Eis a segunda parte do meu top 50 de músicas de 2011 (esta foi a primeira parte)
40 – Bon Iver – Calgary
Num formato de banda, com mais sons e instrumentos, o single “Calgary” deixou logo claro que toda a magia e emoção do disco de estreia se iria manter. E a voz continua única.
39 – The Field – Then It’s White
Quando grandes talentos da electrónica optam por uma dimensão mais orgânica e contemplativa, o resultado pode ser maravilhoso. Fiel ao loop, com um piano incrível, este é um óptimo exemplo.
38 – Yann Tiersen – Another Shore
Quando o imaginário inspirador e idílico de Yann Tiersen se aproxima do post-rock, espera-se algo superior. Com ligeiras nuances psicadélicas, “Another Shore” confirma toda a expectativa.
37 – Timothy Blackman – Wolves
O violoncelo tem um tremendo sentido dramático e a guitarra e o bandolim são bem bonitos, mas nada que prepare para umas camadas de voz arrebatadoras (pena que seja uma raridade no disco). Uma belíssima surpresa.
36 – Retro Stefson – Kimba
Islândia… Bjork, Sigur Ros, Amiina… nada a ver. Toques de uma dança africana, uns teclados duvidosos e umas guitarras que, nos momentos hard, superam deliciosamente os limites do mau gosto. Tão bom ou tão mau que fica bom?
35 – Lykke Li – I Know Places
Uma belíssima e minimal balada de guitarra, piano e voz. E fica a certeza de que a fragilidade excessiva e quase irritante do timbre de Lykke Li já lá vai e foi substituída por uma chama imensa, notória nos temas mais calmos.
34 -M83 & Zola Jesus – Intro
Com uma abertura com sintetizadores duvidosos e uns resquícios de euro-pop (?!), temia-se o pior. Mas o Sr. Gonzalez leva tudo a bom porto e, com a voz de Zola Jesus e com um maravilhoso coro etéreo, é um belíssimo início de um disco arrojado. Os M83 voltarão…
33 – We Trust – Better Non Stop
Três, quatro palavras repetidas até à exaustão, xilofone e linha de teclado simples, mas bonitos, e um toque de vocoder simpático. O disco pode ser bem mais easy-listening, mas a banda portuguesa fez aqui um dos singles mais brutais do ano.
32 – PJ Harvey – On Battleship Hill
Entre a guitarra suave e um piano delicado, um falsete incrível e, no refrão, o dueto assombroso com John Parish. A primeira passagem de Polly Jean por aqui não é nada convencional e, tantos anos depois, continua a surpreender.
31 – Bjork – Crystalline
Entre a melodia e o ruído, com um xilofone repetitivo, manipulação incrível de sons e a voz sempre magnífica, ou seja, nada de novo na carreira da Bjork. Mas volta a ser brilhante.





Um bom serviço …
Muito obrigada
daqui a 10 anos vou adorar
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