Síria, nas barricadas da luta anti-imperialista

Manobras do imperialismo no Irão

Têm-se verificado, nos últimos dias, semanas e, em alguns casos, meses, manobras militares e diplomáticas que não têm eco nos despachos das principais agências noticiosas. Para lá das capas dos jornais, o imperialismo está a preparar-se para elevar a guerra a um nível superior. Por todo o mundo, surgem informações preocupantes de que está em marcha uma agressão contra o Irão e contra a Síria.

Há mais de uma semana, o Hezbollah destruiu parcialmente a rede da CIA que operava no Líbano. Poucos dias depois, o Irão, um dos principais aliados daquela organização libanesa, capturou 12 agentes da CIA. A situação é tão explosiva que centenas de estudantes iranianos invadiram a embaixada britânica e retiveram funcionários durante algumas horas.

Os governos dos Estados Unidos, União Europeia e Israel mostraram-se indignados. Vários países expulsaram embaixadores iranianos. A comunicação social repetiu uma e outra vez as imagens da destruição da representação diplomática da Grã-Bretanha. Mas a velocidade com que se denunciou o facto contrasta com o silêncio sobre os sucessivos ataques e assassinatos de figuras militares e cientistas iranianos por parte de espiões ocidentais e israelitas.

Fazer da Síria uma nova Líbia

A violência crescente das posições políticas dos Estados Unidos, da União Europeia e de Israel contra o Irão e a Síria tem sido, naturalmente, acompanhada pela agressividade dos media. Não se fala no ataque, levado a cabo há duas semanas, atribuído à Mossad, que destruiu uma base militar iraniana e levou à morte de 17 soldados, incluindo o General Hassan Moghaddam. Mas fala-se muito sobre os milhares de mortos que o regime sírio terá provocado.

Esta é, aliás, a repetição, em parte, da estratégia utilizada na Líbia. Contudo, a realidade síria contrasta com o regime líbio. Não só há um maior apoio popular a um Estado que mantém características progressistas e conserva um profundo carácter anti-imperialista mas também há uma unidade nacional que no caso líbio foi destroçada pela realidade tribal.

Mas os confrontos diários que se dão em solo sírio estão envoltos numa espécie de nevoeiro mediático. Sabe-se que há agentes da CIA, do MI6 e da Mossad em território sírio. Fala-se no apoio financeiro, logístico e militar do imperialismo a grupos desestabilizadores no interior daquele país. Grupos que há meses têm vindo a ser treinados por forças francesas na Turquia. Mas nada disto se consegue saber através da Reuters, da France Press ou da AP.

As várias peças do xadrez sírio

A Turquia é, aliás, uma peça-chave num possível conflito com a Síria. Por motivos históricos, os dois países estiveram quase sempre de costas voltadas. Para além das disputas territoriais, durante algum tempo, Damasco apoiou o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Também foi para a Síria que centenas de milhares de arménios, perseguidos pelos turcos, fugiram. Para além das sanções e do crescente cerco económico promovido por vários Estados e instituições internacionais contra a Síria, há dias, Ancara anunciava as suas próprias sanções depois de dispor tropas ao longo da fronteira.

A Síria tem sido, desde há muito, um ponto de refúgio para muitos dos que são perseguidos pela violência da opressão. A solidariedade do povo sírio com o povo palestiniano é, por exemplo, histórica. A Síria é o país onde os palestinianos se sentem mais integrados e onde têm melhores condições de vida.

Mas a Síria tem também relações históricas, por diferentes motivos, com o Líbano e o Irão. Um ataque do imperialismo contra a Síria receberia, certamente, a resposta de Beirute e de Teerão. Provavelmente, provocaria uma guerra civil entre as várias sensibilidades religiosas, culturais e políticas libanesas. Teria o apoio dos grupos armados palestinianos. E não se descarta que, num cenário deste tipo, o PKK incremente as suas acções contra a Turquia.

