A frase original não é minha, mas faz todo o sentido adaptá-la aos dias que vivemos.
Mesmo que os dotes de oratória do primeiro-ministro conseguissem convencer-nos do contrário, o que não é o caso, a verdade é que está a ser delineada uma guerra que, em última instância, tem como objectivo aumentar as desigualdades sociais e cavar um fosso cada vez maior entre ricos e pobres através da transferência de dinheiro dos segundos para os primeiros.
Ao mesmo tempo que se esbulha funcionários públicos e reformados em 14% do seu vencimento anual, os detentores das grandes fortunas não pagam um cêntimo que seja para a resolução da crise.
Ao mesmo tempo que se esbulha funcionários públicos e reformados em 14% do seu vencimento anual, os grandes grupos económicos vêem ser criada uma pequena taxa adicional de apenas 5%.
Ao mesmo tempo que funcionários públicos e reformados são espoliados em 14% do seu vencimento anual, os detentores do grande património continuam sem qualquer tipo de taxação.
Ao mesmo tempo que funcionários públicos e reformados são rapinados em 14% do seu vencimento anual, os Bancos – principais causadores da crise – continuam a não pagar impostos e ainda se dão ao desplante de querer abocanhar, sem condições, os milhões da Troika que todos nós vamos pagar.
Ao mesmo tempo que funcionários públicos e reformados são usurpados dos seus direitos mais básicos, todos aqueles que ganham milhões em mais-valias bolsistas e dividendos continuam a rir-se do esforço que os outros fazem.
Ao mesmo tempo que tudo se ratoneia aos mais pobres, tudo se perdoa aos mais ricos.
Ao mesmo tempo que as Micro e Pequenas e Médias Empresas vão sobrevivendo como podem, o Grande Capital esconde o seu dinheiro nos off-shores e paraísos fiscais e sai da crise ainda mais rico do que antes.
Ao mesmo tempo que todos os sectores públicos sofrem cortes, o dinheiro disponível para consultorias e pagamento de projectos, sabemos nós a quem, vai aumentar.
Ao mesmo tempo que todos pagam os bens de primeira necessidade mais caros através do IVA, os produtos de luxo continuam sem qualquer tipo de aumento fiscal.
Ao mesmo tempo que as escolas públicas se debatem com dificuldades cada vez maiores, as escolas privadas vêem crescer o quinhão que generosamente recebem do Orçamento de Estado.
Os exemplos podiam continuar. Mas a verdade, sem querer desculpar Pedro Passos Coelho, é que ele não é o principal culpado. O primeiro-ministro não passa de um peão, devidamente instrumentalizado pelos chefes da pandilha que nos governa. Todos eles estão conscientes de que a guerra só será vencida quando os portugueses forem reduzidos a uma condição de quase escravatura e quando todos os os europeus estiverem a receber ao nível dos chineses. Estas medidas são apenas a forma de chegar lá.
Como diz acima o Tiago, os ricos protegem-se entre si quando chegam ao poder. Porque há uma guerra a travar. E infelizmente, por muito que nos custe, são eles que neste momento estão a ganhar essa guerra.
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«O primeiro-ministro não passa de um peão, devidamente instrumentalizado pelos chefes da pandilha que nos governa»
A pandilha que nos governa, não o conseguiria fazer sem um batalhão de peões no Governo, na Assembleia e nos Media.
Que fazer então? Batalhas campais com a polícia? Evidentemente que não!
A coisa poderia começar com um acidente infeliz a um comentador da televisão, um assalto a um deputado com um desfecho trágico, uma bala perdida que acerte na cabeça de um secretário de estado…
E na guerra a primeira vítima costuma ser a verdade. Os ricos não pagam um cêntimo que seja?? Os bancos não pagam impostos?? Já ouviu falar da progressividade dos impostos (que faz com que os que ganham mais paguem muito mais)? Acha mesmo que é com essas aldrabices que vai ganhar a luta de classes ou deixou-se embebedar nos sofismas do agitprop?
Seja bem educado na casa dos outros e se não tem capacidades cognitivas para ler estes textos, então abstenha-se de os comentar.
Como é óbvio, e não percebeu porque não quis, refiro-me aos novos impostos. Não, não vão pagar um tostão a mais em relação ao que já pagavam.
