Exmo Senhor Primeiro Ministro
Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome “de guerra”. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.
Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.
Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.
Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. “És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro.” – disseram-me – “Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção”. Fiquei.
Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. “Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante”. Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira ‘congelada’. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como “nativa”. Tinha como ordenado ‘fixo’ 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas…
Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci – felizmente! – também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.
Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.
Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar…
Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores – e cada vez mais raros – valores: um ser humano em formação.
Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.
Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro
e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus
Myriam Zaluar, 19/12/2011




Mude mesmo de país…Este país maltrata quem quer fazer qualquer coisa de positiva…Leve a familia que eles ficam a ganhar.
Bem, em primeiro lugar, desejo as maiores felicidades pessoais e profissionais a esta senhora que escreveu esta carta muito tocante. Em segundo lugar, e estando à vontade pois votei agora no PSD ( embora tenha sido sobretudo um voto de protesto contra a inépcia e corrupção do Sócrates, em quem votei da primeira vez), aqui expresso a total incompreensão e repúdio pelas inacreditáveis declarações sobre “emigrar ” do sr. governante que agora é primeiro-ministro.
E da próxima (se houver…)? Vai continuar a votar nos mesmos?
Claro que vai, o Seguro parece ser um tipo altamente e super honesto
Voces sao trouxas, nao tenho nada contra o Seguro, parece ser honesto sim, mas está sózinho, por traz dele existe uma ferida chamada PS que não deixa trabalhar. Nota-se o desespero no grupo parlamentar PS, estão a lancar areia aos olhos dos portugueses e muitos malabarismos nas palavras, para revolatarmos e nas proximas eleições voltar tudo ao mesmo, altas dividas, mais SCUTs, aeroportos e mais dividas insuportaveis, para depois fecharem a torneira dos euros. Sem falar nos corruptos que querem voltar a por para completar os poucos anos de parlamento que falta.
como o Sócrates é ladrão, então votou noutro, para equilibrar a balança com certeza. em relação a emigrar, sim todo a favor, mas à velocidade que provavelmente irá acontecer, com os 700 00 desempregados, vamos ter aí cerca de 230 trabalhadores que descontam….esses mm, os senhores deputados, mais uns 300 ministros ou gestores publicos….deviam ir todos para o mesmo sitio dos politicos islandeses…sim para a prisa!
O lápis azul dos “democratas” do 5 Dias volta a atacar…
Os comentários de um bobo-cobardolas dirigidos a terceiros serão, certamente, apagados.
oh tiago deixe lá isso de ser dirigido a terceiros, tremenda mariquice. nem sempre dá jeito ir aos posts certos com 200 comentários. atire-o lá para o recreio.
Peço desculpa a si Antónimo, pelo facto de o inserir no mesmo saco daqueles cujos comentários são ofensivos. Revoltei-me é certo, com o comentário anterior e vim por ali abaixo e inclui tudo no mesmo, agora que me chamou a atenção, voltei atrás, mais calma e refleti. Sou humana e também tenho falhas, mas reconheço-as. Mais uma vez as minhas sinceras desculpas.
O Tiago Mota Saraiva consegue ser mesmo patético… Como se comentários “dirigidos a terceiros” não fosse a massa de que este blogue é feito diariamente!
O que incomoda verdadeiramente o TMS é eu não ser mais um “yes man”, um apparatchik tal os que pululam nas caixas de comentários deste blogue. O que o TMS queria é que não existisse contraditório, que não existissem ideias discordantes, que a secção de comentários fosse preenchida pelos maluquinhos dos costume que insultam amiúde e praticam o mais abjecto negacionismo histórico. Para esses, o TMS reserva sempre um lugar.
P.S. Será que o meu comentário é dirigido a terceiros ou a “segundos”?
Mesmo patético?
(A proeminência ventral de gentleman não lhe permite ver o seu umbigo?
Mas tal devia ser possível devido ao tamanho desmesurado do umbigo do dito
Ou talvez não,já que as vacuidades dão nisto.)
Vem isto a propósito de ?
De mais um comentário “patético” de gentleman.
Gentleman já nos habituou que o seu método habitual de fazer as coisas,sempre que lhe surjam diante da face documentos comprometedores para os pulhas neo-liberais em exercício,é atirar para o lado.
Falar em tudo e mais alguma coisa.Desde que não se fale nos seus patrões que venera e admira
O rapazote já nem se atreve a defender a sua dama.Quanto muito põe uma cassete de um ex-ministro,conhecido pelas suas posições pró-FMI.
Agora este Gentleman quer alargar o âmbito da sua acção.Quer postar em posts alheios ,comentários a outros posts…ou a terceiros.
Compreendem-se os desejos de gentleman
O apparatchik ao serviço do Coelho e afins quer “apagar” o que o incomoda.
Fazer barulho,insultar ou choramingar,tudo vale desde que.
Vai bem Tiago Mota Saraiva de não lhe permitir tais trampolinices.
Este comentário é dirigido a quem tenta sistematicamente boicotar o debate.
Um ser que pratica sistematicamente a mais abjecta defesa de tudo o que seja exploração
(sob o manto pouco diáfano da manipulação histórica)
Vamos passar mas é à carta verdadeiramente impressionante, em boa hora aqui colocada
Quando se é cobarde e ignorante inventam-se nomes ficticios, nunca se dão pelos próprios nomes, assim está o nosso País, cheio de anónimos, porque nem a si próprios se conhecem.
Ao Gentelman e ao ao Antónimo eu desejo um Natal cheio de calhaus no sapatinho e um Ano Novo nas filas do Centro de emprego, ou eu último caso emigrem e levem o governo para nunca mais voltar.
Amigos, esta atitude de ataque e ofensa não me parece ser a necessária para este país. Se reagem assim a comentários como agiriam num Governo? Penso que precisamos é de tolerância e compreensão, discução saudável dos argumentos de cada um e finalmente entendimento e solidariedade. Abraço a todos
Olha, Ana Pais (não será pseudónimo?), E tu aprende a ler, que em nada do que digo achas concordância com Gentleman.
É mais grave o analfabetismo em quem sabe escrever ou a mediocridade da conclusão infundada do que o uso de um pseudónimo.
Sabes lá se estou empregado ou se já não me cruzei com a Myriam, ou se não tenho sido a vida inteira recibo verde ou falso recibo verde?
Depois, aqui, dentro, há quem saiba o meu nome, ou possa sabê-lo, que já o espalhei quando vieram com essa conversa da treta, da cobardia e o…
Procura, procura. Até te digo que é homónimo de um dos mais nojentos políticos portugueses. E boas festas, já que és tão crente.
o que é um apparatNÃO QUERO SABER NEGA-TE HISTORICAMENTE
Olhe Myriam
acabo de ler o seu ‘post’ e as lágrimas escorrem-me. Sim Myriam, sou homem e choro, de pena, de comiseração e de raiva, aqui em Paris onde vim passar uns dias com o meu filho e nora, Paris onde estive por um curto tempo exilado em 1965 por c ausa da guerra colonial, que acabei por fazer desgostado das intrigas e desunião entre os outros jovens compatriotas exilados.
Tenho muita pena que o País que quizemos melhor, por que lutámos, sofremos e sonhámos seja esta merda, que este Povo afinal – na sua esmagadora maioria – não preste, seja aquilo que penso e não nomeio. Lutámos muitos de nós, Myriam, por um País mais justo, solidário, tolerante, sem exploração de uns pelos outros (sempre muito menos…), sem opressão (mobbying e outras coisas, que também conheci em certas instâncias da Europa dita democráticas). Conheci com muitos companheiros de luta, que optaram ou divergimos nos caminhos, a PIDE e a DGS (quero dizer a PIDE reciclada), a guerra colonial e suas injustiças, crimes e opressão de cuja participação as Forças Armadas se recusam a fazer a autocrítica – para os seus porta-vozes é sempre a defesa da Pátria… -, conhecemos o PREC e a sua esperança, as suas traições e desuniões.