A Síria não é a Líbia e a Rússia já deixou claro que não vai apoiar qualquer tipo de ambição militar por parte dos Estados Unidos, União Europeia e Israel, seja individualmente, seja enquanto NATO ou ONU. Há poucos dias, Moscovo ordenou a saída de vários vasos de guerra para a costa síria e mostrou que a sua posição não é retórica. Assim, o porta-aviões da NATO não estará sozinho. Também a China, a par da Rússia, travou as intenções de vários países no Conselho de Segurança da ONU.

Para além da Rússia e da China, até ao momento, a Síria tem a amizade de países como Cuba e a Venezuela. Fidel Castro e o presidente Hugo Chávez são, a seguir ao chefe de Estado sírio e ao líder do Hezbollah, das figuras mais acarinhadas pela população. Que não tem só a ver com as posições anti-imperialistas e pró-palestinianas mas com a presença de fortes comunidades sírias e libanesas nestes países.

Saber de que lado estar

O que o imperialismo tenta fazer, através do recurso à espionagem, ao treino e financiamento de grupos desestabilizadores, é provocar uma guerra civil que abra o caminho à sua intervenção. Ao contrário do que aconteceu no caso líbio, é quase certo que uma agressão à Síria acabaria por envolver o Irão, o Líbano, a Turquia e Israel. Uma agressão ao Irão teria uma resposta brutal com consequências imprevisíveis. Teerão já avisou que tem 150.000 misseis preparados para responder aos misseis Jericó de longo alcance que Israel colocou estes dias à volta de Jerusalém.

Perante uma profunda crise do sistema capitalista, a resposta parece não ser muito diferente da que as grandes potências imperialistas deram em diversos momentos da História. Porque o capitalismo é guerra e de guerra se alimenta, apresentam-se à humanidade desafios aos quais terá de saber responder. Sem tibieza, sem posicionamentos dúbios, há que saber de que lado da barricada estar.

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25 respostas a Síria, nas barricadas da luta anti-imperialista

  1. Felipao diz:

    Parabéns, um excelente post a desmascarar as intenções do imperialismo naquela região.

  2. José Gonçalves Cravinho diz:

    Gostei de ler esta análise muito bem feita à cerca da situação no Médio Oriente.Pois de facto como se vê,o anglo-saxão Imperialismo cujo Capitão General é o Tio Sam mafioso e flibusteiro que tem Bases Militares nos cinco Continentes e Esquadras Navais nos Sete Mares,e pretende ser não só Polícia do Planeta mas também Juiz e Carrasco.Àlém disto, àlém do apoio de Israel que é o seu Lugar-Tenente e braço-armado ali no Médio Oriente,
    o Tio Sam como Capitão General da Horda mercenária da NATO,terá o apoio da UE no
    caso de uma terceira Grande Guerra Mundial que me parece estar iminente.

    • zedatarada diz:

      “à cerca”
      eu sempre achei que “quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão” é um ditado popular perfeito.Como tal,e como não sei cantar,ficaria envergonhado por cantar em público.Também acho que quem não sabe português devia abster-se de escrever na Internet.

  3. Von diz:

    O escriba insiste na ideia de imperialismo. Mas a União Soviética e a China não são (ou foi, no caso de URSS) imperialistas? Não se desenvolveram através de uma política de expansão e domínio territorial, cultural e económico?

  4. Carlos Carapeto diz:

    Excelente artigo.
    São precisamente esses os objetivos do imperialismo. Controlar as fontes de energia do Médio Oriente e da Bacia do Caspio e lançar-se à conquista da Ásia Central, acercando-se das fronteiras da China e da Rússia. A partir daí têm o mundo na mão.

    A visita de Hilary Clinton ao Myamnar insere-se no mesmo jogo politico. Isto porque, face ao reforço dos efetivos militares Americanos na região do Estreito de Malaca, a China para contornar essa ameaça construiu dois pipeline através desse país a partir do Golfo de Bengala.

    Voltando à situação na Siria a coisa está muito complicada e incerta por enquanto. Eles para atacarem o Irão nunca o podem fazer sem primeiro dominarem a Siria. Porque em caso de um conflito, o Irão bloqueia de imediato o estreito de Ormuz, e nesse momento o feitiço voltasse contra o feiticeiro.

