Artigo 37.º
(Liberdade de expressão e de informação)
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos temos da lei.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito de indemnização pelos danos sofridos.
Constituição da República Portuguesa, 7.ª revisãoconstitucional, 2005
Cinema São Jorge, Lisboa
Hoje, às 21h, debate com Eric Toussaint.
Amanhã, a partir das 10h, Convenção de Lisboa para uma Auditoria Cidadã. Se isto é, de facto, uma democracia, façamos então a NOSSA auditoria. Comparece. Faz a tua parte.




Pretendem executar uma auditoria as contas públicas, mas ao mesmo tempo pretendem uma renegociação/reestruturação do pagamento da divida pública…. Correcto?
A ver se nos entendemos:
- Se pretendem fazer uma auditoria as contas públicas, é para descobrir como é que estas foram manuseadas pelos governos passados, com o fim de desvendar ‘possíveis’ irregularidades, correcto?
- Se pretendem descobrir, é porque há uma cobertura que naturalmente afecta a percepção de detalhes, correcto?
Aqui a sobrancelha instintivamente franze (quando uma dinâmica racional influência uma manifestação instintiva, podes ter certeza que a coisa é forte)…
Então, se não conhecem concretamente os detalhes, porque pretendem renegociar/reestruturar uma divida que pelo vistos não conhecem em detalhe a sua origem, o seu desenvolvimento e a sua agudização?
Será que estamos todos assim tão lerdos, que nem sequer percebemos um caso óbvio de contradição de termos?
Sim. Logico mesmo é renegociar sem saber do que estamos a falar. E coerente também !
Isto ha com cada um…
Bom, o que se pretende é fazer uma auditoria séria e imparcial às contas públicas. Muita info disponível por si não diz nada, mas cruzada diz muito. Muita info será difícil de conseguir, mas temos a lei (vide corpo do post) do nosso lado e pretendemos lutar com ela como arma. Entretanto, hoje decorreu um debate e amanhã decorre uma convenção. Onde todo o input é bem vindo. Falar disto como sendo de uma entidade que para x carx aleatórix se resume em “vocês”, pretendem, conhecem, etc, é não compreender a própria essência de uma Auditoria Cidadã. Não são vocês. Somo nós. A convenção é amanhã. Ainda está a tempo de se inscrever no site.
Ola Sassmine,
E por falar nisso, onde é que nos iamos ?
Boas
boas, João. íamos no 101.º (Sistema financeiro), nem de propósito, hein…? já lá vou. digamos que estive de licença sem vencimento.
Bem-(re)vinda!
Muito obrigada, De.
‘Agradeço’ a redundância…
Eu peço desculpa, mas só agora percebi que provavelmente você é estudante do ensino secundário…
Acho importante que os jovens (apesar de inexperientes) se interessem pelos assuntos de dimensão alargada.
No entanto sugiro que desenvolva a objectividade como qualidade essencial a comunicação.
Palavras ao vento, não obrigado!
Bem haja.
p.s.-(esses x que você usa destrói completamente a função gráfica da letra que está associada a função fonética que por sua vez está associada a percepção de significado a nível mental. Mais uma vez, falta de objectividade. Se estou identificado como Aleatório para quê por lá o x?)
Penso que fui bastante concreta no que lhe respondi. E cortês. Não recebi o mesmo de volta da sua parte. E a única coisa que lhe posso dizer é que as suas palavras, lançadas ao vento, nem formas nas nuvens fazem, portanto se calhar é melhor rever essa retórica e explicar-se melhor. Porque aquilo que escreveu no seu último comentário, resumindo e concluindo, é nada. Eu sei porque mostrei ao meu stôr de Português hoje na festa de natal da escola e foi ele que me disse. Bem haja, sim? (não sei bem o que isto quer dizer, mas amanhã mando uma sms ao stôr de português e pergunto antes de lhe mandar jokax gordax).
E carx Aleatórix, o x é uma maneira que a teoria queer (acho que, infelizmente, ainda não é estudada no secundário, mas lá chegaremos) encontrou para designar o neutro, isto, claro, para quem não vai na conversa normativa do binarismo de género. Como sei que a regra portuguesa é que o neutro se escreve no masculino, não quis tirar ilações sobre si (como você tão prontamente fez sobre mim, espero que se tenha divertido, ao menos serviram para alguma coisa) e escrevi assim. Se insiste que é masculino, olhe, ainda bem, mas eu como qualquer teenager irritante agora resolvi voltar a escrever assim… apenas porque me apeteceu. Ah, e o stôr de Português manda dizer que “influencia” não leva circunflexo.
Peço desculpa se a sua falta de objectividade me tenha induzido algum fervor na resposta…
É que renegociar um negocio que não se conhece não faz nem nunca fará sentido.
Vem a baila a expressão “pôr a carroça a frente dos bois”…
Suspender o pagamento enquanto se faz a auditoria é a única via que faz sentido.
Tudo o resto é negociata que não diz respeito ao cidadão (ponha o x onde bem entender) comum.
Depois de se averiguar quais são as parcelas que são dívida contraída que se traduziram em benefício público é que se procede ao respectivo pagamento.
Não lhe parece esta, uma linha de acção razoável e realmente objectiva?
Confesso que o meu nível de perplexidade é pouco saudável ao verificar que nesta altura do campeonato andem pra aí ‘iluminados’ a abanar a bandeira da renegociação.
Tanta precariedade e miséria para pagar algo que não se sabe de onde veio e para onde foi, e esta falta de objectividade (para não dizer testículos.. perdoe-me a masculinização) ao lidar com a questão.
Já agora, se não der muita maçada tenha a delicadeza de abrir o link abaixo e verifique se não escapou qualquer coisa ao stôr de português.
http://cvc.instituto-camoes.pt/patrimonios-de-influencia-portuguesa.html
De qualquer modo agradeço a ‘correcção’…
Há que tolerar golpes baixos como resposta quando não há alternativas a altura.
Fica retribuída a cortesia.
Bem haja
Espero que tenha ido à convenção dizer de sua justiça e ouvir as justiças alheias e confirmar o que foi aprovado, quiçá até votar, hein?, porque aquilo que lhe estou dizer desde o primeiro comentário é que este post é um apelo à participação e não um departamento da IAC para discussão de assuntos específicos. Não entendeu ainda isso? Enfim, que mais posso fazer… Isso já está para lá da falta de objectividade. Chega bem próximo da delusão. Quando não há alternativas à altura, o verdadeiro combatente retira-se. Não está a ser, claramente, o seu caso.
E tenha a bondade de abrir o seu link, para ver se percebe a diferença entre o substantivo “influência” e a terceira pessoa do singular do presente do verbo “influenciar”.
A sério, não tem mesmo mais nada que fazer?