“Outros antes de nós tentaram o mesmo esforço: dente por
dente: não, nunca olhar de soslaio e manter a cabeça escar-
late, o vómito nos pulsos por cada noite roubada; nem um
minuto para a glória da pele. Despertar de lado: olho por
olho: conservar a família em respeito, a esperança à distância
de todas as fomes, o corno de cada dia nos intestinos. Aos
dezoito anos, aos vinte e oito, a vida posta à prova da raiva e
do amor, os olhos postos à prova do nojo. Entrar de costas no
festival das letras, abrir passagem a golpes de fígado para a
saída do escarro. Se não temos saúde bastante sejamos pelo
menos doentes exemplares.
Fora do meu reino toda a pobreza, toda a ascese que gane
aos artelhos dos que rangem os dentes; no meu reino apenas
palavras provisórias, ódio breve e escarlate. Nem um gesto de
paciência: o sonho ao nível de todos os perigos. Pelo meu .
relógio são horas de matar, de chamar o amor para a mesa
dos sanguinários. (…)”
ANTÓNIO JOSÉ FORTE, Uma Faca nos Dentes

ANA MENDIETA
Uma forte saudação, portanto, ao Bruno e à Irene Sá, a propósito da “polémica” (vai entre aspas porque nunca se pugna com uma nulidade) com Pacheco Pereira sobre André Martin. Saudação, porque acreditaria sempre na história de Irene Sá, e tenho todo o direito de nunca acreditar em nada que faça, diga, esboce, balbucie ou desminta Pacheco Pereira, constatando eu – NÃO ESQUEÇO – apenas o seu ataque aos meus amigos e colegas artistas e gente da cultura (que um acéfalo considera sempre subsidiodependentes. Ah já me esquecia pois desde que, por exemplo, Leonardo cortou com os Sforza [estou brincando] e nunca mais precisou de ninguém!!, desde aí que os artistas vivem do seu trabalho e não “exploram o contribuinte” Pacheco, Ah, ahh – Pacheco sabe quanto o Estado paga por uma cadeira do S. Carlos, o pior é que nunca lá põe os pés!). Logo, será sempre Pacheco um “colosso” culturalmente (e mais não digo) desprezível. Que a arte e a cultura portuguesas CONTEMPORÂNEAS não o esqueçam.

ANA MENDIETA




Um post demente, na linha do que Carlos Vidal nos tem habituado.
Quem? Quem vota no duarte lima,dias loureiro,eurico de melo,oh jagunço!
Boa caracterização, e para a próxima calo-o (ao Gentleman) de uma penada, se nada tiver para dizer como de todas as vezes que visita este blogue.
Eu cumpro sempre.
Quando estiver sóbrio, releia o escreve. Se tiver noção do ridículo então aproveite também para aplicar essa regra a si mesmo e cale-se.
Mas afinal o que é que vem fazer ao 5dias?
Estão a pagar-lhe para isso?
(Uma organização política?)
Já viu que o sr. Pacheco Pereira aqui não vem nunca?
Você conhece a palavra decoro?
Quero ver se encontro comunistas. É que há uma diferença entre comunistas e comunas.
É raro encontrar um comunista. Raro e bom, eis a primeira verdade. Gostamos de falar com comunistas, nunca se dando o tempo por mal empregue. Porque um comunista irá falar-nos do comunismo, e de como o comunismo é bom. Bom e raro, eis a segunda verdade; e que até nem é mentira nenhuma. O comunismo é uma outra face do amor. É a plenitude da misericórdia, a lei da compaixão, a realização da esperança. O comunismo é lindo como tudo o que não existe. Há comunismo num comunista, e isso é lindo porque o comunista existe. O comunista tem o coração imaculado, guardado num amanhã inalcançável. E esse coração verte poesia e ternura para o chão dos dias. Ele dói-se e condói-se com o sofrimento dos povos e das gentes, até dos algozes. Que seria de um oprimido sem opressor? Seria o comunismo sem História. Sem História não há Homem, Humanidade, libertação. O comunismo é a eternidade aqui e agora a nascer continuamente da generosidade teândrica dos camaradas. Por isso um comunista está sempre em contínuo perdão, acolhendo dialecticamente as situações e os protagonistas. Para um comunista, os tiranos são os revolucionários que maior sacrifício ofertam à causa. São aqueles que ficam privados da solidariedade socialista dos restantes, remetendo-se a um estado de solidão e alienação capitalista. Os tiranos, ao se deixarem abraçar pelos melífluos braços do imperialismo, arriscam mortes ignominiosas às mãos de marinheiros, camponeses, metalúrgicos, mulheres e crianças; mas não necessariamente por esta ordem. Como é óbvio, com esta largueza de espírito tamanha e tamanha alma indomável, os comunistas não se encontram nos partidos, muito menos no PCP.
