Um ano depois da guerra entre Israel e o Líbano, quis visitar o Médio Oriente. Levava a resistência heróica do Hezbollah, do Partido Comunista e do povo libanês na memória. Apanhei um avião de Roma para Sófia e daí viajei de camioneta até Istambul. Na Turquia, não só ninguém confiava em que conseguisse atravessar a fronteira com a Síria como lhes parecia estúpido que alguém a quisesse visitar.
Cinco anos antes, George W. Bush havia apontado aquela nação árabe como fazendo parte do ‘eixo do mal’. Os Estados Unidos prosseguiam com a democratização à bomba do Iraque. Desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967, que Israel ocupava os Montes Golã. E entre a Turquia e a Síria havia mais a separa-las que a longa fronteira de minas e arame farpado.
A minha entrada no ‘eixo do mal’
Quando a atravessei e cheguei ao posto fronteiriço da República Árabe da Síria, percebi que não estavam habituados a que turistas chegassem ali a pé. E eu não esperava que aquele homem sentado, na estrada, dentro da sua t-shirt e calças de fato-treino, numa velha cadeira de campismo a ler um jornal fosse um agente do Estado sírio. A única coisa que destoava naquela fotografia domingueira era a kalashnikov.
Mas como viria a acontecer em toda a minha estadia na Síria, nunca vi qualquer tipo de postura autoritária, agressiva ou arrogante por parte das forças de segurança daquele país. Fui eu, aliás, quem se chateou com a passividade dos soldados que tardaram em carimbar-me o passaporte. Do outro lado do separador de vidro, dedicavam mais tempo a cantar e a beber chá que a cumprir a sua função. E eram aqueles os perigosos soldados que guardavam o ‘eixo do mal’…
Alepo, a maior cidade da Síria
Para chegar à maior cidade da Síria, tive de apanhar um táxi. No banco de trás, duas mulheres choravam compulsivamente. Dirigiam-se, provavelmente, para um funeral. No banco da frente, o taxista tentava matar-me de susto. Acelerava e ultrapassava tanto pela esquerda como pela direita. Às vezes, sorria-me e dizia com orgulho a única palavra que lhe compreendi em toda a viagem: “Schumacher”.
Alepo tem cerca de 2,5 milhões de habitantes. É maior que Damasco e a par da capital síria reclama o título de cidade mais antiga do mundo. Uma boa parte da população é árabe. Mas também há muitos curdos e uma grande comunidade arménia. Esta é, aliás, a razão por que Alepo tem uma dos maiores grupos cristãos de todo o Médio Oriente.
Foi nesta cidade que conheci uma das mais personagens mais caricatas de toda a viagem. Chamado de emergência a socorrer uma turista italiana que havia apanhado febre tifóide e que tinha entrado em delírio, o Dr. Khaled encontrou-me a controlar-lhe a temperatura e a dar-lhe banhos com a água mais fria que se pôde encontrar. Depois do susto, convidou-me para um café.
Contou-me, então, que, na verdade, se chamava Cesar. Mas como casara com uma muçulmana teve de mudar para Khaled. Como muitos em Alepo, era filho de refugiados arménios. Os pais haviam escapado à barbárie do Império Otomano e refugiaram-se na Síria. Ainda jovem, estudou medicina na Checoslováquia. Para ele, não havia dúvidas de que o fim do bloco socialista no Leste Europeu fora uma tragédia. Confessou-me que tinha um retrato do Staline no seu escritório.
Esta admiração pela União Soviética pude, aliás, senti-la nas ruas de Alepo quando vesti uma t-shirt com o brasão da URSS que havia comprado na Festa do «Avante!». Recebi a saudação e os sorrisos de muitos populares com que me cruzava na rua, muitos deles com t-shirts com a imagem de Che Guevara, e o pedido insistente de um vendedor ambulante de sumos e gelados que não me largou até ter percebido que eu não estava disposto a ir em tronco nu até ao hotel.
Sobre o regime sírio, Cesar apontou algumas críticas mas defendeu o seu carácter progressista e anti-imperialista. Ele era, aliás, candidato nas listas apresentadas às eleições municipais que se verificariam daí a duas semanas. Estava explicada, finalmente, a quantidade de faixas e cartazes espalhados pelas ruas que tinha visto desde que chegara a Alepo.
A Mesquita dos Omíadas e o fantasma de Saladino
Para Cesar, a melhor forma de se chegar a Damasco era de comboio. Era uma composição confortável e moderna que me levaria até à capital em poucas horas. Cesar não ia à Europa há quase duas décadas mas, sem querer, quase acertou. A viagem foi tão agradável como as horas de tortura que tantas vezes passei no português Sud Expresso entre Lisboa e Hendaia.
Damasco está a cerca de 100 km de Beirute. É o centro político da Síria e tem mais de 1,5 milhão de habitantes. É uma das principais capitais da cultura árabe e, por vários motivos, razão de peregrinação para distintas comunidades religiosas. A Mesquita dos Omíadas é o quarto espaço sagrado mais importante para o Islão. Acabou de ser construída em 715 e é ali que estão os restos mortais de João Baptista, um importante profeta para cristãos e muçulmanos.