Tudo isso Myriam conhecemos, sofremos, ansiámos, supondo que no fim teria sido o preço por uma vida mais feliz não para mim, não apenas para a minha família e amigos, mas para todos. Juro-lhe que nas celas de Caxias, no exílio e na depressão da participação na guerra em Angola era nesse futuro melhor para todos que eu pensava. Tudo teria merecido a pena.
Por isso lhe digo Myriam, enquanto escrevo directamente no ‘post’ sem ‘editing’, triste, com amargura, após ‘exílios’ sucessivos em África e na Europa nos anos 80, 90 e 2000, que a a sua carta abderta desperta em mim um urgente sentido de solidariedade e a muita pena por sermos afinal impotentes para pôr fim à injustiça e canalhice que campeiam e governam o País que julguei ser o nosso – seu e meu.
Tenho quase 68 anos, o meu filho não terá qualquer futuro risonho em Portugal – dei-lhe um nome que reflecte a aliança entre o Povo e o MFA -, e a minha filha, apesar cdas suas múltiplas qualificações, não terá talvez grandes oportunidades no rectângul extremo-ocidental.
Um abraço, Myriam, e os votos que finalmente encontre com os seus filhos as oportunidades e justiça que bem merece. Sinceramente.
Armando Cerqueira
Uma carta … perdão…duas cartas comoventes
Por tudo isto,contra ventos e marés,com cada vez mais certeza…
só a luta nos pode permitir sair deste mundo horrendo em que nos querem enfiar
Estas duas cartas de vidas profundamente vividas, exprimem um verdadeiro sentido de tristeza, de amargura, de impotência.
Tristeza pelo que este país se tornou, amargura por ver a desejada democracia vestida de utopia, impotência na luta do dia-a-dia, contra os corruptos, os donos-do-poder, os vigaristas bem colocados, os boys oportunistas, todos eleitos à custa dos votos ingénuos do povo.
Para os que, como eu, viveram a esperança no 25 de Abril, para os que, como eu, sonharam um PAÍS NOVO e JUSTO, toca-nos de uma maneira bem forte, as imagens que estão expressas nestes dois textos da Myriam e do Armando.
Internados, quer pela idade, quer pelas raízes criadas neste país, só nos resta esperar que alguns de nós possam sobreviver ao tsunami europeu, para poder dar testemunho do que foi o capitalismo “internacionalista”…
Armando, desculpe só agora lhe responder mas parece que criei um monstro… Quero dizer-lhe que fiquei sinceramente comovida com a sua resposta e que revejo o meu pai nas suas palavras. Retribuo-lhe o abraço, assim como aos seus filhos. Pela parte que me toca, não me deixarei ir abaixo nem tenciono calar-me. Já há algum tempo que perdi o medo: agora não tenho mais nada a perder. MZ
Pois eu votei no PSD e, depois de ler esta carta, manifesto assim a minha revolta pelo que acabei de ler. Se essa senhora se acha melhor do que o PM em tudo, porque sabe mais línguas, porque sofreu mais,etc etc etc …., deixo-lhe a questão – Porque não se candidatou a PM, uma vez que se valoriza tanto, e se considera melhor do que o actual? Todos os professores estão muito indignados com as declarações prestadas por PCoelho. Colegas, é a pura verdade. Quantos enfermeiros já emigraram por falta de trabalho em PT? E no entanto ninguém ouve falar deles. Sou professora e educadora, a terminar o mestrado e faço limpezas a part-time. Infelizmente não dá para mais, por falta de tempo da minha parte. Mas assim que terminar este percurso académico, e se não conseguir colocação no meu país, vou para o estrangeiro com todo o gosto. Já estive em Cabo Verde, em voluntariado, a colaborar com a delegação de educação na formação de jovens e foi a melhor experiência que tive. Para terminar, a ironia que a senhora expressa ao longo da carta não lhe fica nada bem. Lembre-se que estamos a pagar dividas que não foram contraídas pelo actual governo.
Minha senhora, pode fazer o que bem entender e pode dizer aos outros o que bem entender. O PM é que não. Não pode, e sublinho claramente não pode, se tiver um mínimo de brio profissional e orgulho próprio, dizer aos cidadãos do país que representa “desistam e vão para o estrangeiro” porque mostra claramente que também ele não acredita no país e, logo, não serve, de todo, para o governar. É um desastre absoluto em termos de imagem do país e respeito pelos seus cidadãos. Compreende?
Não, não compreendo essa forma de pensar. Aliás, o “desistam” que apregoa vem da sua boca e não da boca do PM. O que o PM diz é encontrem soluções como por exemplo, o estrangeiro. Um dos problemas deste país, é sem dúvida, o problema em compreender a informação que é transmitida e a falta de comunicação, como o senhor acaba de demonstrar. Mas, não vale a pena perder tempo com hipotéticos comentários que saem da boca dos cidadãos e não da boca do PM. A imagem do país, como refere, é o importante (português que é português anda de audi, último modelo, mas tem dividas até ao pescoço). Temos alguém, superior, que conhece muito bem a realidade do país e que nos alerta para tal, mas é crucificado. (como diz o ditado: é preso por ter cão e por não ter).
De realçar que o comentário que fiz não será hipotético. Tanto que o fiz.
“O que o PM diz é encontrem soluções”. É precisamente esse o problema. Nas entrelinhas assume a sua total incapacidade para resolver o problema das pessoas que representa. Não assume as responsabilidades da governação para melhorar o bem estar das pessoas. Passa essa responsabilidade para os cidadãos do seu País. E, que saiba, não é para isso que votamos. Ora se não governa para as pessoas governa para quem diga-me lá?
Fico-me por aqui Srª./Srº. AP. Agradeço-lhe por me ter apresentado o seu ponto de vista e porque argumentou convenientemente. Sabe que é assim que as pessoas civilizadas fazem: Discutem, mas sem faltas de educação, como estava a fazer. A partir do momento em que entra a falta de educação recuso-me a dar continuidade à discussão.
A troca de ideias e as discussões saudáveis formam seres humanos.
Felicidades e parabéns.
Emigra tu, minha grande animal!!!!
Experimenta deixar namorado, pais, filhos, amigos… ou casa
É lamentável essa sua falta de educação. Realmente os bons profissionais estão no estrangeiro porque os maus profissionais formaram o sr Pedro assim.
Felicidades.
Não podia ter posto a coisa de maneira mais adequada…
Eu que ia fazer um comentário na mesma linha fiquei grato que já se tinham antecipado.
A personagem sofre de bronquite mental aguda.
Minha senhora,
creio que firmemente acredita nas palavras que aqui escreveu.
Por essa crença que demonstra ser tão transparente é que só posso ter pena de si.
Lamento que a sua curteza de vistas não lhe permita enxergar que está a ser despojada de tudo aquilo que lhe pertence. Lamento ainda mais que esteja feliz por ser assaltada, insultada, e desonrada.
A minha cara escreve:
«Temos alguém, superior, que conhece muito bem a realidade do país e que nos alerta para tal, mas é crucificado.»
Superior em quê?
O que lhe confere essa superioridade?
Habilitações não será pois há quem as tenha mais desenvoltas e com ele não concorde.
Humanismo e qualidades humanas também não pois essas mostram-se, não se dizem, e nesse sentido não reconheço ao primeiro ministro qualquer evidência dada.
A superioridade, a existir, advém de pessoas como a senhora que, por não acreditar em si mesma, deposita a sua confiança dogmática e cegamente no papagaio mais bonito porque melhor falante.
