150 cientistas sociais em defesa do estado social e apoio à greve geral (na verdade, são já 170)

EM DEFESA DA DIGNIDADE, DO TRABALHO E DO ESTADO SOCIAL, APOIAMOS A GREVE GERAL

O último ano tem sido marcado por uma catadupa de decisões políticas atentatórias das condições de vida dos cidadãos e dos serviços e apoios sociais arduamente conquistados ao longo da história, criando uma situação que é tão mais gravosa quanto ocorre num quadro de progressivo desemprego e recessão económica.

É o caso dos cortes unilaterais nos salários dos trabalhadores do Estado, da apropriação fiscal de grande parte do subsídio de Natal dos trabalhadores e pensionistas, do corte dos subsídios de Natal e de férias dos trabalhadores do sector público e dos pensionistas que, tal como o aumento do horário laboral no sector privado, estão previstos para o próximo ano, da substancial diminuição do financiamento ao Serviço Nacional de Saúde e à educação pública, ou da restrição do acesso ao subsídio de desemprego e a outras prestações sociais.

No entanto, estas opções políticas não se limitam a agravar as condições de vida dos trabalhadores, pensionistas e suas famílias, fazendo até perigar a própria subsistência de muitos deles em condições minimamente dignas.

Essas decisões são tomadas em nome do reequilíbrio das contas públicas e da necessidade de servir a dívida. No entanto, devido à recessão que já provocam e irão aprofundar, não permitirão sequer atingir esses objectivos. Dessa forma, ao sofrimento imposto a milhões de pessoas e à injustiça na repartição dos custos, vem somar-se a consciência da inutilidade de tais sacrifícios.

Mais ainda, as medidas tomadas no âmbito das políticas de “ajustamento” constituem uma brutal subversão do contrato social que permitiu à Europa libertar-se, após a II Guerra Mundial, da endémica incerteza e insegurança de vida dos seus cidadãos e, com base nisso, assegurar vivências mais dignas, uma maior equidade e níveis de paz social e segurança colectiva sem paralelo na sua história.

Ao subverterem a credibilidade e a segurança jurídica da contratação laboral e sua negociação, ao esvaziarem e restringirem os elementos de Estado Social implementados no país (pondo com isso em causa o acesso dos cidadãos à saúde, à educação e a um grau razoável e expectável de segurança no emprego, na doença, no desemprego e na velhice), essas opções políticas, apresentadas como se de inevitabilidades se tratasse, reforçam as desigualdades e injustiças sociais, abandonam os cidadãos mais directamente atingidos pela crise, e criam as condições para que a dignidade humana, os direitos de cidadania e a segurança colectiva sejam ameaçados pela generalização da incerteza, do desespero e da ausência de alternativas.

Por essas razões, os cientistas sociais signatários reafirmam que os princípios e garantias do Estado Social e da negociação consequente dos termos de trabalho não são luxos apenas viáveis em conjunturas de crescimento económico, mas sim condições básicas da dignidade e da existência colectiva, que se torna ainda mais imprescindível salvaguardar em tempos de crise. São, para além disso, elementos essenciais de qualquer estratégia credível para ultrapassar a crise e relançar o crescimento económico.

Num quadro de fortes limitações orçamentais, esse imperativo societal requer a reversão das crescentes assimetrias na distribuição de riqueza entre capital e trabalho, designadamente através da utilização de uma substancial e mais equitativa tributação dos lucros e mais-valias como fonte do reforço de financiamento dos serviços e prestações sociais.

Sendo as opções governativas em curso (e em particular a proposta de OGE 2012) contrárias a estas necessidades e atentatórias da dignidade humana e da segurança colectiva, os cientistas sociais signatários apoiam a Greve Geral convocada pela CGTP-IN e a UGT para o próximo dia 24 de Novembro, apelando aos seus concidadãos para que a ela adiram.