Lá dentro, fui abordado por um teólogo sunita. Queria saber o que me trazia à Síria e que opinião tinha sobre os preconceitos europeus em relação ao mundo árabe. Conversámos durante uma hora. Ficou-me a imagem de um homem inteligente e bastante tolerante. Falou-me no laicismo do Estado sírio e no respeito entre as diversas sensibilidades religiosas.
Mas não gostei de tudo o que ali vi. Enquanto procurava os meus sapatos deparei-me com uma cerimónia xiita. Como local de veneração para o xiismo, a mesquita recebia anualmente milhares de iranianos. E num canto, dezenas cumpriam um ritual de auto-flagelação que me fez lembrar algumas cerimónias católicas em Itália.
Lá fora, centenas de pessoas esperavam para visitar o túmulo do lendário Saladino. Ante, as recentes cruzadas do imperialismo contra o Afeganistão, o Iraque e o Líbano não admirava que Saladino assumisse uma dimensão ainda mais heróica aos olhos dos povos do Médio Oriente.
“Down down USA! Down down Israel!”
Em quase todas as conversas com sírios, palestinianos, curdos, iraquianos e iranianos, inevitavelmente, o tema de Israel aparecia. Não precisava de tocar no assunto. Havia três coisas que todos queriam saber: o que achava da Síria, o que achava de Israel e o que achava dos Estados Unidos.
Eu sabia de antemão que nenhum estrangeiro com carimbo israelita no passaporte poderia entrar na Síria e que a mesma coisa se passava com quem tivesse o selo sírio e quisesse visitar Israel. Na verdade, são dois países em guerra. Os sírios vêem os palestinianos como irmãos e, pelas suas palavras, notamos que não há qualquer animosidade entre ambos. Em relação a Israel, a definição é clara: o inimigo. É isso mesmo que está exposto na pintura que decora a estação de caminhos-de-ferro de Alepo. Um quadro que ilustra os combates contra o exército israelita, há 44 anos, na Guerra dos Seis Dias, que abriu feridas que ainda duram como a ocupação dos Montes Golã.
Há quase um milhão de palestinianos a viver na Síria. Conheci alguns deles. Perfeitamente integrados na sociedade síria, todos, sem excepção, me declararam a firme e inabalável convicção de que algum dia voltariam à sua terra. Muitos deles não haviam sequer pisado o solo da Palestina. Eram os netos e os filhos daqueles que foram expulsos pelo terrorismo sionista ao longo do século XX.
No meio do deserto
Uma das vantagens de se ser turista num país pouco habituado ao turismo é o interesse com que se é abordado. Ao longo das semanas, vi poucos estrangeiros que viajassem como eu. A maioria dos turistas chega em pacotes organizados por agências de viagens e são conduzidos directamente às ruínas de Palmira. Largam-nos como gado e depois recolhem-nos quando se enchem as memórias das máquinas fotográficas.
Quando, finalmente, viajei para Tadmor, onde se encontra o antigo interposto romano de Palmira, e vi as placas na estrada a sinalizar Bagdade, é que me dei conta que ali ao lado, a poucas centenas de quilómetros, o povo iraquiano resistia ao imperialismo.
Mas no deserto reinava o silêncio e cheguei já de noite. As falhas de energia davam à povoação um ambiente sinistro. As rajadas de metralhadora que ouvia cortavam-me a respiração. Em momento algum me senti inseguro na Síria mas enquanto não me explicaram o que havia não descansei. Foi o dono do hotel que me tranquilizou. Não era uma guerra. Era um casamento.
O dono, cujo nome não me recordo, dormia todas as noites na rua, à porta do edifício. Ao ver-me, ficou exultante. Era o primeiro português que albergava. Mais. Era o primeiro português que via na vida. Por isso, como espécie desconhecida, tive direito a um preço mais barato.
Mas o hotel tinha uma estranha fauna. Estava eu, um professor francês que dava aulas de inglês no Cairo, um casal de jovens canadianos que faziam a volta ao mundo, um camionista iraquiano, uma estudante norte-americana e um australiano que trabalhara na Irlanda e que agora fazia negócios entre o Iraque e o Líbano.
A noite já ia avançada quando a norte-americana respondeu ao australiano que achava injusta a imagem que o mundo tinha do seu país. O francês, cordialmente, contestou que havia boas razões para isso. O australiano limitou-se a dizer que não conhecia um único ianque inteligente e deu o exemplo de Alice Springs. A estudante de árabe insurgiu-se mas não soube explicar do que se tratava. Antes que a coisa azedasse ainda mais, aproveitei a deixa dos canadianos e fui dormir.
No dia seguinte, acordei de madrugada. Queria ver o nascer do sol entre as ruínas de Palmira com o oásis como pano de fundo. Como fui o primeiro a chegar, tentaram impingir-me uma viagem de camelo. Estranhados com a minha recusa, perseguiram-me até à exaustão. Falhar o primeiro negócio do dia representa um mau augúrio. Só foram à vida deles quando perceberam que nem de borla me poria em cima do animal.