Por sua vez, os comunas estão sempre zangados. Até quando riem estão zangados. Quando comem, conduzem e lêem o jornal, estão zangados. Há quem defenda que quando cagam estão zangados, mas não o posso confirmar. Estão zangados porque estão em luta. Faz lá algum sentido ir para a luta e não estar zangado? Não faz. Por isso, por tanto, ficam mais zangados, por estarem em luta e por estarem em luta zangados. As causas que indispõem os comunas ao ponto de quererem lutar zangados são mais do que aquelas a que conseguem acudir. Por tanto, por isso, os comunas ficam mesmo muito zangados, ainda mais zangados do que no início da luta, visto que não pára de se descobrir mais e mais razões para se estar zangado, para lutar zangado e para estar zangado por se andar a lutar zangado. Quando um comuna está zangado isso ouve-se e vê-se a considerável distância. A voz sai gritada, as veias do pescoço incham, os lábios ficam secos ou a espumar, os braços agitam-se, alguns ameaçam cantar. O comuna procura convencer os outros simulando os sintomas que antecedem a crise cardíaca, naquela que é uma semiótica anti-burguesa de grande efeito. Como sabe que tem razão, o comuna fica muito zangado perante a má-vontade alheia. Bem cedo os comunas descobriram que não era a conversar que as pessoas se entendiam. A conversar as pessoas revelam-se muito complexas, demasiado exigentes com a validade das propostas e relutantes em se deixar levar pela gritaria e espasmos animalescos. Então, os comunas partem para a luta. Numa luta, tudo fica mais simples. Os inimigos estão em frente, é em frente que se deve disparar. E quem não é dos nossos, está contra nós. Sim, encontram-se comunas em todos os partidos, sem excepção.
(daqui)
Gentleman:
É este texto que apresenta para justificar a sua presença por aqui?
(Agora vem a mando das viúvas de Sócrates?)
E replica um longo texto feito de frases feitas,com as quais uns tantos tentam esconder o caminho da subserviência e da cumplicidade com o neo-liberalismo reinante?
Um texto desculpabilizador para os que fizeram tanta porcaria e que,de braço dado com o poder económico, contribuíram para o descalabro nacional?
Um texto que assumidamente não gosta dos que chamam o “nome aos bois”?
E que começa com um intróito angelical e celestial para ver se engolimos o final da récita?
Missas a esta hora?
Para justificar a pequena pulhice passada,presente e já agora futura?
Gentleman que desculpe.Mas agora ficou mais claro (ainda) o que anda a fazer por aqui.
O béu-béu do anti-comunismo com ares de virgem ofendida.Do lado dos tiranos,claro
Já que se assume que este Gentleman se oferta em sacrifício como estes.E segundo o texto em causa, “os tiranos são os revolucionários que maior sacrifício ofertam à causa.”
Tal qual o Gentleman
Marcelo Rebelo de Sousa está acima dos comunas, em tempos ameçou um adversário politico com um enxerto de porrada.
A Rosado Fernandes qual a classificação que lhe atribuis por ter agredido um deputado em pleno Parlamento Europeu?
Já te disse que tenho um remédio para limpares essas ramelas que toldam a visão.
Um belo e certeiro retrato desse ser ridículo que dá pelo nome de pacheco (sim, com letra minúscula!)
Quando muito peca por simpático.