O que este Governo está a fazer ao país é vergonhoso.
O facto de muitos portugueses estarem felizes com isso explica o porquê de isto nos acontecer.
Tenha umas boas festas, minha senhora. E uma vida muito feliz.
Cumprimentos sinceros,
AF
Como?
Alguém que se chega à frente e vem defender as declarações de um primeiro-ministro que aconselha os seus concidadãos a emigrar?
Com a única atitude positiva de ter esclarecido logo no inicio que votou no PSD?
Mas como é possível que alguém venha defender o indefensável?O cartão do partido ou a pesporrência ideológica em pano de fundo para ter a suprema lata de falar em “Temos alguém, superior, que conhece muito bem a realidade do país e que nos alerta para tal, mas é crucificado”?
Mas desde quando é que este ser mítico,dito superior conhece bem a realidade?Será que está a falar em Coelho?O que mentiu para chegar ao poleiro?O que roubou os ordenados às pessoas negando o que dissera antes,enquanto mantém o grande capital protegido?
Mas um primeiro-ministro que se demite de criar condições para que os portugueses vivam no seu próprio país é o quê?Um salazarento personagem que espera a ocasião de vestir umas botas,sob os aplausos das Anas Cardoso desta terra?
Sejamos frontais.De facto uma coisa destas,e refiro-me a Passos Coelho, não está em condições para continuar no cargo.Anda acocorado diante de merkel e dos banqueiros.Anda a vender o país a retalho.Anda a hipotecar o nosso futuro.E agora, qual boçal personagem, coloca os portugueses como mercadoria a descartar.
Já não há pachorra para este tipo de venais criaturas ( e refiro-me a Coelho).Mas também já falta a pachorra para estes/estas que andam por aqui a tentar incensar tão sinistra criatura
( e poupe-nos à imagem do audi último modelo.Se esta que se assina pelo nome de Ana trabalhasse de facto em limpezas saberia quantos portugueses estão mais longe do audi do que de viajarem até à Lua.)
não devo ser português que seja português devo ser uma pessoa muuuuito séria que até ganha mais melhor bem dinheiriiiinho que isto p’ra pagar as urgências chega e sobra umas 3000 vezes não ouço falar de doenças de mortes, de suicídios de greves, de grécias e jornais de biologia de esquerda, vejo pessoas a terem muita liberdade para viajar conhecer muito bem o mundo e quem me governa conheço muito bem até sou eu a mandar nisto tudo, trabalho p’ra isso: enforma-se retorce-se e assobia-se e já tá tudo outra vez labadinho labadinho nem parece ter nódoa negra nessa canela tenho muito a dizer não é lá como naqueles recantos onde tu andas sozinha sem mim por minha cruz no boletim de voto onde só vai mandando quem pode para não poder quem mandar, adoro enfiar a minha cara na televisão a dizer cobras e lagartos dos que vão morrer a pagar a viagem de avião ‘lá p’ra fora’ vou com ‘todo o gosto’ vai saber-me muito bem aquela sanduiche na coxia que eu trato-me bem vou de 1ªa em low cost, um lucho, e antes que me esqueça queria mandar um beijito às minhas queridas televisões que ontem me fizeram mui boa companhia a adormecer até fiquei mais sério e tudo
Lembro que ja tivemos um Primeiro Ministro tambem do PSD, que abandonou a pasta e emigrou para o estrangeiro, confusa??? ora lembre-se lá bem… pois é … agora até é um alto dirigenta na europa, e dos bons, pois consta que ja foi re-eleito no cargo… só quem não tem valor como eu, como nós, os que cá estamos é que não saiem daqui… Portugal seria um escelente país .. se não existissem cá “portugueses” este povo “minorca” que habita estas bandas nos ultimos 200 anos, não vale um caracol…
Ana Cardoso:
Passos Coelho acabou o seu cursinho de “economista” na faculdade privada do costume na tenra idade dos seus 37 anos. Até aí tinha sido político mamão. Depois, foi conquistas a sua [dele] “independência económica” [palavras do jotinha]. Como? Através do padrinho ângelo Correia que lhe ofereceu um tacho de “administrador” no seu gurpinho económico.
E já agora… poupe-nos às suas mentiras
Bem dito.
“Lembre-se que estamos a pagar dividas que não foram contraídas pelo actual governo.”
O povo que subsiste trabalhando pediu dinheiro a alguém? A situação financeira não resulta dos ruinosos 30 anos cozinhados entre PSD/PS/CDS, que destruiram a nossa capacidade produtiva e transferiu a riqueza para o bolso de piranhas? O PSD, de mão dada com o PS, não votou a nacionalização dos prejuízos do BPN que já custaram, mais de duas vezes e meia, o que o ser superior que diz admirar, roubou e vai roubar (Sub Natal, Sub Férias) a quem trabalha ou trabalhou servindo em funções públicas?
Não interessa se é doutorado, fala línguas ou tem sex-appeal. Concretiza o emprobrecimento generalizado dos portugueses e um ajuste de contas, em que o trabalho e os nossos impostos vão continuar a enriquecer quem especula e alimenta canalhas para todo o serviço como Passos Coelho e Cia.
Mário Reis,
tem razão. Foi a burguesia portuguesa que, a partir d0 25 de Novembro de 1975 (ou antes, se quiser, a partir do ‘golpe de Tancos’ de 5 de Setembro de 1975), orientou a economia e a sociedade portuguesas no sentido do desastre presente. Não cuidaram de orientar o País no sentido da alta produtividade, da alta tecnologia, cultura e excelência na formação profissional e da consciência dos cidadãos, do fundo sentido de responsabilidade e qualidade profissionais e cívicas, da austeridade dos consumos de que falava o General Vasco Gonçalves, da poupança e reinvestimento para garantirem melhores níveis de vida e futuro das gerações seguintes, enfim isto e muito mais acrescido de uma justiça social progressiva.
A Dona Ana Cardoso queixa-se, creio, da modéstia da sua vida, de trabalhar a dias e estudar nas horas livres. E acrescenta com galhardia que vota PPD. Lembro-me de vder ‘pides’ e legionários de origens mesmo muito modestas, que não eram solidários com nem se condoíam da situação dos seus semelhantes. e que votavam Salazar ou Caetano. Hoje ainda restam alguns desses simpatizantes da Ditadura no PPD e no CDS. Esses partidos foram constituídos, em parte, por gente que de alguma forma colaborou com a Ditadura torcionária, mesmo que depois tenham ‘divergido’. E continuaram sempre a lutar pelos interesses e pontos de vista da grande e média burguesias. Os saudosistas da Ditadura e os colonos, aliados aos alegres defensores da ‘economia de mercado’ do desastre global estão alegremente coligados no PPD da Dona Ana Cardoso e dos seus ‘compagnons de route’ do CDS. Há pessoas que não têm vergonha, problemas de moral e de consciência, não é Dona Ana?
Armando Cerqueira
Então vá lá você embora. Mentalidades como a sua não fazem cá falta (já chega o camafeu do primeiro sacana vir mandar bocas destas e ainda temos que levar com plebe que não se enxerga só porque tem um bocadinho mais de conforto)!
Isto cheira-me a candidata a capataz no clima de escravidão alargada que se vive.
Mais, na ida aproveite para curar essa bronquite mental aguda. Podes ser que o tratamento seja acessível no local para onde escolher emigrar.
Vá Vá, que se faz tarde.
Votaste PSD? então és burra, só há 2 tipos de pessoas que votam PS ou PSD, ou são burros ou então é porque têm algo a ganhar com isso e tendo em conta que tu afirmas ter 2 empregos, é porque és burra. Mas não te preocupes, acho que fazes bem em ter orgulho em ter 2 empregos, isso é tudo fruto do capitalismo, deixa-te andar, não questiones, não te revoltes, deixa-te a andar a ser enrabada por essa gente em que votaste.