Das conversas mais interessantes que tive nesse dia foi com o guarda do Templo de Baal. Chamou-me à parte e sentámo-nos do outro lado da bilheteira. Acendeu o camping gaz e preparou-nos chá. Contou que havia combatido na Guerra dos Seis Dias contra Israel e que a Palestina era para a maioria dos sírios como uma pátria. Não me esqueço das palavras que me disse: “Posso ser velho mas voltarei a pegar em armas se os sionistas nos atacarem”.
“Foi a Resistência, mentirosos!”
Não é uma novidade que os povos do Médio Oriente dão grande importância aos seus heróis. A última moda em Alepo e em Damasco eram os pára-brisas traseiros com as imagens de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, do presidente Bashar al-Assad e do pai Hafez al-Assad. Este era o trio que estava espalhado pelo tráfego caótico das grandes cidades sírias. Há muita coisa discutível dentro do regime sírio mas, pelo que pude observar, existia uma genuína admiração por estas figuras. Não era gratuito ou uma obrigação. É aquilo que não podemos ver através dos principais meios ocidentais. Um importante apoio ao regime sírio mas, acima de tudo, um ódio profundo ao imperialismo.
Um turista francês contou-me como num bar viu os clientes contestarem as afirmações da CNN que dizia que um helicóptero dos Estados Unidos se havia despenhado no Iraque por avaria: “Foi a Resistência, mentirosos!”. No histórico mercado de Damasco pude comprovar a solidariedade com a resistência iraquiana. As duas últimas t-shirts à venda comprei-as eu e os vendedores explicaram-me que era um dos produtos mais vendidos.
Poucos dias depois de sair pela mesma fronteira por onde havia entrado, rumo a Gaziantep, na Turquia, chegou a notícia de um ataque israelita em solo sírio. Nos anos que se seguiram, Israel continuou a lançar a morte sobre a Palestina. A ocupação do Iraque não terminou e, agora, é também a Síria que está debaixo de fogo. Na minha cabeça, repetem-se as palavras do porteiro do Templo Baal: “Posso ser velho mas voltarei a pegar em armas”.
Publicado em Diário Liberdade





“a resistência heróica do Hezbollah”
In November 2009, Hezbollah pressured a private English-language school to drop excerpts from The Diary of Anne Frank, a book of the writings from the diary kept by the Jewish child Anne Frank while she was in hiding with her family during the Nazi occupation of the Netherlands, after Hezbollah’s Al-Manar television channel complained, asking how long Lebanon would “remain an open arena for the Zionist invasion of education”?
É sempre giro constatar esta simbiose entre a extrema-esquerda e o fascismo islâmico.
Tiago ( será o Vasconcelos?) posta uma frase tirada directamente da Wikipedia.
Tal de per si não é grave.(Bem mais é a multiplicação de nicks dos mesmos personagens.)
Mas o que a frase revela?
Revela que há uma guerra entre o Hezbollah e os sionistas.Uma guerra em todas as frentes.De que este relato – a ser verdadeiro- é um exemplo.
Será que este exemplo é aceitável?
Pelos nossos padrões não o é.
Mas pelos padrões de quem está em guerra com um estado superiormente armado,com meios militares incomensuravelmente maiores,tendo atrás de si a mão do império americano…o estado-pária de Israel…que não hesita perante o crime ,a invasão e os bombardeamentos e a ocupação?
É que o Hezbollah de facto assumiu uma resistência heróica contra o estado-pária de Israel.Fez-lhe frente.Faz-lhe frente.
E aí começa-se a perceber a inquietação do Tiago com o assunto.
O rapaz” sabe de que lado está…e daí o seu comentário com um texto que acaba por ser ridículo perante o tanto que está presente no presente conflito
E daí o boçal “fascismo islâmico” com que boçalmente Tiago tenta caracterizar tal movimento.
É que Tiago não está a falar na Arábia Saudita onde está presente o fascismo islâmico.Nem no fascismo islâmico protagonizado pelo regime implementado pelos States no Afeganistão ou no Iraque.
Tiago segue as pisadas de Bush e a sua caracterização do eixo do mal
Posta-se do lado de Bush,de Israel…
Não se subscreve todo o ideário político de tal movimento,nem todas as suas acções,nem todo o seu ideário.Longe disso
Mas tal movimento é um movimento de resistência que fez frente de forma heróica à ocupação do Líbano por parte de Israel.
Um movimento de libertação com provas dadas no terreno.
Mais:Hezbollah has not been involved in any suicide bombing since Israel withdrew from Lebanon.[163] After the September 11, 2001 attacks, Hezbollah condemned Al Qaeda for targeting the civilian World Trade Center, but remained silent on the attack on The Pentagon.[8][164] Hezbollah also denounced the massacres in Algeria by Armed Islamic Group, Al-Gama’a al-Islamiyya attacks on tourists in Egypt,[165] and the murder of Nick Berg.( da mesma fonte do Tiago)
Mais ainda: The Lebanese cabinet, under president Michel Suleiman and Prime Minister Fouad Siniora, guidelines state that Hezbollah enjoys the right to “liberate occupied lands.