  5. julio ferreira diz:

    Jornalismo puro como já não há, parabéns.

  6. De diz:

    Um excelente artigo de facto.

    Mais alguns dados para o debate,que obtive através do Antreus:
    http://www.voltairenet.org/Mentiras-y-verdades-sobre-Siria

    (num pequeno artigo muito crítico sobre a nossa comunicação social e os nossos jornalistas -desde os estagiários até aos comentaristas avençados- Fernando Torres na Essência da Pólvora falava em ” gente acomodada e bem comportada, a impingir-nos crónicas sobre um país fictício, empanturrando a opinião pública com falsas questões, as quais apenas desviam a nossa atenção dos pãezinhos que os diabos andam a amassar… ”

    E podem crer que andam mesmo a amassar…)

  7. jpm diz:

    Impressionante o embevecimento com o vórtice da guerra. E a simplicidade, tudo tão simples e cristalino.

  8. Miguel diz:

    Há que ver também o jogo duplo que a diplomacia americana faz naquela zona e os laços que criou com o poder iraniano, após a ocupação do Iraque.
    Para a diplomacia americana, não convém que Israel ataque o Irão.
    Os E.U.A. têm bases militares no Iraque e um exército ainda estacionado. O conflito americano parece ser agora com o Paquistão, por este país não auxiliar convenientemente na guerra contra a guerrilha afegã.
    Um conflito com a Síria, bem como um ataque de Israel (aliada dos EUA) ao Irão, implicariam tumultos maiores no Iraque, algo que a estrutura de poder americana não deseja.
    Recordo que as brigadas xiitas iranianas e iraquianas (por exemplo, as de Muqtada-Al Sadr, que agora estão do lado do actual poder sírio) ajudaram o exército americano a vencer a resistência pró-Saddam (maioritariamente sunita).
    Recordo também que existe um entendimento entre o sistema político iraniano e a diplomacia de Washington. Como exemplo desse entendimento (ou jogo duplo) está a aceitação, da parte do Irão, do novo governo Líbio (com a bandeira do rei Idris).

  9. lpb diz:

    Espero que o Bruno Carvalho tenha tido o discernimento de guardar um lenço para comemorar a escrita disto, que o orgasmo bélico há-de ter sido forte. A pulsão anti-imperialista é tal que acaba a definir os termos da política síria de acordo com as suas prioridades. Torcer a política doméstica até se transformar num teatro adequado à ilustração dos nossos preconceitos também é imperialista. Vá lá ao livrinho de citações.

    Fico contente por saber que há um escrevinhador do 5dias com contactos no Mukhabarat. Já agora, aproveite e peça aos seus compinchas para não torturarem refugiados palestinianos. Nos antros imperialistas, ainda nos desagrada ouvir relatos de tortura medieval com certificação médica. E, nos antros imperialistas, ainda nos desagrada ler opiniões estouvadas de quem tem sonhos molhados com guerra, morte e membros decepados. A guerra não purifica, não é bela e não é um jogo de computador. As guerras de libertação também são feias e horrendas, como todas as outras. Fale com alguém que tenha perdido toda a família ou fale com alguém que não saiba onde pára a filha de dois anos. Já o fiz. Não é agradável.

    Por causa disso, quando vejo que escreveu algo como “Sem tibieza, sem posicionamentos dúbios, há que saber de que lado da barricada estar.”, só lhe posso dizer: vá bardamerda. Tibieza é assumir que o mundo é preto ou branco. Imagino que também tenha estado ao lado do gajo que financiou o Charles Taylor e o Foday Sankoh (outros títeres do anti-imperialismo toys’r’us). Não estou do seu lado nem do lado dos sionistas que afiam os dentes a pensar numa guerra nuclear e em ogivas estratégicas apontadas a Istanbul, Teerão, Amã ou ao Cairo. Também não estou do lado da China ou da Rússia, e muito menos da União Europeia (leia menos teorias da conspiração e perceba que a UE não passa de uma confederação de burros a caminho da implosão), da NATO, da ONU ou do Pentágono. A ter que escolher um lado, escolho o lado de quem está na Síria a levar porrada da segunda geração autocrática até amolecer o suficiente para aceitar um fantoche à medida das prioridades anglo-americanas, chinesas e russas. E é por causa de troncos de árvore como você, fascinados com os ayatollahs e com tudo o que cheira a anti-imperialismo consentâneo com o seu livro de citações, que a chamada Primavera Árabe está condenada a transformar-se em ícone de t-shirt. A democracia burguesa é uma grande merda, pois é. Sentado para aí a escrever num blog dá para fantasias sanguinárias. Mais uma vez: experimente falar com alguém que já levou tiros a sério, não daqueles feitos de bits e bytes, mas de ligas metálicas, e pode ser que as partes tintilem menos.

