MACEDOFINGER 007 – O meliante mentiroso ao serviço da brutalidade policial, do ataque à greve, da frau Merkel e do herr FMI.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A partilha popular do vídeo que mostra a agressão, mesmo tendo sido censurado, já deve ter sido visto, só na rede, por vinte mil pessoas (15 mil no primeiro dia e outras 5 mil ontem e hoje). Se contarmos com a audiência das televisões esse número terá chegado às centenas de milhar.

A fotografia divulgada posteriormente, em apenas 24 horas, é a terceira posta mais vista de toda a história do 5dias, com perto de 13 mil visualizações, no dia em que cerca de 20 mil visitas e page views foram contabilizadas nesta tasca.

Estas estatísticas, para além de confrontarem os factos nos corredores do poder e de lá poderem vir a trazer consequências, tem ainda outra conclusão virtuosa: a verdade vende! Porque não o faz a RTP se tem mais imagens para além das que mostrou?

Depois de se provar que a tutela mentiu (duas vezes) e que além de manifestantes também agrediu jornalistas (ler denúncia do Sindicato), naquele que consubstancia um ataque premeditado ao direito à greve, o que espera Macedo para pedir a demissão?

Quando os de baixo já não querem e os de cima já não podem, os de baixo vencem! É isso que o 15O vai fazer daqui a pouco, às 12h30, na Conferência de Imprensa marcada para a porta do Ministério da Administração Interna, onde fará chegar ao gabinete do Ministro Miguel Macedo aquilo que já é evidente para todos.

14.º Comunicado de Imprensa – 28 de Novembro – Governo divide e criminaliza:

Amanhã [hoje], dia 29, terça-feira, em frente ao Ministério da Administração Interna [estando de costas para o Tejo é o edifício identificado do lado direito, onde se encontra o gabinete do senhor ministro Miguel Macedo], pelas 12h30, a ‘Plataforma 15 de Outubro’ apresentará a sua posição oficial sobre os acontecimentos do passado dia 24 e responderá às questões da comunicação social onde deixará claro o repúdio à violência usada sobre cidadãos pacíficos que exerceram o seu direito à manifestação.

Depois da manifestação internacional do passado 15 de Outubro e em Assembleia Popular no mesmo dia, foi feito o apelo às centrais sindicais para convocação de uma Greve Geral Nacional e dias depois a data foi oficialmente marcada. Dia 24 de Novembro o país parou com níveis de adesão impressionantes e pela primeira vez na história cidadãos independentes, sindicatos, movimentos sociais e estudantis fizeram uma manifestação que desaguou em frente à Assembleia da República, em S. Bento. O dia 24 de Novembro deu aos governantes um sinal inequívoco da reprovação popular e da massa trabalhadora em relação às propostas políticas totalmente inaceitáveis, que estão em cima da mesa, através de uma austeridade que cada vez mais se mostra autoritária, e isso incomoda.

Daí que a apreciação que o governo faz desse dia seja claramente divisionista e criminalizadora, sendo necessário tirar consequências dos eventos ocorridos durante todo o dia e repor publicamente a verdade dos factos:

A ‘Plataforma 15 de Outubro’ testemunhou e por isso denunciará a presença de elementos da polícia, não fardados e não identificados, presentes entre os manifestantes, e que incitaram à violência por palavras e acções. Facto que contraria as afirmações públicas do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo. O tipo de acção policial em causa além de ilegítima é ilegal e antecede a construção de uma narrativa que começara a ser produzida na noite anterior relativamente aos piquetes de greve, em vários locais de trabalho, nomeadamente na estação da Carris da Musgueira e nas oficinas municipais de Oeiras. Nestes locais, os piquetes foram claramente atacados por elementos da polícia armados com caçadeiras e metralhadoras, assim como pela polícia de intervenção.

O propósito da construção destes ‘factos’ é claro para a ‘Plataforma 15 de Outubro’: 1- O governo pretende criminalizar e julgar em praça pública os movimentos sociais e sindicais em luta conjunta contra as políticas de retrocesso social e histórico, no dia da Greve Geral Nacional; 2- O governo português empregou no dia 24 de Novembro práticas típicas de regimes autoritários e repressivos, como o emprego de agentes provocadores entre manifestantes pacíficos, a utilização indiscriminada de violência contra cidadãos de forma absolutamente avulsa, desproporcionada e ilegítima, o ataque a piquetes de greve e a detenção indiscriminada de transeuntes e manifestantes pacíficos.

