A Independência perde-se, mas também se recupera…. Nem que se tenha tal como em 1383 ou 1640 atirar uns quantos pela janela!

É de um simbolismo tremendo, que o ano da ocupação Troikista, seja o último ano em que por ordem dos Vasconcelos dos nossos dias, o 1 de Dezembro, único feriado Português em que se celebra a independência seja cancelado.

Como sempre, este post/cartaz apanha muito bem a situação.

A Independência e a capacidade de auto-determinação de um povo são as suas, se não as mais, importantes conquistas. Já aqui havia referido isso. Por mais do que uma vez a Independência esteve em causa, nos dois momentos mais críticos, em 1383-85 e 1640, a luta triunfal pela sua recuperação incluiu colaboracionistas e ocupantes a voar de janelas ou torres abaixo. Pode vir a ser que daqui a uns anos, de facto não se celebre mais o 1 de Dezembro, mas o dia em que os actuais ocupantes e colaboracionistas sejam defenestrados também.

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16 respostas a A Independência perde-se, mas também se recupera…. Nem que se tenha tal como em 1383 ou 1640 atirar uns quantos pela janela!

  1. Pela invasão Troikista
    Acaba de ser decretado
    Terminem com o feriado
    Que celebra a conquista

    Do Portugal independente
    Passa a ser protectorado
    Até que esteja terminado
    O pagamento deprimente

    Que esmaga a vida da gente
    Pela independência lutar
    É de novo o nosso fado

    Para expulsar o ocupante
    Que pela janela há-de voar
    Voará ou acabará estatelado.

  2. Diogo diz:

    Porquê a defenestração quando temos uma ponte sobre o Tejo tão alta, tão comprida e com uma vista tão bonita?

    Já imaginaram quantos banqueiros, políticos e jornalistas eram possível “despontar” de uma só vez?

    • Isabel diz:

      Mania de poluir o Tejo, não??? Já se esqueceram do tempo em que o MRS se lembrou de ir para lá nadar para provar que não estava poluído?
      As implicações em ambos foram evidentes, por isso, as pontes, não!
      E o Manuel Pinho podia interpretar de outra forma essa do “despontar”…

  3. De diz:

    Um post apropriado por vários motivos.
    O primeiro pelo próprio título.Depois pelo dia em que é colocado.Continua pelo texto em si.É feliz quando nos encaminha para algumas referências entre as quais sublinho o texto de João Paulo Guerra.
    Mas há duas notas que quero aqui sublinhar: por um lado a ideia da associação de quem nos governa com os Miguéis de Vasconcelos de antanho.Faço-o também
    Por outro com a necessidade de não se entregar já o ouro ao bandido.Vale a pena lutar e também aqui,na pugna pelo trabalho com direitos,na recusa de mais trabalho sem remuneração,na exigência da dignificação de quem trabalha,na demanda de uma sociedade mais justa e humana.
    Ou seja,no dizer NÃO ao aumento do número de horas de trabalho,no recusar o fim dos feriados.

    João Paulo Guerra terminava o seu artigo com estas palavras:”E quem sabe se o abolido feriado da independência nacional passa a ser o toque a rebate por um País soberano, livre e justo, em incessante busca de “um dia inicial inteiro e limpo” (Sophia de Mello Breyner Andersen).

    Concordo com tudo isto.Só ressalvo uma coisa.Ainda temos uma palavra a dizer.Antes de…

  4. De onde vem tamanha autoridade para se arrancar dois feriados à história de um povo e sua pátria: este governo é circunstancial e passageiro – o Álvaro, o Gaspar e o Passos não receberam mandato dos portugueses para tal. Urge correr com estes vendilhões.

  5. An Lage diz:

    Treta nacionalista! Nem outra coisa era de esperar…

    • De diz:

      Há quem seja assim.
      oscilando entre a subserviência a Passos e o curvar do espinhaço a Merkel.
      … e depois fale em treta nacionalista
      numa atitude de modernaço

      Já sabemos o que a casa gasta.

  6. ricardosantos diz:

    JÁ SE ESQUECERAM DO ZECA?

  7. Não é proclamado feriado por mero acaso! Existiu, existe e existirá um motivo forte para que se torne determinado dia num feriado. Confesso que sinto uma enorme revolta para com este tipo de seres descendentes do Asco, que assassinam a memória de um Povo em nome do “supremo interesse da Nação”. Cortam feriados com o falso propósito de poupar dinheiro! O Estado português (Paulo Portas antigo ministro da defesa e actual ministro dos negócios estrangeiros) deixou fugir 189 milhões de euros de investimentos na economia portuguesa que resultavam da compra das viaturas Pandur para o Exército e para a Marinha. Mas depois vêm falar em cortar feriados para poupar?! Para quando medidas verdadeiramente estruturantes, justas e a médio e longo prazo.

    Dois dos feriados mais importantes que temos, onde o Povo Português (independentemente da classe social) expulsou aqueles que faziam sangrar de morte o nosso país, libertando-o duma governação/domínio espanhol (1 de Dezembro) e duma monarquia obsoleta (5 de Outubro), vão deixar de ser feriados, tentando eles assim apagar dois movimentos populares marcantes da história do nosso Portugal. Porque não fazer o mesmo com aqueles que se escondem atrás de uma falsa legitimidade, adquirida através da democracia mas totalmente fundamentada na mais baixa e nojenta acção, que é mentir descaradamente àqueles que acreditaram neles! Para quando um autêntico plano para colocar Portugal no sítio onde merece, proporcionando aos seus habitantes uma vida digna, equitativa e justa.

