A Esquerda em Bloco devia repudiar o Bloco de Esquerda

Por: جريدة الفجر صباح كل فجر

Por isto, claro, mas sobretudo por isto: “Os pórticos para pagamento das portagens na Via do Infante foram vandalizados pela segunda vez, no espaço de poucos dias, com tiros de caçadeira e fogo posto. São acções que não devem merecer o apoio da opinião pública”.

Os “kamaradas” do BE de Portimão deviam estar atentos ao nível de consciência do povo do Algarve, substancialmente superior ao do seu pasquim. Deviam igualmente perceber que o 5dias, ao contrário de quase todos os outros blogues a concurso, é efectivamente um blogue colectivo, logo, não é porta-voz oficioso de ninguém, podendo ser de todos ao mesmo tempo. Acho que é isso que faz o vinho aqui da tasca ser apreciado bem além das fronteiras das esquerdas que o compõem.

Quanto à IAC, que resolveu colar a ideia de uma Auditoria à ideia da renegociação da dívida, bem entendido, à ideia que toda a direita vai defender dentro de muito pouco tempo para reforçar a austeridade, os blokistas portimonenses deviam saber que o Vitor Dias é um dos elementos da Comissão de Redacção do texto que ontem foi aprovado pela sua Assembleia.

Juntar forças é bem mas só se não nos levar a perder a raiva a crescer entre os dentes.

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22 respostas a A Esquerda em Bloco devia repudiar o Bloco de Esquerda

  1. marenostrum diz:

    Os cabrões que nos desgovernam,dizm para emigrarmos.Ao que ponto chegaram as suas politicas de xuxesso.Axo,que é a altura de os mandar para a puta que os pariu e fazermos como o que fizeram a Kadaffi-pelos vistos,é in….e,estes merecem-no todo!!!!!!

  2. jpm diz:

    Qual é o problema mesmo com a IAC?

    • Renato Teixeira diz:

      Com a IAC nenhum. Com a renegociação todos. É o mesmo de forçar uma votação numa assembleia do 15O defendendo a revolução soviética. Se há por onde unir, para quê dividir?

  3. Pingback: Núcleo de Portimão “envolve” Bloco de Esquerda? | cinco dias

  4. xatoo diz:

    os kamaradas bloquistas são da esquerda agonizante, estão às portas de uma morte anunciada…
    Se assim não fosse estariam engajados numa segunda linha de rectaguarda a dar apoio em defesa da primeira linha das milicias populares que andam a foder os equipamentos de cobrança ilegal de portagens (endividaram-se para construir scuts sem que essa decisão tenha sido explicada e aprovada pelo povo)
    os kamaradas bloquistas são da esquerda agonizante, estão às portas de uma morte anunciada… porque estão a contar que o P”S” ressuscite como uma qualquer alma penada de esquerda para lhe lamberem uns quantos assentos às mesa do Poder (Basta ver a canibalização que militantes PS+BE estão a fazer ao que deveria ser a Iniciativa de Investigação à Dívida”)
    Ajudar o morto, acabar com o BE, é actualmente a tarefa mais urgente da Esquerda – para que a maioria dos crédulos não embarquem em mais balelas do capitalismo
    “a verdadeira morte é a ignorância” disse Pitágoras
    x

  5. vítor dias diz:

    Para que não haja dúvidas, confirmoi que fui um dos subscritores do manifest para a auditoria cidadã, fui membro numa segunda fase da comissão de redacção para apreciar emendas ao projecto de resolução e foi eleito para a Comissão de Auditoria.

    Em nenhum dos textos que subscrevi ou votei encontrei qualquer coisa que estivesse em contradição ou ofensa com as posições essenciais do mu partido que, como é sabido, defende desde o primeiro momento a renegociação da dívida (causa ou exigência que já existe e, nos textos aprovados ontem, não é sequencial à realização da auditoria).

    Entretanto, já é do puro domínio da má-fé afirmar que defender a renegociação como o fazem o PCP e outros sectores possa ter qualquer coisa que ver com a ideia que Renato Teixeira atribui à direita de uma futura renegociação para «reforçar a austeridade».

    • Renato Teixeira diz:

      Há renegociações e renegociações, já sabemos, mas todas pressupõem aceitar os termos de uma parte da dívida que não foi contraída pelos trabalhadores, precários e desempregados, que como sabemos, não devem um chavo.

  6. vítor dias diz:

    Lá pelo BE de Portimão as cabecinhas devem estar esparvoadas.
    Chamar ao «cinco dias» blogue oficioso do PCP é um disparate
    contra o qual, por muitas razões, me insurgo e que devia morrer com
    a simples leitura da lista dos cerca de 40 colaboradores do blogue.

    Não conheço nenhum «blogue oficioso» do PCP, só conheço
    blogues de comunistas, estou convencido de que o PCP a nenhum
    reconhecerá a identidade de seu «blogue oficioso. E faz muito bem
    porque um partido como o PCP tem as suas próprias, responsáveis
    e autênticas formas de expressar as suas posições e orientações.
    de expressar.

    • Augusto diz:

      Vitor Dias, o Cinco Dias é uma tribuna de visceral ataque ao Bloco de Esquerda, e tenho pena que um velho militante do PCP como o Vitor Dias, tente negar óbvio.

      Não é um Blogue só de militantes do PCP, apesar de muitos escreverem nele, mas a esmagadora maioria dos que neles escrevem, é FEROZMENTE anti Bloco de Esquerda.

      Conseguem a proeza de ser mais anti-BE que o Insurgente, o Blasfémias ou o 31 da Armada.

  7. Simeão Quedas diz:

    Contra blokistas.