ó antónio, segundo dados da APB- assoc. portuguesa de bancos, em 2009 os bancos pagaram 15,9% de IRC, o que equivale a 275 milhões de euros, mas… e este é um grande mas… segundo a mesma associação, desses 201 milhões de euros são recuperáveis! ou seja, em 2009 os bancos portugueses pagaram 4% de impostos! e viva a progressividade dos impostos…
Os bancos…
esses grandes coitados…
“O Sr. Primeiro-ministro explicou com clareza que a suposta “ajuda “ internacional não é para financiar a economia, é para encher os bolsos à banca. É por isso que nem um cêntimo dos 12 mil milhões que o Governo vai entregar ao sector financeiro pode ir para a Caixa Geral de Depósitos e apoiar as pequenas e médias empresas. Aliás esta exclusão da Caixa é bem significativa. Os dinheiros sobre os quais o Estado vai suportar milhares de milhões de euros de juros, só podem ir para os bancos privados, enquanto o banco público terá de se recapitalizar vendendo o sector segurador e outros activos”
Palavras hoje de Bernardino Soares no parlamento.
Mas há tanto a dizer do pagamento de impostos por parte da banca…
Tanto a dizer sobre o fluxo de dinheiro dos mais pobres para os mais ricos,como diz o Ricardo Santos Pinto
Será falta de vergonha só?Da parte do “antónio”?
Mas António, tem mesmo a certeza que quem mais ganha paga mesmo muito mais de impostos? Nunca por tal dei. Deve ser noutro país que não este.
Xor Tóino,a explicação está lá em baixo nos coments da autoria do De.Entendeu?Não a quer rebater?porquê?Porque contra numeros não há argumentos e,o sr.,finalmente compreendeu das 2 uma:ou compreendeu mesmo-e,isso é honestidade e ,eu tiro o meu chapéu por respeito e,admiração!
ou então compreendeu ou não,que já não tem argumentos para defender TERRORISTAS SOCIAIS e com os quais ombreia-neste caso,quero que vá para o inferno!
Os bancos…
esses grandes coitados…
“Segundo o Boletim Estatístico de Março de 2011 do Banco de Portugal, a banca a operar em Portugal obteve, do BCE, financiamento no valor de 14.407 milhões € em 2008; de 19.419 milhões € em 2009; e de 48.788 milhões €, pagando uma taxa de juro de apenas 1%, o que determinou que, por este volume de empréstimos, deverá ter pago ao BCE cerca de 826 milhões €. Segundo também o Boletim do Banco de Portugal, a banca cobrou pelos empréstimos que, com esse dinheiro obtido do BCE, depois concedeu a particulares, a empresas e ao Estado, taxas de juro médias que variaram entre 5,05% e 6.87%, o que permitiu à banca embolsar, nos três anos, juros que somaram 4.683 milhões €. Se subtrairmos a esta receita de 4.683 milhões €, os juros que teve de pagar ao BCE – 883 milhões € – ainda restam 3.828 milhões €, que constituem a sua margem financeira líquida obtida só com o financiamento do BCE à taxa de 1%.”
De um estudo de Eugénio Rosa em Abril de 2011
Ou seja O BCE financiou a especulação dos bancos, e a banca em Portugal já lucrou com
isso 3.828 milhões de euros, à custa das famílias, das empresas e do Estado.
A “progressividade dos impostos”…
na banca…
“Segundo o Banco de Portugal, entre 2009 e 2010, os Resultados Antes de Impostos da banca em Portugal aumentaram 13,2%, mas o valor dos impostos pagos sobre os lucros (IRC + derrama) diminuíram em -26,2%, pois passaram de 446 milhões € para 329 milhões €, o que determinou que os Lucros Líquidos da Banca tenham aumentado (+22,9%), portanto mais do que a subida registada nos Resultados Antes de Impostos (13,2%). O aumento mais elevado nos Lucros Líquidos da banca deve-se ao não pagamento dos impostos que qualquer outra empresa está sujeita. Em 2 anos apenas (2009/2010), a banca em Portugal devia ter pago mais 491 milhões € de impostos se tivesse pago a taxa legal. A taxa média efectiva de impostos sobre lucros paga pela banca em Portugal foi, em 2009, de 19,2% e, em 2010, de apenas 12,9%, o que dá uma taxa média de 16,2% para o período 2009-2010, quando a taxa legal é de 26,4% (24,9% de IRC + 1,5% de derrama). A injustiça fiscal no nosso País atingiu uma dimensão nunca antes atingida depois do 25 de Abril, e quando a carga fiscal sobre trabalhadores e pensionistas cresceu muito.”
(do mesmo estudo de Eugénio Rosa)
É por isso que o CDS me dá asco e o PPD/PSD me mete nojo!