Hezbollah é uma pedra no sapato do estado-pária de Israel.
Logo é uma espinha cravada na garganta do “Tiago”
Um post muito oportuno, Bruno.
A situação na Síria mostra o grande apoio do povo ao regime.
Entretanto, o regime sírio, continua a matar alegremente os seus opositores.
Quer desenvolver?
Desculpe! Nega a morte dos opositores? Ou afina pelo diapasão das autoridades sírias que classificam os opositores como “grupos terroristas?
Eu pedi para desenvolver e preferiu responder-me com perguntas retóricas. É a típica reacção de quem já sabe tudo. Depois do que aconteceu na Líbia, há gente que não aprende.
” Carlos says:
Nega a morte dos opositores?”
E o que entende por civis armados assassinando indiscrimiadamente manifestantes e comentendo atentados contra bens publicos?
Opositores, resistentes, libertadores. Para si o que são?
Se fossem Bascos sabemos como os intitulava .
Ignora que metade do total de mortes na Siria são militares e das forças de segurança e militares?
Se emprenha por os ouvido, o caso já e outro!
Veja se isto serve para limpar o sarro que lhe entope as sinapses.
http://www.sana.sy/index_spa.html
Bascos=bons
Sírios=maus
Bascos=heróis resistentes
Sírios=civis armados
Este Carapeto é uma maravlha de coerência.
Um comentário do Oliveira,que há dias berrava e insultava quem criticasse de forma aberta o estado-pária e racista de Israel
Percebe-se assim o seu “prontuário”telegráfico com que tenta simular de forma pretensamente irónica o seu comentário crítico?
Sigamos a pista “israelita”:
Já em 2005 «George Bush pretendia derrubar Bashar al-Assad».Segundo palavras do ex-embaixador israelita em Washington, este diz que agora o governo de Telavive se juntou a esta política da mudança de regime na Síria: há que acabar de uma vez por todas com o grupo dirigente que a partir de Damasco apoia «o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza» e estreita relações com Teheran. Sim, «profundamente preocupado pela ameaça iraniana, Israel é de opinião de que, se retirar o tijolo sírio do muro iraniano, a política regional poderia entrar numa nova fase. É evidente que o Hezbollah, tal como o Hamas, se movem agora com mais cautela». De modo que o alvo da rebelião e das manobras com ela relacionadas não é apenas a Síria, são também a Palestina, o Líbano e o Irão: trata-se de desferir um golpe decisivo na causa do povo palestino e de consolidar o domínio neocolonial de Israel e do Ocidente numa região de crucial importância geopolítica e geoeconómica.”
Percebe-se o “empenho” de Oliveira com a sua dama…
Entretanto fala nos bascos.
Olha se os bascos tivessem o material militar que a dita oposição síria tem
Olha a forma como a comunicação social trata os contestatários bascos
Olha se no país basco entrassem 600 combatentes líbios…para ajudar à festa
New Libyan Regime Sends 600 Troops To Fight In Syria
http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=27946
Mas há mais.Muito mais
“Para ele, não havia dúvidas de que o fim do bloco socialista no Leste Europeu fora uma tragédia.” Será que o senhor em causa viveu na RDA, ou na Checoslaváquia, ou… Talvez não…
Se leu o que escrevi, percebe que ele estudou medicina na Checoslováquia. Já você não mas já pode mandar postas de pescada.
” Von says:”
Se consideras que nos países de Leste se vive hoje melhor, porque não vais para lá?
Pergunta aos Checos como viviam antes e o que perderam.
Perderam tanto e viviam tão bem que o partido comunista checo, nas eleições de 2010, ficou em 4º lugar com 11%, atrás de um partido neoliberal e apenas com mais 20.000 votos do que outro partido neo liberal.
Na Eslováquia, então ainda têm mais saudades dos bons velhos tempos: o pc eslovaco, também em 2010, teve 0,83% dos votos e nenhum lugar no parlamento.
Por isso é que o Partido Comunista da Federação Russa acaba de duplicar o número de votos de 11% para 20%.
Tem razão: são as saudades. Mais um pouco e voltam às maiorias soviéticas dos 99%.
Mais um pouco e?
Mas este Oliveira não se enxerga?
Ou o anti-comunismo primário deste só é comparável à sua simpatia pelo sionismo?
( e às ligações sinistras deste com o nazismo?)
“Oliveira says:”
Perderam tanto e viviam tão bem que o partido comunista checo, nas eleições de 2010, ficou em 4º lugar com 11%,”
Ignoras porque é assim? Está aqui a explicação!
http://animalsapiens.blogs.sapo.pt/22956.html
Hitler chegou ao poder através dos votos.
Pinochet depois dos crimes que cometeu obteve 48% do apoio dos eleitores.
Bush também ganhou duas eleições.
Aqui em Portugal e Espanha a direita também conquistou o poder nas urnas.
