Classe, valor e conflito social

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Sala multiusos 3, piso 4, Edifício de I&D, Av. de Berna, nº 26
28 de Novembro
14h00
Sessão de abertura
Presidente do Instituto de História Contemporânea (FCSH-UNL), Professor Doutor Fernando Rosas
14h30
Composição social dos assalariados e movimentos sociais nas últimas décadas
Ursula Huws (London Metropolitan University, Reino Unido), José Nuno Matos (ICS) e Giovanni Alves (UNESP, Brasil)
16h30
Classe, valor e conflito social
João Valente Aguiar (ISFLUP), Bruno Peixe Dias (CFUL), Ricardo Noronha (IHC, FCSH-UNL) e Guilherme da Fonseca Statter (CEA-ISCTE)

Múltiplos discursos políticos e ideológicos têm incidido sobre a classe trabalhadora ao longo dos últimos 150 anos. Das perspectivas de exaltação ou de atribuição de um pendor teleológico a essa classe social, às abordagens que buscam consensualizar o mundo assalariado na sociedade contemporânea, os enunciados políticos e simbólico-ideológicos em torno deste assunto têm sido variados. Nas ciências sociais, a discussão da classe trabalhadora e das classes sociais tem dado igualmente lugar a posições relativamente focalizadas numa dimensão, desde as perspectivas que vão da inserção sócio-profissional no tecido social à equiparação das classes sociais ao somatório de estilos de vida.

O cruzamento interdisciplinar apresenta por isso potencialidades interpretativas relevantes para, por um lado, ultrapassar discursos enraizados no senso comum, que tendem a polarizar a classe trabalhadora em termos de uma maior ou menor propensão revolucionária ou conservadora no campo político. E, por outro lado, que procure superar concepções unilaterais e relativamente unidimensionais na aproximação ao objecto de estudo em equação, sejam elas portadoras de um viés economicista ou culturalista.

Este seminário tem como objectivo ampliar a discussão em torno das classes sociais – e sobretudo da classe trabalhadora – enquanto entidades colectivas dinâmicas. A sua inscrição no processo histórico permitir-nos-à compreender o nexo entre as posições objectivas na estrutura socioeconómica e a sua participação num contexto social, político e cultural mais amplo, com um enfoque particular sobre a produção de valor, as relações sociais que caracterizam a sociedade capitalista, as dinâmicas de mobilização colectivo e de conflito social que tomam forma no seu seio.

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9 respostas a Classe, valor e conflito social

  1. De diz:

    No corre corre dos dias tenho deixado passar algo a propósito de três dos seus posts anteriores em que transpunha um artigo de Marcos Aurélio da Silva.
    Serve esta para sublinhar que não conhecia nada deste autor.Que apesar de me ser de leitura difícil, já que não é de perto nem de longe a minha área, é sempre oportuno ler “coisas” vindas directamente de quem está no terreno. E que descobri artigos muito interessantes no blog de tal autor,um dos quais de João Quartim de Moraes,sobre um livro de Ludo Martens, “Stalin – um outro olhar”A leitura de tal artigo impressionou-me pela sua coragem intelectual,honestidade e rigor histórico.
    O debate é sempre útil e esclarecedor.
    Um abraço

    or isto

    • João Valente Aguiar diz:

      Sim, o Marcos Aurélio tem coisas deveras mto interessantes.
      Pode ser que mais coisas venham a ser publicadas.
      Abraço!

  2. tric diz:

    eu não acredito!!?? Fernando Rosas é o Presidente do Instituto de História Contemporânea!! lol não admira que a história do século XX seja uma intrujice! venera-se quem deixou os portugueses na fome e despreza-se que tirou os portugueses da miséria em que se encontrava!! como é que um pessoa, sem qualquer idependencia mental, chega a Presidente do Instituto de História Contemporânea!!??…só por cunha politica!!

    • João Valente Aguiar diz:

      Sem eu querer defender quem quer que seja, diga lá quem é que tem independência mental? Talvez alguém com o cérebro desembutido do corpo, só pode…

  3. Diogo diz:

    Caro João Aguiar,

    Você postou aqui um emaranhado de ideias num português difícil de decifrar (e eu estou habituado a ler).

    Mas deixe-me actualizar a coisa – as grandes massas seja do que for, são coisas do passado.

    Tenho avós que nasceram na primeira década do século XX (um deles sobreviveu até ao século XXI). Nunca eles sonharam na sua adolescência com as transformações tecnológicas que vieram a presenciar.

    Vem isto a propósito de uma revolução que está a acontecer, há muito, sob os nossos olhos: a evolução tecnológica exponencial.

    O homem está a ser substituído pela máquina na produção. Com desemprego maciço não há salários. Sem salários não há vendas. Sem vendas não há lucros. Sem lucros não há propriedade privada dos meios de produção.

    Ou seja, todo o paradigma económico a que estamos habituados há séculos vai ser radicalmente modificado a curto/médio prazo.

    O homem dedicar-se-á ao que lhe der prazer, deixando o trabalho às máquinas, e os capitalistas e os banqueiros vão parar ao caixote de lixo da História.

    • JDC diz:

      Nada mais falso. Nem todas as operações de produção podem ser realizadas por máquinas. Além disso, essas próprias máquinas precisam de manutenção. Por fim, o investimento em tais máquinas só é viável em produção em série; pequenas séries de um determinado produto jamais seriam rentáveis (nada substitui a flexibilidade do ser humano).
      Além de tudo isto, mesmo que o paradigma de produção se alterasse totalmente para a automatização, o grande valor acrescentado passaria para a criação de melhor e mais eficiente tecnologia. Não há volta a dar

  4. Enfoco Noticias diz:

    Isso se chama Brasil caros amigos..rs

  5. Lc diz:

    Afoto domcartaz é de quem? É horrívelzinha.

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