Mubarak voltou ou ainda não partiu?

O que nos chega do Egipto é inquietante. As imagens revelam quase tudo e os vídeos, em anexo, não se podem publicar sem avisar os mais susceptíveis. Se à Primavera Árabe não se seguir um Outono, a saída de cena de Mubarak não vai fazer diferença, sobretudo para os egípcios. Os que nunca deixaram de negociar com a ditadura militar, antes de depois da revolta, prosseguem com as mãos cheias de sangue.

Participa esta Terça-feira, a partir das 18h, na Concentração em frente à Embaixada do Egipto.

Fonte: Publico.es, via Paulo Raposo.

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15 respostas a Mubarak voltou ou ainda não partiu?

  1. Bruno diz:

    Infelizmente ainda não partiu

  2. Gentleman diz:

    A Primavera Árabe terminou em desilusão no momento em que os Islamitas ganharam as eleições. Depois disso, quem alimentar ilusões é ingénuo.

    • Renato Teixeira diz:

      Quem fez o que as imagens descrevem estã longe de ser os islamitas. Tem mais responsabilidade Obama no suporte aos militares do que a irmandada muçulmana.

      • Gentleman diz:

        Lá tinha que vir a responsabilidade dos EUA!! Tudo de mal que acontece no mundo, os EUA estão por detrás, não é Renato?
        Os 200 mil prisioneiros no gulag norte-coreano também são responsabilidade do Obama, não são?

        • Renato Teixeira diz:

          Mas há dúvidas do conluio de Obama neste processo e da eterna relação dos EUA com a ditadura militar egipcia?

        • A.Silva diz:

          Este Escroque`man não deixa de ser um bom exemplo de uma coisa da direita nos nossos dias, para qualquer problema ou acontecimento da actualidade respondem com a cassete já roufenha do anticomunismo; se se fala da actuação ilegal da policia na manif do dia 24, a coisa, vai buscar Stalin, se se fala no Egipto vai buscar a Coreia do Norte…, mas que se pode esperar de quem não tem argumentos ou ideias?

          Desta vez brinda-nos com uma tirada “geneticamente idêntica” à do seu mentor Medina Carreira; “200 mil prisioneiros no gulag norte-coreano”

          Não quereria antes dizer: 200 mil prisioneiros no gulag norte-americano?

        • notrivia diz:

          Tudo talvez não…
          Mas do Paquistão até ao Hawai via atlântico (com bastante actividade no considerado terceiro mundo) , certamente lideram nas atrocidades cometidas contra a humanidade…

          Ah! Ocorreu-me agora que é bem possível que não considere árabes, africanos e sul-americanos como parte da humanidade…

  3. Sam diz:

    Quando os islamitas que o Renato tanto admira chegarem ao poder (de facto) em todo o magrev e arredores espero que ele se manifeste em frente das respectivas embaixadas.

    • A.Silva diz:

      Sam, queixe-se do Tio Sam que é quem (de facto) anda a trabalhar para pôr os seus amigos fundamentalistas islâmicos no poder.

  4. Sam diz:

    errata: Magrebe

  5. Oliveira diz:

    É realmente preocupante a deriva pretoriana no Egipto.
    A violência dos militares, os feridos e os mortos são claramente condenáveis.
    A repressão na Síria também e só a hipocrisia de alguns permite que façam concentrações e manifestações de desagrado contra a clique militar egípcia e se mantenham num silêncio cúmplice com o governo sírio.
    Os desejos e anseios dos povos egipcíos e sírios são os mesmos, a repressão pelos governos é a mesma e a ilegitimidade destes também é a mesma, a reacção de alguns para um e outro povos é diferente.

  6. closer diz:

    Obama e não só! Não se esqueça desse lacaio do imperialismo chamado António Chora!

  7. Pingback: Como é que se escreve Miguel Macedo em árabe? | cinco dias

  8. De diz:

    Não nos podemos esquecer o que é o exército do Egipto. Os militares egípcios, “talvez, mais do que qualquer outra entidade na região, serviu durante 30 anos como um baluarte ao proteger uma das principais preocupação dos EUA no Oriente Médio: o tratado de paz Camp David, de 1979, entre o Egito e Israel.”
    Ou seja, uma longa história de traições à causa árabe e à emancipação dos povos.E de conluio com o estado-pária de Israel

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