Cara Ana,
Não cuspa contra o vento.
Ana Cardoso,
Eu lamento que uma “professora e educadora” dê provas de não saber escrever nem argumentar, e que mostre muito pouca familiaridade com a lógica e exiba uma ignorância política (logo, histórica) que mais se esperaria do merceeiro da esquina. Intelectualmente, lamento dizê-lo, você não vale mais do que a mais estúpida das empregadas de limpeza. É esse, pelo menos, o nível da sua argumentação. E, como todos os medíocres, a coisa que mais a assusta é que alguém se considere superior.
Deves fazer limpezas é em casa do PM, deves ter a barriguinha cheia para falar assim, mas pode ser que ainda toque a ti alguma coisa.
Dª ANA CARDOSO FAZ DESCONTOS DO PARTE-TIME?
Espero que seja o seu nome verdadeiro, pois não aceitaria, por todo o dinheiro do mundo, que a minha filha tivesse a experiência de a ter como educadora/professora… prometo que vou estar atento!
Myriam e Armando Cerqueira aplaudo de pé as vossas palavras!!!
Se os “nossos” representantes e elites tivessem um pingo de valores decentes, certamente a maioria dos habitantes deste rectângulo viveria muito melhor. Inclusive as, e os, Ana Cardosos deste mundo (ainda não e esqueci do seu nome…).
Bem hajam e continuem!!!
Acho que a Srª deve têr razão,…mas só porque quer, porque parece não vivêr aqui, então quem fez as dívidas, nós?????os calhaus????? ou foram todos os governos e todos os seus apaziguados????
Li, comovido as duas cartas escritas. Penso que os PORTUGUESES deveriam parar de lamentações e cair pra dentro do GOVERNO com tudo!!! GREVE GERAL … porradarias … destruam os carros luxuosos ( a começar pela garagem na rua lateral do consulado do Brasil em Lisboa) … vivi alguns anos aí nesse país que aprendi a amar … e também vi que vcs gostam muito de reclamar … VÃO À LUTA!!! Acabem com esses FDP. Ou passarão o resto da vida nas lamúrias!!! Saí daí para ganhar muito melhor … pedi demissão de cargo público estável pois nunca concordei com a idéia de que redução salarial de quem produz e muito, salvaria o PAÍS!!! Enquanto isso … agora … vcs continuam a alimentar esse bando de canalhas!!!
Walter Morgado,
eu não desisti em 25.11.75 (não sei se estava por cá): foram outros que desistiram, e/ou já vinham desistindo desde há algum tempo. Foram as Esquerdas (incluindo o que ainda era de Esquerda no PS após a saída do Manuel Serra) que se dividiram e digladiaram. Na noite de, creio, 24.11.75 recebi/recebemos ordens para ir paara casa e lá ficar/mos. Houve Oficiais progressistas que na tarde de 25.11.75 tentaram tudo por tudo para resistir ao golpe de Estado da Direita e do PS/Soares, disfarçado de contra-golpe… Mas já havia desmobilizações, desistências…
Não tivemos desde então dirigentes para a resistência necessária à burguesia e ao capitalismo, à reconquista imperialista de Portugal.
Na democracia burguesa em que vivemos ‘não podemos’ propor a supressão violenta da sociedade burguesa, apenas formalmente democrática.
Como ‘historiador’ sei que todas as messaram mudanças de sociedade se processaram mediante acções colectivas mais ou menos violentas.
Há algo que não compreendo no PCP, no BE, e noutras correntes progressistas: é a sua constante falta de preparação das ‘massas’ para as tarefas dce mudança de sociedade, de falta de alternativa.
Cumprimentos,
Armando Cerqueira
Sra.Ana Cardoso (sempre gostava de saber se é mesmo verdade que tb. faz limpezas, e onde, já agora, mas Ok…): reafirmando – e não uso nick, assino com nome próprio – o meu comment mais acima, digo-lhe mais (e tal como já o referiu por ex. o Prof. MRSousa ma TVI), um governante, seja do partido A, B ou C, que “borrasse a pintura” e proferisse tais inqualifícáveis declarações noutro país europeu, a esta hora estaria, a dar explicações ao Presidente da Républica e sob observação muito atenta das Chefias Militares.
Há muito que a tal má moeda nos domina. Se pessoas com as qualificações de Myriam Zaluar (Basílio) desistem, sobram as pessoas sem qualificações, mas com imensos interesses, a mandar nisto tudo. A esses interessa exportar aqueles que detêm capital simbólico capaz de lhes fazer frente. Não desista portanto. Há mais como V. e injustiças não são eternas.
Estou farto de dizer que isto não lá vai com cartas.Não digo como se faz pois até vocês me censuram.
Cara Ana Cardoso,
Como é triste ver compatriotas meus a gostarem de ser roubados! A gostarem de olhar à sua volta e verem familias inteiras destroçadas por falta de emprego! A não verem saída para os seus filhos… Por causa de tanta ignorância é que o País está como está! Percorra as ruas de Lisboa e veja quantos sem abrigo encontra. Vá mais precisamente à Gare do Oriente, à noite e veja MISÉRIA! Que Deus nunca a castigue é o que deve pedir, por proferir as palavras que ousou proferir!
Malvado pais que escorraca os seus filhos (casal que abandona os seus acabados de gerar).
Politicos execraveis, que apenas sonham naquilo que nos podem roubar para eles e sua escomalha de confrades.
Mas que pequeno, grande e maravilhoso pais, onde os incompetentes sem escrupulos, decidem e mandam, em todo um povo, que deu, e da, a humanidade cerebros do melhor que esta teve e tem.
Tambem eu tive que emigrar e no estrangeiro me encontro com muita pena.
…e que culpa tem o Primeiro ministro?
Culpa-o por ter sido mais bem sucedido que você?
Que culpa tem ele de nunca ter saído da sua área de conforto e se ter aventurado ou de não se distinguir dos demais profissionalmente?
Devo eu culpar o primeiro ministro porque não fiz estatística I à primeira?
Posso culpar a geração anterior à minha que gastou desmesuradamente tendo em conta a sua produtividade? Se calhar inclino-me para aqui, mas acredito em mim e devemos todos acreditar em nós e como já comentaram antes ir à luta.
Já agora, sou apoiante PSD assumido, e posso dizer que culpem-se a vós próprios(eu ainda não votava), quando a Drª Manuela Ferreira Leite com as suas mal entoadas palavras dizia que tinha de cortar, votaram no jeitosinho e bem falante Engº Sócrates… Foi uma boa escolha? Parece que não.. mas não vos vou culpar, ou vou?
Deve estar equivocado
O critério de “sucesso” para aferir o quê?
A responsabilidade política de um mau primeiro-ministro?
O “sucesso” que nos diz o quê?
Que esteve protegido por um barão do PSD,chamado Angelo Correia e que mais não fez do que andar a cunprir o baronato das elites neo-liberais?
O sucesso que representa o quê?
O que representa o sucesso de outros bem sucedidos barões do PSD que acumulavam com a “profissão” de banqueiro?Oliveira e Costa,ouviu falar?
Manuela Ferreira Leite?
Mas ela foi co-responsável pela presente situação?Também não sabia,já que ainda não tinha idade?
Andaram para aí a gastar à tripa forra e a baixaram produtividade.Diz
Ora bem.Mas quem é que gastou?Aqueles que nos governaram e que se governaram.Sabe quem são, não?
Desde há mais de 30 anos somos governados pela mesma gente.Gente fiel ao neo-liberalismo.Que enriqueceu,enriqueceu os que serviu e serve.E empobreceu o país.