Ben Ali e Mubarak eram membros da I S obtiveram sempre maiorias com mais de 90%.
O povo prefere ser sodomizado por a direita.
No entanto quando é a esquerda a ganhar eleições, essa tal direita alega sempre que houve fraude. Matraqueam logo com conspirações, boicotes e agressões.
Foi assim com a Republica Espanhola, Mossadeg , Allende, Ortega, Chavez, Morales , Correa, e recentemente na Bielorrussia.
E por vezes nem é necessário ser de esquerda, basta não se submeter aos ditames do imperialismo, que é o caso do Irão.
Há poucos dias Papandreus e Berlusconi foram linearmente afastados, sem qualquer respeito por o povo que os elegeu.
Brilhante, o Lukashenko agora é representante da Esquerda e a República Checa andava bem era na fase antes da queda do muro. Já agora, o que acha do Dubcek?
Nem sei o que diga, quando vejo gente que se reclama do mesmo campo político que eu e que elege como exemplo países onde os trabalhadores são sistematicamente explorados e despojados de direitos e de liberdade, países onde os sindicatos andam invariavelmente atrelados ao governo e convocam zero greves, ano após ano…
«Pinochet depois dos crimes que cometeu obteve 48% do apoio dos eleitores.»
Então porque é que, depois dos crimes que cometeram, os comunistas não ganham também as eleições?
P.S. Os checos vivem muito melhor agora do que nos tempos do socialismo. Só quem está totalmente alheado da realidade pode pensar de outra forma.
Tiago interroga-se
Tiago interroga-se, inquieto
Tiago inquieto, interroga-se sobre os comunistas e os crimes e os seus patati-patata.
Não é só ele.
Citam números
Postam certezas….
Vejamos algumas formas de manipulação:
A 17 de Novembro de 1989, a «revolução de veludo» triunfava em Praga, com uma palavra de ordem que se pretendia inspirada em Gandhi: «Amor e Verdade». Na realidade – confessa hoje o International Herald Tribune – um papel decisivo foi desempenhado pela difusão duma notícia falsa segundo a qual um estudante tinha sido «brutalmente assassinado» pela polícia. Se, no caso da Checoslováquia foram suficientes duas «pequenas» manipulações (por um lado a transfiguração dos líderes da revolta em seguidores devotos de Ghandi no culto da verdade e da não-violência, por outro a produção inteligente e a difusão de «notícias» destinadas a suscitar a indignação das massas), a promoção da revolta que derrubou a ditadura de Ceausescu na Roménia, semanas depois foi mais complicada. A encenação, nas suas linhas gerais, não varia: tratou-se sempre de desacreditar e até mesmo de diabolizar o poder a derrubar, para o transformar num alvo fácil da indignação das massas alimentada sabiamente e sem sombra de escrúpulos. Pois é, mas como atingir esse objectivo na situação concreta da Roménia no final de 1989? A partir de certa altura, os meios de comunicação ocidentais começaram a difundir maciçamente na população romena, e a bombardeá-la mesmo, com informações e imagens do «genocídio» perpetrado em Timisoara pela polícia de Ceausescu. O que é que aconteceu na realidade? Passemos a palavra a um prestigiado filósofo (Giorgio Agamben) que não é propriamente um crítico da ideologia dominante mas que sintetizou de modo magistral a questão que estamos a tratar:
«Pela primeira vez na história da humanidade, cadáveres acabados de enterrar ou alinhados nas mesas das morgues foram desenterrados à pressa e torturados para, em frente das câmaras, simular o genocídio que devia legitimar o novo regime. O que o mundo inteiro teve debaixo dos olhos em directo nos ecrãs da televisão, como sendo verdade era a não verdade absoluta; e embora a falsificação por vezes fosse evidente, era de qualquer modo autenticada como uma verdade pelo sistema mundial dos meios de comunicação, para que se tornasse claro que a verdade passara a ser apenas um momento do movimento necessário da falsidade».
O fim da guerra-fria não era o fim do Grande jogo. Para os EUA, não bastava liquidar o «campo socialista» e desmembrar a União Soviética; também era preciso promover e impor na Europa oriental a ascensão ao poder de líderes completamente ligados a Washington”
De facto a História não acabou em 1989 como queriam fazer crer.
Hoje,paulatinamente vão-se desbravando as manipulações e os entorses que povoaram o mundo desde essa época ( e em épocas anteriores)
Conhecedores que a História não acaba quando os Tiagos ou os Oliveiras querem; conscientes dos erros cometidos;conscientes que os ideais permanecem de pé com todo o vigor de quem tem a razão ao seu lado;conscientes que uma sociedade em que há explorados e exploradores é uma sociedade que recusa o futuro; conscientes que o capitalismo aí está presente perante nós com todo o cotejo dos seus horrores …saibamos continuar a luta que travamos contra as forças que os Passos Coelhos ou as Merkel representam.
Sorry Tiago
de facto parece ser essa a passagem mais importante de todo o texto.
“Von says:
“Para ele, não havia dúvidas de que o fim do bloco socialista no Leste Europeu fora uma tragédia.”