    Se tiver que haver barricadas, espero que as pessoas a quem você agracia com o papel de marionetas da sua imaginação delirante e sádica o deixem afogar-se de AK-47 na mão. Isto se tiver tempo para tirar a mão da pilinha.

    • De diz:

      Um comentário assim para o “machão” que se arroga o direito da pedantice um pouco rasca.
      Fala na mão na pilinha para mostrar o quê?Que está com ela na dita?Mas o que é que nós temos com isso?Porque não se deixa de apartes para a plateia como se a ocasião fosse para estas cenas tontas?

      Socorre-se do facto tremendo do falar com quem tenha padecido na guerra e tenha levado tiros a sério.
      Isto é a brincar,não?
      Mas como sabe o escrevinhador o que os outros passaram ou não?Mais.Com que direito se arroga tal escrevinhador de clamar para a sua “doutrina” os testemunhos das vítimas da guerra?
      Estamos na presença de um guionista de uma (má) série hollywoodesca?

      Mas os equívocos não ficam por aqui.
      Este Ipb não percebeu que o post escrito por Bruno Carvalho é um texto contra a guerra e as agressões que se adivinham contra a Síria e contra o Irão?
      É um texto que tenta somar pistas e que tenta desmascarar as sórdidas intenções dos “comedores de riquezas alheias”?
      A ânsia de levar as suas teses até ao écran do computador tolhe-se o discernimento para perceber tal?

      Depois há os comentários a falar sobre os antros do imperialismo e da sua repulsa pela tortura medieval e pela guerra…Para não ser muito violento direi que esta é uma forma estranha de mostrar a sua crítica a tais antros.Pelo contrário,este escriba parece deduzir que nos tais “antros” se condena a tortura e a guerra.Ora tal escrito revela de per si a qualidade de quem assim fala.A realidade tem desmentido tal elogio camuflado dos antros do imperialismo(adivinha-se Ipb escondido num deles,instalado confortavelmente num sofá e a escrever as suas certezas e os seus degradés de cinzento colorido.É deste tipo de argumentário que gosta?)
      Quanto à tortura de palestinianos….Mas quem defende tal?Mas desde quando o Bruno prescreveu tais métodos?Bem pelo contrário as suas posições sempre foram de crítica (violenta) a quem opta por tais processos.Quem tortura palestinianos tem sido o estado-pária de Israel e países do médio-oriente amigos do ocidente.Também infelizmente outros a praticaram mas advém daí que “deste lado da barricada”se defendam tais métodos?
      É que daqui parte-se para outra grande questão.A suposta “neutralidade” com que Ipb se escuda para justificar os seus pedaços de prosa redonda.Pergunte-se a um palestiniano se lhe é indiferente que a Síria seja vencida ou não.Pergunte-se a um palestiniano se é neutral a sua posição neste conflito todo?Um daqueles que Ipb cita de forma tão hipócrita
      (não ,não vou ter o supremo mau gosto de pedir inquéritos aos que “já levaram tiros a sério”, patati-patata)

