gosto dos Homens da Luta por incitarem a multidão. Gostava que muitos gostassem o que poucos gostam, mas não faço disso bandeira.

  3. Infelizmente, há demasiada visão da “música apenas um conjunto mais ou menos harmonioso de notas”. Há tempos, deixei uma imprecisas impressões sobre o assunto:
    http://exiladonomundo.blogspot.com/2011/02/imprecisas-impressoes-musicais.html

    • Renato Teixeira diz:

      Já sabemos que os Deolinda e os Homens da Luta, mais os segundos que os primeiros, não se distinguem pela qualidade musical. A discussão é outra.

  4. NR diz:

    Parece um puto a justificar o porquê de aparecer a Britney no IPOD. É triste…

  5. xico diz:

    Os Deolinda fazem música que às vezes é interventiva. Os Homens da luta fazem intervenção, boa, em que por vezes juntam barulho a que chamam música. Não há discussão possível sobre a harmonia ou desarmonia do barulho que fazem comparando-a com música.

  6. anonimo diz:

    não é where.. é how!

Os comentários estão fechados.