Quanto a Passos Coelho…O tal do sucesso…
Andar a roubar os ordenados, a cumprir as ordens da banca e de Merkel, a servir os interesses do poder económico-financeiro,a mentir, a comprometer o que resta do estado-social garante-lhe de facto um sucesso?
Esperemos que tão grande como o que Miguel de Vasconcelos teve.
Parabéns. Conseguiu retratar fielmente a situação de milhões de Portugueses, que no dia a dia dão o seu melhor pelas suas familias e pelo seu Portugal. Aos olhos destes incompetentes, jovens que tudo tiveram, e sempre foram ajudados pelo poder instalado, nasceram, creceram e vivem dentro das máquinas partidárias, somos todos olhados como burros, cordeiros que obdecem a um poder que não sabem de onde vem.
Eu nõa gosto de desejar infelicidade a ninguém, mas merecem ser infelizes. Nós sabemos que não ligam nada, nem nenhum ao que nós povo sentimos, mas eu sinto-me bem desejando-lhes infelicidade.
Aqui peço um favor ao Futre que organize junto da TAP, montes de Chartes para levar os politicos portugueses daqui para fora, não são dignos de ser tratados como portugueses.
Quem tem que lutar sao os militares,saiam das ruas…Po governo e pa essa ignorante que se diz chamar Ana Cardoso….só digo isto e mais nao posso…
Nao tentem seguir este IP ou fazer seja o que for porque ta redirecionado pelos melhores hackers do mundo…Jurámos bandeira por Portugal e Sao jorge,o que voces sabem,nos tambem,mas voces nao sabem quem somos….Ultimato…ou saiem a bem ou saem a mal,isto é PORTUGAL,nao é Cuba nos anos 60…ate os vossos meios de segurança serao usados contra vos e nao deixaremos ninguem vivo,seja pcp,psd,ps ou Europeus,ja acordaram o ‘gigante adormecido’.Desde que acabou a admnistraçao Bush,estamos disposto a lutar até a morte…a vossa sociedade secreta é muito ignorante,we´ll give you a war like you never seen before…e para os vosso hackers wannabes lol o email tb nao é este…otários,é um random and you if you dont understand,get updated…we fly over you 24/7…get americanized or die…Sic vis pacem parabellum.Saiam da EU antes que seja tarde…pa vocês…derrubamos o Bush,voces sao formiguinhas pa nós…Patria ou morte.
Globalization will not be stopped by a small weak secret society called eastern states…get updated…if we let you…Let the world be…or face me…
Nao tentei silenciar mais estes comments…ou entramos na vossa rede pa bebés de olhos fechados…
Moderators beware we know where you all live…the only reason youre alive is because we let you live…
Moderadores….lololol
Eu continuo à espera de um maluco como aquele que apareceu na Noruega e na Bélgica e que os leve a todos de uma vez por todas, a minha alegria é que esse dia está para breve.
V á, vá que se faz tarde.
Grande MULHER…. falou por ela, por muitos portugueses e por mim que subscrevo inteiramente o seu desalento acerca do imbecil que nos (des)governa ! Esse monte de mer.,,.esterco, quer emigre ele para Moçambique ou Angola, ou lá donde é que esse filho da …veio!
É lamentável e triste, para os portugueses e para Portugal lermos e ouvirmos os lamentos de um povo que cada vez mais,e de dia para dia, se encontra em situação mais difícil e de penúria, sem deslumbrarar um rumo que deveria ser mostrado por todos aqueles que têm responsabilidades governativas.Penso que os portugueses estão a chegar a um limite muito perigoso da sua resistência para com o descalabro desta situação governativa que se tem vindo a viver ao longo de várias decadas sem que se deslumbre mudanças significativas de comportamento e sem que os responsáveis sejam julgados pelas suas mal feitorias.É altura para todos nós comessarmos a pensar como vamos levar a bom porto a missão de mudar de uma vez por todas esta situação se não ´só nos resta o caos e aí meus amigos estaremos todos muito mal,é altura de mostrar a nossa vontade de mudar para bem de Portugal.
Todos nós temos direito à indignação, mas se leciona há 18 anos, e o passos coelho está no governo há seis meses, porque não se indignou antes?
Mestrados e doutoramentos e não vislumbrou a fantasia do país em que vivia?
Concordo com o sr. bastonário da ordem dos médicos quando diz que os responsaveis políticos dos últimos anos tinham que ser julgados!
Julgados?
Os responsáveis políticos?Eles cumpriram a sua política de classe ao serviço da sua classe.
Tal como faz Passos Coelho o está a fazer
Passos Coelho está assim no poder não há 6 meses,mas sim dezenas de anos.Os interesses que ele representa estão sentados no poder há “bué”
Passos Coelho tem no entanto algumas questões adicionais(ele e os que comandita):uma subserviência a roçar a traição à troika e a Merkel e uma vontade arruaceira de ajustar contas com tudo o que Abril representou.
A única saída é uma nova sociedade.Em que se enterre de vez o neo-liberalismo podre,corrupto e asfixiante para o Homem.
Sob pena de não sobrevivermos
julgo que vais ser enterrado primeiro
Para o que faz jus ao nome,uma explicação simples.
(poruqe será que a burrice domina entre as alas da direita?
É verdade então que a direita é pesporrenta e troglodita?
Thanks pela confirmação)
“Sob pena de não sobrevivermos”
Não sobrevivermos…os homens.A Humanidade
Serve assim de explicação?
Pode então ir para o seu sítio. O que gosta de usar como nick
Pingback: Sem papas na língua | Total Blog
A Miryam que é tão boa e tão subaproveitada devia pegar nos seus múltiplos e raros talentos e colocá-los ao serviço de todos nós. Candidatar.se a Primeira-Ministra. Boa como é promover-se e a elogiar-se ganharia facilmente as eleições. Ficávamos todos a ganhar melhor – ela seguramente – e este país seria um el dorado. Miriam ao poder, JÁ!!!
Vejam este curto excerto. Diz muito!
http://www.tabonito.pt/o-politico-que-tocou-na-ferida/
«Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia.»
errado. o texto correcto deveria ser: Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra da qual fugia.
Sim, por favor, senhor primeiro-ministro, emigre. Leve toda a classe política de políticos profissionais consigo, para viverem acima das suas próprias posses noutro lado e deixarem as nossas posses em paz. Se alguém adquiriu esta dívida monstruosa, não fomos nós, que trabalhamos todos os dias para fazer o melhor que pudermos do nosso país, para não o deixarmos aos nossos filhos tão negro quanto o encontrámos. Lamento muito que a luta que os meus pais e os meus avós travaram para me deixar a mim e ao meu irmão um país melhor tenha revelado uma classe política de profissionais do roubo e da mentira.
Eu tenho 32 anos. Sou casada e temos um filho. Não devemos vir a ter mais filhos, porque não temos condições económicas para isso, apesar de tanto eu como o meu marido ganharmos do que os 4000 mil euros anuais que a Myriam recebe. Os meus parabéns, minha senhora, por fazer tanto com tão pouco!
Confesso que a possibilidade de emigrar nos tem passado várias vezes pela cabeça, mas queremos fazê-lo tanto quanto a senhora. Por isso, a nossa classe política que emigre. Deizem o nosso cantinho em paz, que nós pômo-lo na ordem num instante, cortando nas regalias e mais-valias e prémios de deputados, altos cargos públicos e gestores de empresas público-privadas que dão prejuízo…
A todos desejo um bom Natal. Que o ano de 2012 traga um pouco de cor a este país que anda tão escuro.
Hoje, 21.12.2001 no Correio da Manhã, surge a seguinte notícia:
“Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos, pagou 70 mil euros pelo aluguer de um carro de alta cilindrada, ao volante do qual deverá circular nos próximos três anos. Cinco vereadores da câmara tiveram também direito a viaturas novas com diversos extras incluídos, entre os quais leitor de mp3. No total a autarquia vai gastar 200 mil euros nos potentes carros”
A ser verdade porque não está este “senhor” e os amigos preso???????