    Chega de medidinhas de cocó, que só fazem crescer a bola de excrementos que estes escaravelhos continuar a enrolar, a engrossar e a envolver todos aqueles que apenas querem viver, e não sobreviver; que querem melhorar, e não apenas aumentar os rendimentos de meia dúzia de gafanhotos infectos.

    Assistir sereno e resignado a este enforcamento público, selectivo e cruel da democracia, da verdade, e da história de um país secular, não é aceitável. Não podemos continuar alienados, não nos podemos deixar quebrar por quem não tem moral, legitimidade e por quem se diz Português. Para se ser um verdadeiro Português, não basta ter um documento a dizê-lo que o é. É preciso agir como tal, honrando o que muitos fizeram (mesmo com o sacrifício da própria vida e com o sacrifício da vida dos seus). Conhecer, comemorar e festejar a história do nosso Portugal é sabermos que houve tempos difíceis, mas que nós todos juntos, independentemente das diferenças, saberemos reconhecer os inimigos da Nação e que saberemos agir de forma a colocar um fim a este tipo de situações.

    Estes seres rastejantes não fazem nem querem fazer parte da solução, eles são o problema. A solução está nas nossas mãos, como sempre esteve e como sempre estará. Basta relembrar a história que estes seres querem ignorar e tentar apagar, basta relembrar o dia da restauração da independência (1 de Dezembro), o dia da implantação república (5 de Outubro) e o dia em que derrubámos a ditadura/fascismo (25 de Abril). Acredita que a solução está nas nossas mãos, pois a história assim o demonstrou várias vezes. A história serve para conhecermos o passado, compreendermos o presente e para previrmos o futuro. O passado diz-nos que foi e é possível mudar; o presente diz-nos para agirmos; o futuro dir-nos-á que estevemos certos e que tínhamos razão… Viva Portugal, viva o Povo Português! Disse…

  8. Gentleman diz:

    A extrema-esquerda de braço dado com o nacionalismo mais bacoco.
    Que patético…

    • franciscofurtado diz:

      Nada de novo, as elites dominantes e a direita sempre prontas a vender o país e sacrificar o povo para manterem a sua posição. Mais uma vez caberá ao Povo na Rua resgatar o seu país e o seu futuro. Patética é a crença que actos e afirmações (como a do indivíduo que produziu o comentário acima) deste tipo irão ficar impunes… Cedo ou tarde à sempre uma janela à espera do traidor.

    • De diz:

      Plenamente de acordo Francisco Furtado.
      Adivinha-se Gentleman, prostrado sob as botarras de Merkel, ao lado de Passos Coelho que, como vem sendo hábito, está a lamber as botas da dita.
      Enquanto vai desfiando as inúmeras razões para proceder assim.
      Uma só basta…onde está o cacau?

      Já vimos o filme bastas vezes.
      Miguel de Vasconcelos também terá pensado que a plebe estava de braço dado com o nacionalismo bacoco enquanto, escondido no armário, tentava escapar?

      As elites dominantes são o que são.Geralmente a vida mostra que nem isso são.E em Portugal tal tem sido por demais evidente.
      Sobram assim estas coisas que de olhos em alvo, com os floreados habituais sorriem e fazem as vénias da praxe aos novos senhores,enquanto palitando os dentes vão murmurando perante a turba que se agita:
      Que patético.A extrema-esquerda de braço dado com ….

      Apenas um bacoco a fazer o seu papel.

  9. José diz:

    Não concordo com a extinção destes feriados civis, pelo simbolismo que encerram, pela importância que tiveram no Portugal que somos hoje.
    Não me importava nada de perder alguns feriados religiosos, que a maior parte da população nem sabe do que se trata.
    Fico fascinado a ver aqui tantos internacionalistas subitamente abertos aos valores patrióticos.

  10. De diz:

    Mais uma vez de acordo caro franciscofurtado.
    De resto já usei essa mesma expressão – Pátria o Muerte,Venceremos – exactamente como argumento para os mesmos fins que o Francisco.Sublinhando na altura que de facto há diferenças entre alguns marxistas da América latina e alguns europeus,entretidos estes últimos muitas vezes com questões que lhes turvaram/turvam a visão, tornando-a imbuída de uma atitude claramente idealista. Fugiram da História com esse apego a uma visão abstrata e pura do universal, impedindo-os por exemplo de uma adequada compreensão dos movimentos de libertação nacional.
    Poderia dar um tratado como diz.

    Quanto à questão dos feriados, esta vai mais longe que o simbolismo que encerram. Passa direitinha pelas relações laborais,logo pelas relações entre exploradores e explorados.
    Mas não deixa de ser curioso ver como, de repente, as tais elites de que falava há pouco, mandam às malvas os tais simbólicos dias.Cumprem os seus desígnios de classe.E mais uma vez traem o seu próprio “Povo”, submetendo-se por inteiro aos ditames do Capital e às ordens da troika e quejandos.Com o rancor de quem traz contas para ajustar,com o prazer de quem quer mais exploração

    Por isso não pode haver perdão para quem assim governa.
    Nem para os seus capangas em exercício

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