Tratando-se embora de uma acção a nível nacional, os signatários saúdam também esta Greve Geral como um momento do combate europeu contra as políticas de austeridade e de regressão social, a favor de mudanças na política europeia que coloquem no centro os cidadãos, o crescimento económico, o desenvolvimento e a defesa da Europa Social e da democracia.

Os cientistas sociais:
Alan Stoleroff (ISCTE-IUL), Albino Cunha (ISCSP-UTL), Alexandre Abreu (CEG-UL), Amanda Guapo (IELT-UNL), Ambra Formenti (ICS-UL), Amélia Frazão Moreira (FCSH-UNL), Ana Benard da Costa (ISCTE-IUL), Ana Benavente (ULHT), Ana Cordeiro Santos (CES-UC), Ana Costa (ISCTE-IUL), Ana Cristina Ferreira (ISCTE-IUL), Ana Cristina Santos (CES-UC), Ana Delicado (ICS-UL), Ana Horta (ICS-UL), Ana Margarida Esteves (Tulane Un.), Ana Paula Guimarães (FCSH-UNL), Anália Torres(ISCSP-UTL), André Gago (IELT-UNL), Anne Cova (ICS-UL), António Brandão Moniz (FCT-UNL), António Carlos Santos (UAL), António Galamba (antr.), António José dos Santos (ISPA), António Monteiro Cardoso (CEHCP-IUL), António Teodoro (ULHT), Brian O’Neil (ISCTE-IUL), Britta Baumgarten (CIES-IUL), Carlos Augusto Ribeiro (FCSH-UNL), Carlos Pedro (antr.), Carlos Rodrigues (UA), Catarina Casanova (ISCSP-UTL), Cícero Pereira (ICS-UL), Clara Saraiva (FCSH-UNL), Cristiana Bastos (ICS-UL), Cristina Santinho (CRIA), Domingos Morais (IELT-UNL), Dulce Simões (INET-UNL), Eduardo Castro (UA), Elisabete Figueiredo (UA), Elísio Estanque (CES-UC), Elsa Lechner (CES-UC), Elsa Peralta (ICS-UL), Emília Margarida Marques (CRIA), Fátima Sá M. Ferreira (ISCTE-IUL), Fernanda Partas (CLUNL), Francisca Alves-Cardoso (FCSH-UNL), Frédéric Vidal (CRIA), Giovanni Alves (CES-UC), Gonçalo Santinha (UA), Graça Videira Lopes (FCSH-UNL), Guilherme Fonseca-Statter (CEA-IUL), Gustavo Cardoso (ISCTE-IUL), Guya Accornero (CIES-IUL), Helena Lopes (ISCTE-IUL), Henrique Sousa (FCSH-UNL), Hermes Costa (CES-UC), Hugo Dias (CES-UC), Inês Godinho (antr.), Inês Sachetti (UCLA), Irene Flunser Pimentel (hist.), Isabel Cardigos (FCSH-UA), João Areosa (soc.), João Edral (IELT-UNL), João Estevão (ISEG-UTL), João Ferrão (ICS-UL), João Leal (FCSH-UNL), João Luís Lisboa (FCSH-UNL), João Paulo Dias (CES-UC), João Pedroso (FE-UC), João Pina Cabral (ICS-UL), João Rodrigues (CES-UC), João Seixas (ICS-UL), João Teixeira Lopes (FL-UP), João Vasconcelos (ICS-UL), Jorge Bateira (econ.), Jorge Carvalho (UA), Jorge Malheiros (IGOT-UL), José António Fernandes Dias (FBA – UL), José Carlos Mota (UA), José Castro Caldas (CES-UC), José Gabriel Pereira Bastos (CRIA), José Manuel Cordeiro (ICS-UM), José Manuel Pureza (CES-UC), José Manuel Rolo (ICS-UL), José Manuel Sobral (ICS-UL), José Mapril (CRIA), José M. Leal da Silva (IELT-UNL), José Neves (FCSH-UNL), Lourenzo Bordonaro (CRIA), Lucília José Justino (IELT-UNL), Luís Ferreira da Silva (ISCSP-UTL), Luís Silva (CRIA), Luís de Sousa (ICS-UL), Luís Souta (ESSE-IPS), Luísa Lima (ISCTE-IUL), Luísa Oliveira (ISCTE-IUL), Luísa Schmidt (ICS-UL), Luísa Tiago de Oliveira (ISCTE-IUL), Manuel Carlos Silva (ICS-UM), Manuel Couret Branco (UE), Manuel Loff (hist.), Manuela Ivone Cunha (UM), Margarida Paredes (CRIA), Margarida Pereira (FCSH-UNL), Margarida Perestrelo (ISCTE-IUL), Maria Cardeira da Silva (FCSH-UNL), Maria Clara Murteira (FE-UC), Maria Eduarda Gonçalves (ISCTE-IUL), Maria Fátima Ferreiro (ISCTE-IUL), Maria Inácia Rezola (IHC-UNL), Maria Inês Amaro (FCH-UCP), Maria João Freitas (LNEC), Maria José Casa-Nova (UM), Maria José Silveira (ISCSP-UTL), Maria Luís Pinto (UA), Maria da Paz Campos Lima (ISCTE-IUL), Mário Vale (IGOT-UL), Marlene Rodrigues (CPES-ULHT), Marta Prista (FCSH-UNL), Marzia Grassi (ICS-UL), Mauro Rodrigues (IELT-UNL), Mauro Serapioni (CES-UC), Michel Binet (CL-UNL), Micol Brazzabeni (CRIA), Miguel Cardina (CES-UC), Miguel Vale de Almeida (ISCTE-IUL), Mónica Truningen (ICS-UL), Nuno Domingos (ICS-UL), Nuno Martins (UCP), Oriana Alves (IELT-UNL), Patrícia Alves Matos (CRIA), Paulo Castro (ISCTE-IUL), Paula Godinho (FCSH-UNL), Paulo Alves (ISCTE-IUL), Paulo Castro Seixas (ISCSP-UTL), Paulo Granjo (ICS-UL), Paulo Mendes (UTAD), Paulo Peixoto (FE-UC), Paulo Raposo (ISCTE-IUL), Pedro Aires Oliveira (FCSH-UNL), Pedro Hespanha (CES-UC), Raquel Rego (ISEG-UTL), Raúl Lopes (ISCTE-IUL), Renato Carmo (ISCTE-IUL), Ricardo Sequeiros Coelho (CES-UC), Ricardo Paes Mamede, Rita Poloni (ICS-UL), Rosa Maria Perez (ISCTE-IUL), Rui Bebiano (CES-UC), Rui Tavares (hist.), Ruy Blanes (ICS-UL), Sanda Samitca (ICS-UL), Sara Falcão Casaca (ISEG-UTL), Sílvia Portugal (CES-UC), Sofia Aboim (ICS-UL), Sofia Sampaio (CRIA), Sónia Bernardes (ISCTE-IUL), Sónia Ferreira (FCSH-UNL), Sónia Vespeira Almeida (CRIA), Susana Boletas (ICS-UL), Susana Durão (ICS-UL), Teresa Albino (IICT), Teresa Carvalho (UA), Teresa Santos (ICS-UL), Tiago Correia (CIES-IUL), Tiago Saraiva (ICS-UL), Vera Borges (ICS-UL), Virgílio Amaral (CES-UC), Vitor Ferreira (ICS-UL), Vitor Neves (FE-UC)
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12 Responses to 150 cientistas sociais em defesa do estado social e apoio à greve geral (na verdade, são já 170)

  1. tric diz:

