Nunca esperei não festejar o dia da queda de Berlusconi.
Tal como a Grécia, Itália vive um golpe de Estado que substituirá o primeiro-ministro eleito por um oficial de interesses. Para a Grécia os mercados escolheram um Constâncio, que já veio deitar água na fervura quanto à possibilidade de haver eleições em Fevereiro, e em Itália fala-se de um Vitorino. Num e noutro caso, a transição será feita sem eleições, sob a lógica da unidade nacional, para aplicar a austeridade que o povo contesta.
Contudo é bom que se note que estes golpes estão a ter toda a colaboração do chamado “centro-esquerda”. Ciente de que o seu apoio às políticas de austeridade lhe trará desastres eleitorais históricos (já sucedeu em Portugal, sucederá em Espanha e as sondagens na Grécia e em Itália não são animadoras), este centro-esquerda não hesita em promover uma pretensa unidade para governos de emergência nacional. O objectivo é evitar eleições, ainda que seja à custa do sonho de Manuela Ferreira Leite: a suspensão da democracia. A Internacional Socialista brinca com o fogo.
Em Portugal este golpe não está longe de poder suceder. Não é inimaginável que, perante o aumento da contestação social ou um desentendimento com quem especula, Cavaco não chame a Belém a tríade PSD+PS+CDS para ditar um governo de salvação nacional. António Borges espreita a oportunidade.
É neste contexto que a esquerda portuguesa se tem de preparar para o mais importante confronto depois do pós-25 de Abril. Tanto na rua como eleitoralmente – mas isto fica para outro escrito.
Ontem no i




Com a agravante de na Grécia a merda da social democracia já estar coligada no governo com a extrema direita…
Como sempre estão com os fascistas contra o povo… é a história a repetir-se… será que o resultado também vai ser o mesmo?
Não querendo ser pessimista, creio que eleitoralmente a esquerda portuguesa não tem hipótese até porque o PS não entra nessas contas. É um combate que deve ser travado mais numa lógica de esclarecimento e mobilização popular e será sempre feito em desvantagem em relação à direita que possui meios de comunicação e tem sempre ao seu dispor os habituais comentadores e “opinion-makers”. Nada de novo portanto.
Mas é realmente na rua que se vai decidir o futuro e é aí que esquerda deve ser forte porque há mais de metade dos eleitores a abster-se e isso não pode ser atribuído ao preconceito de que o português em dia de eleições vai para a praia. Há certamente muita gente descontente com este sistema e que usa a abstenção como forma de protesto.
“Em Portugal este golpe não está longe de poder suceder”…
Não é por nada que:
“Lisboa, 08 nov (Lusa) – O secretário-geral do PS afirmou hoje que o seu partido foi contactado pela troika, através do Governo, para uma reunião …
António José Seguro falava em entrevista à TVI, dizendo que o contacto da troika com o PS foi feito hoje mesmo por via do Governo português.
“Houve um salto qualitativo, porque a troika, quando esteve em Portugal em agosto, não tomou idêntica iniciativa. O contacto foi feito via Governo de Portugal”, disse Seguro
A sondar já o terreno?Face aos percalços que aí se adivinham?
“Nunca esperei não festejar o dia da queda de Berlusconi.”
Essa frase é lixada.
Nem eu!
… e Berlusconi sobreviveu 18 anos a tudo…!!!eleições, processos judiciais, escândalos sexuais… só a Merokosy é que não!!!
parece-me mesmo que não estamos longe de ter um borges qualquer à frente do governo, a governar-se, e e estarmos à beira da guerra!! aliás estas imposições aos povos não é uma declaração de guerra???
nunca como hoje faz tanto sentido a máxima marxista: “Povos do Mundo, Uni-Vos”!!!
e é na RUA, porque ainda é NOSSA, que a LUTA se fará!!
dia 24 NOV 11, GREVE GERAL!!!
p.s. gostava tanto de ver os intelectuais, musicos, artistas em geral a participarem activamente nestas lutas….
otelo should not call for a coup d’etat but rather for a referendum on the coelho’s broken promises and the outrights lies that he used to win the last election.
the military should guarantee the democratic imperative that the people be informed and their will be expressed and respected.
if al capone won an election with false promises and then hijacked the country for criminal purposes while violating his promises, it’d be the duty of everybody to “subvert the state”, not only of the country’s military.
when feudal lords increased exploitation and expropriated their subjects in order to escape from their financial wrecks, they would always ask their people to “respect the law” (the law they had just changed; see coelho de passo).
but the alternative of defaulting on the parasitic bankers should be on the referendum ballot, not that of giving back the power to the self-annointed by-bribe-only manager class of the plutocrats (i.e., the “socialists”).