Queres maior tragédia, o atraso e a exploração para que foram atirados milhões de pessoas?
Compara as condições de vida, os direitos laborais e sociais que tinham antes e têm hoje.
A Republica Checa um dos países mais desenvolvidos da Europa está hoje ao mesmo nivel de Portugal.
Nos Países Bálticos, na Roménia e na Bulgária o trambolhão anda foi maior.
Se ignoras a realidade eu disponibilizo-a, para baixares a garimpa de vez.
“Oliveira says:”
Só a cultura destroi a ignorância. Faça a sua opção.
Por isso não encaixo palermices albardadas.
Ah não? Pois olhe que disfaça muito bem!
É a primeira vez que leio alguém a apelidar o Lukashenko de homem de esquerda!
Tem umas fronteira muito amplas, o Carapeto…
E, já agora, quantas eleições ganhou o Chavez? E não continua lá?
Alguém disse que o Morales havia ganho as eleições fraudulentamente? E não continua lá?
E o Correa? Não continua a ser o presidente equatoriano?
A sodomia não tem sido aqui pela esquerda?
E o Putin? Não continuam os russos a votar nele em vez de no PC russo?
Que quer o Carapeto? Uns votos servem e outros não?
Sodomia?
O que quer esta coisa dizer?
O que quer esta coisa insinuar?
“Oliveira says:
:É a primeira vez que leio alguém a apelidar o Lukashenko de homem de esquerda!”
Deve haver um ponto em que a demagogia se transforma em trampa e esta criatura Oliveira com a sua “alquimia” já atingiu esse limite.
Com que então Lukashenko não é de esquerda? Deve ser por isso que a Entente da direita Europeia o odeiam tanto!
E que respeito estás a ter tu por os votos dos Bielorrussos ?
O lugar dos palhaços é no circo.
De tropeção em tropeção até ao pinote final.
Chavez não esteve preso e arredado do poder durante três dias (inclusivamente deram ordens para o fusilar ), por um golpe levado a cabo pela a direita com o apoio da CIA? Abortado por o levantamento em massa do povo? Esse povo que a direita abomina e só conhece no momento de receber o voto.
Correa também não esteve detido durante algumas horas noutra tentaiva de golpe de Estado? Não foi igualmente o povo que tomou as ruas em seu auxilio?
Quantos levantamentos tumultuosos por parte da direita já tiveram lugar na Bolivia de desobidiência a Morales, com a ameaça da desintegração do país?
O embaixador Americano Philip Goldberg numa dessas ocasiões num discurso em Santa Cruz acusou Morales de ser o Bin Laden da América do Sul. Recebeu ordem de abandonar a Bolivia em 72 horas.
Ortega não saboreou dolorosamente a agressão Yanque nos anos oitenta?
O que aconteceu a Zelaia? Terminou o mandato?
A mentira só perdura até a aparecer verdade.
Portanto vai intrujar aldrabices para outro lado. Aqui não te safas.
Quanto a Putin e as eleições na Rússia, acrescentaste mais um grau ao teu ilustre curriculo de ignorância.
Na próxima explico .
Carlos Carapeto:
Clap!Clap!Clap!
O Lukashenko foi eleito sucessivas vezes pelo povo bielorrusso por ter salvo o País das desgraças que se sentem nos países vizinhos. O desemprego é residual e a pobreza mínima. Não é socialista, não, mas também não mandou tudo fora, como fizeram as vizinhas Ucrânia e Rússia. Quanto à Venezuela não conheço outro país do mundo em que se tenham realizado mais eleições, sempre confirmando – e reforçando – a representação e legitimidade do bloco que apoia a revolução bolivariana. O mesmo na Bolívia (isso que «alguém» dizer tem muito que se lhe diga…). A questão aqui é a natureza do poder e os interesses que serve. Até 1998 ninguém falava da Venezuela e era um dos mais desiguais países do mundo em que, por exemplo, parte considerável da população nunca tinha sequer VISTO um médico. Hoje há médicos nos bairros pobres e estão a ser construídas casas para as populações das favelas. Porque é que ninguém falava? Porque era aliada dos EUA. O mesmo com a Arábia Saudita, com Israel, com as Honduras (onde milhares de pessoas são assassinadas por resistirem ao golpe de Estado). É por isso que hoje “todos” odiamos a Síria, a Venezuela, o Equador, ao mesmo tempo que nem nos lembramos que há uma Arábia Saudita, umas Honduras, uma Colômbia… Mas sempre temos alternativa: que tal começar a pensar pela própria cabeça?