Na continuação da criação de ‘factos’, Miguel Macedo apoiou a acção policial e procurou dividir e criminalizar a luta conjunta que levou dezenas de milhares de manifestantes pacíficos às ruas de Lisboa. A ‘Plataforma 15 de Outubro’ rejeita por isso toda e qualquer acusação de violência que lhe seja imputada, estando perfeitamente ciente de que a verdade dos factos desmente categoricamente a ficção conscientemente construída contra a grande mobilização social que vem ganhando força e legitimidade, contra a austeridade e em defesa da Democracia.

A Democracia em Portugal está, como a ‘Plataforma 15 de Outubro’ tem vindo a referir, ferida e em grande perigo. No dia 24 de Novembro comprovou-se que é esse o rumo pretendido por este Governo, tendo havido por parte do poder instituído uma tentativa falhada mas deliberada de ensombrar o sucesso da Greve Geral Nacional e da grande manifestação ocorrida nesse dia.

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14 respostas a MACEDOFINGER 007 – O meliante mentiroso ao serviço da brutalidade policial, do ataque à greve, da frau Merkel e do herr FMI.

  1. António diz:

    Foram umas bastonadas muito bem dadas para quem se julga acima da lei e tem a ousadia de atacar um agente da polícia, deixando-o ferido com gravidade. Pode ser que aprenda e para a próxima respeita a lei e a ordem do país!

    • Renato Teixeira diz:

      E onde é que viu tudo isso, para lá de estar nas obras completas da Valentina Marcelino?

    • De diz:

      Não se sabe o que admirar mais.Se o elogio da bastonada,se a mentira boçal e rastejante. “António” la sabe o que é e o que diz.
      De qualquer das formas “António” é um exemplar típico de um qualquer camisa negra transplantado para os anos 11 deste século XXI.
      Fede e tresanda.
      Uma ratazana de esgoto!

      O fascismo espreita por trás dos nicks destas coisas sinistras
      Estamos a assistir ao desabrochar dos ovos da serpente

      • Gentleman diz:

        LOL
        O De Pavlov continua a divertir-nos.
        Então ele chama de “fascismo” ao comportamento que a polícia de qualquer estado socialista (passado ou actual) tem rotineiramente?

        • Renato Teixeira diz:

          Oh Gentleman, deixe lá o De em paz e comente esta trapalhada do governo. Sobretudo a si interessava ouvir nesta matéria. Onde anda perdido o tal Estado de Direito Democrático?

        • De diz:

          Gentleman faz o que tem que fazer.
          Esconde e protege.Os Macedos e os Antónios.
          Está certo
          Faz o seu trabalho

  2. Observador diz:

    Não te terás esquecido de descrever o CV do dito agredido? Não te terás esquecido de descrever os momentos anteriores à agressão? Porque é que se deu a detenção?

  3. Pingback: #sem nexo, mentiras e vídeo « frogfart

  4. Foi da banalização da repressão mais selvagem que surgiu o 25 de Abril, bem como todas as outras revoluções. Está lá nos manuais de história. A repressão brutal em torno dos poderosos tem pois a interessante (ainda que dolorosa) vantagem de revelar com transparência quais são os fins e as motivações do poder. Nesse sentido, ela motiva os reprimidos a agregarem-se, a organizarem-se, a lutarem. A resposta à repressão é uma só: REVOLUÇÃO. O capitalismo não se reforma, destrói-se. Não se emenda, apaga-se.

  5. xatoo diz:

    a estratégia de criminalizar a dissidência faz parte de um programa global de procedimentos policiais nos Estados subjugados como Portugal. Pretende-se aterrorizar as populações por forma a que estas se sintam intimidadas e aceitem passivamente toda a espécie de imposições politicas: governos não eleitos nomeados por bancos, perda de direitos adquiridos, generalização da pobreza pela retirada do investimento público no emprego (dinheiro investido em guerras de ocupação no exterior), etc. O povo tem todo o direito de se manifestar e usar todos os meios ao seu alcance para apear um governo que não cumpre a Constituição, logo, tem de ser declarado ilegal!
    A chave para a compreensão do ovo da serpente está no imperialista “National Defense Authorization Act” que esta semana Obama pretende ver aprovado no Congresso – ou seja, pior que Bush com a guerra preventiva, este decreto irá dar poderes à administração Obama para prender suspeitos por actos que estes ainda não praticaram, manter dissidentes presos por tempo indeterminado, sem culpa formada, nem julgamento e toda a espécie de arbitrariedades policiais em nome da ordem (neoliberal).
    Se os governantes em Portugal aceitam a dominação no campo económico, as directivas da Nato e se sujeitam a toda a espécie de ingerências politicas no país, porque não haveriam de aceitar as normas do Império para a “segurança nacional interna”? existe um pacto nesse sentido – o inimigo das Policias como orgãos de repressão somos nós, os do Povo – obviamente, se os extremistas no poder querem radicalizar a luta, terão uma resposta a condizer.

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