    Não entendo que mal fez ou está a fazer o BE, a esta gentinha?!
    Relativamente ao que se passa na A22 (Via do Infante), ainda não perceberam que o principal VÂNDALO é o “governo”, que está a vandalizar a economia algarvia???
    Deixem-se de tretas e lutem contra a injustiça, que é o dever de todos os que estão a ser roubados e vandalizados diariamente!!!!!

  8. xatoo diz:

    Há poucas dúvidas sobre a existência de uma tentativa de controlar a IAC pelos mesmos suspeitos do costume: uma maioria de esquerda burguesa com visões ilusórias sobre o que nunca houve nem nunca haverá saido de uma aliança com uma organização reaccionária como o P”S”; o que tornará irremediavelmente inútil o movimento, uma vez que dali não vai sair qualquer moção no sentido da suspensão imediata do pagamento de uma dívida que não se sabe de quanto é, nem que crimes puníveis por lei foram cometidos para a contrair:
    “… quanto à forma como foi organizada esta Auditoria Cidadã à Dívida mantem os pressupostos que assinalámos na nota de balanço que ontem fizemos. Isto é, tudo foi feito ao arrepio de uma discussão pública séria e mobilizadora, da qual saíssem propostas que viessem a ser discutidas e votadas na Convenção. Por agora, as conclusões a que a Auditoria Cidadã à Dívida chegou, e fez aprovar nesta Convenção assentam que nem uma luva na estratégia que sectores como o B”E” e o P”C”P defendem quanto ao papel de “consultor” político do sistema capitalista, propondo-lhe as medidas que este deve adoptar para melhor gerir a crise, ao mesmo tempo que defende que a saída para a crise e para a dívida passa pela “renegociação da dívida”
    (Garcia Pereira)

  9. Gentleman diz:

    Se não forem os utentes a ajudarem a pagar os custos do via do Infante, quem é propõe que os pague? O Renato duvido que esteja disposto a contribuir do seu bolso. Por isso, só restam os ricos ou pedir dinheiro emprestado aos credores internacionais. Pelo estilo do Renato, calculo que defenda que sejam os ricos. Acontece que a fonte dos ricos é uma fantasia. A maioria não está — e com razão — para sustentar um Estado despesista, voraz, gerido por incompetentes.
    Repito a pergunta: quem é que deve pagar a Via do Infante?

    • Renato Teixeira diz:

      Os ricos.

      • Gentleman diz:

        A solução naif que eu calculava… A expropriação e a confiscação do património dos ricos já foi tentada várias vezes no séc. XX, e os resultados foram maus.

        • Renato Teixeira diz:

          Foram? Isso aconteceu onde? Com controlo efectivo por parte dos trabalhadores? O que está à vista sim foi testado, e os resultados são de fugir.

          • Gentleman diz:

            De fugir? Que hiperbólico!
            Nunca como agora, as pessoas viveram tão bem. Este vídeo ilustra resumidamente isto (racionalmente, não emocionalmente como é apanágio da Esquerda radical).

    • Ricardo diz:

      “Acontece que a fonte dos ricos é uma fantasia. A maioria não está — e com razão — para sustentar um Estado despesista, voraz, gerido por incompetentes.”
      Pois eu cá acho que Estado tem sido despesista porque tem sido governado por incompetentes ricos. Portanto, deveriam ser esses incompetentes ricos a pagar aquilo que desperdiçaram (para os bolsos deles, claro). Somos assaltados há já demasiado tempo.
      Outra coisa, as autoestradas constroem-se para aproximar as pessoas em termos de tempo, para que o território seja mais coeso. Afastá-las economicamente umas das outras faz com que se perda o sentido de construir auto-estradas.

  10. raquel freire diz:

    renato,
    “Quanto à IAC, que resolveu colar a ideia de uma Auditoria à ideia da renegociação da dívida” – é má fé tua afirmar que discutir uma futura renegociação é no sentido de «reforçar a austeridade». pelo contrário, é o instrumento democrático para defender os direitos do povo português e os fazer prevalecer sobre os direitos dos credores.
    se tinhas dúvidas, o eric toussaint respondeu-te publicamente que não, o costas lapavitsas respondeu-te que não, a resolução aprovada na convenção de lisboa é clara.
    eu sei que é fodido, mas os teus “heróis” não estão de acordo contigo. mas como sei que és uma pessoa inteligente, sei que irás reflectir sobre o assunto de forma não sectária.
    para começar, era bom cresceres (eu sei que és mais novo que eu) e deixares de te comportares como um miudo birrento: pára de atacar quem está do mesmo lado da luta que tu, ou vais acabar a falar com as paredes. e isso, estavas quase antes do 12 de março, agora não estás, não estragues o ano. a luta é longa e dura. se disparas contra mim, quando a polícia nos atacar, eu com o teu balázio antes, não me vou conseguir defender. nem a ti.
    é isso que queres?

    • Renato Teixeira diz:

      Levas o assunto demasiado a sério Raquel e sem grande moral para apontar para o bilhete de identidade, acho. A IAC foi clara, como dizes, e identificou a renegociação como um dos seus principais objectivos. Não havia qualquer necessidade. A IAC em si é suficientemente justa para que se trabalhe para ela. Cada um a usará depois para o que bem entenda, com as conclusões que achar justas. Ora, eu acho que essa renegociação será sempre under their terms, logo não estou convencido a lutar por ela. Identificou igualmente o PS como um aliado, e eu acho que não é. O ET disse, e bem, que não falaria sobre o contexto nacional, mas reconheceu que nunca faria uma IAC em frança ao lado do Dominique Strauss K. , e imagino que diria o mesmo de qq outro elemento do PSF.

      Haverá campos onde continuaremos a nos ver sem paredes, aquela sala tinha demasiado gente de costas.

      Até breve.

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