a Sic Noticias transmitiu uma noite destas um documentário asqueroso – onde se mostravam feridos nas ruas e cadáveres comentadas por uma pivot completamente comprometida com os dissidentes ao regime Baas (o mesmo pró-socialista de Saddam Hussein)
os “libertadores” eram entrevistados no exterior e era uma evidência que se filmavam crimes por forças paramilitares introduzidas na Síria a partir do exterior, seguidos depois pelos mesmos que estavam a produzir o filme – temos sido ajudados “por uma imensidão de meios de comunicação de internet por satélite que nos têm sido facultados pelos paises do Ocidente nossos amigos” diz um. (cada aparelhinho daqueles obtido na Grâ-Bretanha custa mais de 1000 libras)
É mais uma conta calada em dinheiro que está ali a ser despejada para destruir mais um país “desalinhado”
De acordo com este relato, a Síria é uma espécie de paraíso na terra. Todos muito cordatos, inteligentes e «boa-onda». Eu sou gay, preto, hindu, do FCP, voto PC nas autárquicas e PS nas legislativas (nas presidenciais ainda estou à espera da candidatura do Manuel João Vieira): acha que me vão receber bem por Alepo ou são meninos para me lançar umas fatwas de granito ao couro?
Eu vi turistas com a bandeira dos Estados Unidos na t-shirt e ninguém lhes fez nada. Portanto, deixe-se de paranóias.
In 1982 Hafez al-Assad responded to an insurrection in the city of Hama by sending a paramilitary force to indiscriminately kill between 10,000 and 20,000 civilians including children, women, and the elderly.
(só propaganda de “inimigos do regime” não é?)
“Tiago says:”
Toma e guarda! Isto também foi obra de Assad.
http://sp.rian.ru/opinion_analysis/20111202/151819398.html
“Tiago says:”
Outro crime de Assad financiado por os comunistas.
Embrulha.
http://sp.rian.ru/opinion_analysis/20111118/151628572.html
Fatwas é ao lado, na Arábia Saudita. Na Síria não domina a lei islâmica.
O mundo é, infelizmente, um pouco mais complicado do que isso. Há mais do que preto e branco. Dizer que a Síria é um país progressista no contexto do mundo árabe actual (muito por culpa do financiamento dos EUA aos movimentos islâmicos contra a esquerda secular…) não é dizer que é um paraíso na terra. Dizer que neste país não vigora a lei islâmica não é dizer que não é um país onde a religião tem o seu peso. Tem, apenas não é política de Estado. Dizer que se é pela defesa da soberania síria não significa necessariamente defender o actual governo daquele país.
Mas o contrário já não é verdade: defender a agressão dos EUA (sobre qualquer pretexto «humanitário» que certamente surgirá – não tem sido sempre assim?) é defender assassinatos em massa, a destruição de infra-estruturas essenciais e o domínio de mais este país por grandes empresas norte-americanas e europeias. De que lado está? Da soberania ou da ingerência? Da paz ou da guerra?
O entusiasmo pela democracia respira-se ao longo de todo o artigo. Comovedor!
E a inteligência daquele povo que sabe exactamente o que é o imperialismo?
E o amor filial pelos seus queridos líderes?
E a sua coragem, dispostos a pegar em armas? (para além dos casamentos)
Dá vontade de emigrar para a Síria! Sugiro que o faça e JÁ!
“JgMenos says:
Dá vontade de emigrar para a Síria! Sugiro que o faça e JÁ!”
Recomendo-te melhor destino ,nem é muito mais longe.
Vai para a Arábia Saudita e leva tua mulher.
Lá podes ter o gozo de assistir a uma decapitação em praça publica.
Ver uma mulher ser vergastada por andar de cara destapada, conduzir um carro, andar sozinha na rua .
Recolhes uns dedos e umas maõzinhas decepadas.
E por sorte podes ser ainda convidado para o casamento de um octogenário com uma jovem de 15 anos.
Se pretendes participar na “festa” deves ir prevenido com um bom naco de presunto e uma garrafa de tintol, e tua mulher para ir mais atraente deve levar uma saia por o joelho e ir de cabeça ao léu.
Vais ver que te divertes à fartazana.
“E a sua coragem, dispostos a pegar em armas? ”
E quem lhe fornece essas armas, treina e financia? São os Marcianos!
Foi o que eu respondi ao outro auroque. Um Basco é terrorista só por escrever num jornal.
E um Sirio que ataca uma esquadra da policia, um quartel, rapta um general reformado e o assassina friamente, dispara indiscriminadamente contra uma manifestação pacifica ou coloca uma bomba na casa de um dirigente religioso para provocar divisões inter religiosas e étnicas, é um herói vitima de uma ditadura.
Salazar não pensava de modo diferente, quando prestou ajuda ao golpista Franco e prendia os Republicanos que se refugiavam em Portugal.
Ou integrou militares Portugueses na Divisão Azul para ajudar Hitler durante a II G G.
Cada qual à sua maneira, no entanto não deixam de ser tiques fascizoides.
JgMenos, Sempre podes emigrar para o Afeganistão, para o Iraque, ou então para a Líbia, nesses sítios de “democracia” tutelada pelos EUA e seus correligionários europeus, sempre podes apreciar o suave paladar da liberdade americana, adocicada com o cheiro a napalm.
Entretanto as coisas por cá melhoram e qualquer dia nem precisamos de emigrar para um qualquer Afeganistão, para saber o que é a liberdade…
Belo post. Adoro este tipo de relatos.