      A questão da “neutralidade” já teve muitos frutos.Na Líbia vimos a cobardia de alguns dos personagens,a forma como pactuaram com uma guerra colonial e se prostraram perante o (eu sei que Ipb não gosta muito que se use a palavra) imperialismo.
      Podia e devia ser agora mais agressivo perante estes melros que pretensamente se fingem de puros (embora falem com agrado moral dos”antros imperialistas”),enquanto assistem impotentes às violências quotidianas do mundo em que vivem (podem de quando em quando escrever até um textozito de indignação)
      Tal como na Líbia escolhem os que “estão a apanhar porrada”…esqueceram-se,esquecem-se que quem acaba por levar porrada e porrada a sério são depois os tais libertados das cenas de porrada entrevistas dos “antros imperialistas”
      Ah esse exemplo magnífico (porque o supra-sumo do horror) do que se passou no Iraque …
      Saddam o mau da fita…. Substituído por um facínora mil vezes pior de nome Bush.
      ( ai de quem veja nestas palavras a desculpabilização de Saddam…)

      Porque não é indiferente nada do que se passa no mundo,porque as coisas não são nem pretas nem brancas antes pelo contrário,porque de facto não há quase nada a se opor aos planos do imperialismo,por tudo isto e muito mais, é nosso dever optar por quem está em contenda.Não se trata sequer de passar cheques em branco a ninguém, nem de ocultar o que está podre e deve ser combatido.Trata-se sim de agir antes que o mundo todo seja governado por um estado que não esconde o apetite voraz por tudo e por todos.Um estado e um modelo de sociedade que levarão a humanidade ao precipício se antes um e outro não forem detidos

      Ah mais uma breve nota.O vazio de quem se arroga o direito de não optar manifesta-se no floreado desta frase:”E é por causa de troncos de árvore como você, fascinados com os ayatollahs e com tudo o que cheira a anti-imperialismo consentâneo com o seu livro de citações, que a chamada Primavera Árabe está condenada a transformar-se em ícone de t-shirt.”
      Para quem foi apelidado de activista de sofá parece que lhe atribui demasiados poderes.
      (para já não falar na questão ridícula do fascínio pelos ayatollahs…má fé para tentar auto-justificar os dislates do texto?Ou para tentar maquilhar as posições de prima-dona (i)moral?)

      “Sem tibieza, sem posicionamentos dúbios, há que saber de que lado da barricada estar.”
      Eu sei que não lhe agrada.Paciência.Aqueles armados em “virgens púdicas” também não são do meu agrado.
      Agora se quiser pode ir ao sítio que aconselha

    • Tiago diz:

      Excelente lpb. Análise certeira sobre dislates de miúdos.

      • De diz:

        Sobretudo o dito apelo guerreiro de Bruno carvalho…?
        Mas isso são dislates de compreensão. do escrito
        E é justo que o Tiago os tenha também

        (não,não vale a pena ir pelo lencinho e pela mão do escriba citado…)

  10. Pode colocar ai que as maioria da população que vive em péssimas condições na Síria, e com certeza será seduzida pelas propostas de “liberdade e democracia” são os iraquianos que fugiram para a Síria devido a guerra do iraque! Guerra sem sentido (como se alguma tivesse) provocado pelo imperialismo. Agora, acho que todo mundo sabia que o Iraque não era problema para o mundo civilizado.A dúvida que fica é: o imperialismo já teria calculado as consequências da guerra do iraque para facilitar sua escala imperialista na região do oriente?

  11. Oliveira diz:

    “Mas os confrontos diários que se dão em solo sírio estão envoltos numa espécie de nevoeiro mediático. Sabe-se que há agentes da CIA, do MI6 e da Mossad em território sírio. Fala-se no apoio financeiro, logístico e militar do imperialismo a grupos desestabilizadores no interior daquele país. Grupos que há meses têm vindo a ser treinados por forças francesas na Turquia. Mas nada disto se consegue saber através da Reuters, da France Press ou da AP.” Mas então onde você conseguiu saber? Franceses na Turquia a treinar sírios?? E só há agentes da CIA, do MI6 e da Mossad? Nada da SVR? Ou dos serviços turcos ou sauditas ou iranianos?
    Quais navios russos? Estes que não vão para a Síria, segundo os almirantes russos? http://en.rian.ru/world/20111129/169147335.html
    E se fossem, iriam iniciar uma guerra contra a Nato, se esta entrasse na Síria? Acredita mesmo que a Rússia tem, actualmente, capacidade para isso?
    150.000 mísseis com capacidade para atingir Israel? Uau! O Irão deve ter um arsenal maior do que os dosEUA, da Rússia e da China!…

    • Carlos Carapeto diz:

      “Oliveira says:”

      Se tem pachorra para escrever boçalidades insanas, tambem deve ter paciência para se inteirar da verdade, ao menos informar-se das razões dos outro lado.