Dignissima Portuguesa,
A sua história comoveu-me, pois também tenho dois filhos. Não tenho palavras sequer para descrever o que sinto. Contudo apenas lhe poderei dizer que podem-nos tirar tudo mas a “nossa” sabedoria é somente nossa. Não aconselho a emigrar mas sim a ficar e lutar junto a mim e a muitos outros portugueses. Desejo-lhe um feliz natal e dentro do possivel um bom ano novo 2012.
Boas a todos,
Fico muito triste quando me apercebo que tudo continua igual até mesmo num local onde estava à espera que algo diferente aparecesse, continuamos a degladiar-nos sem falarmos e FAZERMOS as coisas que realmente são importantes, Continuamos a andar virados uns aos outros enquanto quem realmente manda nos ignora por completo.
Sou da opinião que um governo existe para olhar pelos interesses do seu povo e não pelos interesses alheios (como nos tentam fazer crer) e não concordo com a maior parte das coisas que governos têm dito e feito ao longo destes penosos anos.
Poderia escrever muito mais mas não me quero alongar mas termino com uma pergunta:
Se alguém como a menina Myriam se tivesse candidatado a Primeira Ministra quantos de nós e como nós teriam votado nela??? Pois, penso que muito poucos. Não nos podemos isentar da culpa que também temos nesta situação toda. todos nós de uma maneira ou de outra fomos um pouco coniventes com isto tudo.
Um Feliz Natal e excelente ano novo para todos (sem excepçoes)
Não emigre, deixe-se cá estar. Vamos fechar portas e janelas e criar um mercado único português onde cada um faz o que quer e tem a profissão que desejar. E depois, todos pobres cantamos musicas com linda coreografias das lides do campo, como fazem os coreanos do Norte. Na Coreia do Norte há um professor por cada três alunos, e não lhes consta que o País viva em dificuldades. A emigração é proibida, aliás, tudo o que tenha relação com o estrangeiro é proibido. Mas o querido Kim Jong Il, agora falecido, não manda ninguém emigrar. Nem admite imigrantes. Nem dissidentes. Nem gente que ri muito alto, há limites para o riso.
Felicidades para si e para o meu País. Eu não preciso, já emigrei há muito. Sou trolha não sou professor.
Durante todos estes largos anos nunca vi ninguém se importar ( incluíndo todos os partidos políticos. Sem excepção) com a sorte dos desempregados, dos que viviam em regime de precariedade e sem qualquer alternativa, por se recusarem a “vender-se” para os grupelhos afectos às estruturas partidárias. Para mtos, ao longos de todos estes anos, tem sido o limiar da pobreza e a luta inglória no desconforto do lado de fora do sistema. O qual sempre excluiu os cidadãos que queriam não apenas um Portugal que lhes desse segurança individual, mas também que houvesse uma distribuição equitativa dos bens e do emprego. O povo aburguesou-se e só pensou que os seus filhos iriam ser mais ricos e viver mto melhor do que eles. Tudo sonhos individualistas, doirados pelo cartão de crédito multiplicado por sucessivas hipotecas. E assim hipotecaram o futuro, do qual os seus filhos e os seus netos são agora reféns. Estou cansada sim, mas não apenas dos políticos (afinal os políticos somos nós. Não são extra-terrestres vindo de outro planeta.).. Estou cansada da falta de civismo e da mentalidade individualista deste povo a que pertenço.
E penso: será a emigração a situação possível? O Sr. Primeiro-ministro sugere, mas esqueceu-se daqueles infortunados que, sem conseguirem emprego em Portugal, nem têm forma de emigrar! Ir para fora requer uma disponibilidade financeira (pelo menos inicial) que não está, infelizmente, ao alcance de qualquer um. Nem todos os licenciados ( e não licenciados ) têm uma base, conhecimentos e recursos que lhes permita tentar a sua sorte para além-fronteiras. O Sr. Primeiro-ministro esquece-se que muitos deles não têm sequer 0,60€ para um café, quanto mais para sustentar uma aventura lá fora.
É de lamentar que um governante, e não me importa se de Direita ou Esquerda, sugira uma hipótese destas! É desistir de todo um Povo que, por si só, já se encontra desesperado. Digo ainda que é muito pouco patriótico.
Por isso, deixo aqui a minha modesta sugestão: Sr. Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, mude os seus assessores, o seu discurso e aprenda, de uma vez por todas, que a realidade encontra-se na rua, nos cafés, nos centros de emprego…
Acho uma prova de coragem a carta que escreveu ao 1º ministro. É uma vergonha para quem se esforça para ter um emprego decente, a estudar, a não dobrar a espinho, para os favores políticos de quem manda, e se sente desprezado num país como o nosso.
É UMA VERGONHA A DESFAÇATEZ COMO OS NOSSOS POLÍTICOS NOS ENGANAM:
QUANDO É QUE ISTO ACABA?
Querido amigo, Tiago Mota Saraiva,
Não deves voltar as costas à luta. É na terra do teu pão que se joga a tua sorte. Este primeiro ministro nunca foi deputado, nunca trabalhou no duro, nasceu em berço-de-oiro, é o homem mais desprezado da europa, pois é um lambe-botas, um macaco-de-circo da Frau Mérkle e Sarkozy, é visto pelos europeus como desprezível.
É o mais reles primeiro ministro que alguma vez Portugal teve. Com mentiras e aldrabices considerou Sócrates como responsável pelo défice, para emcobrir os défices de Durão Barroso e de Cavaco Silva, este último como o “Pai do Monstro” como diz agora que é Sócrates, mas foi Cavaco Silva que esbanjou os dinheiros de Bruxelas, distribuindo-os pelos amigalhaços e pelos militantes do partido PPD, chegou a incentivar que três militantes obtivessem “Empresas”, fictícias, para lhes dar 800 contos (400 Euros) a cada um, em “fundos perdidos”, em 1990, além de ter colocado homens-de-mão no BPN/SLN para assim distribuir os dinheiros depositados pelos portuguêses nesse banco, e ele, mais a filha terem exturquido acções com ganho de 135 %, agora voltou-se para a Caixa-Geral-de-Depósitos em que os mesmos suspeitos pela Polícia Judiciária no roubo do BPN agora estão na C.G.D., e, os mesmos tomaram parte como apoiantes, da sua lista para as eleições.
Sgundo o O Jornal de Negócios:
Nos últimos 30 anos, a despesa pública aumentou de 29% para 45% do PIB. Um aumento do peso do Estado na economia de 16,3 pontos percentuais, dos quais 12,1 p.p. (75%) aconteceram em governos liderados pelo PSD.
Não te deixes murchar, não permitas que te dobrem, é na terra do teu pão que se joga a tua sorte. Fica e luta connosco.
Um abraço forte, amigo.
SRº ANTONIO VOCÊ É DOS BONS. ASSIM É QUE SE FALA JÁ SO FALTA FALAR O PESSOAL DO REDIMENTO MINIMO QUE VIVEM MELHOR DO QUEM TRABALHA E AS MAES SOLTEIRAS COM CINCO FIHOS TODOS DO MESMO PAI A VIVEREM EM CONJUNTO( CONHECO DOIS CASOS) .
Depois de ler por alto que a maioria dos post são da mais pura educação actual, ou seja não existe. Como primeira proposta emigrem todos, existem muitos emigrantes senão todos que fazem mais pelo país que vocês. Quanto aos professores e à emigração, o que é que os senhores licenciados em qualquer coisa e que se dizem professores querem darem aulas a quem? Temos da mais baixas taxas de natalidade do mundo, logo consequência natural não existem crianças e jovens para dar aulas, certo?!!! Já sei o PM devia tert dito que ia buscar meninos chineses ou afim para os senhores darem aulas??!!!
se não me estivesse a rir da expressão escrita estava a chorar da fake beto verve spin
agora que perguntar se já imaginaram uma mosquinha da fruta a lamber a careca do ministro da Economia, a lamber
Ora viva.