Conheço a Síria, também. Tem defeitos, evidentemente que sim. Mas está a milhas de ser o que dela diz a comunicação social – que disse o mesmo ou muito parecido da Líbia, do Iraque, do Afeganistão e que se cala em relação à Arábia Saudita, ao Bahrein, ao Ieméne, a ISRAEL. Entrando nesta campanha tornamo-nos cúmplices das guerras de rapina.
Bom relato, Bruno.
Um excelente texto Bruno.
Com garra.Literária e política
Subscrevo o comentário do Vasco.
Kero desejar a todos os democratas que até comem sardinhas na lata,que vão para a Puta que os Pariu.E o Grande Império americano com 800 bases em tudo quanto é sítio?
Já agora devem adar a tripar pq quando chegarem ao Irão/Síria iremos pagá-las bem.Até agora,foi só bulling do prémio nobel(ah!os pretos,como gostam de chamar,na Líbia agora são perseguidos,mortos e discriminados-lembram-se do Sudão????já estão esquecidos…).É que no ensaio da Geórgia,os americanos/israelitas não se saíram nada mas,mesmo nada bem….E,’portantos’,é altura da europa ‘bem’ começar a pagar pelas matanças noutros lugares.Esperem,que vão vê-las…Ah! e não há escudo para ninguém,se pensam que é só facilidades.Isso é nos filmes!!!!de rollywood!
( as frases entre aspas são do zé zinho..dixit)
“ESTA é a verdade”
(será um extremista religioso judeu a proclamar a verdade divina?
Não..é apenas o zé a…
“zurrar a plenos pulmões”
mas ao que parece “os zurros não chegam ao Céu”. Já que consta que
“Por mais que manifeste a sua debilidade mental, só convence os camelos.”
(Pobre sionista de serviço.Ah,aproveitei para lhe corrigir a palavra debilidade.Estava mal escrita)
“Sorry, mas não pega. É que não pega mesmo. Por mais que zurre”.
(triste destino este de um zé em trânsito pelo nacional-sionismo)
“Como não tenciono continuar a debater com deficientes mentais”
Ah,mete dó este diálogo introspectivo do pequeno zé zinho perante o espelho lá da sua casa
Três frases breves do Zé zinho:
“Comigo, já viu que leva uma corrida!”
“os meus círculos, obviamente,são mais elevados”
“da sova já não se livra”
Regista-se um padrão
Lol
Um complexo de inferioridade puerilmente revelado?
Ahahahahahaha
Digo ou não digo?
Vamos lá
Vamos “ouvir” Nelson Mandela
Vamos lá.Ze´zinho.De pé e em respeito, leia este texto.
Numa carta escrita a Thomas Friedman (não confundir com Morgan) em Março de 2001 escrevia este catedrático do apartheid:
“Perhaps it is strange for you to observe the situation in Palestine or more specifically, the structure of political and cultural relationships between Palestinians and Israelis, as an apartheid system…
Thomas, if you follow the polls in Israel for the last 30 or 40 years, you clearly find a vulgar racism that includes a third of the population who openly declare themselves to be racist. This racism is of the nature of “I hate Arabs” and “I wish Arabs would be dead”. If you also follow the judicial system in Israel you will see there is discrimination against
Palestinians, and if you further consider the 1967 occupied territories you will find there are already two judicial systems in operation that represent two different approaches to human life: one for Palestinian life and the other for Jewish life. Additionally there are two different approaches to property and to land. Palestinian property is not recognised as private property because it can be confiscated.
As to the Israeli occupation of the West Bank and Gaza, there is an additional factor. The so-called “Palestinian autonomous areas” are bantustans. These are restricted entities within the power structure of the Israeli apartheid system
The Palestinian state cannot be the by-product of the Jewish state, just in order to keep the Jewish purity of Israel. Israel’s racial discrimination is daily life of most Palestinians. Since Israel is a Jewish state, Israeli Jews are able to accrue special rights which non-Jews cannot do. Palestinian Arabs have no place in a “Jewish” state.
Apartheid is a crime against humanity. Israel has deprived millions of Palestinians of their liberty and property. It has perpetuated a system of gross racial discrimination and inequality. It has systematically incarcerated and tortured thousands of Palestinians, contrary to the rules of international law. It has, in particular, waged a war against a civilian population, in particular children.”
Uma vergonha de facto.O estado-pária de israel,pária também pelo que diz Mandela.
O estado pária de Israel culpado de crimes contra a humanidade.
Um nojo,um asco tudo isto
Mas há muito mais a dizer.
Sorry pequeno sionista ao serviço dos sionistas
A verdade acima de tudo
Peço desculpa
Estes três últimos comentários destinavam-se a um outro texto.
(“Crimes cometidos no ataque de Israel à Flotilha da Liberdade – Conheça o relatório
1 de Outubro de 2010 por Renato Teixeira”)
que eu por engano ( e pelo cansaço) coloquei no post do Bruno
Será possível que não fossem colocados neste espaço?
É que só fazem sentido inseridos na discussão no post acima referido
As minhas desculpas renovadas