Mário Tsé-Toung e seus compagnons de route

Quem tem telhados de vidro, não devia ficar espantado com certo tipo de “condolências“.

Via facebook da Joana Lopes

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25 respostas a Mário Tsé-Toung e seus compagnons de route

  1. donatien diz:

    Grandes tempos em que a Assembleia da República era presidida pelo Presidente da Liga dos Direitos Humanos…Agora é presidida por uma senhora que foi dada por incapaz para o serviço pela junta médica(?)da Caixa Geral de Aposentações…

  2. Gentleman diz:

    Ó Renato, não vale a pena forçar paralelismos… Mário Soares em 1976 não tinha, seguramente, o volume de informações sobre os atropelos aos direitos humanos praticados na China de Mao que actualmente qualquer pessoa pode ter sobre a Coreia do Norte.

  3. kirk diz:

    Sabemos lá se não foi por causa das condolencias enviadas pelo Estado Português há 35 anos, que os chineses de agora compraram a EDP, como medida de retaliação… Se o Mao Zedong ainda fosse vivo a EDP tinha ido para os alemães. Agora fiquei com uma dúvida fodida, qual dos dois seria melhor, os chineses, os alemandeses ou os brsileiros? Humm….
    K

  4. Aqui, complementado com um outro recorte «Partidos democráticos homenageiam Mao Tse Tung».

  5. anónimo diz:

    Uma coisa são as relações diplomáticas entre estados soberanos, outra coisa é a solidariedade expressa por um partido a determinado regime político. Misturar as duas situações não é sério.

    • Leo diz:

      “outra coisa é a solidariedade expressa por um partido a determinado regime político.” ???

      Refere-se à AOC, CDS, PCP (m-l), PPD e PS, certo?

    • nuno diz:

      E por causa das relações diplomáticas, estas frases eram obrigatórias?

      “O presidente Mao Tsé Tung, dirigente do povo chinês na sua longa marcha para a libertação, fundador de uma nova sociedade no centro da Ásia e representante intransigente da luta anti-imperialista, merece o respeito mundial. O seu desaparecimento é uma grande perda para o povo chinês. Mas estamos convencidos de que o seu exemplo manterá a República Popular da China na via de uma sociedade justa e consciente, o que é o objectivo firmemente fixado para o povo chinês.”

    • RML diz:

      Se os Estados são soberanos, qual é o problema da Coreia?
      De qualquer forma, diga-se que em termos de expressar solidariedade a determinado regime político o PCP fica um pouco aquém. Diz que não se identifica com fenómenos e práticas da realidade política coreana. Mas no entanto expressa condolências a um partido que, certamente, será tão soberano como aquele que expressa.
      Misturar as duas situações não é sério.

  6. Augusto Canetas diz:

    No tempo em que discutíamos política a sério em Portugal, Mário Soares como burguês que era, dedicava-se a tirar apontamentos nas esplanadas de Paris! Por isso, vendeu a democracia ao capitalismo.

  7. Carlos Vidal diz:

    Aqui está um caso em que me afirmo sem ambiguidades, e não sabia que um aliado ou próximo ou contextualizado ou pós-trotkista não pode admirar Mao.
    Quanto à Coreia, disse que as fomes vêm passando pela Europa rica (Grécia?), e que não vale a pena usar a Coreia para bater no PCP, que é isso que muitos comentadores pretendem. E não vale a pena, porque o jogo é conhecido.
    Agora, vires com o Mao, já é diferente. Os meus post sobre a Coreia complexificavam a situação, faziam recuar à história, e afirmavam que é incrível como sobre a Coreia se diz tudo tudo e sobre a Coreia nada se sabe.
    Portanto, aqui, tudo o que escreve Joana Lopes é puro lixo (se acusar Mao ou quem o apoiou verdadeiramente e não por convenção política, tipo “condolências”, etc.). Joana Lopes é puro lixo comparada com a obra de uma grande pensador e filósofo.
    Não manifestei admiração explícita sobre a Coreia do Norte, nada que se parecesse. Tentei desmontar uma eatratégia primária. Mas quanto ao Mao, tudo muda de figura:
    A minha admiração é total, explícita, pelo político, pelo protagonista da Longa Marcha, pelo governante, pelo filósofo (o debate “Um divide-se em dois” no plano da dialéctica e numa aproximação crítica a Hegel – e é um debate que muito me serve e muito uso em muitos textos até fora daqui; recordo-te que um dos capítulos da minha tese era sobre a relação entre Mao e Kierkegaard); não percebo este post. E pode mesmo ficar aqui registado que não sou ex-maoista. “Ex” não sou. A minha sintonia com alguns filósofos e pensadores sobre a Revolução Cultural, a estratégia e a Longa Marcha é total. Apesar de ter escrito isto meio à pressa, a minha posição é esta como toda a gente sabe.

