TRÊS DÚÍVIDAS A LA MINUTE

Amanhã este debate dá o pontapé de partida para a IAC. A ver se a iniciativa é cidadã ou se serve apenas a agenda política da Ana Drago, do Pedro Nuno Santos e quiçá, do José Pacheco Pereira.

O Pedro Nuno Santos, ao afirmar que quer “as pernas dos banqueiros alemães a tremer”  e que se está a “marimbar para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou”, está a ultrapassar o Bloco de Esquerda pela Esquerda, a piscar o olho ao novo partido que anda para aí a ser falado ou prepara-se para aderir ao Comité Contra o Pagamento da Dívida?

A Ana Drago, ao afirmar que “este é o momento de auditar a dívida pública, de começar a renegociação, a reestruturação da dívida pública”, está a “condenar a sociedade portuguesa a um empobrecimento sem saída,” a cometer “uma total irresponsabilidade” ou que os tipos do BE se “marimbaram na Europa e trazem de lá uma bomba atómica para lançar na sociedade portuguesa”?

O José Pacheco Pereira, ao afirmar que incomoda “uns radicais de esquerda e outros de direita” e que aprendeu há muito tempo que never to wrestle with a pig. You get dirty, and besides, the pig likes it, está a dizer que a sua resposta não é uma resposta, que poucas vezes na vida os seus actos estão de acordo com a sua consciência ou que nunca como agora os seus valores se traduziram em palavras?

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14 respostas a TRÊS DÚÍVIDAS A LA MINUTE

  1. Oh, pá, tu és giro! Só a legenda do cartaz foi a gargalhada do dia… ou melhor, da semana!!! Obrigada!

    • Renato Teixeira diz:

      Giro também, mas sobretudo esteta. Faltou reparares na sincronia entre a fonte das letras do cartaz e as letras do vídeo. 😉

  2. RM diz:

    As minhas respostas:

    Parece-me que o Pedro Nuno Santos aponta um caminho e aposto que o António José Seguro se irá aproximar (não muito) quando lhe der jeito.

    A Ana Drago está a explicar de forma bastante explícita o porquê de existir um novo partido à esquerda.

    Sobre o José Pacheco Pereira passo. Não sei o que quis dizer com aquilo.

  3. xatoo diz:

    será inaceitável que os trabalhos desta Auditoria Cidadã resvalem para uma mera proposta de medidas para “ensinar” o governo como se deve pagar a divida que eles (os dois do bloco central) contrairam.
    por isso o PCTP/MRPP ainda durante a campanha eleitoral para a Assembleia da República (desde Junho do corrente ano), levantou desde logo a palavra de ordem “Não Pagamos!” (de todo, enquanto não estiverem apurados e condenados os responsáveis por ilicitos) ao contrário de P”C”P e B”E” que querem “renegociar”, mas pagar, sem nada se apurar primeiro…
    a Islândia meteu uns quantos banqueiros dentro, e a crise acabou
    http://lutapopularonline.blogspot.com/2011/12/diziam-eles-que-islandia-entraria-no.html

  4. closer diz:

    Porque é que a Ana Drago tem que explicar de forma explícita, a formação de um novo partido à esquerda.

    Como deve saber, RM e o Renato Teixeira também sabe, embora goste de afectar o seu ar de contumaz ingenuidade, que há coisas que antes do ser, já o eram.

    Ainda muita gente preocupada e interessada (diria mesmo que alguns andam assustados) com o aparecimento do novo partido na esquerda portuguesa. Ontem o Louçã no Parlamento estava cheio de rugas (é só ralações) e o Jerónimo fez uma reunião do Secretariado só para discutir o desgaste que «the next big thing» vai provocar nas fileiras do PCP.

    Gil Teixeira e Renato Garcia (parece que me enganei) são as novas estrelas cintilantes na esquerda portuguesa. A revolução acampa dentro de momentos.

    • Renato Teixeira diz:

      Vá chamar Garcia à sua tia, pá.

      • closer diz:

        o rapaz picou-se, coitadinho. Onde é que estão as boas maneiras revolucionárias, meu caro Renato Garcia, perdão Teixeira?

    • RM diz:

      Não entendi bem a primeira frase que deve ser uma pergunta. Parece-me que falar de eurobonds, “dar outro papel ao BCE” e “mutualizar a dívida” dos países não é, de todo, a proposta mais audaz que se pode apresentar. Aliás, estas são ideias que soariam sem estranheza se viessem do líder do PS.

      A mim não me rala a criação de um novo partido. Para mim os partidos devem (cor)responder às necessidades das pessoas. Quando isso não acontece parece-me muito bem que o debate político ganhe largura.

  5. Augusto diz:

    Um novo partido com o José Socrates o Nuno Santos, e os habituais politicos e “revolucionários” que proliferam em alguns Blogues.

    Meus senhores , não é sentados ao computador a escrever sentenças, é ter a humildade de sentir o pulsar do povo, dos desempregados, dos reformados, daqueles que nem sequer sabem mexer num computador.

    Esses lhe dirão certamente, mais um partido dito de Esquerda para quê…. o que é preciso é proposta concretas, e mobilização unitária, contra a direita.

    Mas isso não interessa nada, para aqueles que não olham a meios para atingiram os fins, e porem-se em bicos de pés, para poderem dizer ás massa, vejam como eu sou importante……

    Esses fazem-me pena.

  6. Augusto diz:

    Ao contrario do Ricardo , NUNCA me pus em bicos de pés……

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