    “Tratando-se embora de uma acção a nível nacional, os signatários saúdam também esta Greve Geral como um momento do combate europeu contra as políticas de austeridade e de regressão social, a favor de mudanças na política europeia que coloquem no centro os cidadãos, o crescimento económico, o desenvolvimento e a defesa da Europa Social e da democracia.”

    são cientistas sociais e ainda não perceberam que a ilusão acabou…Portugal contruiu a crédito um modelo social sem sustentação económica…desmoronou! a “Europa” e as politicas do FMI, tiveram o condão de nos anestesiar para um mundo ficcionado…enquanto a natureza impiedosa se encarregava de destruir a ecónomia nacional…deram com uma mão e destruiram com a outra! quando é que Portugal sai do Euro??

    • paulogranjo diz:

      Parece que o amigo Tric ainda ṇo percebeu que, apenas por exemplo, as empresas-base do Belmiro de Azevedo vivem do cr̩dito Рvivem de receber na hora, por produtos que iṛo pagar (aos fornecedores) a 30 ou a 60 dias, devolvendo ainda o que se estraga e podendo, entretanto, utilizar essa liquidez a cr̩dito para obter mais-valias nos mercados financeiros.

      O “viver a crédito” não é um particularismo português ou sequer europeu.
      Foi a alternativa criada desde os anos 1980, na sequência das políticas liberais e de desindustrialização aplicadas por Thatcher e Reagan, para permitir níveis de consumo não demasiado inferiores aos então habituais, num contexto, daí resultante, de rápida e forte degradação da remuneração real do trabalho, e da distribuição entre capital e trabalho na distribuição da riqueza. Por outras palavras, foi uma forma de, num quadro de forte e contínua quebra do poder de compra a partir dos salários reais, manter o pessoal a viver de uma forma mais ou menos semelhante mas a crédito, enquanto o capital reforçava os seus lucros e a sua parte na apropriação da riqueza, quer a montante, quer acessoriamente com base nos juros cobrados por esse crédito.

      O Estado Social e especificamente a segurança social, entretanto, são das poucas coisas neste país que nunca viveram com base no “crédito” de que tanto se fala, nem com base no suposto maná das verbas comunitárias (que vieram e em quantidade, mas com contrapartidas de custos económicos bem mais graves). Viveram com base na comparticipação obrigatória de quem trabalha legalmente por conta de outrém, e da comparticipação equivalente das siuas entidades empregadoras (desde que estas, claro, entreguem quer a sua parte, quer o que descontaram para esse efeito nos salários dos seus trabalhadores); acessoriamente, e de forma nem sempre cumprida, vem também dos impostos.

      Mas não é preciso ser cientista social para pensar nisto tudo, em vez de engolirmos as patranhas que nos repetem exaustivamente para justificar como é que nos puzeram nesta situação (e que, afinal, a culpa até é nossa e não de quem criou e geriu o problema).
      Basta pensar e documentar-se, em vez de repetir o que nos dizem para pensarmos, aproveitando para gozar com quem não faz de papagaio enganado.
      Experimente um dia. Dá um pouco mais de trabalho, mas olhe que não doi.

  2. Gentleman diz:

    Cientistas sociais… E se esta gente fosse aprender a fazer contas?
    A realidade explicada por quem sabe fazer contas.

    • paulogranjo diz:

      E se quem só sabe fazer contas (ou nem isso, como o empregado da troika que sugeria os cortes nos salários do sector privado, que tornariam de imediato impossível cumprir as metas orçamentais, devido à quebra de receitas fiscais), fosse aprender qualquer coisinha acerca das realidades sociais e do impacto das contas sobre as pessoas e as di´^amicas socio-económicas, um pouco para além da lógica económica de merceeiro?

      E se quem só sabe fazer contas a partir do quadro existente e resultante das opções políticas passadas e presentes, tivesse a capacidade de pensar alternativas, para lá dos entrolhos do business as usual?
      Por exemplo, lembrar-se que «Num quadro de fortes limitações orçamentais, esse imperativo societal requer a reversão das crescentes assimetrias na distribuição de riqueza entre capital e trabalho, designadamente através da utilização de uma substancial e mais equitativa tributação dos lucros e mais-valias como fonte do reforço de financiamento dos serviços e prestações sociais.»?