    • Renato Teixeira diz:

      É mais simples que isso Carlos. A indignação pode vir de todos os lados, menos do campo do Partido Socialista.

      Quanto a Mao, confesso, vejo muito pouco por ai que se aproveite.

      Abraço

      • Carlos Vidal diz:

        Ok, entendido.
        Mas, com efeito, o PS não admirava nada, era tudo cálculo político.

        Quanto a (só) existirem textos nulos por cá sobre Mao, é verdade. A história do maoismo em Portugal (M. Cardina – não li, não vou ler: material da Tinta da China é coisa que não me “cheira”, Câncios Zeneves e cia., ná…) nada tem a ver com a reflexão sobre Mao.
        Assim, de repente, há um texto curioso (sobre aspectos de estratégia) que nem sequer é de um homem de esquerda: a editora Sílabo publicou o volume (recomendo), “Problemas Estratégicos da Guerra Subversiva” com um estudo introdutório do general Loureiro dos Santos. Ainda deve ser possível apanhar esse livro por aí, o livro é de 2004.
        Por um 2012 combativo e de guerra, camarada.

      • Pedro Bergano diz:

        Repara:

        Mao libertou a China da servidão feudal e da sujeição imperialista.
        Revolucionou as estruturas sociais, económicas, culturais do país.
        Mobilizou o seu povo e lançou as bases da China moderna.

        Trotsky depois de kronstad e os trotskistas depois de Trotsky nã conseguiram fazer puto. Um bocadinho menos de água benta não faria mal

        • Gentleman diz:

          Mao substituiu o suposto feudalismo por um regime que matou mais de 5o milhões de pessoas, a maioria das quais à fome.
          É o que se chama de sucesso de merda.
          A melhoria das condições de vida na China só se verificou realmente após as reformas de Deng Xiaoping.

          Ao mesmo tempo, a parte da China que escapou ao Maoísmo — Taiwan — modernizou-se, prosperou, e a sua população sempre viveu melhor do que na China continental. Por isso, shut the fuck up.

    • Gentleman diz:

      «é incrível como sobre a Coreia se diz tudo tudo e sobre a Coreia nada se sabe.»

      Conhecimento para qual — diga-se de passagem — que Carlos Vidal nada contribuiu com as suas recentes intervenções.
      Os negacionistas e revisionistas da nossa esquerda bolchevique gostam muito de lançar uma nuvem de poeira sobre os factos e de comparar o incomparável. Sobre a grotesca tirania norte-coreana gostam muito de responder “o que é que você sabe sobre a Coreia?”. Claro que eles próprios ainda sabem menos. Pior do que isso: não sabem, nem querem saber! A ignorância sobre o que realmente se passa na Coreia do Norte permite-lhes estar mais em paz com as suas consciências.

    • xico diz:

      Conheci um dirigente do PCP que visitou a Coreia do Norte, nos gloriosos tempos de antes da queda do muro. Veio de lá “chocado” e disse a íntimos que não se podia contar ao público o que por lá se via. E já agora, eu estou “chocado”. Então Cuba tem prisioneiros políticos? Pensava que isso era coisa das ditaduras burguesas e capitalistas.

  8. xatoo diz:

    “vejo muito pouco (de Mao) por ai que se aproveite”
    assim como diz o provérbio chinês: a “casa é também de quem a olha”
    há também tipos que passam a vida a olhar prós palácios e não vêm pêva,
    p/e quem vai rebuscar textos dessa alimária que levava nos alforges toda a direita (Eduino Vilar) e apresente o animal como uma grande descoberta!
    Essa tipa (Joana Lopes) ainda é mais burra que o animal que cita.
    não é lixo, é mais indigesto intelectualmente que lixo, é a palha com que se alimenta

    • Renato Teixeira diz:

      Comparar o maoísmo a um palácio é a melhor tirada das grandes festas.

      • xatoo diz:

        é uma alegoria… o Maoismo é um método dialéctico de análise politico-filosófico – não é um prédio de 3 andares, com alicerces definitivos, ao estilo do António Palladio
        infelizmente há burros como essa tal Joana L. e a sua récua de seguidores que não conseguirão nunca discernir a diferença.

        • Gentleman diz:

          «o Maoismo é um método dialéctico de análise politico-filosófico»

          Ou, dito por outras palavras, o Maoísmo é uma cagada ideológica…
          Responsável por um dos períodos mais tenebrosos de perseguição política e onde a estupidez andou à solta: a Revolução Cultural.

          • xico diz:

            O senhor é realmente um gentleman. Chamar estupidez à revolução cultural é muito soft. Foi um crime contra o povo, a sua cultura e as suas tradições.

  9. Von diz:

    Uma revolução cultural que me diga o que tenho de ler e gostar, não passa de nazismo oriental.

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