“We All Stand Together”, ou A Cada Um As Suas Razões Para A Unidade

Face à intenção do chanceler da catedral de St Paul de arranjar forma de correr com os membros do movimento Occupy London das imediações, activistas e grupos cristãos preparam-se para fazer um anel protector em torno deles.

Segundo um comunicado assinado por instituições cristãos que incluem a Fellowship of Reconciliation, o Student Christian Movement, a Christianity Uncut, o Zacchaeus 2000 Trust, a revista Third Way, a London Catholic Worker, a Society of Sacramental Socialists e vários grupos Quaker,

«Como Cristãos, estamos lado a lado com as pessoas de todas as religiões que estão a resistir à injustiça económica com não-violência activa. O sistema económico global perpetua a riqueza de muito poucos à custa de muitos. É baseado na subserviência idólatra para com os mercados. Não podemos adorar ao mesmo tempo Deus e o dinheiro.»

Este ateu não praticante aplaude.

(notícia do Guardian, aqui)

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Uma resposta a “We All Stand Together”, ou A Cada Um As Suas Razões Para A Unidade

  1. As manifestações são como as greves. São aborrecidas, chateiam, têm gente a protestar gritando coisas incómodas, enchendo e encerrando lugares públicos.

    Lógico que sim. Mas, tal como as greves, o objectivo é mesmo esse. A ideia é incomodar para chamar a atenção para a nossa opinião, mostrar a nossa indignação. O objectivo é lutar contra o que entendemos estar errado mostrando que somos muitos com o mesmo ideal e que não aceitaremos de ânimo leve esta ou aquela medida.
    O direito à manifestação da opinião em conjunto com muitas pessoas é um direito inalienável. É democrático, é justo, é importante, e é uma das poucas armas que o Povo tem de se fazer ouvir.

    Eliminar os possíveis locais de manifestação para não ouvir o Povo é errado, totalitarista e muito grave. Além da natural indignação de quem se vê obrigado a protestar acresce a raiva proveniente do sentido de injustiça por os governantes os quererem silenciar.

    O que virá depois?
    Locais isolados e apropriados para manifestações onde o Povo poderá descarregar à vontade as suas indignações onde não chateiem? Sem direito a presença dos media, já agora, para não darem ideias aos outros cidadãos?

    Em Espanha proibiram já em 110 locais que o Povo se manifeste durante as próximas eleições.

    Não quero ir para onde, aparentemente, nos querem encaminhar.
    E quando me tentam obrigar faço muito barulho e fico violento.
    Não estou a convidar ninguém a nada…
    Estou só a dizer.

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