    • De diz:

      Dois comentários a esta espécie de comentário de Gentleman:
      O primeiro para sublinhar a posição troglodita e tosca do referido cavalheiro pela forma como trata quem deve ser tratado com respeito.A frase “Cientistas sociais… E se esta gente fosse aprender a fazer contas?” revela alguma perturbação na avaliação do mundo em que vive,para além de uma espécie de “racismo” larvar face aos cientistas sociais.No fundo nada de novo entre alguns que,qual peralvilhos, lhes sobra mais umbigo que massa encefálica.
      O segundo comentário é para sublinhar mais uma vez o facto de se tornar enjoativo o video que Gentleman continua a pregar.Não sei se Gentleman tem um acordo com o personagem em causa no sentido de propagandear os dislates daquele ou se recebe alguma avença dos media que transportam Medina Carreira ao colo.Carreira é o que é.Ex-ministro do P”S”,co-responsável pela presente situação do país,é conhecido por duas coisas esenciais:pelo seu amor à troika,destacando-se o seu papel de subserviência reles e pusilânime aos interesses do grande capital e do FMI.E pela sua presença constante nos media,onde replica o que o dono quer ouvir.
      Gentleman por sua vez replica o replicador.
      (Quase) nada mais

  3. Pingback: Não se pede nada « O Intermitente (reconstruido)

  4. PT diz:

    Se “assistente de bordo” é o politicamente correcto para “hospedeira”, “cientista social” equivale a quê???
    Fico é abismado em não ver nessa lista o nome do “papa” do progressismo social-científico, S. Santidade Boaventura I.

    • paulogranjo diz:

      É uma designação geral que comummente abrange os trabalhadores científicos (sobretudo investigadores e docentes) das várias disciplinas das ciências sociais.

      Quando ao que chama “papa”, a esmagadora maioria deste pessoal é ateu, embora, de facto, vários trabalhem no vaticano. No entanto, um outro signatário inicial ficou de lhe mandar um convite à adesão, como no caso dos restantes 142 signatários. Imagino que não tenha respondido devido à rapidez do processo. Isto foi recolhido em 2 dias e meio, e continuam a chegar adesões.

  5. Luís diz:

    Mas porquê o enfoque nos cientistas sociais? Por que é que isto não foi divulgado junto de todos os “cientistas”, ou universitários? A temática diz apenas respeito às áreas ditas sociais?

    Francamente, não compreendo, ou assim espero.

  6. Manuel-António diz:

    solidário com a ‘ defesa da dignidade, do trabalho e do estado social’, mas reconheço que a greve em pouco ou nada alterará o aviltante orçamento troikiano.

  7. Joao diz:

    Cientistas Sociais – nem sabia que existiam. Sendo os 150 “académicos” são pagos com o dinheiro dos meus impostos, rapidamente me vem à cabeça uma ideia de como o Estado podia poupar no salário anual de 150 pessoas que apenas consomem e não criam riqueza para o país.

    • paulogranjo diz:

      Não é, certamente, da responsabilidade deles a sua extraordinária ignorância.
      Nem o seu orgulho em ser ignorante.
      Nem que você gostasse de um país onde a investigação científica fosse ireelevante.
      Nem que você ache que é desnecessário, para o país, formar pessoas menos ignorantes do que você.

      Mas, já que considera dispensável (e um mero consumo improdutivo de recursos) o trabalho de sociólogos, historiadores, economistas, geógrafos, antropólogos, cientistas políticos, linguistas e etc., fico com muita curiosidade de saber que extraordinário trabalho produtivo, criador de tanta riqueza para o país, é que você exerce.

      Pode esclarecer-nos a esse respeito?

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