      Aqui:
      http://www.sana.sy/index_spa.html

    • Miguel Lopes diz:

      “Quais navios russos? Estes que não vão para a Síria, segundo os almirantes russos?”

      Já estão navios de guerra russos no porto sírio de Latakia.

  12. Orlando diz:

    Um óptimo artigo sobre a situação que vive actualmente o médio oriente, infelizmente a maioria da população continua a ser contaminada com informações duvidosas. Parabéns pelo seu artigo, assim se informam as pessoas.

  13. De diz:

    Former Mossad chief: Israeli attack on Iran must be stopped to avert catastrophe

    Pode ser lido aqui:
    http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=27998

  14. De diz:

    Outra notícia “interessante”:
    Report: New Libyan Regime Sends 600 Troops To Fight In Syria

    “In November, the Libyan capital, Tripoli, saw a mass protest by the rebels, who demanded that the NTC pay their wages. Some even threatened to overthrow the new government the way they did with the previous one, unless their demands are met.

    Funneling armed, underemployed and eager-to-fight youngsters to another country could be a convenient move for the NTC. The Syrian government, however, is likely to see them as mercenaries, which NATO member Turkey allowed into their country as an alternative to a full-scale military campaign, which is impossible without the sanction of the United Nations Security Council.”

    http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=27946

  15. Zebedeu Flautista diz:

    Ron Paul 2012 e isso acaba tudo!

  16. José O diz:

    Excelente artigo, Bruno. Excelentes ambém os comentários.
    O comentário do ipb, mostra afinal que, com a sua pretensa neutralidade, de que lado está: ao lado dos que nunca escolhem lugar, e assim, porque não denunciam as injustiças, assumem um lugar que é sempre ao lado dos vencedores. Veja-se a neutralidade da Suiça durante a II Guerra Mundial.
    Falam em teoria da conspitação, como se não se tratasse de conspiração real. A estratégia do Ocidente, e em especial dos EUA, consiste no domínio, a nível mundial, das fontes de matérias primas e em especial do petróleo. As guerras do Médio Oriente são, sobretudo, guerras do petróleo. Quem não vê isto é por pura ignorância ou por má fé. Veja-se um pouco da história destes países. De facto, nacionalizaram os poços de petróleo, o que retirou poder económico às empresas petrolíferas Ocidentais. O que agora assistimos é ao aproveitamento do descontamento popular nesses países pelo Ocidente. A história infelizmente dá razão àquilo que estou a dizer. O que acha que se passou no Iraque, seu eminente ipb? Onde estavam as armas de destruição massiça? Não estavam… O que aconteceu ao petróleo? Foi privatizado ao serviço das 4 Irmãs (as velhas 7 irmãs) e das congéneres ao seu serviço. Fértil imaginação dirá o ipb. Mas a Zapata, conhece? Sim, essa mesma, a empresa petrolífera dos Bush? E dos interesses da Exxon nas empresas de armamento como a McDouglas? Claro que tudo isto é uma teoria da conspiração …
    Claro que os povos do Iraque, do Egipto, da Líbia e da Siria, em maior ou menor grau, mostraram os seus descontentamentos contra os regimens autoritários que os têm governado. E a CIA, a Mossad e o MI6 (SIS) metem uma mão na engrenagem através de provocadores locais.
    Errado? Hummm, veja a democracia no Iraque, meu caro ipb. E já agora no Afeganistão …

  17. V Cabral diz:

    É claro que o “prémio Nobel da paz” está à rasquinha para morder a Síria e o Irão. Isto dá-me saudades do Pacto de Varsóvia …

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