Pergunta para Herr Mexia

A venda da parte pública numa empresa que produz um bem essencial à sobrevivência de um país a uma empresa pública de outro país é uma privatização ou uma ocupação?

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13 Responses to Pergunta para Herr Mexia

  1. De says:

    É uma ocupação

    Daqui resultam duas coisas:
    -Que tais actos quando praticados por nacionais configuram crimes de traição
    -Que sejam legitimas todas as formas de luta contra o ocupante.

    • kirk says:

      privatização: venda de empresa/bem do sector puiblico para o sector privado
      Ocupação: implica dominação militar por país estrangeiro.

      Donde se conclui que se trata duma privatização. Esta pode ser feita sem acautelar os intersses do Estado isto é o interesse Público, que é o que na minha opinião acontece com a EDP. Trata-se duma empresa estrategica na perspectiva do interesse do Estado que vai passar a ser propriedade privada. Contra isto nada há que agora se possa fazer; resta-nos esperar que a regulação se faça de modo a acautelar o interesse dos cidadãos que consomem energia electrica e mesmo o interesses do Estado. A energia, seja qual for, é um dos garantes da independencia das naçoes.
      Do que disse pode-se concluir que para mim aqui não há crime de traição; a termos que considerar traição esta privatização (seja a estrangeiros, seja a nacionais) temos que considerar traição o contexto economico em que vivemos e que permite este tipo de operaçoes. A democracia tem destes “handicaps”- é o melhor sistema dentro dos piores. Acresce outra coisa e nao vale a pena estarmos com paninhos quentes: o governo foi eleito por uma maioria de cidadaos, entre os quais nós não estamos; Passos Coelho disse antes das eleiçoes que ia privatizar a EDP.
      É duuro para nós, os que nos opomos a esta delapidação do sector publico estrategico. Os eleitores que votaram neste governo de opereta devem sentir-se felizes. Por mim vou encaixar e pensar: cada país tem o governo que merece. Ás vezes apetece-me mesmo pensar: é bem feito o que estes sacanas estão a fazer; não faltou quem avisasse do que se ia passar durante a campanha eleitoral; cada povo faz a cama em que se deita. Claro que houve muita gente que não votou nestes malfeitores e que vai apanhar por tabela; mas pelo menos que nos reste a consciencia de que nos opusemos e que fizemos o possivel, uns mais que outros, mas que fizemos os possiveis para impedir este desfecho.
      Tenho ouvido muita gente queixar-se do governo; tenho ouvido outra gente aceitando fatalmente a situação; mas ainda não ouvi ninguém que dissesse: ajudei a eleger esta trupe. Queres ver que são esses que estão a emigrar?!
      K

      • De says:

        Lamento kirk.
        Nada de acordo.

        Muito haveria a dizer
        (mas como nota prévia…essa de Passos Coelho ter dito antes das eleições que iria privatizar a EDP…só mesmo para rir,não?Então as promessas cumpridas têm a dita legitimidade democrática…as violadas…têm qual legitimidade?Perde a validade o aldrabão)
        (segunda nota prévia:maiorias ocasionais não podem comprometer a nossa independência.Política e económica.Nem outras coisas.)

        A história está cheia de exemplos desses.Na altura em que as multinacionais sugavam quais abutres as riquezas dos países ex-colonizados, havia quem dissesse que os “contratos comerciais” em vigor eram para cumprir.Tudo uma questão de democracia …económica diziam.)

        Muito há a dizer.Agora só direi:É uma ocupação de facto,(com todo o respeito pela sua posição,entenda-se)

        • kirk says:

          Esclareçamos uma coisa: eu aceito as regras do jogo; há eleiçoes, a maioria ganha tenha lá o programa que tiver; pelo menos por enquanto é assim.
          Gostemos ou não (a culpa é da democracia) o Passos Coelho tem legitimdade (pelo menos no sentido de que não está cometer uma ilegalidade) para privatizar a EDP. Quem lha deu foi o povo português que votou nele. Ele disse-o antes das eleiçoes. Santa paciencia. Uma coisa é nao gostarmos que a EDP seja privatizada outra coisa é a legitimidade. òbvio que lá por ter legitimidade não pode por exemplo ir contra a lei. Mas ele não está a cometer nenhuma ilegalidade. Se está exoplique-me onde está ela.
          Muito agradecido lhe ficava se me dissesse como iria impedir essa privatização, e já agora as outras todas, se objectivamente o gajo as faz mandatado pela maioria que o pôs no poder. Porque é preciso não esquecer isso. Eu não estou nada agradecido ao povo português que o pôs lá mas a democracia tem destas coisas. Se ao poder chega um liberal, antes de termos força para o arredar de lá, o sujeito vai ter tempo de fazer mais destas.
          Já agora explique também o que é para si uma ocupação.
          Ocupação implica uso de meios militares. Mas talvez haja outra definição que eu desconheça.
          Obrigado
          K

          • De says:

            Regras do jogo?
            Mas que jogo?
            O da democracia política,em que se vota periodicamente de 4 em 4 anos,com base em promessas que não são cumpridas?
            Em que se diz uma coisa e se faz outra?
            As regras de jogo em que um primeiro-ministro grego assim que fala em referendo é demitido no dia a seguir?
            Regras de jogo em que se hipoteca a soberania nacional através de assinaturas dos que não estão mandatados para tal?
            E desde quando é que,volto a repetir,maiorias conjunturais podem decidir matérias da nossa identidade e independência nacional?
            Regras do jogo?
            Podemos ir muito longe com esta das regras do jogo.
            Mas desde quando é que as regras do jogo só funcionam num sentido?
            E desde quando é que os direitos de cidadania se esgotam num voto solitário,empurrado por toda a trupe dos meios de comunicação?
            Conhece a Islândia,não?
            Lá também havia alguns que diziam que os resultados eleitorais eram para cumprir e que os partidos resultantes das eleições tinham legitimidade para…
            Sabe os resultados não sabe?
            E de como o povo islandês recusou a tal legitimidade dos partidos que,apesar de terem ganho eleições,estavam a governar para os bancos e com os bancos
            Alguns dos banqueiros já foram presos.E seus cúmplices também.