Tenho 30 anos e sou professora em inicio de carreira. Trabalho desde os 15 anos (e no duro), mas com descontos desde os 18 anos. Tenho um filho com 10 anos de idade.
O meu marido esteve cerca de 3 anos sem conseguir um emprego, apesar de lutar diariamente por um. Recentemente, conseguiu finalmente um emprego, recebe 500€ a recibos verdes, claro está, mas só até Fevereiro de 2012!
No entanto, considero-me uma felizarda pois, apesar de tudo, consegui colocação numa escola publica… mas não sei até quando, porque agora os contratos são mensais. Estou a rezar para que termine a 31 de Julho de 2012… pelo menos posso contar com esse ordenado, pois seguramente, até lá, já n teremos o ordenado do meu marido. Depois só o tempo o dirá.
Lutei tanto, para estudar e ter um emprego que me realize! Mas para quê? Para depois virem uns engravatados, muitos com qualificações abaixo do povo que realmente trabalha para a prosperiedade da Nação, mostrar-nos a porta da rua?!
O que dizer a portugueses como o Sr. Armando Cerqueira, que foram “obrigados” a lutar numa guerra que não fazia sentido, mas que lutou em prol de valores que agora não se está a valorizar?
O que dizer aos muitos portugueses que não contribuiram para a crise, diretamente. que sempre pagaram os seus impostos e agora vêem-se sem subsídios, passes a aumentar, taxas moderadoras a quadriplicar, eletricidade, gás, água, comida! COMIDA a aumentar!!!!!
Considero-me ainda jovem, mas já tenho 12 anos de descontos! Nunca tive nenhum tipo de ajudas do estado para nada. O meu filho recebia qualquer coisa do abono de família, um direito dele pois os pais descontam para isso, mas perdeu esse direito, este ano gastei quase 200€ só em manuais escolares, o passe dele que custava metade do meu, agora vai custar o mesmo que o meu, fora o resto.
Então, mas são pessoas como eu que têm de pagar a fatura? Para quê tanta luta afinal? para depois, quando vou no autocarro, a caminho do trabalho, ver ciganas a abanarem-se com vários cheques da segurança social, com ar de gozo, como quem diz: “trabalhem, que eu fico com os cheques”? Para ver as escolas publicas com crianças que são inscritas apenas para receberem o rendimento minimo e depois põe lá os pés meia duzia de dias durante o ano letivo inteiro e ainda têm a lata de dizer ao professor: “o meu pai não trabalha, mas ganha mais do que tu e tem um carro melhor que o teu”, eu nem carro tenho! E só não trabalho mais porque o dia apenas tem 24 horas!
É muito frustrante ver que os nossos governantes preferem abdicar daqueles que podem ajudar o país a crescer verdadeiramente em todos os aspetos.
Será que é assim tão dificil ver onde está o problema e solucioná-lo?
Deixem de aribuir rendimentos mininos e subsidios a torto e a direito. Estudem os casos minuciosamente e atribuam-nos a quem realmennte precisa, mas com contrapartidas, pois eu acho que todos devemos contribuir para que o país cresça.
Que os nossos politicos deixem de comprar frotas de carros top de gama, eu sou funcionaria publica e ando de transportes publicos, façam o mesmo. De certeza que a fatura irá diminuir. isso sem falar no rol de beneficios que a classe politica tem, para depois vermos alguns reformarem-se após 10 anos de “carreira”, com uma choruda reforma! Outros trabalham uma vida inteira para no fim receberem uma miséria.
Sabem o que eu acho? Ou os nossos governantes começam a ver isto com outros olhos ou a coisa vai fica preta! Os portugueses têm fama de serem calmos e pacatos nestas situações, mas isto é uma bomba relógio… quando rebentar a destruição será tal agoraque dificilmente o país se reerguerá.
Já agora, eu não votei PSD, mas se o tivesse feito teria vergonha de o dizer, pois, o país não precisa de uma marioneta mas de pessoas sérias, que saibam governar e que apontem soluções viáveis ao seu povo e não que lhes mostre a porta da rua. um governante que governe para o povo e não contra o povo.
Tenho 30 anos, sou professora há 4 anos. Desde criança que sonho em ser professora. Lutei como muitas pessoas, contra todos os obstáculos para o conseguir, mas pensava sempre que iria valer a pena, pois estava a lutar por um sonho… Atualmente, estou triste, revoltada e com medo do futuro. Tento que tudo isto não se reflita no me dia a dia laboral… mas está dificil! O que vale é que quando entro dentro da sala como que por magia os problemas desaparecem… mas até quando?
Eu não quero sair do meu país eu quero ajudar o meu país a sair desta crise, será que me deixam?
Pingback: Resposta à carta aberta ao Sr. Primeiro Ministro | por Armando Cerqueira | cinco dias
Cara Myriam
Concordo com “quase” tudo com o que escreve no seu desabafo, mas creio que o seu alvo bate ao lado. Esta sua cartinha de desabafo deveria ter sido enviada ao ex-primeiro ministro do PS, esse sim, tem muito mais saber, habilitações, fala mais línguas, que a Myriam, e formou-se em Engenharia muito mais rápido que a Srª. Então como governante, nem lhe digo! Todos os Portugueses devem fazer-lhe um Monumento pela sua “esclarecida e competente” acção governativa. Senão como estaríamos agora? Este sim,…grande inteligência e saber. Trabalhou tanto em favor de pessoas como a D.Miryam, que muito cansado foi para París descançar e dar aulas de Economia, sim, que além de Engenheiro é Economista e Filósofo; Viu, ele tem mais cursos que a Drª.
Meus cumprimentos.
Como doutoranda, legalmente o seu salário não deverá ser 400 euros, mas de 980 como bolseira (+ Seguranca Social). E, legalmente, não lhe compete dar aulas.
É apenas algo inconsistente desta carta!
É o Portugal do 25 de Novembro.
Myriam, espero que receba esta carta que lhe envio a 2 dias do Natal.
1. Decidiu estudar o que lhe deu na gana em vez do que a sociedade precisava. Ja imaginou se fizessemos todos o mesmo? Ja imaginou se nao existisse quem estudasse medicina dentaria (imagino que nao seja a primeira opcao de ninguem passar o resto da vida a olhar para dentes)
2. Tem uma licenciatura e um filho. Nao tem emprego estavel. Pensa que e razovael prosseguir um mestrado? Porque? Porque gostava de ter um mestrado? Porque nao se reciclou e utilizou as tres linguas que domina para criar valor na sociedade? As empresas talvez precisassem de si. Talvez uma multinacional que precisasse de uma assistente. Ao que parece e dificil contratar em Portugal assistentes que dominem linguas. Receberia por certo bem mais que 4000 anuais.
3. Doutoramento? Por alma de quem decidiu a Myriam prosseguir um doutoramento na Universidade do Minho? Acredita mesmo que a sociedade em que vive precisa de mais doutorados da Universidade do Minho? Diga la sinceramente que nao prosseguiu estudos por motivos de auto-estima? Para escrever cartas e dizer que estudou mais que o Primeiro Ministro?
Sabe que mais Myriam, este e o mundo em que vivemos. Em que existe competicao. Em que a sociedade paga mais por o que mais precisa.
Injusta? Concerteza que sim. Muito injusta mesmo. E muito tem de ser feito. Mas talvez o caminho seja retribuir a sociedade o que a sociedade lhe da. Todos os dias. Claro que podiamos todos viver na Coreia do Norte? La nao existem problemas como o do Euro. Nem desemprego. Nem Renault Clios.