Bravo Carlos Vidal!!
Crónicas a fio.Lenga-lengas a eito
O ataque surdo, cego,tenaz às gentes da cultura
O odiozinho boçal a tudo o que questionasse e revolvesse o mundo em que vivemos, sem ser pelo prisma da visão do censor oficioso do gosto oficial
A arte pimpona de formatar os mandaretes de ocasião do poder de ocasião.Como por exemplo Rui Rio.
A saudação perene dos espectáculos mediáticos com cheiro a máquina de reproduzir niqueis.O lucro sempre acima de tudo.Que levou a aldrabices várias de vários “agentes”amamentados e laureados pelo poder e pelos media.E ao afunilamento cerce do panorama cultural
O traço ideológico com que marcou indelevelmente o discurso oficial do poder em exercício.
Abrindo caminho para as noites de cristal que se abateram sobre os fautores da cultura
E a ruína económica dos que fizeram e fazem da sua vida, uma outra vida para todos nós. (Quantas vezes também a sua ruína física e psíquica).
Não,não nos podemos esquecer.
Pacheco Pereira quis/quer também um mundo cinzento feito à medida das decisões dessa entidade mítica e viscosa,usada quando necessário como uma pega útil e corrente, a que pomposamente dava/dá o nome de “contribuinte”.
Usada como álibi também
Nem esquecer,nem perdoar
De facto, esta personagem, PPereira, deve ser uma as figuras mais abjeccionadas (a outra, não esquecer, é um tal de António Barreto que, com uma sua PORDATA, copia o INE !!, e apenas se precupa em atacar artistas, que são parasitas sem lugar na sociedade, ladrões subsiodiodependentes – e agora, há uns anos, julga-se “fotógrafo” !!!????).
Por acaso, sou funcionário público, concretamente (como toda a gente sabe nesta casa/blogue) prof universitário de Belas-Artes (o nome é pomposo, mas é o verdadeiro). Se não fosse isso, por vontade destas figuras, nem um palmo de “objecto de arte” eu poderia mais fazer!
Há inimigos políticos e há inimigos culturais, ultramontanos, atrasados, e gente que morreu culturalmente lá pelos idos de 50. E que hoje não frequenta uma única galeria (a não ser, contrariadamente, para visitar obra de um da mesma geração, por vezes bom, mau ou muito bom autor, não interessa), uma sala de concertos, etc. P Pereira reune as duas coisas: é um inimigo e adversário político e um (muito pouco frontal) inimigo cultural (apesar de, mais correctamente, culturalmente não existir).
Como acredito na história do Bruno e da Irene, decidi aqui pôr um grande poema sobre dentes, um poema que os traça e desenha como arma. Uma arma que, real e alegoricamente, se deve sempre virar contra canalhas.
A “frase” de tags já diria tudo: “Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged Andre Martin, anti-arte, anti-cultura, ódio à contemporaneidade, Pacheco Pereira.”
O pargo que olha de revés não merece mais.
Abraço.
Ódio à cultura (até Homero está bem, depois não!!, diz o sr. da foto), é isso mesmo. Depois de terem dado a oportunidade, este sr. e Rui Rio, a La Féria de destruir, inutilizar e abandonar o Rivoli (depois de terem gozado com quem o ocupou para o salvar), deveriam ser chamados à responsabilidade. Foi tudo ilegal, e são dois (ou três, contando com o La Féria?) bons amigos.
Há anos, numa festa, contou-me um amigo, alguém mandou imprimir num pavilhão uma T-Shirt com a frase “Eu não leio Pacheco Pereira”.
Enquanto a peça esteve exposta, aguardando-se que o dono a fosse levantar, houve muitos que a viram e acharam tão boa ideia que mandaram fazer outras iguais.
Expliquem-me devagarinho, a ver se percebo, não perco nada por não lhe tocar, nem nos destaques ou títulos dos textos, há muitos anos, pois não?
Da última vez que reparei, lembro-me que discorria com lógica sobre uma mentira inicial. Terá entretanto reparado que nem todos somos tão estúpidos que o não percebamos?