            Mas ainda está na democracia política como o alfa e o ómega da Humanidade?
            Nunca ouviu que há também democracia económica,social,cultural?

            Ocupação de um povo só pelos meios militares?
            Acha mesmo?

  2. Augusto says:

    E se como escreveu o Financial Times, o Primeiro-Ministro de Portugal a mando da Sra Merkel, contactou um dos concorrentes, o alemão, e esse concorrente vier a ser o vencedor?

    • De says:

      Ainda se torna mais grave a ocupação.E nesse caso a somar a outros epítetos,temos mais uns qualificativos para Passos Coelho

      • kirk says:

        Com os qualificativops pode bem ele.
        Coisas mais concretas é o que é preciso para impedir as privatizaçoes que se seguem dado que esta da EDP está praticamente consumada. Agora, vamos ás que se seguem: conhece alguma maneira de as impedir? Eu não conheço. E tanto quanto sei, do que se vai sabendo na imprensa escrita e falada e nos blogues alinhados com a esquerda ninguém sabe. Mesmo aqui no 5 dias, que é o blogue que eu conheço que tem posiçoes politicas mais á esquerda não vi ninguém que soubesse como impedir uma nacionalização.
        Você sabe?
        K

        • De says:

          Num momento de lucidez, um dos faróis do neoliberalismo veio dizer – há quase onze anos! – o que nós já sabíamos: os motores da globalização podem ser parados ou mesmo postos a andar em marcha atrás; a inevitabilidade da globalização neoliberal é um mito; a tese de que não há alternativa é um embuste.

          Para sairmos desta caminhada vertiginosa para o abismo, é necessário evitar que o mercado substitua a política e que o estado democrático ceda o lugar a um qualquer estado tecnocrático.
          Cabe-nos, como cidadãos, uma responsabilidade enorme nas lutas a travar, tanto no que se refere ao trabalho teórico (que nos ajuda a compreender a realidade) como no que respeita à luta ideológica (que nos ajuda a combater os interesses estabelecidos e as ideias feitas), porque a luta ideológica é, hoje mais do que nunca, um factor essencial da luta política e da luta social”

          Palavras escritas de António Avelãs Nunes.Mas diz mais

        • De says:

          “Sabemos também que as mudanças necessárias não acontecem só porque nós acreditamos que é possível um mundo melhor: o voluntarismo e as boas intenções nunca foram o ‘motor da história’.

          Mas sabemos igualmente que os povos organizados podem acelerar o movimento da história e podem ‘fazer’ a sua própria história, dispondo-se à luta para tornar o sonho realidade. E se o sonho comanda a vida, a utopia ajuda a fazer o caminho.”

          De António Avelãs Nunes.

  3. marenostrum says:

    É um tiro nos cornos,obviamente! Miguel Vasconcelos…………………….

  4. De says:

    1. A oligarquia financeira está empurrando, goela abaixo da União Européia (UE), um “acordo” que estabelece regras rígidas para que a Europa seja governada (ou desgovernada), de forma absoluta, por bancos, liderados pelo Goldman Sachs, de Nova York.
    4. Mesmo antes de 09.12.2011 – quando foi encenada “reunião de cúpula”, e Sarkozy (França) e Angela Merkel (Alemanha) anunciaram o tal “acordo” – o Goldman Sachs (GS) já havia posto três de seus prepostos em posições-chave: Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu; Mario Monti, primeiro-ministro da Itália; Lucas Papademos, primeiro-ministro da Grécia, envolvido em operações do Goldman Sachs com a dívida grega resultantes em sua elevação.
    13. A dupla franco-alemã infla seus egos brincando de diretório europeu, mas Merkel, obedecendo aos bancos alemães, rejeitou a possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) emitir títulos para substituir os dos países devedores. Os bancos querem continuar emprestando aos governos, para faturar os juros.
    16. Não é para a União Europeia que os países europeus estão perdendo a soberania. É em favor da oligarquia financeira que renunciam formalmente, através de atos irresponsáveis de seus chefes de governo
    17. A perda de soberania não se restringe às regras draconianas citadas, por si sós conducentes à ruína financeira e econômica. Inclui também que os países devedores liquidem – a preço de salvados do incêndio – inalienáveis patrimônios do Estado, como já foi determinado à Grécia e a outros. É a privatização, objeto das mais colossais corrupções vistas na história do Brasil.

  5. De says:

    Estes são 5 pontos num total de 39 de um texto vindo do outro lado do Atlântico
    Vale a pena lê-lo todo e intitula-se
    “Bancos apossam-se da Europa”
    http://www.opensanti.com/2011/12/bancos-apossam-se-da-europa-por-adriano.html

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