Olhe Myriam. Os meus pais nao emigraram. Somos de uma pequena aldeia em Portugal. Do campo, como se diz. O meu pai esteve em Africa apos a Guerra Colonial. Numa guerra que nao percebia. Eu tambem nao queria estudar o que estudei. EU gostava de historia. Mas estudei o que me dava emprego. Porque nao podia desperdicar o dinheiro dos meus pais. Tirei uma licenciatura. Quando tirei a licenciatura encontrei emprego a receber 600 euros por mes. Fiz o que nao gostava de fazer. Tive os trabalhos mais aborrecidos do planeta. Mas todos os dias me levantei e fui trabalhar. Isto ha 8 anos. 3 anos depois fui convidado a trabalhar noutro pais. Aceitei. Emigrei. Com menos de 30 anos ja recebia 4 mil euros. Por semana. Faco do dinheiro aquilo que quero. Ajudo. Sou feliz. Faco-me feliz. Faco os outros felizes. Agora tenho tempo de estudar historia. E estudo. Porque posso.
Um primeiro ministro a dizer que os professores devem emigrar? Ridiculo. Tao patetico como a carta da Myriam. Num pais mais serio o PM estaria agora no parlamento a explicar esse comentario. Mas, concerteza que nao e devido ao primeiro ministro que a Myriam esta na situacao que esta.
Desejo-lhe o melhor da vida e, por favor, que o seu filho estude o que lhe der emprego e nao o que lhe der na gana. Sera retribuido por isso.
Atentamente,
AG
a sociedade paga mais por um doutoramento lucrar o máximo por litro de detergente da tua cabeça do que por muito que tem que ser feito
adoro passar da guerra para o estudo aborrecido
os outros vão ficar muito felizes por depender do teu dinheiro para estudar
porque podem viver neste mundo em que vivemos
faço-me feliz com a injustiça para trabalhar não tem emprego estável
um primeiro ministro será retribuído por viver na multinacional
concerteza que os meus pais não tem problemas por Portugal
talvez retribuir o que estudei mas num país mais serio podíamos todos viver na África a 2 dias do natal
as empresas talvez pudessem criar valor na sociedade
precisassem de mim agora que estudo porque tenho tempo
por favor que o renault clio não seja a primeira opção seu filho
acredita mesmo que escreveu cartas de auto estima?
Olá a tod@s,
É hora de agirmos serenamente para melhorarmos Portugal. Para tal teremos de nos deixar de discursos e criarmos organizações e instituições que façam colectivamente alguma coisa por melhorar o Estado e a sociedade em geral. Um pouco à semelhança da ideia de um movimento criado recentemente de saber qual é a verdadeira dívida pública, por exemplo. O trabalho é imenso. Há falta de democracia no interior, os caciques autoritários mandam e impõem uma súbtil lei da rolha. Há falta de transparência na gestão do Estado. Há imensos privilegiados do Estado e que cooperam activamente para que as instituições não funcionem, mas não é só através dos partidos que lá iremos. Os partidos do centralão estão repletos de interesses interesseiros que desbaratam o serviço público. É hora de criarmos movimentos sociais para “vigiar” a despesa pública. Precisamos de ajudar a construir uma sociedade mais transparente e que exija a prestação de contas. Chega de elites autoritárias e privilegiadas a desbaratarem o futuro e o presente de todos nós.
Um Feliz Natal para todos aqueles que não desistem de tornar Portugal um local mais transparente, cívico, democrático e inclusivo.
Myrian…venha mesmo para o Brasil…aqui vc encontrará um país de gente alegre…aconchegante…e vc encontrará o seu espaço.
SRª MYRIAN ANIME-SE. A SRª É UMA MULHER DE CORAGEM, DEVIA RECEBER UMA MEDALHA NO DIA DA MULHER ENTREGUE PELO PRESIDENTE DA RÉPUBLICA.
Vivo em França fez 47 anos, nasci em Portugal em 1962 e ainda tenho o triste sonho de viver no interior desertificado dum jardim a beira mar plantado pela nossa historia, felizmente, espero, inacabada.
Faço, penso e batalho nesse sentido mas não quero viver como ermita num interior desertificado: foi-se uma geração nos anos 60 – 70 (os meus pais), foi outra nos anos 90 (os meus primos) e agora vai-se a ultima (os meus amigos) … Não vai haver condições pra levantar o pais porque quem vai tambem é quem pode !!
O Universalíssimo foi confundido com a globalização, a economia com a finança e os consumismos (foram destruídas as estruturas sociais elementares que faziam a riqueza da nossa cultura (não substituídas por mais valias) para construir infra-estruturas muitas vezes vazias, frias e sem humanidade que hoje agravam o défice.
“O povo unido jamais será vencido !” ? : Volte o comunitário e valores colectivos associados para superar dificuldades, juntar forças e materiais : “O Universal é o local menos as paredes”.
Boas Festas, muita coragem para quem não quer sair do jogo, os outros que não emigrem mas que não nos deiam cabo do juiz.
PS: e se o Passos Coelho fosse fazer companhia ao Socrates em Paris ?
Concordo com tudo o que a Srª escreve. E que bem escrito está!
É pena que o destinatário esteja errado! Ou então a carta foi publicada muito tardiamente!
Que tal reencaminhar esta carta CC ao Sr. “eng” Sócrates??????
Tem toda a razão PF… a carta deveria ter sido escrita, no mínimo, há 3 décadas atrás pois é daí que vêm os problemas!!! Tem dúvidas? Aqui nos comentários encontra muitos de pessoas esclarecidas e informadas. Explore um pouco, fuja às fontes óbvias, compare informação e verá que nem tudo é tão linear como provavelmente pensa… garanto-lhe que se abrir suficientemente a sua mente, terá uma (des)agradável surpresa!
Brilhante resposta caro Gonçalo Almeida
PF:
Gonçalo Almeida já lhe deu já uma resposta à altura.
Eu só venho aqui reforçar algo que não pode ser deixado em claro.Passos Coelho e a sua “equipa” governamental e partidária procuram não só cumprir as ordens da troika,como ajustar contas com Abril.É patético a forma como,cheio de maneirismos aquele lambe as botas a Merkel e é revelador a maneira como protege os interesses da banca e do grande capital.
Escusa assim de tentar “limpar” (com um detergente laranja ou azul) o servidor neoliberal de turno
Lastimo dizer-lhe mas estes nossos governantes têm que ser levados à justiça.Nem que seja a justiça que é feita pelos povos,quando a “outra” dita falha
Emigre … vá e não volte … pessoas como a “senhora”(?!!!) não fazem falta em Portugal.
Os verdadeiramente bons profissionais e, essencialmente, o País não precisa de pessoas como a “senhora”.
Há aqui um erro na sua escrita.
Passos Coelho não é uma “ela”.É um ele.Daí que o texto correcto deve ser este:
Emigre … vá e não volte … pessoas como o “senhor”(?!!!) não fazem falta em Portugal.
Os verdadeiramente bons profissionais e, essencialmente, o País não precisa de pessoas como o “senhor”.
E chamar “senhor” aquele ladrão do Passos Coelho,mesmo com aspas, é demasiado benévolo,não acha?
Acabei de ler o seu artigo no facebook k simplesmente me chocou…ou talvez nao!Eu tenho 44anos,médica dentista e emigrei nao há 2semanas ainda.Sempre disse,k se algum dia fossse obrigada a faze-lo,nc mais regressaria…Para mim,País,Familia e Amigos,sao quem nos trata bem.Para meio entendedor…
Bjinhos e acima de tudo,continue com clareza de ideias em TUDO!